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Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h41
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Saúde no fio da história

Saúde no fio da história

1/2/2011

Agência FAPESP – Fruto de um projeto homônimo, o livro Na corda bamba de sombrinha: a saúde no fio da história, lançado pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) e pela Casa de Oswaldo Cruz (COC), duas unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), une a história a questões recentes da saúde pública.

A publicação didática narra, em dez capítulos, a trajetória percorrida pela sociedade brasileira na busca por melhores condições de saúde desde o Brasil colônia até os dias atuais.

De acordo com os organizadores, Carlos Fidelis Ponte e Ialê Falleiros, o título da obra é uma referência ao contexto histórico da criação do Sistema Único de Saúde (SUS) e à reforma sanitária brasileira.

O livro, que pode ser acessado gratuitamente pelo site, em formato pdf, também conta com um material de apoio ao professor e um vídeo educativo dirigido pelos pesquisadores do EPSJV Ialê Falleiros e Júlio César França Lima.

Título: Na corda bamba de sombrinha: a saúde no fio da história
Organizadores: Carlos Fidelis Ponte e Ialê Falleiros
Páginas: 337
Mais informações: www.epsjv.fiocruz.br/index.php?Area=Material&Tipo=8&Num=160



Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h40
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Anúncio de alimento não saudável predomina na televisão

Entre as crianças, 40% assistem mais de 6 horas de televisão nos fins de semana

Participaram do trabalho 15 crianças de 10 a 12 anos e 15 mães, entrevistados para avaliar a maneira como percebem a publicidade de produtos alimentícios na televisão. Também foi analisada a programação dos dois canais de maior audiência para o público infantil, de segunda à sexta-feira. “Entre as crianças pesquisadas, 26% viam mais de 3 horas de televisão durante a semana, e 40% assistiam 6 horas ou mais no final de semana”, conta Alexander.

O tipo de alimento mais veiculado foi o fast-food, também apontado como o preferido pelas crianças, ao lado dos refrigerantes e dos produtos lácteos. “Elas possuem uma memória voltada para aquilo que aparece na televisão”, diz o nutricionista. “Embora já diferenciem a propaganda do restante da programação, sentem vontade de consumir os produtos e pedem aos pais para comprar.”

Nenhum dos alimentos anunciados no período acompanhado pela pesquisa é considerado saudável, aponta Alexander. “A publicidade transmite uma ideia errada sobre a qualidade nutricional, ludibriando crianças que alimentos ricos em açúcar ou gorduras são saudáveis, por exemplo”, afirma. O pesquisador relata que em alguns casos, apesar da veiculação de informações verdadeiras, não há honestidade nos anúncios, o que fere a ética publicitária. “Mostra-se que um suco de frutas não tem conservantes, mas é omitida a presença de outros aditivos que podem ser prejudiciais à saúde.”

Influência
As mães entrevistadas na pesquisa não souberam identificar os publicitários como responsáveis pelos anúncios de alimentos. “Entretanto, 40% não concordam que a publicidade tenha que ter apelo à criança”, observa Alexander. “É importante resssaltar que os pais não apenas estão entre os responsáveis pelos hábitos alimentares dos filhos como também servem de influência, por isso, precisam de orientação.”

Alexander alerta que o Brasil é um dos poucos países do mundo que não possuem regulamentação séria sobre a publicidade de alimentos e bebidas para crianças até 12 anos. “A lei deve vir em respeito à fase de formação da criança, que está compreendendo o mundo em sua volta para se comportar como consumidor”, destaca. “No último dia 17 de dezembro, mais 50 entidades da sociedade civil lançaram a Frente pela Regulamentação da Publicidade de Alimentos, para reivindicar junto ao Poder Público a regulamentação do tema”.

A publicidade institucional do governo federal é outro caminho apontado pelo nutricionista para incentivar o consumo de alimentos saudáveis. “Anualmente são gastos 6 bilhões de reais em publicidade, sendo que com apenas 1% desse valor seria possível colocar seis inserções semanais na televisão de anúncios mostrando os benefícios de alimentos como frutas, verduras e legumes”, calcula Alexander. “O governo tem a obrigação não só de educar como de cuidar da saúde das crianças.”

