A Comunicação para a Saúde como campo de estudos e pesquisas
Editor do Blog da Rede Comsaúde concede entrevista na Revista Comunicação & Saúde, abordando aspectos de sua tese de doutorado
Nosso entrevistado é o professor e pesquisador Arquimedes Pessoni, jornalista formado em 1987 na Faculdade de Comunicação Social do Instituto Metodista de Ensino Superior (atual UMESP), fez mestrado e doutorado pela mesma instituição tendo sempre como objeto de estudo a Comunicação para a Saúde. Desde 1991 ocupa por concurso público o cargo de repórter-redator na Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Santo André, atualmente respondendo pela Secretaria de Saúde daquele município. Atua há 8 anos como assessor de comunicação da Fundação do ABC, mantenedora da Faculdade de Medicina do ABC, onde também ministrou algumas disciplinas ligadas ao Marketing aplicado à Saúde no curso de pós-graduação. É membro do Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina do ABC e faz parte do Conselho Editorial do jornal Diário do Grande ABC. É professor também dos cursos de Jornalismo e Relações Públicas do UniFIAMFAAM (SP).

Arquimedes acaba de defender o seu doutorado na UMESP, onde analisou as contribuições da ComSaúde na construção do conhecimento em Comunicação para a Saúde. Aqui, ele apresenta informações relevantes sobre o campo de estudos e pesquisas conhecido como Comunicação para a Saúde, fala da ComSaúde e da cobertura de saúde pela mídia brasileira.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 17h37
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Entrevista - Parte 2
Revista: Como se poderia definir o campo da Comunicação para a Saúde?
Arquimedes Pessoni: Vários autores tentaram definir o foco e a abrangência deste campo e podemos citar alguns deles. Em geral, essas definições associam a comunicação para a saúde à mudança de comportamento. Holtgrave Mailbach, por exemplo, define comunicação em saúde pública como "o uso das técnicas de comunicação e tecnologias para (positivamente) influenciar indivíduos, populações e organizações no propósito de promover condições planejadas para a saúde humana e ambiental". Já Gloria Coe afirma que "a comunicação para a Saúde se define como a modificação do comportamento humano e os fatores ambientais relacionados com esse comportamento que direta ou indiretamente promovam a saúde, previnam doenças ou protejam os indivíduos de danos" ou como "um processo de oferecer e avaliar informação educativa persuasiva, interessante e atrativa que dê como resultado comportamentos individuais e socialmente saudáveis. " Os elementos chave, segundo ela, para um programa de comunicação para a saúde são o uso da teoria da persuasão, a investigação e a segmentação da audiência e um processo sistemático de desenvolvimento de programas. Para Luis Ramiro Beltran, "a comunicação para a saúde consiste na aplicação planejada e sistemática de meios de comunicação para mudança de comportamentos ativos da comunidade, compatíveis com as aspirações expressadas em políticas, estratégias e planos de saúde pública. Vista como processo social, é um mecanismo de intervenção para gerar, em escala múltipla, influência social que proporcione conhecimentos, forje atitudes e provoque práticas favoráveis ao cuidado com a saúde pública. Como exercício profissional, a comunicação para a saúde é o emprego sistemático dos meios de comunicação individuais, de grupo, de massa e mistos, assim como tradicionais e modernos como ferramentas de apoio à mudança de comportamentos coletivos funcionais ao cumprimento de objetivos de programas de saúde pública.!" Podemos ainda mencionar a definição citada por Virgínia Silva Pintos e que consta do Journal of Health Communication:" um campo de especialização dos estudos comunicacionais inclusive os processos de agenda setting para assuntos de saúde: o envolvimento dos meios massivos com a saúde; a comunicação científica entre profissionais da biomedicina; a comunicação médico/paciente; e, particularmente, o desenho e a evolução de campanhas de comunicação para a prevenção da saúde".
Revista: É possível identificar, cronologicamente, o início da construção deste campo?
Arquimedes Pessoni: Nem sempre é fácil resgatar , com absoluta precisão, as primeiras manifestações desta área de estudo, mas Beltrán admite que os médicos William Alison, escocês, e Louis René Villermé, francês, ao estabelecerem as relações entre pobreza e enfermidade, no início do século XIX, ressaltaram a importância, hoje assumida amplamente, da promoção da saúde e contemplaram nela a comunicação. Pesquisadores citam também Florence Nightingale, considerada pioneira nas atividades de enfermagem e que deu muita importância à comunicação e destacam, já no início do século XX, o surgimento da Oficina Sanitária PanAmericana, que depois se transformaria na Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS). Há uma corrente significativa que associa a comunicação para a saúde ao processo de difusão de inovações na área agrícola, que teve profundo impacto na saúde pública e em particular no planejamento familiar.
Revista: Na sua tese, você resgata o Caso Molinas, que foi emblemático neste sentido. Poderia falar um pouco a respeito dele e da sua importância.
Arquimedes Pessoni: Simplificadamente, trata-se de uma história de fracasso da agência de saúde pública do governo peruano para fazer com que a população do vilarejo de 200 famílias de uma região costeira do Peru, denominada Los Molinas, adotasse novas normas de comportamento saudáveis. A proposta da campanha era que os habitantes do local adotassem o consumo da água fervida visando reduzir o risco de propagar o tifo, doença presente no local, por diversos motivos, entre eles o uso da água da irrigação para beber. Quando terminou a campanha, apenas 5% das famílias haviam adotado o consumo de água fervida, o que, efetivamente, representou um fracasso. Descobriu-se que problemas culturais contribuíram para o insucesso da campanha. A tradição local ligava comidas quentes com doença. A água fervida torna a água "menos fria" e, portanto, própria apenas para pessoas doentes. Mas se o indivíduo não estivesse doente, pelas normas locais da tribo indígena à qual pertenciam as famílias, ele estaria proibido de consumir água fervida. O caso Molinas se tornou mesmo uma referência porque explicitou a importância da cultura, muitas vezes relegada a um segundo plano em processos de comunicação para o desenvolvimento.
Revista: Dê um panorama geral sobre as pesquisas em Comunicação para a Saúde, em particular no Brasil.
Arquimedes Pessoni: Em primeiro lugar, é preciso afirmar que a comunicação para a saúde se constitui numa área limítrofe entre ciências distintas: a Comunicação e a Saúde e que será possível encontrar sempre duas situações: pesquisas de profissionais de Comunicação que elegem a saúde como objeto de estudo e pesquisadores com formação em Saúde que se preocupam com a Comunicação como ferramenta de trabalho em sua área de atuação. No caso dos Estados Unidos, reconhecidamente líder em estudos e pesquisas nessa área, as linhas de investigação mais recorrentes atualmente, conforme indica o Handbook of Health Communication, são: teorização em Comunicação para a Saúde, Comunicação cliente-provedor (relacionada aos planos de saúde), interação médico-paciente, comunicação em saúde para a comunidade (organização, riscos à comunidade, serviço social, comunicação interpessoal do dia-a-dia e populações marginalizadas), campanhas de saúde, estratégias comunicacionais em saúde, mensagens na mídia eletrônica (narrowcasting), telemedicina, relações públicas em Comunicação para a Saúde, Comunicação para a Saúde na mídia e políticas de saúde. Trata-se de uma área que tem se desenvolvido bastante e que, inclusive, conta, nos EUA, com a contribuição de diversos programas educacionais em Comunicação para a Saúde, distribuídos pelo país. Pode-se citar o exemplo da Universidade de Minnesota, onde há uma parceria entre a escola de Jornalismo e Comunicação de Massa e a escola de Saúde Pública.
No Brasil, segundo levantamento que fizemos e que consta da tese, no Diretório de Grupos de Pesquisa do Brasil do CNPq, identificamos 80 linhas de pesquisa em 48 grupos de pesquisa que estudam Comunicação em Saúde. Trata-se de uma área também em expansão por aqui: somente em 2004, 17,5% do total das linhas de pesquisas criadas se devem a este campo.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 17h36
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Entrevista - Parte 3
Revista: Quantitativamente, como está a produção desta área nos Programas de Pós-Graduação brasileiros?
Arquimedes Pessoni: Levando em conta os programas reconhecidos pela CAPES até 2003 podemos identificar 78 dissertações e 26 teses na área de Comunicação para a Saúde, incluída aí a produção da UMESP, com dados atualizados até 2004. A USP, a UFRJ e a UMESP são os programas que mais têm contribuído para esta produção total.
Revista: Qual a contribuição da ComSaúde para o campo? Dê uma idéia geral do perfil dos trabalhos e autores.
Arquimedes Pessoni: A ComSaúde - Conferência Nacional de Comunicação e Saúde é um evento nacional, que teve início em 1998 e que já realizou 8 edições. Na tese, fizemos um levantamento geral e comparativo entre as 7 primeiras edições e chegamos à conclusão de que foram efetivamente apresentados 215 trabalhos, com participação inclusive de pesquisadores e entidades internacionais. Como era de esperar, os pesquisadores de São Paulo e Rio de Janeiro, sobretudo os que atuam em universidades paulistas, predominaram, respondendo por cerca de 60% dos trabalhos apresentados. A área de Comunicação prevaleceu sobre a de Saúde e as mulheres foram mais presentes do que os homens, enquanto autoras, respondendo por 63,23% do total de trabalhos apresentados contra 36,77% encaminhados pelos homens. A temática Comunicação para Saúde na mídia predominou com 37% do total de trabalhos, vindo a seguir Comunicação em Saúde para a comunidade, com 16% do total. Outros temas importantes foram Teorização da Comunicação para a Saúde , Estratégias Comunicacionais, em particular as do Poder Público, e Interação médico-paciente.
Revista: Como você avalia a cobertura de saúde pela mídia brasileira? Quais os principais problemas ou desafios a superar?
Arquimedes Pessoni: Como pude comprovar no meu mestrado, a cobertura mostra falhas e os temas geralmente são descolados da realidade da saúde no país. Não há conhecimento - e tampouco preocupação - dos editores em pautar matérias que tenham impacto social, que traduzam para o leitor ações educativas que possam contribuir para a promoção da saúde e prevenção de doenças. A espetacularização da saúde que a mídia promove está calcada mais em descobertas de remédios e tratamentos normalmente inacessíveis para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Revista: A seu ver, como deveria ser, em resumo, os conteúdos básicos em um curso para formação de jornalistas/comunicadores para a saúde?
Arquimedes Pessoni: Acho que o curso deveria contemplar algumas informações básicas em epidemiologia, uso de termos médicos (que beiram o jargão), muita prática de divulgação científica para que os alunos possam aprender a transformar comunicação primária em secundária e terciárias sem que essa perca qualidade. É claro que as linhas de pesquisa mais presentes em Health Communication também devem estar previstas no curso para que os alunos possam ter um panorama geral de atuação, entre elas comunicação interpessoal (médico-paciente), comunicação de riscos, narrowcasting, merchandising social aplicado à saúde, campanhas de saúde, entre outros.
Revista: Como neutralizar a ação agressiva dos grandes interesses na divulgação de saúde pela mídia?
Arquimedes Pessoni: Neutralizar é utopia em sociedade capitalista. Temos nessa área uma rara junção da fome com a vontade de comer: as redações mais enxutas, profissionais nem sempre habituados à cobertura da saúde (sobretudo matérias que contemplem os novos medicamentos), o jabaculê comendo solto e o departamento comercial dando as cartas com o excesso da chamada "publireportagem". Nesse ambiente promíscuo fica difícil separar o joio do trigo. Ao tentar fugir do canto da sereia, o repórter fica à mercê do departamento comercial que está mais interessado nos grandes anunciantes (entre os quais as grandes empresas farmacêuticas e planos de saúde privados) e acaba forçando a cobertura mais chapa-branca das notícias. Num ambiente assim os idealistas são mais desprezados e a ética nem sempre é respeitada, por ambas as partes. Talvez beber em uma maior quantidade de fontes com credibilidade possa ser a solução...
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 17h35
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CÉREBRO ENTENDE MAIS VOZ FEMININA
Órgão "ouve" homens e mulheres de modo distinto, afirma estudo
O cérebro humano usa áreas bastante distintas para processar as vozes de homens e de mulheres, indica um estudo feito por pesquisadores britânicos. O achado pode ajudar a explicar, por exemplo, por que as pessoas que sofrem de alucinações nas quais "ouvem vozes" quase sempre têm a impressão de escutar homens.
Num trabalho publicado on-line pelo periódico científico "NeuroImage", Michael Hunter e seus colegas da Universidade de Sheffield examinaram o cérebro de 12 homens, os quais escutavam gravações de vozes masculinas e femininas, com máquinas de ressonância magnética.
A equipe verificou que a voz feminina ativa principalmente a chamada região auditória do cérebro, enquanto a masculina estimula uma área conhecida como "olho da mente", na parte traseira do órgão.
"A voz feminina, na verdade, é mais complexa do que a masculina, por causa de diferenças na forma e tamanho da laringe e das cordas vocais e também por possuir uma quantidade maior de melodia natural. Quando um homem ouve uma mulher, a região auditória processa esses sons para "ler" a voz.
Quando ouve outro homem, ele compara a voz dele com a sua própria", diz Hunter. "Isso explicaria por que as vozes femininas são consideradas mais claras -por serem processadas na região auditória, elas seriam decodificadas mais facilmente."
Numa alucinação, explica ele, o cérebro acaba criando vozes masculinas porque seria muito mais complicado replicar as de mulher.
Fonte: Folha de SP
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 17h27
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Livro publicado na Itália diz que fofoca faz bem para a saúde
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Valquiria Rey de Roma
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As autoras também dão dicas sobre como fofocar melhor |
Preocupar-se com a vida alheia e falar cotidianamente das alegrias e tristezas dos outros não é considerado apenas sinal de inveja ou maldade na Itália – é também uma excelente terapia.
De acordo com um livro lançado recentemente no país, fazer fofoca faz bem à saúde. É relaxante, não engorda, rejuvenesce e melhora o humor.
Em Gossipterapia, que poderia ser traduzido como terapia da fofoca, Elena Mora e Luisa Ciuni liberam da culpa e da vergonha aqueles que gostam de conhecer detalhes sobre o dia-a-dia dos ricos e famosos, dos vizinhos, amigos e colegas de trabalho.
"A fofoca é um antídoto contra a monotonia e a solidão", afirma Luisa. "É um importante instrumento de integração social. Consolida a participação num determinado grupo, alivia as tensões, o estresse acumulado e permite descarregar a agressividade. É um jogo entre realidade e ficção, que ajuda a conhecer a si mesmo."
Botox
Elena diz que falar da vida alheia também faz bem à pele. De acordo com ela, no momento em que se ri de uma fofoca sobre algo alegre ou triste que aconteceu com alguém, os músculos do rosto relaxam.
"É muito melhor do que botox", disse Elena. "Uma fofoca leve, que rende um sorriso, deixa o rosto muito mais lindo e o resultado é o mesmo da toxina que paralisa os músculos da pele, mas sem o incômodo das injeções e o efeito embalsamado que rende a alguns."
A psicóloga e psicoterapêuta Enrica Beringheli concorda com as escritoras sobre os efeitos benéficos. No entanto, faz distinção entre fofocas boas e ruins.
Conforme Enrica, são positivas aquelas feitas de ironias, auto-ironias e senso de humor, que mantém o respeito do outro e de si, com o reconhecimento de valores e defeitos.
Ela classifica como más quando desrespeitam os outros, são excessivas, insistentes e têm a tendência a denegrir e a desacreditar.
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 Muitas vezes não acontece nada interessante nas nossas vidas e fofocar tem um efeito tão consolador como comer chocolate. A vantagem é que não engorda 
Luisa Ciuni |
"Fofocas assim não fazem bem para ninguém", diz a psicóloga. "São feitas por pessoas com distúrbios de personalidade, como o narcisismo, que valorizam a si mesmas para prejudicar alguém, ou evitar falar sobre seus próprios problemas."
Luisa e Elena afirmam que a fofoca como terapia e diversão é típica do universo feminino.
De acordo com as escritoras, os homens não possuem o mesmo tipo de confiança que as mulheres têm umas nas outras, da qual nasce a fofoca leve e alegre.
"Quando eles fofocam, são malvados, vulgares", diz Luisa. "Fazem apenas para obter informações importantes que servem para atrapalhar a carreira de alguém, ou melhorar suas vidas profissionais. Também inventam mentiras, falam de fantasias, geralmente sobre sexo e mulheres."
As mulheres, segundo Luisa, tratam a fofoca como arte. Comentam uma desgraça ou algo bom que aconteceu com um amigo, alguém famoso ou um conhecido para dar emoção às suas vidas.
Dicas
"Muitas vezes não acontece nada interessante nas nossas vidas e fofocar tem um efeito tão consolador como comer chocolate", afirma Luisa. "A vantagem é que não engorda."
No final do ano passado, um estudo feito na Itália apontou que as mulheres gastam em média cinco das 24 horas do dia fofocando.
Elena acredita que possam ser muito mais: "Se for levado em consideração o tempo que passamos em ônibus, metrôs e filas, a média seria muito superior".
"São nestes lugares que as pessoas fazem comentários inocentes sobre o tempo e, em seguida, já estão falando sobre a vida de ricos e poderosos, da sexualidade de um ator de novela ou do casamento entre um jogador de futebol qualquer e uma modelo famosa", afirma.
No livro, as autoras dão dicas sobre como fofocar melhor e apontam os bons lugares para dar ótimas gargalhadas sobre a vida dos outros.
O salão do cabeleireiro, a academia de ginástica, festas de aniversários, casamentos e corredores de hospitais são alguns dos locais preferidos por mulheres de todas as idades para fofocar.
As duas autoras do manual da terapia da fofoca afirmam que meia dúzia de divertidas fofoquinhas podem ser melhores do que anos passados no divã de um analista.
Para quem persegue o sucesso, as italianas recomendam convidar o chefe para um cafezinho, regado a fofocas leves do bem e com muitas risadas. De acordo com elas, a ascensão profissional seria apenas uma questão de espera.
Fonte: BBC |
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 17h18
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TER AMIGOS POBRES TRAZ FELICIDADE, DIZ PESQUISA
Estudo mostra que saúde física é principal fator para a felicidade
O velho ditado diz que dinheiro não compra felicidade, mas um estudo apresentado na reunião anual da Associação Sociológica Americana, na Filadélfia, mostrou que aqueles mais ricos que seus amigos, ou seus vizinhos, se sentem mais felizes.
Segundo a pesquisa liderada pelo sociólogo Glenn Firebaugh, da Universidade do Estado da Pensilvânia, a riqueza relativa é considerada mais importante do que a riqueza absoluta.
Os pesquisadores compararam idade, renda familiar total e sensação
geral de felicidade de um grupo de americanos entre 20 e 64 anos de idade.
Os resultados mostraram que, quanto mais ricas em relação aos seus
parentes e amigos da mesma idade, maior a tendência das pessoas a ser feliz.
Felicidade
"Nós concluímos com e sem controles de idade, saúde física, educação e outros sinais relacionados à felicidade que, quanto maior a renda dos outros, num mesmo grupo de idade, menor a felicidade", disse Firebaugh.
Segundo ele, de acordo com o resultado, é possível concluir que o atual crescimento econômico dos países ricos, como os Estados Unidos, é irrelevante para a felicidade geral.
"Em vez de promover a felicidade geral, o crescimento da renda pode promover uma corrida consumista em que os indivíduos consomem mais e mais só para manter um nível constante de felicidade", disse o sociólogo.
Apesar de a renda ser considerada um fator importante, a saúde física foi apontada como o principal fator de felicidade, segundo a pesquisa.
(Fonte não informada)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 17h16
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Comer com os olhos
 22/08/2005
Por Thiago Romero
Agência FAPESP - Os números preocupam as autoridades, os médicos e a comunidade científica. O governo brasileiro gasta todos os anos, em média, R$ 15 milhões no tratamento de doenças associadas à obesidade, como diabetes, infarto e hipertensão. Além disso, uma estimativa recente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontou que 10% dos adolescentes brasileiros entre 10 e 15 anos são obesos.
Essas informações levam os gestores públicos brasileiros a concluir que é muito mais barato, rápido e eficiente prevenir a ocorrência de novos casos de obesidade. Isso deve ser feito principalmente nos primeiros anos de vida do indivíduo, o que seria melhor do que gastar fortunas no combate a essas doenças relacionadas ao ganho excessivo de peso.
Esses foram assuntos discutidos na sexta-feira (19/8), durante a jornada “Propaganda de alimentos e obesidade na infância e adolescência”, em São Paulo, que colocou frente a frente profissionais da saúde e publicitários. O objetivo do encontro era refletir sobre o papel da propaganda na promoção de alimentos pouco saudáveis.
“A criança não consegue distinguir a fantasia de uma propaganda com o mundo real dos alimentos nocivos à saúde humana”, acredita Rosely Sichieri, professora do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). “Por isso, ou as propagandas devem passar a mostrar como prevenir o consumo excessivo desses alimentos, ou esse número tenderá a crescer a um ritmo cada vez mais acelerado. Atualmente, só o tabagismo excede a obesidade nos custos associados ao tratamento dessas doenças”, alerta.
Na jornada foi divulgada uma pesquisa da Unifesp que mostra a qualidade dos anúncios veiculados nos intervalos de programas infantis na televisão brasileira. Pesquisadores do Departamento de Pediatria analisaram durante um mês o conteúdo das campanhas publicitárias de produtos alimentícios voltadas para as crianças.
Os resultados revelam que, a cada 10 minutos de exibição, 1 minuto tem como objetivo estimular o consumo de produtos alimentícios com alto teor de gordura saturada e açúcar refinado. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 30 segundos de propaganda são suficientes para exercer forte influência sobre os jovens. “Isso mostra o inquestionável poder de persuasão das propagandas, espaço que deveria ser explorado de modo a prevenir a obesidade”, disse Rosely à Agência FAPESP.
De quem é a culpa?
O sócio diretor e vice-presidente de criação da agência de propaganda QG, Sérgio Lopes, reconhece que as campanhas publicitárias conseguem transformar hábitos alimentares e, em alguns casos, realmente levam o público ao consumo exagerado de determinados produtos. “O principal objetivo da publicidade é convencer o público a consumir o produto anunciado, de preferência várias vezes ao dia. Mas a intenção é divulgar um produto desconhecido e mostrar suas vantagens, e não fazer o consumidor engordar”, afirmou.
Para ele, a culpa do consumo desenfreado não é só da propaganda e sim de toda a cadeia de interesses por trás de um anúncio. E isso inclui, por exemplo, os fornecedores de ingredientes, a indústria de alimentos, os fabricantes de embalagem que muitas vezes não descrevem os valores nutricionais e calóricos dos alimentos no rótulo e, principalmente, a legislação do setor que, segundo o publicitário, não consegue acompanhar a evolução dos conceitos alimentares.
“Por isso, é preciso que a consciência social se movimente como um todo. O combate à obesidade infantil não se restringe a apenas proibir a propaganda. O ideal seria a criação de campanhas de esclarecimento por meio de documentários e filmes de utilidade pública, além de uma revisão da legislação alimentar para proibir os alimentos nocivos”, aponta.
Uma informação divulgada no evento na Unifesp pode ser um bom começo rumo a essa conscientização e poderá servir de exemplo para incentivar a mobilização social em nosso país. A Coca-Cola e a Pepsi anunciaram recentemente que vão deixar de vender refrigerantes para as cantinas das escolas de ensino fundamental nos Estados Unidos. A medida responde à mobilização de setores da sociedade preocupados com o aumento da obesidade entre jovens. O problema atinge 30% das crianças norte-americanas entre 6 e 11 anos.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 17h01
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Busca por segunda opinião é grande Pesquisa mostra que cerca de 30% dos pacientes oftalmológicos procuram outro especialista, principalmente para confirmar o diagnóstico e a conduta ou por desconfiança.
O número de pacientes que procuram outro médico para uma segunda opinião aumentou de uns anos para cá. Os principais motivos que os levam a procurar outro especialista são desconfiança, desinteresse do médico e para confirmar o diagnóstico e a conduta. Isso é o que mostram pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo em um estudo realizado com 806 pacientes que procuraram o setor de oftalmologia de um hospital privado, na zona leste de São Paulo.
De acordo com artigo publicado na edição de maio/junho de 2005 dos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, pesquisar por meio da utilização de questionários, a freqüência de pacientes que ficam insatisfeitos com o primeiro médico oftalmologista consultado e procuram uma segunda opinião e verificar que motivos geram a insatisfação com a primeira consulta e os levam a procurar a segunda opinião.
No estudo, os pesquisadores observaram que 32% dos pacientes procuraram um outro especialista. O principal motivo para a busca de uma segunda opinião foi confirmar o diagnóstico e conduta, mas a desconfiança no médico e o desinteresse do profissional apareceram com índices de insatisfação elevados. “Fatores que podem influenciar tal panorama podem estar relacionados com a formação acadêmica do profissional, sobre o conhecimento de doenças, o que dificulta a orientação dos pacientes”, explicam no artigo.
A equipe constatou também que os hospitais, clínicas ou consultórios externos (estabelecimentos não pertencentes ao hospital pesquisado) foram responsáveis por 73% dos casos de segunda opinião, enquanto que, o hospital estudado originou apenas 27% dos casos de segunda opinião.
Dessa forma, os pesquisadores alertam para a necessidade de os profissionais orientarem melhor os pacientes. “Devido ao crescente nível de conscientização e conhecimentos dos pacientes quanto aos seus problemas de saúde, complexidade científica e técnica da medicina, problemas legais e econômicos associados à prática médica, as atividades de segunda opinião estão ficando cada vez mais importantes”.
Fonte: Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h57
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BULAS ONLINE
Se você perdeu a bula de um medicamento ou não está entendendo nada do que está escrito lá, visite esse site: http://www.e-bulas.bvs.br/cp.php.
Lá você encontrará bulas de todos os medicamentos disponíveis no mercado, sendo que há duas versões: para leigos, que vem tudo mastigadinho, numa linguagem de fácil entendimento, explicando o que são aquelas palavras indecifráveis que estão lá; para profissionais de saúde, com detalhamento das substâncias e com todos aqueles palavrões que só eles entendem.
Muito legal esse serviço prestado pela ANVISA.
Espero que seja útil.
Colaboração: Sérgio Barbosa
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h55
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Mídia, Saúde e Trabalho Ana Luisa Zaniboni Gomes
A Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos, em São Leopoldo - RS) sediou, de 5 a 7 de outubro, a VIII Conferência Brasileira de Comunicação e Saúde.
Sob os auspícios da Cátedra Unesco de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, o evento deste ano teve como tema central “Mídia, Saúde e Trabalho” e contou com o apoio e participação dos gestores e técnicos da Coordenação de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde (COSAT/MS).
A sessão plenária de encerramento aprovou, por unanimidade, encaminhar ao Ministério da Saúde proposta de que nas diretrizes da Política Nacional de Saúde do Trabalhador (Portaria Interministerial nº 800, de 03 de maio de 2005, ora em consulta pública) sejam incluídas a criação e implantação de um programa de comunicação e educação popular em segurança e saúde do trabalhador. Dentre as estratégias sugeridas no documento estão:
- Elaborar, aprovar e publicar um decreto criando um programa de comunicação em saúde do trabalhador.
- Criar um conselho gestor para elaboração do conteúdo programático, modelo, metodologia, logística e projeto editorial.
- Incluir a Radiobrás como agência de produção e difusão dos temas ligados à saúde do trabalhador .