O nutricionista mantém na internet o blog NUTRItodos, que divulga informações sobre alimentação saudável e oferece orientação aos pais sobre os produtos anunciados na televisão. O endereço é . A pesquisa faz parte da dissertação de Mestrado de Alexander, defendida em outubro do ano passado, com orientação da professora Isabel Maria Teixeira Bicudo do Departamento de Prática de Saúde Pública da FSP.

Mais informações:email  alexander@usp.br ou no blog http://www.nutritodos.com.br (Fonte: Agência USP)



Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h05
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Mestrado em Comunicação - Inscrições Abertas

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Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 23h27
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Propaganda e obesidade

Propaganda e obesidade
Artigo publicado por Carlos Monteiro, integrante do GT Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva, no jornal O Globo, em 16/12/2010.

A comparação de resultados de duas pesquisas domiciliares realizadas pelo IBGE na primeira e segunda metades da década de 2000 evidenciou o explosivo aumento da obesidade no Brasil. Em apenas seis anos, entre 2003 e 2009, a frequência do excesso de peso em adolescentes aumentou 4 pontos percentuais em meninas (de 15% para 19%) e 5 pontos em meninos (de 17% para 22%). No mesmo período, o excesso de peso em adultos ganhou 7 pontos entre mulheres (de 41% para 48%) e 9 pontos entre homens (de 41% para 50%). O resultado é que entramos na década de 2010 com um quinto dos adolescentes e metade dos adultos brasileiros apresentando excesso de peso. Mantida essa tendência, "precisaríamos" de apenas mais 10-15 anos para "alcançar" a calamitosa situação encontrada nos EUA, onde um terço dos adolescentes e dois terços dos adultos padecem de excesso de peso. A situação é ainda mais preocupante na faixa etária entre 5 e 9 anos, onde o excesso de peso está presente em cerca de um terço das crianças brasileiras, frequência já muito próxima da americana.

Resultados das mesmas duas pesquisas do IBGE descrevem agora as mudanças que ocorreram nos alimentos que os brasileiros adquirem para consumo no domicílio. Chamam a atenção o aumento no consumo relativo de pães, biscoitos, doces, refrigerantes, carnes processadas, refeições prontas e misturas industrializadas, e a redução no consumo de arroz, feijão, leite, farinha de trigo, óleo de soja e açúcar. Isso significa essencialmente que alimentos minimamente processados e ingredientes culinários tradicionais estão sendo substituídos por alimentos industrializados prontos para consumo, os quais chamaremos aqui de produtos ultraprocessados.

O que há de errado com produtos ultraprocessados e como o aumento do seu consumo poderia explicar ao menos parcialmente o aumento da obesidade nos últimos seis anos?

Produtos ultraprocessados quando na forma sólida tendem a conter alto teor de gordura e açúcar e pouca água e fibras, o que determina que tenham quantidade de calorias por volume cerca de 60% superior à encontrada em preparações culinárias tradicionais. Quanto maior a quantidade de calorias por volume no alimento menor sua capacidade de promover saciedade com a mesma quantidade de energia. Portanto, a troca de preparações culinárias tradicionais por refeições feitas à base de produtos ultraprocessados torna mais difícil para o organismo equilibrar calorias ingeridas e calorias queimadas, obrigando-o à única saída possível: transformar o excesso calórico em tecido adiposo.

Quando líquidos, como refrigerantes e bebidas açucaradas em geral, produtos ultraprocessados são particularmente eficazes em "enganar" o sistema de autorregulação do balanço de energia. As calorias desses produtos não são reconhecidas como tal pelo organismo e, portanto, não serão "compensadas" com a redução no consumo de outros alimentos, significando que o seu destino será, mais uma vez, a expansão do tecido adiposo.