- Incluir a rede de rádio e televisão pública e estimular os meios de comunicação privados a se tornarem parceiros do programa.
- Estruturar uma rede de colaboradores incluindo universidades, ongs, entidades e agências internacionais.
A COMSAÚDE deste ano antecedeu um marco histórico na luta pela melhoria da saúde e das condições de trabalho dos trabalhadores brasileiros: a realização da 3ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador, que será em Brasília, de 24 a 27 de novembro de 2005. Há exatos onze anos não era realizada nenhuma Conferência nesta área.
Até o final de outubro, todos as unidades da federação realizam suas conferências estaduais. Cerca de 700 municípios brasileiros também estão na reta final de suas conferências. Todas essas contribuições serão discutidas e analisadas na etapa nacional, que terá a grande tarefa de consolidar e definir as linhas gerais da nova política nacional para o setor.
Discutir a comunicação no contexto da saúde - especialmente na lógica das principais questões e prioridades do Sistema Único da Saúde (SUS) - e incentivar a produção acadêmica voltada para essas temáticas foi um dos objetivos da COMSAÚDE ao propor, em seu temário deste ano, assuntos ligados à mídia, saúde e trabalho.
Importante destacar que a recente implantação da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde dos Trabalhadores (RENAST) e do Observatório da Saúde do Trabalhador precisa contar, na prática, com o apoio de todos os setores da imprensa na ampliação da taxa de controle social das ações de saúde no SUS. Inclusive ( e principalmente) com o envolvimento da imprensa produzida pelos sindicatos de trabalhadores. Isso porque essa discussão envolve não só o poder público mas também a sociedade organizada na condução dos assuntos referentes aos acidentes e mortes no trabalho no Brasil.
Dados oficiais recentes apontam que, entre os anos de 1999 e 2003, foram registrados 1.875.190 acidentes de trabalho e 15.293 mortes pelo trabalho em nosso país, números que não têm despertado o interesse da imprensa, de um modo geral.
Para quem se interessar em conhecer mais a fundo a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e as propostas que estão sendo encaminhadas para discussão na Conferência Nacional, em novembro, basta acessar o site do Ministério da Saúde ou procurar a COSAT – Coordenação Nacional de Saúde do Trabalhador através do telefone 61. 3315.2610.
Destacamos também que o texto da Política Nacional de Saúde do Trabalhador, conduzida de forma conjunta pelos Ministérios da Saúde, do Trabalho e da Previdência através da Portaria Interministerial nº 800, de 3 de maio de 2005, estaria em consulta pública para contribuições de toda a sociedade no portal do Ministério da Saúde na internet - www.saude.gov.br - até o final de novembro.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h52
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EUA lideram reclamações de erro médico e atendimento caro
 Por Susan Heavey
 WASHINGTON (Reuters) - Os pacientes norte-americanos registram mais erros médicos e reclamam mais de visitas desorganizadas ao médico que os canadenses, britânicos, australianos, neozelandeses e alemães.
Segundo uma pesquisa do Commonwealth Fund, 34 por cento dos pacientes com doenças graves nos EUA, entre os entrevistados no estudo, afirmaram ter recebido medicação errada, tratamento inadequado ou incorreto ou sofrido atraso na realização de exames nos últimos dois anos.
Entre os canadenses, 30 por cento relataram erros médicos semelhantes, seguidos de 27 por cento dos australianos, 25 por cento dos neozelandeses, 23 por cento dos alemães e 22 por cento dos britânicos, afirmou a fundação.
"Devido aos erros em exames laboratoriais e ao alto preço dos remédios, o espaço entre os EUA e os países como as menores taxas de erro foi muito grande," disse Cathy Schoen, vice-presidente-sênior do Commonwealth Fund, num artigo para a revista Health Affairs, que publicou o estudo em sua página eletrônica.
O Commonwealth Fund tem como missão dar apoio a pesquisas independentes sobre o atendimento à saúde.
Os pesquisadores, que conduziram a pesquisa entre março e junho, entrevistaram adultos que haviam passado por algum problema de saúde grave, que tivesse exigido tratamento médico "intenso" ou que tivessem ficado internados, excluindo gestações de rotina.
"Em geral, as experiências dos pacientes mostram um panorama em que não há uma pessoa ou uma equipe responsável por garantir que o cuidado seja coordenado e contínuo, com foco nas necessidades do paciente," disse Schoen.
Os norte-americanos foram os que mais reclamaram da desorganização no atendimento dos consultórios médicos -- 33 por cento --, seguidos da Alemanha, com 26 por cento, do Canadá, com 24 por cento, e da Nova Zelândia, com 21 por cento. Grã-Bretanha e Austrália ficaram com 19 por cento.
Os pacientes dos EUA também foram os que mais se afastaram do atendimento devido aos custos médicos. Mais de metade dos entrevistados disse que não tomou o remédio ou foi ao médico devido ao preço.
Na Grã-Bretanha, onde a saúde é subsidiada pelo governo, 13 por cento dos pacientes disseram ter ficado sem atendimento.
No geral, "falhas ficaram especialmente evidentes quando as pessoas são liberadas do hospital e para pacientes que consultam vários médicos," disse Schoen.
A pesquisa entrevistou entre 700 e 750 adultos, por telefone, no Canadá, na Austrália e na Nova Zelândia, e cerca de 1.500 pessoas na Grã-Bretanha, na Alemanha e nos EUA. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para Austrália, Canadá e Nova Zelândia, 3 pontos percentuais para Alemanha e EUA e 2 pontos percentuais na Grã-Bretanha.
Fonte: Reuters - colaboração: Sérgio Barbosa
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h47
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Conselho de Medicina de Minas Gerais faz campanha para melhorar a relação médico-paciente
Condições materiais adversas e aumento excessivo do número de processos jurídicos contra médicos preocupa o órgão.
A relação entre médicos e pacientes estabelece uma interface de atuação bastante delicada. Além das expectativas de curas absolutas e milagrosas que pacientes de todas as camadas sociais experimentam com seus médicos, existem os problemas do exercício da profissão, por vezes executado em condições materiais adversas. Além disso, a relação entre duas pessoas sempre implica em inúmeras variáveis de emoções bilaterais, tarefas diversas e anseios extremados. Junte-se a isso a família de um paciente e teremos as alegrias ou as vicissitudes da relação.
Preocupado com estas questões e com o aumento excessivo de processos jurídicos que vem se estabelecendo com relação ao trabalho médico, o Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM – MG) lança campanha em prol da melhora da relação médico-paciente. Segundo informe publicado no site do Conselho, “na primeira etapa do esforço, que prevê realização de pesquisas e debates com o estado, o Conselho vai garantir aos médicos, o acesso ao livro ‘Teoria e Prática - Relação Médico Paciente’, publicação do médico mineiro, Alonso Augusto Moreira Filho”.
De acordo com Moreira Filho, as novidades técnicas que foram introduzidas na prática médica,embora alvissareiras, nem sempre trazem o relacionamento positivo para o par terapêutico, por vezes atrapalham. De acordo com o informe, o livro inicia com “uma abordagem sobre a enfermidade, que segundo o médico, é provocadora de uma ansiedade, na maioria das vezes, ameaçadora. As expectativas do médico e do paciente na relação também são muito debatidas no livro, como um relacionamento de encontros e desencontros”.
O livro está sendo distribuído gratuitamente para todos os médicos de Minas Gerais. Profissionais de outros estados que desejem adquirir a publicação podem, segundo informa a secretaria do CRM- MG, podem entrar em contato com a Editora Coppmed, no telefone 31- 327-1955.
A entidade também pede a opinião dos médicos através da seguinte pergunta: “Como o Conselho deve atuar na construção de uma relação médico-paciente mais saudável?”
As respostas devem ser encaminhadas para o e-mail: crmmg@crmmg.org.br ou por carta para a Avenida Afonso Pena 1.500 / 8º andar – Centro - Belo Horizonte – MG - CEP 30130-921
Fonte: Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h44
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Estudo: Propaganda eleva consumo de álcool entre jovens
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| Jovens começam a beber cada vez mais cedo, diz estudo |
Um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado na edição de janeiro da revista Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine afirma que jovens expostos a anúncios de bebidas alcoólicas acabam bebendo mais.
Cientistas da Universidade de Connecticut afirmaram que para cada anúncio novo assimilado por mês, o consumo de bebidas aumentava em 1%.
Foram entrevistadas 1872 pessoas, com idades entre 15 e 26 anos, em um período de dois anos.
O estudo americano diz que os jovens estão começando a beber mais cedo do que antes, pondo em risco seu desempenho na escola e se envolvendo em acidentes.
Os pesquisadores também analisaram a relação entre o consumo de álcool entre jovens e o dinheiro gasto em publicidade, baseados em dados divulgados pela indústria.
Segundo os estudiosos, o investimento em marketing também aumentou o consumo.
Fonte: BBC Brasil |
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h41
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Um novo recurso está disponível para jornalistas que cobre a epidemia global de HIV/Aids. A Fundação da Família Kaiser, que trabalha para a conscientização de importantes questões de saúde, publicou um novo manual para jornalistas.
O guia é acessível gratuitamente (em formato PDF) no site da fundação. Ele cobre uma variedade de tópicos, incluindo ciência, tratamento e prevenção de HIV e Aids. Dispõe de informação sobre aspectos políticos e sociais da epidemia. Também destaca a linguagem que pode inadvertidamente promover discriminação, juntamente com sugestões de alternativas.
O guia está atualmente disponível em inglês. A fundação diz que edições em outros idiomas estarão disponíveis em um futuro próximo.
O guia: http://www.kff.org/hivaids/7124-02.cfm.
Fonte: IJNet
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h37
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Bastidores da publicação científica
 06/01/2006
Por Thiago Romero
Agência FAPESP - Um livro dirigido tanto para pesquisadores que desejam preparar artigos científicos como para editores interessados em lançar uma revista científica. Trata-se de Preparação de Revistas Científicas: Teoria e Prática, organizado pelas professoras Sueli Mara Ferreira, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), e Maria das Graças Targino, da Universidade Federal do Piauí (UFPI).
“O conteúdo atende aos autores e editores científicos, que têm necessidade de conhecer os padrões de qualidade dos artigos e dos seus respectivos veículos de divulgação”, disse Sueli à Agência FAPESP. “Outro objetivo é trabalhar a melhoria da qualidade das revistas científicas existentes, com base em normas e padrões internacionais.”
Além de teorias de preparação de textos e de criação de novas publicações, o leitor poderá contar com uma ampla discussão sobre a trajetória das revistas científicas no Brasil e no mundo.
Ao todo são nove artigos, escritos por 14 especialistas. A obra é dividida em quatro partes: Revendo critérios referentes à autoria científica, Revendo critérios referentes à editoria científica, Revendo critérios referentes à revista eletrônica e Revendo critérios referentes ao conteúdo e à forma das revistas em comunicação.
Dentro da primeira parte, o capítulo Instrumental aos autores para preparação de trabalhos científicos tem como autores Rosaly Fávero Krzyzanowski, coordenadora do Centro de Documentação e Informação da FAPESP, a bibliotecária e consultora Maria Cecilia Gonzaga Ferreira, e Ridelci Medeiros, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
O livro apresenta assuntos diversos, como as etapas de preparo de um manuscrito para submissão a um periódico, os processos de autoria e co-autoria, os critérios de qualidade e avaliação de revistas científicas, arquivos e protocolos abertos e as revistas de comunicação no âmbito ibero-americano.
“Um dos pontos fundamentais abordados é a digitalização de publicações científicas. A criação de uma revista eletrônica não significa apenas transformar seu conteúdo impresso em linguagem HTML”, explica Sueli, que é também coordenadora da Rede de Informação em Ciências da Comunicação dos Países de Língua Portuguesa (Portcom).
“Pensando nessa questão, o livro propõe a utilização de softwares de gerenciamento do fluxo editorial que controlam os detalhes importantes de uma publicação. Isso inclui, por exemplo, a proteção dos direitos autorais e a garantia de acesso permanente aos conteúdos. Com o passar dos anos, as tecnologias digitais se modificam e os leitores precisam continuar tendo acesso aos documentos”, diz Sueli.
A autora explica que, além de se preocupar com a preservação digital dos conteúdos na internet, os softwares de gerenciamento fazem a indexação da revista com os mecanismos internacionais de divulgação científica, promovendo o reconhecimento dos artigos mundialmente.
Mais informações: www.ra.inf.br
Fonte: Ag:encia FAPESP
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h22
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Opas e Unicef pedem empenho de governos contra a Aids nos jovens
Vírus é importante tópico do informe “Estado Mundial da Infância 2006: Excluídos e invisíveis” do Unicef. Segundo site da Opas, cerca de seis mil pessoas entre 15 e 24 anos são infectadas a cada dia pelo vírus da Aids no mundo.
A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) desenvolve a partir deste ano vários projetos que visam a melhorar a condição de vida das crianças e adolescentes. Dentre as metas da instituição, estão a ênfase à prevenção da transmissão materno-infantil (vertical) de Aids e a melhoraria os serviços para as crianças com HIV, especialmente no tocante à integração destes serviços com a preparação mais adequada de suas famílias. A Aids é também um importante tópico da publicação intitulada “Estado Mundial da Infância 2006: Excluídos e invisíveis” do Unicef. No informe o Unicef aborda Aids, exclusão e outros problemas que afetam crianças e adolescentes.
Segundo o site da OPAS, a preocupação com a propagação do vírus da Aids em jovens pode parecer demasiada ao público leigo, em princípio, mas torna-se evidente a necessidade de atenção quando este é informado de que cerca de seis mil pessoas entre 15 e 24 anos são infectadas a cada dia pelo vírus da Aids no mundo. Estima-se também, segundo informa a Organização, que existam 740 mil jovens, entre 15 e 24 anos, portadores do vírus na América Latina. Para a Opas, os números atestam que a Aids se transformou em uma doença de adolescentes e jovens.
A Aids é apenas uma das mazelas que vitimizam a juventude. Há outras indicadas no informe da Opas como a violência, o abuso, a miséria e o abandono. O ano de 2006 traz, segundo a entidade, a necessidade de unir esforços para combater problemas de tamanha gravidade. A Opas e o Unicef ressaltam em suas publicações a urgência de um trabalho conjunto. Segundo elas, não apenas os organismos internacionais devem lutar para a melhora da qualidade de vida dos jovens; os governos, por exemplo, desempenham importantes papéis. De acordo com os órgãos mundiais os governos contribuem investigando, aprimorando a legislação e promovendo inclusão social através de políticas públicas. A médica Chessa Lutter da Opas diz no informe: “exige-se criar um entorno protetor para a infância” e amplia ainda mais o grupo dos envolvidos no combate a estes problemas, enfatizando que ``esta é uma responsabilidade de todos, dos governos, da sociedade civil e das instituições internacionais``.
Agência Notisa (jornalismo científico - science journalism)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h20
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INFLUÊNCIA PERIGOSA
A presença do cigarro no cinema está minando os esforços de saúde pública em evitar que adolescentes comecem a fumar.
Agência FAPESP - Que as estrelas de cinema influenciam o comportamento do público não é novidade. Quantos não copiaram os passos de dança de John Travolta em Os embalos de sábado à noite ou, mais recentemente, o inglês robótico de Arnold Schwarzenegger em O exterminador do futuro? O problema é que a influência dos astros do celulóide também ajuda na adoção de hábitos prejudiciais, como o fumo.
A afirmação é de um estudo feito por cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego (USCD), nos Estados Unidos. A tendência foi particularmente verificada entre adolescentes do sexo feminino, que estariam muito mais propensas a começar a fumar do que outras que teriam como ídolos atores a atrizes que não aparecem fumando na tela.
O estudo de três anos está sendo publicado na edição de julho do American Journal of Public Health. Os autores são categóricos em afirmar que a presença do cigarro no cinema está minando os esforços de saúde pública em evitar que adolescentes comecem a fumar.
“Há tempos que ouvíamos que filmes estariam influenciando adolescentes a fumar e queríamos ver se era verdade”, disse John Pierce, diretor do Programa de Prevenção e Controle do Câncer do Centro de Câncer Rebecca e John Moores, da UCSD. “Os resultados obtidos na pesquisa permitem afirmar que, se as estrelas do cinema fumam, especialmente em filmes românticos, estão encorajando os jovens a aderir ao cigarro.”
Os pesquisadores entrevistaram 3 mil adolescentes de 12 a 15 anos, que nunca haviam experimentado o cigarro, para dizer quais eram seus astros favoritos. Um terço mencionou atores e atrizes que fumaram em seus filmes de maior sucesso.
De acordo com o estudo, meninas cujas estrelas favoritas apareciam fumando se mostraram 80% mais propensas a começar a fumar na época das entrevistas do que aquelas com ídolos que não fumavam no cinema. O resultado levou em conta outros fatores, como colegas de escola que fumam, propagandas de cigarro e a desaprovação do hábito por parte dos pais.
Entre os meninos, não se verificou uma influência do cinema na adoção do cigarro. “Acreditamos que isso se deve às preferências pelo tipo de filme. Meninas tendem a gostar mais de romances, nos quais o cigarro é mais comum, enquanto os meninos preferem filmes de ação, que contêm menos astros fumando”, disse Pierce.
Os astros mais citados pelas adolescentes que fumam em filmes foram Sandra Bullock, Brad Pitt, Demi Moore, Drew Barrymore e Leonardo DiCaprio.
publicado na edição de julho/2005
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h22
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Harry Potter - cont.
Mas o paradoxo continua no fato de que essas páginas, que em princípio pretendem opor ao nosso mundo humano - demasiadamente humano - um mundo de bruxos, demônios, elfos e dragões, estejam impregnadas de uma grande humanidade. Talvez resida aí a verdadeira anomalia. Foi injustificadamente que os detratores de “Harry Potter e a pedra filosofal” viram na feitiçaria o principal atrativo do livro. Ao contrário, a explicação do fascínio que os livros de Joanne K. Rowling exercem está na extrema humanidade que deles emana. Porque Harry Potter - e as crianças não se enganaram a esse respeito -, ao descrever um mundo de que os trouxas (são designadas por essa categoria as pessoas comuns, que não possuem dons mágicos e sequer têm conhecimento da existência dos bruxos) estão excluídos, está na verdade falando de nós. Nada é mais significativo dessa constatação do que a extraordinária sensibilidade que emana da personagem de Alvo Dumbledore, o sábio de longos cabelos brancos e idade indefinida. Dumbledore personifica todo um repertório de valores morais dentro da grande tradição humanista: homem erudito (só me dão livros, confessa para Harry) que ensina menos teoria do que valores, ele reúne em sua personagem justiça e clemência, inteligência e sensibilidade, o cuidado com a retidão e o aprendizado da liberdade.
Em resumo, Harry Potter não é uma obra que faz a apologia do mistério ou do irracional, mas também não é um livro que se apóia, para expor sua moral, somente na racionalidade. Harry Potter é um conto de fadas, mesmo que a autora tenha preferido trocar o disfarce da fada pela capa do mágico. E, como em um conto de fadas, o ensinamento que transmite baseia sua matéria nos mistérios do inconsciente e do imaginário.
Isabelle Smadja é psicanalista e professora de filosofia Extraído de Harry Potter, as razões do sucesso. Contraponto, 2004
Fonte: Ciência Shop
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h20
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Resenha
As razões do sucesso de Harry Potter
Psicanalista analisa as estratégias discursivas e simbólicas empregadas nas narrativas para explicar o sucesso de Harry Potter junto aos adolescentes.
A idéia de escrever um estudo sobre Harry Potter traz quase naturalmente à cabeça uma pergunta: como explicar tamanho sucesso? Aliás, não é bem isso. Talvez o que importa não seja indagar as razões da febre Harry Potter, mas descobrir os motivos pelos quais, uma vez aberto, o livro atrai irresistivelmente aqueles que começam a ler. Nem tanto assim as causas do sucesso - até porque há sucessos imerecidos -, mas o porquê do encanto, do enfeitiçamento.
É preciso dizer de saída que as aventuras de Harry Potter constituem-se na forma de um paradoxo. Em primeiro lugar, paradoxo de um livro que, embora povoado de seres fantásticos que se valem de sortilégios, de magia e de vassouras voadoras, é de uma racionalidade e de uma lógica que, pelo menos por enquanto, não parecem falhar. Joanne K. Rowling chega a lançar um olhar bastante crítico sobre o mundo da magia e da clarividência por meio da personagem ridicularizada da professora Trelawney, uma vidente que ensina Adivinhação aos jovens bruxos alunos do colégio de Hogwarts e cujas predições, de hábito, se revelam falsas, impregnadas de charlatanismo e equívoco. E, para acabar de vez com qualquer ambigüidade, em “O prisioneiro de Azkaban”, Alvo Dumbledore, o diretor do colégio - que, ao longo de toda a obra, personifica a razão e a sabedoria -, responde nos seguintes termos a Harry Potter quando este se inquieta com as predições de Sibila Trelawney: "As conseqüências de nossas ações são sempre tão complexas, tão diversificadas, que prever o futuro torna-se uma empreitada bastante difícil... A professora Trelawney é a prova viva disso."
Do mesmo modo, também no terceiro livro da série, um diálogo que opõe Hermione, a jovem e brilhante aluna de Hogwarts, a seu amigo Rony não deixa pairar qualquer dúvida a respeito da visão extremamente crítica que a autora tem das superstições. A disputa não se dá em torno do habitual gato preto das pessoas supersticiosas, mas a propósito de um grande cão negro de olhos cintilantes que Harry vira alguns dias antes e que, segundo Rony, seria um presságio da morte:
- Na certa é um cachorro sem dono - disse Hermione, muito calma.
[...]
- Hermione, se Harry viu um Sinistro, este é... é um péssimo sinal - disse ele. - Um dia, meu... meu tio viu um deles e morreu vinte e quatro horas depois!
- Mera coincidência - retrucou Hermione.
- Você fala o que passa na sua cabeça - indignou-se Rony.
- A maior parte dos bruxos tem pavor do Sinistro!
- Aí está a explicação - disse Hermione, com um ar sabido. - Quando eles vêem o Sinistro, morrem de medo. O Sinistro não é um presságio, é a própria causa da morte! E se Harry ainda está aqui conosco, é porque não é burro a ponto de dizer a si mesmo: "Já que eu vi um deles, só me resta ser enterrado sete palmos abaixo da terra!"
A continuação da história, por sinal, dará razão a Hermione, quando se revelar que o pretenso Sinistro não era outro senão Sirius Black, o padrinho de Harry, transformado em cachorro preto para observar o afilhado sem revelar quem era.
O mesmo vale, ainda, para o tratamento reservado por Dumbledore ao medo supersticioso que impede a maior parte dos bruxos de pronunciar o nome de Voldemort, aquele feiticeiro poderoso e maléfico, que, antes que o jovem Harry Potter o privasse misteriosamente dos poderes mágicos, fazia reinar o terror no mundo dos bruxos. Quando, em “A pedra filosofal”, Harry hesita em pronunciar seu nome, substituindo-o pelo qualificativo eufemístico "Você-Sabe-Quem", Dumbledore observa: "Você pode chamá-lo de Voldemort, Harry. Chame sempre as coisas pelo nome que elas têm. O medo de um nome só faz aumentar o próprio medo da coisa.”
É, pois, paradoxal este livro em que os bruxos entregam-se a uma crítica sistemática das interpretações que não se baseiam apenas em uma estrita racionalidade.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h20
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CAMPEÕES NA FARMÁCIA: IDOSOS, MULHERES E HOMENS BRANCOS
Pesquisa gaúcha revela que mais de 65% das pessoas consomem algum tipo de medicamento, sendo a renda um dos fatores que influenciam nesse consumo: ricos, mesmo tendo saúde melhor, usam mais remédio do que pobres.
Em 2001, a indústria de medicamentos no Brasil movimentou US$ 5,7 bilhões, colocando o país entre os 10 maiores faturadores do mundo, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma). Um estudo da Universidade Federal de Pelotas, publicado na Revista de Saúde Pública (Vol.38 n.2), investigou quem usa mais remédios, quais as drogas mais utilizadas e o que motiva as pessoas a consumir medicamentos.
O estudo, que pesquisou mais de três mil pessoas no município de Pelotas (RS), abordou indivíduos com mais de 20 anos, a quem perguntaram sobre o medicamento que tomaram, em caso de terem tomado algum, nos últimos 15 dias. Os pesquisadores solicitaram aos entrevistados que mostrassem a embalagem e a receita dos remédios utilizados, visando a anotar nomes e laboratórios fabricantes para posterior classificação em grupos farmacológicos. Os pesquisadores também perguntaram sobre formas de uso dos medicamentos (uso regular ou eventual). Variáveis como sexo, idade, escolaridade, nível econômico e atividade física também foram considerados no estudo.
Da amostra pesquisada, mais de 65% das pessoas haviam usado algum medicamento nos últimos 15 dias, sendo que 47,7% utilizaram um ou dois e 18,2% utilizaram três ou mais remédios. Houve relato de pessoas que tomaram até 15 tipos de remédios nos dias anteriores à pesquisa. “A insatisfação com a saúde também é motivadora de fatores culturais e comportamentais que resultam em um aumento desse uso de medicamentos”, afirmam os pesquisadores.
O estudo também destaca a criação de uma necessidade coletiva de utilizar remédios que considera, em geral, motivada pela propaganda de medicamentos promovida pela indústria farmacêutica. “Utilizar o medicamentos é um processo social controlado por numerosas forças; o desejo de um melhor cuidado com a saúde é apenas uma delas. O aspecto econômico do uso de medicamentos é relevante, pois eles se transformam em importante mercadoria, movimentando altas cifras anualmente”, afirma o estudo.
Dos 4.609 medicamentos utilizados, 45,2% foram para tratamento de problemas agudos e 54,8% para problemas crônicos, sendo que em apenas 5,2% foi constatada prescrição médica desses medicamentos.
Quanto ao uso de medicamentos em relação ao sexo, as mulheres apresentaram prevalência de utilização sempre superior à dos homens, até mesmo quando se eliminam os casos de uso exclusivo de contraceptivos. Apenas 10,6% dos homens utilizaram mais de três medicamentos, enquanto entre as mulheres esse percentual foi de 24,0%. “As mulheres possuem maior preocupação com a saúde e procuram mais os serviços de saúde do que os homens. Além disso, vários programas de saúde (pré-natal, prevenção de câncer do colo uterino e da mama) são voltados para as mulheres; em função disso, elas ficam mais sujeitas à medicalização”, explica o estudo.
Entre os homens, os brancos utilizam quase 30% a mais de remédios do que os homens não-brancos, diferença esta que não foi identificada entre o sexo feminino. Da mesma forma, pessoas com mais idade também utilizam mais medicamentos do que os jovens. Enquanto pessoas de até 29 anos utilizam 0,9 remédio, pacientes com mais de 70 anos chegam a utilizar, em média, até três vezes mais drogas do que os jovens.
A pesquisa também identificou que quanto maior o nível econômico, maior o uso de medicamentos. “O uso de medicamentos depende do fator socioeconômico, que pode prevalecer sobre a real necessidade. Sabe-se que a saúde dos indivíduos de nível socioeconômico mais baixo, em geral, é pior, e isso poderia acarretar uma maior utilização de medicamentos nesse grupo, dado que não foi encontrado. Esse achado está de acordo com a lei dos cuidados inversos em saúde, segundo a qual as pessoas com menores necessidades têm mais e melhores cuidados”, destacam os pesquisadores.