Produtos ultraprocessados tendem a ser hiperpalatáveis graças à adição generosa de gorduras, açúcar e sal e ao uso de toda sorte de aditivos "realçadores de sabor" pela indústria de alimentos. A hiperpalatabilidade também compromete a capacidade de o organismo humano se saciar com uma quantidade limitada de calorias.

Produtos ultraprocessados são corretamente chamados "alimentos de conveniência" na medida em que requerem mínima ou nenhuma preparação, têm longos prazos de validade, podem ser comercializados em diferentes tamanhos e são facilmente encontrados em todos os lugares. Ocorre que a conveniência associada a esses produtos favorece modos de alimentação que também prejudicam a eficiência da autorregulação do balanço de energia, como substituir refeições principais por lanches, consumir megaporções, comer a toda hora, comer dirigindo, comer trabalhando, comer vendo televisão e... comer sem fome.

Finalmente, mas não menos importante, campanhas publicitárias milionárias e extremamente eficazes cuidam para ampliar as "vantagens" dos produtos ultraprocessados, promovendo sua hiperpalatabilidade ("você não pode resistir") e sua conveniência ("coma em qualquer lugar e a qualquer hora"), quando não estimulando diretamente o comer compulsivo (um desses produtos atende pelo sugestivo nome de "Sem parar"). Além disso, a não regulação do marketing desses produtos no Brasil permite sua oferta e propaganda em todos os ambientes (incluindo escolas, hospitais e farmácias), promoção por celebridades, uso de alegações saudáveis sem base cientifica comprovada, megadescontos na compra de megaporções, campanhas dirigidas especificamente a crianças e adolescentes, estratégias de venda-casada, uso de personagens e heróis do universo infantil, brindes e prêmios na compra dos produtos e tantas outras técnicas de marketing já proibidas em vários países.

Por tudo isso, é lamentável que a resolução 24 da Anvisa, que, de forma bastante modesta, começaria a regular a publicidade de produtos ultraprocessados no Brasil, tenha sido suspensa por liminar da Justiça Federal solicitada pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação.

CARLOS AUGUSTO MONTEIRO é médico e professor do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e integrante do GT Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva da ABRASCO.



Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 23h24
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Arquimedes Pessoni

Criar seu atalho



Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 12h32
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Conheça a Escola de Comunicação da USCS



Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 18h15
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A experiência da Agência de Divulgação Científica da USCS

 

P.S. Numa ação unilateral, o Google excluiu o blog com todo o material de um ano de trabalho da agência, em 3/9/2010.



Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 18h14
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A importância da Assessoria de Imprensa



Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h29
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Pesquisa em saúde ganha portal

Divulgação Científica

28/5/2010

Por Alex Sander Alcântara

Agência FAPESP – A produção científica dos 14 órgãos (entre institutos e unidades) ligados à Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo será reunida na internet no Saúde-SP Portal de Revistas, lançado no dia 21.

De acordo com Sueli Gonsalez Saes, coordenadora da Rede de Informação e Conhecimento e secretária executiva do Conselho de Ciência e Tecnologia e Inovação em Saúde, dos 14 órgãos oito são de pesquisa (Adolfo Lutz, Butantan, Clemente Ferreira, Dante Pazzanese de Cardiologia, de Infectologia Emílio Ribas, de Saúde, Lauro de Souza Lima e Pasteur) e os demais são centros de vigilância epidemiológica, vigilância sanitária e outros.

“O portal busca dar visibilidade às produções científicas desses órgãos ligados à Secretaria, ampliando o acesso ao nosso banco de dados sobre saúde pública. Não havia uma unidade editorial nas publicações, mas agora queremos padronizá-las e indexá-las”, disse à Agência FAPESP.

O objetivo é oferecer acesso a textos completos das coleções de periódicos, de modo a ampliar e divulgar o conhecimento técnico e científico produzido no âmbito da saúde pública no Estado de São Paulo.