Os analgésicos e antiinflamatórios foram os remédios mais usados (26,6%), seguidos pelos medicamentos que atuam no sistema cardiovascular (24,6%), como anti-hipertensivos (11,0%) e os diuréticos (6,5%). Os medicamentos que atuam no sistema endócrino e reprodutor corresponderam a 12,1% dos medicamentos utilizados. A prevalência de uso de contraceptivos nas mulheres em idade reprodutiva (20 a 49 anos) foi de 26,3%.
Para o estudo, avaliar ainda mais os tipos de medicamentos que estão sendo utilizados, assim como a prática da automedicação, é fundamental para embasar projetos públicos que visem a racionalizar o consumo de remédios. “A avaliação de determinantes individuais de uso de medicamentos indica os grupos mais sujeitos ao seu uso excessivo”, conclui a pesquisa.
Agência Notisa (jornalismo científico - scientific journalism)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h09
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CELULARES PODEM REDUZIR FERTILIDADE MASCULINA, DIZ ESTUDO
Não é só a linha que pode cair durante as ligações
Andar com um telefone celular pode afetar significativamente a fertilidade masculina, segundo cientistas húngaros. Pesquisadores da Universidade de Szeged dizem que a radiação dos telefones podem reduzir em um terço o número de espermatozóides. A pesquisa, apresentada em reunião da Sociedade Européia para a Reprodução Humana e Embriologia, na capital da Alemanha, Berlim, incluiu mais de 200 homens, mas alguns especialistas criticaram a pesquisa, dizendo que ela não levou em conta outros aspectos da vida dos participantes.
O estudo húngaro é o primeiro a analisar como a radiação eletromagnética de celulares pode afetar os espermatozóides.
Os homens que mantiveram o telefone ligados "em standby" o dia todo tinham cerca de um terço menos espermatozóides do que os que não mantiveram.
E foi constatado que os espermatozóides restantes se movimentavam de maneira anormal, reduzindo as chances de fertilização.
Os pesquisadores dizem que sua descoberta sugere que os celulares têm "um efeito negativo" sobre os espermatozóides e a fertilidade.
Críticos
Hans Evers, ex-presidente da sociedade, disse que a pesquisa "levanta mais perguntas do que respostas".
Isso pode incluir questões como se os homens afetados vieram de uma classe social diferente ou estão em uma faixa etária diversa daquela dos homens não afetados.
Também não está claro se os homens afetados carregam seus celulares em bolsos da calça, perto do corpo, ou em maletas, longe do organismo.
"Esses fatores teriam um efeito considerável sobre o resultado da pesquisa", disse Evers.
Para ele, "telefones celulares estão relacionados a certos estilos de vida e podem estar ligados a estresse, a um homem de negócios muito ocupado correndo de um escritório a outro, com muitas preocupações de todo o tipo".
"E sabe-se que isso contribui para a redução do número de espermatozóides e, se comparado a agricultores vivendo ao ar livre, no campo, e não carregam nenhum telefone celular, você pode explicar a diferença de forma completamente diferente", concluiu Evers.
O especialista europeu disse que a única forma de se obter um quadro mais claro seria realizar um estudo mais específico que verificasse apenas o impacto dos telefones celulares sobre espermatozóides.
Fonte: BBC Brasil Online http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2004/06/040628_mobilesg.shtml
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h08
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ESTUDO DIZ QUE HUMANOS APRENDEM DORMINDO
Durante as fases de sono profundo, o cérebro assimila e consolida o aprendido, segundo revela um estudo que será publicado amanhã, quarta-feira, na revista Nature. O estudo, feito pelo pesquisador suíço Reto Huber, da Universidade de Wisconsin (EUA) e financiado pelo Fundo Nacional Suíço para Pesquisas Científicas, revela o importante papel da atividade cerebral durante o sono profundo. Nessa fase, conhecida pelas siglas inglesas de NREM (sono sem movimento rápido dos olhos), os neurônios produzem periodicamente ondas elétricas lentas que, segundo as pesquisas de Huber, contribuem de modo decisivo para o processo de aprendizagem nos humanos.
O pesquisador suíço submeteu uma dúzia de pessoas a um teste durante o qual deveriam aprender a realizar um movimento específico com um rato de computador em uma tela para modificar a trajetória do cursor e depois mediu sua atividade cerebral durante o sono.
Com ajuda de um electroencefalograma, Huber descobriu assim ondas lentas de maior amplitude somente na parte do cérebro afetada pelo teste em questão: o córtex parietal da metade direita do cérebro.
Além disso comprovou que os indivíduos que tiveram um processo de aprendizagem mais difícil eram precisamente aqueles em que as ondas lentas de maior amplitude mexeram durante a noite.
Fonte: Portal UOL Corpo e Saúde http://noticias.uol.com.br/saude/ultnot/efe/2004/06/29/ult2067u231.jhtm
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h06
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PESQUISA MOSTRA DESINFORMAÇÃO SOBRE IMPORTÂNCIA DO EXERCÍCIO FÍSICO
Vários são os fatores que levam à inatividade, dentre eles a falta de informação sobre a importância do exercício físico.
A quantidade de pessoas que não praticam nenhuma modalidade de atividade física é muito grande, fazendo com que o sedentarismo seja visto hoje como um problema mundial de saúde pública. Vários são os fatores que levam à inatividade, dentre eles a falta de informação sobre a importância do exercício físico. É o que mostram pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em um estudo que buscou avaliar o conhecimento e a percepção sobre exercício físico da população adulta de Pelotas (RS).
De acordo com artigo, publicado este ano nos Cadernos de Saúde Pública, foi aplicado um questionário a 3.182 pessoas, buscando identificar seu conhecimento sobre os benefícios do exercício físico, os prejuízos do sedentarismo, as limitações e finalidades do exercício físico e, ainda, avaliar a percepção delas sobre o assunto.
Os pesquisadores observaram que a grande maioria da população reconhece a importância do exercício físico, porém menos de 20% considera-o como sendo indispensável nos processos de crescimento e envelhecimento saudáveis. Eles constataram também que homens e mulheres apresentam percepções diferentes sobre o assunto.
Além disso, a equipe verificou que mais da metade da população reconheceu que realizar exercício físico por 30 minutos, três vezes por semana, é o mínimo necessário para que os benefícios sobre a saúde possam ser percebidos e que a caminhada é um excelente exercício para o emagrecimento. No entanto, são poucos os que se exercitam.
Em relação aos benefícios da atividade física, os entrevistados citaram a resolução de problemas mais ligados a aspectos emocionais, como estresse, depressão, ansiedade e insônia. Os problemas circulatórios também foram citados, mas com menor freqüência. "Talvez essa noção deva-se ao fato que independente de diagnósticos médicos e exames laboratoriais, mesmo pessoas desinformadas conseguem perceber alterações positivas no seu bem-estar advindas do exercício físico", explicam os pesquisadores.
Os meios de obtenção de informações sobre o assunto mais citados foram os meios de comunicação, o médico e os parentes ou amigos. Entretanto, mais de um quinto dos entrevistados afirmou nunca ter recebido este tipo de informação. Além disso, muitos ainda vinculam a possibilidade de realizar exercício físico a características como pouca idade e saúde perfeita: "mais de um terço da população ainda considera que fatores como osteoporose, problemas cardíacos e ser idoso são barreiras que impedem a prática de exercícios físicos".
Nesse sentido, a equipe ressalta que "a criação de locais públicos destinados ao exercício físico, juntamente com programas locais de divulgação sobre atividade física, pode ser uma ferramenta efetiva no combate ao sedentarismo, principalmente se focalizar esforços no aconselhamento médico a toda população e em ações no âmbito escolar para o incentivo e esclarecimento sobre este tema".
Fonte: Agência Brasil Online http://www.panoramabrasil.com.br/por/noticia_completa.asp?s=Home&p=conteudo/txt/2004/06/28/21078750.htm
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h05
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ASSOCIAÇÃO MÉDICA DOS EUA FECHA CERCO CONTRA OBESIDADE
Segundo a nova política da AMA, crianças devem ser incentivadas a brincar em locais abertos e propícios à prática desportiva, adultos devem praticar atividades físicas regulares e restaurantes foram aconselhados a expor informações nutricionais acerca dos alimentos que servem
Durante o encontro anual da Associação Médica Norte-Americana (AMA), que ocorreu no último mês em Chicago, nos EUA, foram feitas várias recomendações para o combate à epidemia de obesidade que atinge o país. Segundo a nova política da AMA, crianças devem ser incentivadas a brincar em locais abertos e propícios à prática desportiva, adultos devem praticar atividades físicas regulares e restaurantes foram aconselhados a expor informações nutricionais acerca dos alimentos que servem. Segundo a revista eletrônica da associação, American Medical News, a AMA reconhece a obesidade como um importante problema de saúde pública desde 1998, mas agora está determina a adotar medidas mais rigorosas contra a epidemia.
Fonte: American Medical News July 5, 2004. http://www.ama-assn.org/amednews/2004/07/05/hlsb0705.htm
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h04
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MORADORES DE RUA DESNUTRIDOS E ALCOÓLATRAS CRÔNICOS SÃO AS PRINCIPAIS VÍTIMAS DE HIPOTERMIA Pesquisa realizada em São Paulo mostra que mais de um terço dos casos resulta em morte e que ocorrência dos sintomas em países tropicais deve ser mais bem estudada.
A hipotermia acidental (incapacidade do organismo humano se aquecer) é fato inegável nos serviços de emergência de países tropicais, como o Brasil, apesar do clima ameno. Segundo pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Médicas de São Paulo, a ocorrência é maior do que se imagina e, em sua maioria, os hipotérmicos que chegam às unidades de saúde são alcoólatras crônicos e moradores de rua desnutridos cuja mortalidade ultrapassa um terço dos casos. “Infelizmente, não é habitual a aferição da temperatura central nestes pacientes porque a maioria dos serviços de emergência não possui termômetro eletrônico”, lamentam os pesquisadores.
A hipotermia ocorre no homem quando a temperatura central do organismo (do coração, pulmão, cérebro e vísceras) cai abaixo de 35ºC, de modo não intencional. Ela é classificada em leve (entre 35ºC e 32ºC), moderada (entre 31,3ºC e 28ºC) e grave (abaixo de 28ºC). O normal é a temperatura central variar de 36,4 a 37,5ºC. Segundo a pesquisa, as causas mais freqüentes são a exposição ao frio, ao vento, imersão em ambientes gelados, umidade excessiva, entre outros.
O estudo, realizado no Serviço de Emergência de Clínica Médica da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, envolveu 212 pacientes entre 1987 e 2001 e buscou avaliar a presença, a forma de apresentação e as conseqüências da hipotermia em nosso meio. “O principal fator observado foi que os moradores de rua (maioria entre os analisados) eram alcoólatras graves (ingestão maior que 500 ml de aguardente por dia) e desnutridos. Muitos deles se apresentavam com as vestes umedecidas pela água da chuva, orvalho ou mesmo urina e haviam dormido ao relento em contato com o solo”, destacam os pesquisadores.
A mortalidade geral entre os pacientes estudados foi de 38,2%, predominando nos casos de hipotermia moderada (43,3%) e grave (35,9%). “Este dado é importante, pois não temos invernos prolongados e rigorosos”, ressalta a pesquisa. Chama a atenção o fato de que houve associação com quadros infecciosos, de maior ou menor gravidade, em 76,8% (163/212) dos pacientes estudados, entre os quais a taxa de óbito foi de 42,3% (69/163).
“É possível que muitos pacientes hipotérmicos não sejam diagnosticados em vida se o médico não estiver atento”, alertam os pesquisadores. Para eles, a suspeita clínica deve ser feita sempre que a temperatura do paciente atingir 35ºC, ou ficar muito próxima deste valor. “Os motivos variam desde a falta de reconhecimento dos dados clínicos, falta de percepção da gravidade desta doença e ausência de termômetros, na maioria dos serviços de emergência, que façam aferição de temperaturas menores que 35ºC”, sugerem.
Agência Notisa (jornalismo científico - scientific journalism)
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h03
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PESQUISADORES CRIAM BEBIDA QUE PODE AJUDAR ESQUIZOFRÊNICOS
Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, que desenvolveram a bebida, disseram que o produto ajuda na redução de efeitos colaterais dos outros medicamentos usados por portadores de esquizofrenia. Organizações ligadas ao tratamento de doentes mentais qualificaram a nova bebida como um "importante avanço". Centenas de milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de esquizofrenia e controlam os sintomas usando medicamentos antipsicóticos.
Os medicamentos costumam causar efeitos colaterais severos, incluindo sintomas similares ao Mal de Parkinson, como o movimento constante da boca e da língua, aumento de peso, além de problemas sexuais.
Dopamina
Os aminoácidos existentes no Tyrodep reduzem os níveis de dopamina, químico cerebral que, em excesso, pode causar síntomas psicóticos.
Para muitos pacientes e seus familiares é muito frustrante que os medicamentos de controle da esquizofrenia existentes acabem causando efeitos que debilitam a vida do paciente em outros aspectos.
“Antipsicóticos convencionais podem ser usados efetivamente no controle de enfermidades mentais como a esquizofrenia. No entanto, os efeitos colaterais podem fazer, compreensivelmente, com que alguns pacientes vejam com maior precaução o uso desses medicamentos”, disse o professor Guy Goodwin, que encabeçou a pesquisa. E o professor completou:
“A bebida que desenvolvemos, quando tomada junto com tratamento regular, tem demonstrado ser um verdadeiro passo adiante”.
O professor acredita que a bebida, por si só, pode auxiliar pessoas a controlar certas enfermidades. Mas Goodwin diz que ainda é necessário um tempo maior de pesquisa antes de se recomendar este tipo de mudança no tratamento.
Fonte: BBC Brasil http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2004/06/040620_esquizofrenia.shtml
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h01
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CÃO RECONHECE CERCA DE 200 PALAVRAS
Os cães podem ser capazes de compreender muito mais palavras que um dono geralmente ensina ao animal.
Os cães podem ser capazes de compreender muito mais palavras que um dono geralmente ensina ao animal. Cientistas descobriram que um cachorro de 9 anos conhece mais de 200 palavras para objetos diferentes e é capaz de aprender uma nova palavra após ser exposto a um item desconhecido apenas uma vez. A aptidão canina revela que as habilidades avançadas de reconhecimento de palavras estão presentes em outros animais além dos humanos, e provavelmente evoluíram independentemente da linguagem e da fala.
O cão Rico, da raça border collie, foi ensinado a pegar e entregar diferentes objetos a seus donos, que distribuíram diversos brinquedos e bolas em seu apartamento e pediram que o animal apanhasse itens específicos. Gradualmente, Rico aumentou seu vocabulário para cerca de 200 palavras que ele conseguia associar a objetos.
Para garantir que os donos de Rico não estavam dando a ele pistas subconscientes que o ajudavam a encontrar o item correto, Julia Fischer e sua equipe ao Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, em Leipzig, Alemanha, testaram o conhecimento de Rico em laboratório, onde ele pegou 37 de 40 itens corretamente.
"O 'tamanho do vocabulário' de Rico é comparável àquele de macacos, golfinhos, leões marinhos e papagaios treinados", escreveram os autores do estudo publicado na semana passada na revista Science.
A equipe testou a capacidade de Rico de empregar o mapeamento rápido, um processo neurológico que crianças pequenas usam para adivinhar rapidamente o significado de novas palavras. Os cientistas colocaram um objeto desconhecido em uma sala com outras coisas que o animal conhecia e, sem ensinar a Rico o nome do novo item, pedirem que ele o pegasse. Em dez tentativas, ele pegou o objeto correto sete vezes.
Quatro semanas depois, os pesquisadores avaliaram a capacidade de Rico de lembrar o que havia aprendido. Os objetos que ele havia visto apenas uma vez durante o experimento anterior foram colocados entre oito itens - alguns familiares e outros completamente novos. Nesse teste, Rico pegou o item correto em três de seis tentativas, uma façanha de aprendizagem nunca vista antes em um cachorro. A performance de Rico foi comparável à de uma criança de 3 anos, observaram os cientistas.
Fischer e sua equipe destacaram que não têm certeza ainda se Rico é excepcionalmente esperto ou excepcionalmente bem treinado. Mas esperam poder usar esse experimento para investigar como o cérebro aprende a entender palavras. As habilidades de compreensão de Rico mostram que os processos que o cérebro utiliza para discernir palavras não são os mesmos empregados para produzir a fala, segundo os pesquisadores. "Você não precisa saber falar para entender muito", diz Fischer.
Fonte: Revista Scientific American Brasil Online http://www2.uol.com.br/sciam/conteudo/noticia/noticia_68.html
puiblicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h01
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HÁBITO SUBDESENVOLVIDO
O tabaco não é mais um problema apenas dos países ricos
Agência FAPESP - Treze mil por dia. Cinco milhões por ano. Esses são os números de pessoas que morrem anualmente em todo o mundo em decorrência de doenças relacionadas ao tabagismo. Os dados alarmantes são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e foram apresentados no fórum “Globalização da Epidemia do Tabaco”, realizado na 11ª Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) nesta quinta-feira (17/6), em São Paulo.
A reunião teve como pano de fundo o fato de que o tabaco não é mais um problema apenas dos países ricos, uma vez que, hoje, as doenças provenientes do seu uso ocorrem com mais freqüência nos países em desenvolvimento, que tiveram grande aumento no consumo nos últimos anos.
Segundo Katharine Esson, pesquisadora do Centro para o Desenvolvimento Global em Saúde da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, do 1,3 bilhão de fumantes em todo o mundo, quase 1 bilhão estão nos países em desenvolvimento.
Katharine revelou também que há uma forte relação entre o uso de tabaco e o baixo nível de renda. “Só em Bangladesh, estima-se que cerca de 10 milhões de homens pobres fumem. Se essa população passasse a gastar 70% do dinheiro usado para a compra de cigarros com comida, cerca de 10,5 milhões de crianças poderiam deixar de viver em estado de desnutrição no país”, afirmou.
Para Heather Selin, assessora de prevenção e controle ao uso do tabaco da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), o mundo conta com conhecimento suficiente para reduzir o problema. Segundo ela, as principais medidas de prevenção não estão disponíveis apenas para os países desenvolvidos, pois a maioria tem custos de implementação viáveis para qualquer região.
Heather citou algumas medidas que poderiam ser aplicadas nos países que sofrem com a epidemia tabagista. A principal seria o aumento de impostos e dos preços do cigarro, o que poderia reduzir a manutenção da dependência e a iniciação ao uso pelos jovens. Outras medidas são a impressão de advertência nas embalagens, impedimentos com relação a campanhas publicitárias e restrição ao consumo em ambientes públicos.
“O consumo mundial de tabaco triplicou desde 1970 e o número de óbitos irá crescer dos atuais cinco milhões para dez milhões até 2030, caso a maioria dos países não adote medidas eficazes para enfrentar a epidemia”, disse a assessora da Opas.
Heather ressaltou também que os riscos do tabagismo passivo são comprovados cientificamente e apresentou um novo estudo da Opas que mostra que o fumo passivo aumenta o risco de câncer de pulmão e de doenças do coração em até 30%. “Devemos lutar pela adoção de mais ambientes livres do cigarro, para que os não fumantes sejam protegidos. O fumo passivo provoca um série de doenças, muitos óbitos e efeitos graves, especialmente nas crianças”, disse.
Apesar de o Brasil possuir uma das legislações mais avançadas do mundo com relação ao controle do tabagismo, apenas no país morrem cerca de 200 mil pessoas anualmente, segundo dados apresentados pelo professor adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marco Antonio Vargas.
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h59
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EPILÉPTICOS CONSEGUEM CONTROLAR VIDEOGAME COM O PENSAMENTO
Engenheiros americanos criaram um sistema para controlar os movimentos de um videogame através de ordens do cérebro transmitidas por eletrodos, revelou a revista Journal of Neural Engineering.
Apenas ao pensar na palavra "jogue", quatro voluntários epilépticos puderam conduzir um videogame relativamente simples.
Os cientistas assinalaram que o sistema é importante, já que ajudaria a encontrar a forma de criar computadores ou máquinas controladas exclusivamente pelo cérebro.
Esses computadores beneficiariam pessoas paralisadas ou vítimas de acidentes e lhes ajudariam a trabalhar, ler, escrever e até se deslocar em distâncias curtas.
Com eletrodos conectados ao cérebro, os pacientes aprenderam a controlar com o pensamento o cursor do computador em poucos minutos, disseram no artigo Eric Leuthardt, neurocirurgião do Hospital Barnes-Jewish de San Luis (Missouri), e Daniel Moran, professor de engenharia médica da Universidade Washington dessa cidade.
As conexões com eletrodos, utilizadas para determinar a origem dos ataques epilépticos, ocorreram sobretudo na zona de Broca, que está vinculada à linguagem.
Depois de poucas sessões, os pacientes podiam jogar através de sinais provenientes da superfície de seu cérebro. Eles conseguiram uma precisão de 74 a 100 por cento. Um deles acertou 33 alvos de maneira consecutiva.
Fonte: Portal UOL Corpo & Saúde http://noticias.uol.com.br/saude/ultnot/efe/2004/06/14/ult2067u195.jhtm
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h59
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MCDONALD'S CONTRA-ATACA FILME SOBRE FAST FOOD
A rede de lanchonetes McDonalds' da Austrália começou uma ofensiva publicitária para se defender das críticas de um documentário que mostra a experiência de um homem que só come fast food por um mês
"Viu aquele filme?", pergunta o site da empresa na internet, como parte da campanha que se propõe a separar "os fatos da ficção".
O documentário "Super Size Me" ("Eu em supertamanho", em tradução livre) mostra a perda de saúde do próprio diretor Morgan Spurlock depois de um mês comendo apenas no McDonald's.
Em sua estréia na Austrália, o filme quebrou os recordes de bilheteria no país.
'Consternados'
O diretor Morgan Spurlock, transformou em filme sua experiência, que mostra, na medida em que o tempo passa, que ele começa a engordar, tem depressão, palpitações e desejos de comer açúcar.
O McDonald's tentou ignorar o filme, mas depois que ele quebrou recordes de bilheteria, resolveu "contra-atacar", segundo uma porta-voz da empresa na Austrália.
"Nossos clientes ficaram consternados e chocados por não termos respondido e entenderam isso como uma espécie de admissão de culpa", disse Christine Mullins à agência de notícias francesa France Presse.
Distorção
A empresa começou o contra-ataque com anúncios na TV, nos cinemas e no seu site.
Os anúncios mostram o executivo-chefe do McDonald's na Austrália, Guy Russo, que acusa o diretor de distorcer os fatos.
Segundo ele, Spurlock comeu em apenas um mês uma quantidade de comida que os nutricionistas dizem que deveria ser consumida em oito anos.
"Surpesa, surpresa... Ele descobre que foi um erro. Eu poderia ter dito isso a ele", diz Russo.
A porta-voz do McDonald's disse que esta foi a primeira vez que qualquer empresa do grupo atacou o filme.
Fonte: Jornal iG Último Segundo/BBC Brasil http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/bbc/1648001-1648500/1648441/1648441_1.xml
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h58
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Edição de junho/2004 - parte 2
MULHERES NÃO SABEM INTERPRETAR RESULTADO DE EXAME PAPANICOLAOU
A maioria das mulheres submetidas a uma entrevista sobre o tema não foi capaz de fornecer adequadamente informações acerca das implicações dos resultados de seus próprios testes
VINHO FAZ BEM PARA A PELE
Boa razão para afogar as mágoas...
ESTUDO APROVA EFICÁCIA DE ISOFLAVONAS DE SOJA NO TRATAMENTO DA MENOPAUSA Ondas de calor, insônia, nervosismo, melancolia, dores de cabeça, palpitação e formigamento são os principais sintomas do climatério. Para contornar a situação é necessário repor o organismo com progesterona (hormônio feminino) sintética ou natural
REFRIGERANTES AUMENTAM RISCO DE CÂNCER, DIZ ESTUDO
Vários estudos apresentados em um encontro com especialistas em câncer e em doenças gastrointestinais mostraram que os alimentos e líquidos ingeridos pelas pessoas podem influir em sua predisposição a desenvolver vários tipos de câncer
CONSUMO DE SOJA REDUZ RISCO DE CÂNCER DE PRÓSTATA E CALVÍCIE Notícia para parar de arrancar os cabelos
TRABALHAR PELO DINHEIRO DÁ MAIS SATISFAÇÃO, DIZ ESTUDO
Quem ganha na loteria ou consegue dinheiro fácil alcança menos satisfação do que aqueles que trabalham duro para conquistar o que desejam
O PRAZER DA GORDURA
Cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, conseguiram responder à pergunta que há muito intriga os gulosos: por que tudo o que engorda é bom?
MANUAL PARA DIVULGAÇÃO DE PESQUISAS
Livro apresenta as normas que regem a padronização das publicações técnico-científicas
ANTIDEPRESSIVOS, IMPRUDÊNCIA, POUCA ÉTICA
Esclarecer, informar e ampliar os conhecimentos na área da saúde, especialmente medicina, são dois pilares fundamentais para uma sociedade civilizada, capaz de compreender o que acontece consigo mesma e com cada indivíduo, além de estarem entre os mais importantes papéis da imprensa e da medicina por si sós
CIÊNCIA X JORNALISMO, EMBATE ESTÚPIDO
Cientistas e jornalistas sempre tiveram dificuldade em dialogar. Com algum exagero, se poderia dizer, até, que jamais se entenderam. Eis aí um embate tão antigo quanto estúpido. Porque a ciência precisa tanto do jornalismo quanto o jornalismo precisa da ciência, pela simples razão de que conhecimento não socializado é conhecimento perdido. E ambos – jornalista e cientista - são responsáveis por esse prejuízo social
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h56
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Edição de junho - parte 1
Edição de junho/2004 - só chamadas
COMSAÚDE’2004: CHAMADA DE TRABALHOS
30 de junho é o último dia para enviar os artigos
QUE REMÉDIO É ESSE DOUTOR?
Pesquisa revela que médicos brasileiros sabem pouco sobre os medicamentos que receitam
OBESIDADE AFETA UMA EM CADA DEZ CRIANÇAS NO MUNDO
No Brasil, percentual triplicou em 20 anos. Especialistas pedem estratégia global para combater epidemia
ONGS ACUSAM INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA DE ESTRATÉGIA CONTRA OBESIDADE
Segundo cifras fornecidas pela Infact, a indústria alimentícia gasta no mundo cerca de 33 bilhões de dólares ao ano em publicidade e outras formas de promoção de seus produtos
INFLUÊNCIA DA TV SOBRE A OBESIDADE INFANTIL
O hábito de se assistir TV está fortemente associado à obesidade em crianças
COMERCIAIS DE TV DETERMINAM ALIMENTAÇÃO DAS CRIANÇAS
Quem não fica atiçado quando está diante de um inofensivo programa de TV e, de repente, é surpreendido pela propaganda de uma bela guloseima?