Cinco títulos já estão disponíveis no Saúde-SP http://periodicos.ses.sp.bvs.br Revista do Instituto Adolfo Lutz, Cadernos de História da Ciência,Hansenologia Internationalis,Boletim Epidemiológico Paulista e Boletim do Instituto de Saúde.

Os institutos e demais unidades integram a Rede de Informação e Conhecimento (RIC), já disponível no site da RIC, lançado em 2006 pela Secretaria em parceria com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme).

“Hoje dispomos de cerca de 46 mil registros, entre artigos, livros, teses, manuais técnicos, entre outros. É uma base de dados científica e técnica de produção institucional desses 14 órgãos. As demais bases científicas de dados em saúde, como Lilacs, Medline e Cochrane, estão disponíveis, junto com todos os outros serviços que a rede oferece”, explicou.

O sucesso da Rede deu origem ao Portal de Revistas como parte de um projeto de 2009, cujo objetivo foi ampliar os serviços de informação da RIC. Segundo Sueli, no Portal de Revistas foram priorizados, no primeiro momento, os periódicos que já estavam disponíveis eletronicamente.

“Mas a ideia é reunir as 24 publicações, entre boletins e revistas, produzidas pelas instituições da Secretaria. O objetivo é indexar todas as publicações elegíveis e transformá-las em revistas de alto impacto”, disse.

Os periódicos seguirão a metodologia da biblioteca científica eletrônica SciELO (Scientific Electronic Library On-line), programa criado em 1997 pela FAPESP em parceria com a Bireme.

“Queremos organizar e padronizar os títulos na metodologia SciELO, para que se tornem indexáveis no futuro e componham a coleção da SciELO. Mas, para isso, precisamos atender os critérios exigidos”, explicou Sueli.

A rede SciELO disponibiliza coleções do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Venezuela, Bolívia, México, Costa Rica, Paraguai, Peru e Uruguai, além de Espanha, Portugal e, desde 2009, África do Sul, que optou por adotar a plataforma para publicação dos seus periódicos científicos.

A rede só indexa e publica periódicos com veiculação regular, com controle de qualidade por revisão de pares e que concordem em manter seu conteúdo totalmente aberto e com acesso gratuito. Além disso, a rede permite o acesso ágil às coleções de periódicos, com várias estratégias de pesquisa, como lista alfabética de títulos, busca por autor, por assuntos ou por palavras.

“A Revista do Instituto Adolfo Lutz e a Hansenologia Internationalis, do Instituto Lauro de Souza Lima, já são indexadas em suas áreas. Mas a proposta é unificá-las na metodologia SciELO para, além de conseguir mais visibilidade, ter, por exemplo, acesso aos indicadores bibliométricos”, disse Sueli.

Segundo a coordenadora, além de indexar todas as publicações dos institutos e unidades ligados à Secretaria da Saúde, os próximos passos incluem fazer a digitalização das revistas mais antigas. “Até 2000, a Revista do Adolfo Lutz só existia na forma impressa”, contou.

O grupo envolvido no projeto realizou cursos de capacitação na metodologia Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) da Bireme para publicação eletrônica de periódicos científicos para bibliotecárias e os editores de revista científica.

“Embora tenha como público-alvo pesquisadores, médicos e profissionais de saúde, o objetivo é abarcar os diferentes tipos de público, para que a informação sobre saúde seja útil a todos”, disse.

A coordenadora também salientou, além do apoio institucional, o trabalho da equipe envolvida. “É um trabalho cuja realização se deve às equipes envolvidas, sejam de pesquisadores, diretores, coordenadores ou de bibliotecárias, que foram lideradas pela coordenadora das Bibliotecas da SES-SP, Lilian Schiavon”, destacou Sueli.

Desde que foi lançada em 2006, a RIC vem aumentando a visibilidade e se transformando em um importante banco de dados sobre saúde. De 2006 a 2010, o número de acessos passou de 500 para 4,5 mil mensais.