HUMOR NO CONSULTÓRIO: COMEDIMENTO NUNCA É DEMAIS
Embora muito útil, quando utilizado sem critério e de maneira excessiva, o humor pode prejudicar a boa relação entre médico e paciente, além de causar embaraços difíceis de serem contornados
AULA DE GESTÃO
Por que médicos, psicólogos e engenheiros precisam de aulas de administração em seu curso de graduação
PRÊMIO DE INCENTIVO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA PARA O SUS 2004
É aberto a pesquisadores, estudiosos e profissionais de saúde, premiando teses de doutorado, dissertações de mestrado, trabalhos publicados em revistas cientificas indexadas e monografias de residência/especialização
PRÊMIO DE INCLUSÃO SOCIAL - SAÚDE MENTAL - CATEGORIA MEIOS DE COMUNICAÇÃO
Estão abertas as inscrições para o Prêmio de Inclusão Social - Saúde Mental - Edição 2004, promovido pela indústria farmacêutica Eli Lilly e pela Associação Brasileira de Psiquiatria
MODELO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
Pesquisa homenageia José Reis, jornalista e educador
LEVE A TELEVISÃO PARA LONGE DOS QUARTOS, RECOMENDAM PSICÓLOGOS E a velha piada de que televisão é excelente método contraceptivo ainda é atual
ANIMAÇÃO GRÁFICA ORIENTA CIDADÃOS QUANTO AO CONSUMO IDEAL DE ALIMENTOS
A Anvisa lançou uma animação eletrônica - a primeira experiência da Agência nesse tipo de mídia - para ilustrar didaticamente os cuidados na aquisição de alimentos no cotidiano na vida de um casal
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h56
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Risco - parte 2
Perspectivas O estudo foi enviado à Anvisa, por um pedido dos próprios responsáveis pelo setor de monitoração de propagandas. O pesquisador da UERJ informa que as irregularidades já eram de conhecimento do órgão, que em 2003 havia 14 equipes sediadas em várias universidades para realizar esse tipo de controle. "Mesmo que a Anvisa multiplicasse várias vezes a sua atuação, a regulação da propaganda permaneceria apresentando sérias fragilidades". Isso porque, segundo aponta Nascimento, as publicidades só são reprimidas após sua veiculação, mesmo assim, as multas continuam são irrisórias e seus custos são repassados ao preço dos medicamentos. Assim, a advertência colocada a cada final de propaganda permaneceria estimulando o uso incorreto de medicamentos, sem a devida prescrição.
Para saber que modelo regulatório conseguirá superar as fragilidades do atual, o pesquisador compara algumas legislações internacionais que tratam do tema, analisando como os Critérios Éticos para a Propaganda de Medicamentos, preconizados pela Organização Mundial de Saúde, são respeitados em outros países. "Quero discutir também a possibilidade de se propor, ao Congresso Nacional, a proibição da propaganda de medicamentos hoje feita pela indústria, substituindo-a, por exemplo, por um sistema público de informações, voltado para os prescritores, onde se assegure a isenção destes dados frente aos interesses comerciais envolvidos", sugere.
Frankin Rubinstein, diretor da Anvisa, reconhece as infrações dos anúncios apontadas por Nascimento e afirma que, a partir deste ano, 20 faculdades de Farmácia do país - e provavelmente algumas de Medicina - ajudarão a monitorar as publicidades de medicamentos. O projeto quer que esses estudantes tenham uma posição mais crítica em relação às publicidades. ''A partir de fevereiro, criamos uma gerência exclusiva para cuidar desse assunto. Com isso, já aumentamos o número de autuações e de multas. A mudança qualitativa nesse cenário de propagandas ainda é insuficiente, mas sabemos que é um processo que será feito a longo prazo'', diz.
''Queremos também aumentar a consciência crítica de quem prescreve e de quem usa os medicamentos, para que essas pessoas saibam se defender contra propagandas enganosas'', enfatiza Rubinstein. Outra alternativa prevista pela Anvisa é uma parceria com o Procon, que poderá autuar e pressionar as indústrias e agências de publicidade em defesa do consumidor.
Regulação 102 da Anvisa
Publicada no ano de 2000, esta resolução se originou da CPI dos medicamentos, realizada no mesmo ano. Ela foi o resultado de um pacto entre a indústria farmacêutica, sociedades de vigilância de medicamentos, médicos e publicitários e instituiu grupos de monitoramento de propagandas em 14 universidades de todo o país. Estes grupos devem enviar relatórios para a Anvisa, que é a responsável pela punição dos laboratórios. (Colaboração: Sérgio Barbosa)
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h53
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Risco - parte 1

MESMO SOB RISCO DE MULTAS, PROPAGANDAS DE MEDICAMENTOS FEREM NORMAS DA ANVISA
A legislação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que tenta regular os abusos cometidos pelas indústrias farmacêuticas, agências de publicidade e meios de comunicação, ainda não tem conseguido evitar que propagandas publicitárias sobre medicamentos inseridas nas principais redes de TV, rádio e jornais cometam várias falhas.
A legislação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que tenta regular os abusos cometidos pelas indústrias farmacêuticas, agências de publicidade e meios de comunicação, ainda não tem conseguido evitar que propagandas publicitárias sobre medicamentos inseridas nas principais redes de TV, rádio e jornais cometam várias falhas. Essa é a constatação de Álvaro Nascimento, pesquisador do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Para ele, o atual modelo regulatório da Anvisa para publicidade de medicamentos no Brasil é ineficaz e tem fortalecido a cultura de automedicação. "No meu ponto de vista, ao estampar a frase 'Ao persistirem os sintomas o médico deverá ser consultado' ao final de cada propaganda, a pretendida regulamentação implementada pela Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 102 da Anvisa, formulada em 2000, estimula o consumo incorreto e abusivo de medicamentos, quando caberia ao Estado cumprir justamente a tarefa oposta", explica.
Para chegar a essa conclusão, o pesquisador analisou 100 peças publicitárias veiculadas em 2003. Todas elas feriam a legislação em pelo menos um artigo. Nascimento, que também é jornalista e tecnologista da Fiocruz, explica que a forma e o conteúdo dos anúncios de medicamentos, além de prometerem resultados impossíveis, acabam estimulando o uso irracional de um produto que, além de caro, é perigoso para a saúde, dependendo de quem o tome e em que circunstâncias. O pesquisador informa que o problema é ainda mais grave quando consideramos o fato dos medicamentos terem sido o principal agente de intoxicação humana no Brasil - superando os agrotóxicos e os animais peçonhentos - entre os anos de 1995 a 2001, segundo os últimos dados fornecidos pelo Sistema Nacional de Informações Toxicológicas da Fiocruz. Entre os artigos mais desrespeitados, estão o não cumprimento à obrigação de informar a principal contra-indicação do medicamento na propaganda e a sugestão de diagnóstico. O estudo mostra que as contra-indicações, quando aparecem, são exibidas em letras minúsculas e surgem muito rapidamente, frisando apenas que aquele medicamento é contra-indicado para as pessoas com hipersensibilidade aos componentes da fórmula. "Isso poderia ser revertido com o simples cumprimento da legislação, que obriga a citação de contra-indicação, que não foi feita em 94 das 100 publicidades que analisei", argumenta.
Depois dessas constatações, Nascimento acha importante que a proibição da propaganda de medicamentos seja debatida. O debate sobre esta questão encontra respaldo na Constituição Brasileira, que afirma no Artigo 220 que "compete à Lei Federal estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão (...) bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente".
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h52
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BULAS DOS MEDICAMENTOS SERÃO MODIFICADAS
Mudanças atendem a resolução da Anvisa e devem entrar em vigor em 2005. Novos textos terão letras maiores e informação mais acessível
Tanto a população quanto os profissionais de saúde sempre fizeram críticas ao formato das bulas dos medicamentos no Brasil. Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) editou uma resolução para atender às reivindicações de mudanças. As alterações devem chegar ao mercado no ano que vem (2005).
Para os leigos, a linguagem das bulas é excessivamente técnica e de difícil compreensão. Os profissionais de saúde reclamam justamente do contrário e afirmam que os textos são superficiais e pouco informativos. Conciliação difícil, mas em um ponto ambos concordam: o tamanho da letra é pequeno demais.
As queixas chegavam à Anvisa por diferentes canais e alertaram para a necessidade de mudanças na legislação. No final de 2001, a agência criou um grupo de trabalho para tratar do assunto. “A intenção era rever a Portaria SVS nº. 110/97, que dispõe sobre as bulas, e, se fosse o caso, criar uma nova legislação”, lembra Gilvania de Melo, consultora técnica da Anvisa.
O grupo de trabalho comparou as críticas recebidas em outros canais com as reclamações que chegavam à Anvisa por meio de sua ouvidoria. Os técnicos confirmaram que o tamanho das letras e o conteúdo das bulas eram o que mais incomodava consumidores e profissionais de saúde.
O primeiro resultado dos estudos veio à tona em maio de 2003, com a edição da Resolução (RDC) 140. A medida segue um cronograma de implementação. Esta semana, terminou o prazo para que os fabricantes de cerca de 600 produtos enviassem à Anvisa as bulas em novo formato. Esses remédios integram a lista de medicamentos de referência da agência.
A Anvisa pretende concluir a análise das bulas até o segundo semestre deste ano e disponibilizar os textos em formato digital e escrito. Concluída a tarefa, todos os fabricantes irão dispor de até 180 dias para se adaptarem às novas regras.
As bulas analisadas servirão de base para a produção dos textos para genéricos e similares. “A padronização irá sanar problemas que o consumidor enfrenta”, diz Gilvania. “É comum pegarmos dois medicamentos com a mesma fórmula e encontrarmos discrepâncias de informações. Uma bula fala que o medicamento apresenta quatro efeitos colaterais e a outra diz que o mesmo remédio só possui dois”, exemplifica.
Distorções - A consultora técnica avisa que a padronização não significa que os remédios terão bulas idênticas. “Um fabricante pode adicionar ao produto um corante, para deixar um comprimido amarelo. Digamos que esse corante cause um efeito colateral, como uma alergia”, especula. “Ele precisará citar isso na bula. Quem não utilizar o corante, não terá que fazer o mesmo”, afirma Gilvania.
O tamanho das letras nas bulas era objeto de enorme distorção por parte da indústria farmacêutica. ”A lei estabelecia em um milímetro o tamanho mínimo para as letras. Porém, os fabricantes utilizavam apenas essa medida, como se fosse um padrão”, conta Gilvania.
Com a resolução da Anvisa, o tamanho mínimo das letras em bula passa a ser de 1,5 milímetro, 50% a mais do que a atual medida. A RDC também determina que haverá uma bula específica para o consumidor, nos medicamentos disponíveis em farmácias, e outra para os profissionais de saúde, nos remédios que chegam diretamente aos hospitais.
Hoje, as bulas são obrigadas a trazer os seguintes dados: identificação do medicamento, informações ao paciente, informações aos profissionais de saúde e os dizeres legais. Com a nova lei, sobrará espaço tanto na bula para o consumidor quanto na do profissional de saúde, já que as informações serão específicas. “Muita gente reclamou que o aumento no tamanho da letra era pequeno, de apenas meio milímetro. Porém, com o espaço vago, o fabricante poderá aumentar mais. Fica a critério dele oferecer esse benefício ao cliente”, explica.
Bulas estarão disponíveis em sistema digitalizado
No segundo semestre, será criado o Bulário Eletrônico da Anvisa, um banco de dados com as bulas de medicamentos atualizadas. O arquivo ficará disponível no site da agência (www.anvisa.gov.br). O bulário será editado também em formato impresso, com o título de Compêndio de Bulas de Medicamentos (CBM). O Compêndio será distribuído a profissionais de saúde.
O Bulário resulta de parceria entre a Anvisa e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme), da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
A consultora técnica da Anvisa Gilvania de Melo acredita que o Bulário Eletrônico vai proporcionar benefícios imediatos. Ela cita o acesso maior à informação e mais agilidade em processos administrativos.
Gilvania adianta que o banco de dados facilitará a apuração de denúncias sobre irregularidades em propagandas de medicamentos. Quando for apurar a irregularidade, o técnico acessa o banco e verifica a bula imediatamente. “Ele não precisa ficar vários dias esperando a chegada da documentação em papel”, afirma.
Segundo a consultora técnica, o Bulário Eletrônico da Anvisa também trará segurança para o consumidor na hora de pesquisar sobre os medicamentos. “Há uma proliferação de sites que oferecem informações sobre bulas. Nem sempre esses textos são confiáveis. Queremos oferecer a melhor informação”, assinala.
Gilvania aproveita para fazer um alerta à população. “Não é porque o consumidor terá acesso às bulas que poderá receitar para si o remédio que achar melhor”, ressalta. “A auto-medicação tem que ser evitada e ninguém deve tomar medicamentos sem a receita de um profissional de saúde”.
Em caso de dúvidas, entre em contato com a Anvisa e o Ministério da Saúde: Disque Medicamentos - 0800 644 0644 Disque Saúde - 0800 61 1997 Telefone Geral da Anvisa - (61) 448-1000 (Fonte: Brasil Medicina)
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h48
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FUMO PASSIVO PODE SER MAIS PREJUDICIAL QUE O QUE SE ADMITE
Almoçar em um restaurante onde haja fumantes poderia aumentar os riscos de um infarto agudo do miocárdio?
Almoçar em um restaurante onde haja fumantes poderia aumentar os riscos de um infarto agudo do miocárdio? A despeito do quão improvável a afirmativa possa parecer, diversos pesquisadores estão se tornando adeptos dessa corrente de pensamento. Artigo publicado no British Medical Journal mostra que novos estudos têm sugerido que o fumo passivo oferece maiores riscos que os que lhes são habitualmente atribuídos. Dados recentes mostram que a exposição passiva à fumaça de cigarros, mesmo em pequena intensidade, aumenta desproporcionalmente os riscos de ocorrência de doenças cardiovasculares agudas.