Mais informações:



Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 11h03
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Corrupção, a palavra proibida

MÍDIA & MEDICINA
Corrupção, a palavra proibida

Por Roxana Tabakman em 11/5/2010 (Revista Imprensa)

A matéria vai direto ao ponto. A primeira pergunta que os jornalistas fazem aos médicos entrevistados é: "Caso um cirurgião tivesse interesse comercial na distribuição das próteses mamárias de uma marca determinada e, ao mesmo tempo, a sugerisse como a melhor opção a suas pacientes, haveria conflito ético?" Eis a resposta: "Não vejo problema nenhum!" O mais surpreendente desta prova de insensibilidade moral é que a frase não é um depoimento anônimo. A resposta é dada por um dos cirurgiões plásticos mais reconhecidos do país.

Trata-se da matéria de capa da revista argentina Noticias ("El peligroso negocio de las siliconas") que simplesmente analisa uma prática profissional habitual do jeito jornalístico. Ou seja, com fotos, nomes e sobrenomes, neste casso de dois dos cirurgiões plásticos mais famosos do país vizinho. Nas outras editorias, uma reportagem assim não seria surpreendente, mas nos assuntos médicos a procura da verdade não é habitual. Será o início de uma nova era nas matérias sobre saúde?

Produzir matérias de medicina para o grande público é – no mundo todo – falar de doenças, remédios e procedimentos. Quanto mais "milagrosos" e surpreendentes, melhor. Alguém que conhecesse o mundo médico só pela mídia pensaria que problemas há unicamente nos hospitais públicos, ou com os planos de saúde. E só. Um médico tem que matar, estuprar ou ao menos seduzir a quem não deve, para não sair bem na foto. A profissão não tem a presunção de culpabilidade da classe política, por exemplo. Trata-se da imunidade que confere o jaleco branco.

Prática da "bola" está estabelecida

A matéria argentina mudou essa visão idílica. Os jornalistas Andrea Gentil e Daniel Seifert reconhecem que não há impedimentos legais para a prática de uso de confiança com fins lucrativos, porém o assunto merece ser abordado do ponto de vista ético. Neste caso, os médicos são suspeitos de recomendar próteses mamárias proibidas em muitos países, mas até então permitidas em seu país, e vendê-las eles mesmos e até a um preço superior ao da tabela com intermediação de uma importadora de fachada.

No Brasil, a revista Veja também tocou várias vezes em assuntos da ética médica. Em uma das últimas matérias de capa, os jornalistas analisam o novo código de ética médica no quesito "autonomia do paciente terminal" e informam o que realmente acontece na prática. Olhando diretamente para a câmera, médicos e pacientes contam a verdadeira história, diferente da que figura nos livros. Mas é bom saber que o mesmo regulamento profissional veda ao médico brasileiro o exercício mercantilista da medicina, especificando algumas situações, entre elas o aproveitamento financeiro das situações decorrentes da relação médico-paciente. Contudo, neste assunto, a mídia nem sempre consegue contar a verdadeira historia. A pergunta é: "Por quê?", "Será que ninguém quer ser o primeiro a tirar a profissão médica do pedestal?"

O assunto corrupção médica não é só um boato. Ano passado, a Veja São Paulo (16/9/2009) fez uma excelente pesquisa sobre tal assunto. Segundo a matéria, a relação com a indústria farmacêutica já foi promíscua e hoje está regulamentada pela Anvisa. Porém, os fabricantes de prótese parecem ter ficado de fora da faxina ética. A Vejinha reproduz uma "mea culpa" corporativo esclarecedor, porém anônimo. "A prática de receber a chamada `bola´ da indústria de equipamentos está estabelecida entre alguns médicos que trabalham com órteses e próteses", diz um "doutor". "Um stent (dispositivo que aumenta o calibre das artérias) custa cerca de R$ 10 mil e o profissional ganha de 10 a 20% de comissão." Na ortopedia, os representantes de empresas... costumam nos pagar de 3 a 10% do valor das próteses, assevera outro. "Muitos médicos que recebem comissão acreditam não estar infringindo a ética porque não fazem procedimento sem necessidade", resume um terceiro.

Um brinde à nova era da informação

Qual é a causa para que nem que a revista líder do Brasil, conhecida e reconhecida pela coragem, nem os seus concorrentes, falem abertamente sobre a questão da corrupção médica e divulguem os nomes? Falta de provas? De jornalistas capazes de apurar melhor a matéria? Medo? Interesses? Talvez a resposta esteja simplesmente na resposta de um clínico geral que, na Veja São Paulo foi apresentado como dr. Tudo. "Durante muito tempo, o médico era visto como um semideus." Felizmente, ele depois acrescenta: "Agora, isso tem menos força... Antigamente, você dizia uma coisa para o doente e ele não contestava. Hoje não é assim. O médico não tem mais domínio sobre a informação. Os pacientes têm acesso a ela e questionam tudo."

Por enquanto, a democratizaçao da informação médica é só um desejo. No mundo todo é reconhecida a importância da mídia impressa como fonte de conhecimento para melhorar a qualidade de vida, porém até os jornais e revistas líderes têm muito potencial de melhora. Um grupo de médicos fez uma pesquisa na Itália a respeito da difusão das notícias de saúde na imprensa escrita, e as conclusões foram desalentadoras: "A qualidade da informação é pobre... com tendência a ignorar e minimizar riscos." Sobre o assunto tratado neste texto, a avaliação italiana é contundente: na metade dos casos, os jornalistas científicos não mencionaram a existência de conflitos de interesse.

Custe o que custar, é preciso começar a colocar o fio do bisturi no local certo. Faço um brinde à chegada da nova era da informação, com a palavra de ouro: "Saúde!"



Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h50
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De médico e de louco, todo mundo tem um pouco - 2010



Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 22h46
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TV do Hospital das Clínicas

Inaugurada no ano passado, a HCTV é o canal oficial de televisão do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), e tem como meta difundir o conhecimento em saúde que lá se produz – de maneira aprofundada, porém em linguagem acessível para a população em geral. Primeira TV digital interativa do Brasil, todo o conteúdo está disponível no site da HCTV e também por tecnologia de internet móvel via iPhone. No primeiro ano de atividade, contou com mais de 300 mil acessos e mais de 40 horas de material produzido, em alta definição.

Com a missão de compartilhar com a população as informações, práticas, estudos e pesquisas e reflexões desenvolvidos no maior complexo de saúde pública da América Latina, o canal esta disponível para 60 milhões de pessoas, por meio de uma plataforma múltipla, que inclui, além da internet, o acesso por aparelho celular (no sistema 3G) e uma rede interna de aproximadamente 100 televisores no HC. “Além de um serviço de utilidade pública, a HCTV tem o papel de levar ao conhecimento da sociedade brasileira a excelência de uma produção científica que é reconhecida internacionalmente”, diz Marcos Boulos, diretor da FMUSP.

Além do conteúdo de excelência, a HCTV é inovadora por seu formato, sua tecnologia e sua plataforma múltipla de comunicação. De acordo com Roberto Barbeiro, diretor executivo da HCTV, um dos diferenciais do canal é o formato de TV para a web. “Ao acessar o site do canal, o internauta já tem acesso direto ao programa que está sendo exibido e, ao mesmo tempo, tem acesso a um menu com a programação completa”, comenta. Esta característica diferencia a HCTV dos outros canais e sites de TV na internet, que possuem vídeos on-demand, ou seja, o internauta escolhe o vídeo a que quer assistir, assim como escolheria um link para uma matéria ou para um acervo de fotos.

Os diferentes formatos do conteúdo da HCTV têm como fonte todo o corpo clínico de pesquisadores, de professores e demais profissionais de saúde do HC, incluindo os 62 Laboratórios de Investigação Médica (LIMs) da FMUSP. “Para nós é um instrumento importantíssimo para disseminar as práticas desenvolvidas dentro do Hospital”, analisa José Manoel de Camargo Teixeira, Superintendente do HC.

Com informações da Assessoria de Comunicação do HC



Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 12h19
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