Texto completo (em inglês): http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/full/328/7446/980
Fonte: British Medical Journal
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h47
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PROIBIÇÃO DO FUMO EM LOCAIS PÚBLICOS E DE TRABALHO REDUZ INCIDÊNCIA DE IAM
Estudo publicado no último número do periódico British Medical Journal buscou determinar se a proibição do fumo em locais públicos e de trabalho teve impacto sobre o número de admissões de pacientes infartados em hospitais dos Estados Unidos.
Estudo publicado no último número do periódico British Medical Journal buscou determinar se a proibição do fumo em locais públicos e de trabalho teve impacto sobre o número de admissões de pacientes infartados em hospitais dos Estados Unidos. Os autores, do St Peter's Community Hospita l e da Universidade da Califórnia, observaram a incidência de infarto agudo do miocárdio - IAM - em Helena, uma comunidade isolada de Montana com aproximadamente 70 mil habitantes, durante os anos de 1997 e 2003. Segundo os resultados obtidos por análise estatística, leis que proíbem o fumo em locais públicos e de trabalho resultam em significativa redução no número de hospitalizações devidas ao IAM.
Texto completo (em inglês) : http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/full/328/7446/977
Fonte: British Medical Journal
publicado da edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h46
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METADE DOS AMERICANOS ADULTOS TÊM DIFICULDADE DE COMPREENDER ORIENTAÇÕES MÉDICAS
Dados do Institute of Medicine dos Estados Unidos mostram que aproximadamente metade dos americanos adultos (cerca de 90 milhões de pessoas) têm dificuldade de compreender ou por em prática as instruções obtidas de médicos em consultórios ou hospitais.
Dados do Institute of Medicine dos Estados Unidos mostram que aproximadamente metade dos americanos adultos (cerca de 90 milhões de pessoas) têm dificuldade de compreender ou por em prática as instruções obtidas de médicos em consultórios ou hospitais. Segundo artigo publicado na revista eletrônica da Associação Médica Americana, American Medical News, a pouca habilidade de leitura de material médico é um obstáculo à saúde de dezenas de milhões de pacientes. O problema impede, por exemplo, que muitos pacientes tenham sucesso em administrar-se a dose recomendada de um medicamento prescrito.
Texto completo (em inglês) : http://www.ama-assn.org/amednews/2004/04/26/hlsa0426.htm
Fonte: American Medical News
PUBLICADO NA EDIÇÃO DE MAIO/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h44
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CHOCOLATE E PIZZA CAUSAM DEPENDÊNCIA
As pessoas que se dizem viciadas em chocolate ou pizza talvez não estejam exagerando, disseram cientistas dos Estados Unidos.
As pessoas que se dizem viciadas em chocolate ou pizza talvez não estejam exagerando, disseram cientistas dos Estados Unidos. Exames realizados entre pessoas normais - e famintas - mostraram que seus cérebros se "acendem" quando eles vêem ou sentem o cheiro de seus pratos prediletos, o mesmo que acontece com viciados em cocaína quando pensam na próxima aspirada. "A apresentação da comida aumenta significativamente o metabolismo em todo o cérebro (em 24%), e essas mudanças são maiores em áreas do cérebro envolvidas no mecanismo do vício", escreveram os cientistas.
Essas são as áreas envolvidas no mecanismo do vício. Por exemplo, o córtex órbito-frontal é ativado em usuários de cocaína quando eles pensam na droga.
O estudo, publicado na edição de abril da revista NeuroImage, pode fortalecer o argumento de que os anúncios de alimentos ajudam a provocar a epidemia de obesidade nos EUA.
"Esses resultados podem explicar os efeitos deletérios da exposição constante a estímulos alimentares, tais quais anúncios, máquinas que vendem balas, canais especializados em comida e vitrines com alimentos nas lojas", disse Gene-Jack Wang, do Laboratório Nacional de Brookhaven em Upton, Estado de Nova York, que comandou o estudo.
"A alta sensibilidade desta região do cérebro a estímulos alimentares, junto com o grande número e variedades desses estímulos no ambiente, deve contribuir para a epidemia de obesidade neste país [os EUA]", afirmou, em nota à imprensa. Cerca de 30 por cento dos norte-americanos são considerados obesos
Wang e seus colegas estudaram 12 homens e mulheres com idade média de 28 anos. Os voluntários fizeram um jejum de pouco menos de um dia e em seguida foram submetidos a uma tomografia especial (PET) que mede o metabolismo cerebral.
Os pacientes foram orientados a indicarem seus pratos favoritos e a explicar como gostam de comê-los, ao mesmo tempo em que eram apresentados a algumas dessas comidas.
"Um chumaço de algodão impregnado com a comida foi colocado na língua deles para que pudessem sentir o gosto", escreveram os pesquisadores. "Os itens alimentares mais frequentemente selecionados pelos indivíduos foram o sanduíche chesse-bacon-egg, o bolo de canela, a pizza, o hambúrguer com queijo, o frango frito, a lasanha, costelinhas assadas, sorvete, 'brownie' e bolo de chocolate."
Vários importantes especialistas em vícios trabalharam no estudo, inclusive Nora Volkow, do Instituto Nacional do Abuso de Drogas dos EUA.
Reuters
Fonte: Terra Notícias http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,6752,OI296801-EI238,00.html
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h44
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OBESIDADE É CADA VEZ MAIS DISSEMINADA ENTRE CRIANÇAS AMERICANAS
Muitos pais acabam por se convencer de que ter um filho "gordinho" não é mais que um sinal de saúde da criança, ignorando os riscos inerentes à obesidade infantil.
Muitos pais acabam por se convencer de que ter um filho "gordinho" não é mais que um sinal de saúde da criança, ignorando os riscos inerentes à obesidade infantil. Artigo publicado na revista eletrônica da Associação Medica Americana, American Medical News, afirma que a obesidade em crianças é um problema epidemiológico maior que o somatório de diversas doenças graves, como é o caso das dependências químicas e da AIDS. Estimativas recentes mostram que cerca de 26% das crianças americanas entre 2 e 12 anos possuem algum sobrepeso, mas o problema pode ser ainda pior em cidades do interior do país, onde alguns serviços chegam a relatar índices próximos a 50%.
Texto completo (em inglês) : http://www.ama-assn.org/amednews/2004/05/10/hlsa0510.htm
Fonte: American Medical News
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h42
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ALIMENTOS GORDUROSOS SÃO OS MAIS ANUNCIADOS PELA TV
Além de notícias e entretenimento, a TV também traz a publicidade, importante ferramenta de vendas da indústria varejista. Entre os produtos anunciados, muitos podem comprometer a saúde, se consumidos em excesso. Além de notícias e entretenimento, a TV também traz a publicidade, importante ferramenta de vendas da indústria varejista. Entre os produtos anunciados, muitos podem comprometer a saúde, se consumidos em excesso. Uma pesquisa da USP e da Universidade do Sagrado Coração, publicada na revista da Associação Brasileira de Nutrologia, revela a quantidade e a qualidade dos produtos alimentícios anunciados pelas emissoras de TV aberta: mais de 57% desses alimentos são do tipo gorduroso. Além de notícias e entretenimento, a TV também traz a publicidade, importante ferramenta de vendas da indústria varejista. Entre os produtos anunciados, muitos podem comprometer a saúde, se consumidos em excesso. Uma pesquisa da USP e da Universidade do Sagrado Coração, publicada na revista da Associação Brasileira de Nutrologia, revela a quantidade e a qualidade dos produtos alimentícios anunciados pelas emissoras de TV aberta: mais de 57% desses alimentos são do tipo gorduroso.
O levantamento foi feito tendo como base a grade das três principais TVs de sinal aberto do país. A programação das emissoras foi gravada pela manhã, à tarde e à noite. As 432 horas de gravação revelam que, durante a semana, os produtos são anunciados com freqüências diferentes durante o dia - à noite, mais anúncios de alimentos são veiculados. E mais: considerando todas as propagandas veiculadas pela TV, mais de 27% delas representam anúncios de algum alimento.
O estudo também revela que os alimentos são mais mostrados durante os dias de semana do que nos sábados, exceto para a publicidade de bebidas alcoólicas, que aumenta significativamente nos períodos da tarde e noite dos sábados.
Quanto à análise da qualidade dos alimentos apresentados, o estudo identificou que, dos 1.395 anúncios de produtos alimentícios veiculados, 57,8% estão no grupo das gorduras, óleos, açúcares e doces. O segundo maior grupo é representado por pães, cereais, arroz e massas (21,2%), seguido pelo grupo de leites, queijos e iogurtes (11,7%) e o grupo de carnes, ovos e leguminosas (9,3%).
"Há completa ausência de frutas e vegetais. A pirâmide construída a partir da freqüência de veiculação de alimentos na TV difere significativamente da pirâmide considerada ideal. Há, na realidade, uma completa inversão, com quase 60% dos produtos representados pelo grupo de gorduras", dizem os pesquisadores no trabalho.
Eles também mostram que o tempo dedicado a se assistir à televisão interfere nos efeitos da publicidade. "No Brasil, adolescentes passam cerca de cinco horas por dia diante da TV. Sabe-se que uma exposição de apenas 30 segundos a comerciais de alimentos é capaz de influenciar a escolha de crianças a determinado produto, o que mostra que o papel da TV, no estabelecimento de hábitos alimentares, deve ser investigado".
O levantamento lembra que hábitos alimentares incorretos podem levar à obesidade, que tem crescido nas últimas décadas, como resultado do aumento de consumo de alimentos altamente calóricos, acompanhados da redução de atividade física. "A obesidade torna-se um problema de saúde pública agravado pelo fato de a TV exercer grande influência sobre os hábitos alimentares e promover o sedentarismo", alertam os cientistas.
"Conhecer como os meios de comunicação influenciam o estilo de vida e, principalmente, o comportamento alimentar é essencial na tarefa de educar, informar e aconselhar os pais a respeito da influência da TV nas escolhas alimentares de seus filhos", afirmam os pesquisadores. Para o estudo, pesquisas como essa podem auxiliar na elaboração de estratégias que possam minimizar os impactos desses resultados sobre a sociedade. (Agência Notisa)
Fonte: Agência Brasil http://www.radiobras.gov.br/ct/materia.phtml?tipo=MA&q=1&materia=184343
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h41
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ORIENTAÇÕES PODEM DIMINUIR O TABAGISMO ENTRE PACIENTES
Editorial publicado no Journal of the National Cancer Institute discute artigo da mesma edição do periódico no qual Katz e colaboradores observaram que orientações fornecidas ao paciente durante as consultas médicas poderiam diminuir significativamente o uso de tabaco por fumantes. Editorial publicado no Journal of the National Cancer Institute discute artigo da mesma edição do periódico no qual Katz e colaboradores observaram que orientações fornecidas ao paciente durante as consultas médicas poderiam diminuir significativamente o uso de tabaco por fumantes. Segundo o estudo, a implementação de um protocolo de orientação e abordagem do paciente pode de fato aumentar a adesão de tabagistas a práticas salutares que diminuem o consumo de cigarros pelos mesmos.
Texto completo (em inglês): http://jncicancerspectrum.oupjournals.org/cgi/content/full/jnci;96/8/573
Fonte: Journal of the National Cancer Institute
publicação na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h40
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MACHISMO PODE AUMENTAR INCIDÊNCIA DE DSTS E VIOLÊNCIA SEXUAL Um estudo realizado pela ONG Promundo (programa do governo dos Estados Unidos voltado para a área de gênero e Aids) revela que atitudes machistas estão intimamente ligadas ao aumento de casos de violência sexual e doméstica, de gravidez indesejada e de disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, como HIV. Durante um ano, 780 jovens do sexo masculino, com idade entre 15 e 24 anos, foram ouvidos pelo instituto. O objetivo das entrevistas era descobrir como comportamentos machistas poderiam afetar a saúde de homens e mulheres.
As atitudes machistas foram testadas por meio da aplicação de um questionário com perguntas como: quem precisa mais de sexo; o trabalho mais importante da mulher é cuidar da casa; trocar fralda e cuidar do filho é coisa de mãe; mulher que usa camisinha é piranha; o homem está sempre disposto a transar.
Os resultados mostram que os jovens brasileiros têm atitudes machistas. Na comunidade de Bangu, por exemplo, boa parte dos entrevistados acredita que na hora de tomar decisões o homem é quem deve ter a última palavra.
Já na comunidade de Maré, um índice revela que a maioria dos jovens entrevistados acredita que o homem sempre está disposto a transar.
Outro dado importante mostra que, para a maioria dos entrevistados, o jovem tem de defender a honra, mesmo que seja preciso usar a força.
O trabalho completo será apresentado na próxima segunda-feira (26), no auditório da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), às 15h, em Brasília.
Fonte: Jornal iG último Segundo http://ultimosegundo.ig.com.br/useg/saude/artigo/0,,1586952,00.html
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h39
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INFLAÇÃO NA INTERNET: O FUTURO DAS PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS ONLINE
Publicações médicas e científicas estão cada vez mais se voltando para suas versões online, mas os preços cobrados pelo acesso tendem a ser mais altos que a expectativa dos assinantes.
Publicações médicas e científicas estão cada vez mais se voltando para suas versões online, mas os preços cobrados pelo acesso tendem a ser mais altos que a expectativa dos assinantes. Em artigo publicado na revista eletrônica da Associação Médica Americana, American Medical News, o modelo de acesso via assinatura é discutido pela jornalista especializada Victoria Stagg Elliott. Segundo a entidade editorial Association. of Research Libraries, o preço das assinaturas subiu, em média, cerca de 215% entre 1986 e 2001. No mesmo período, o poder de compra dos consumidores aumentou apenas 62%. Texto completo (em inglês): http://www.ama-assn.org/amednews/2004/04/19/hlsa0419.htm
Fonte: American Medical News
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h36
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SOJA PREVINE O CÂNCER DE PRÓSTATA E A CALVÍCIE
Cientistas dos Estados Unidos anunciaram que comer soja pode ajudar os homens a prevenirem a calvície e também o câncer de próstata.
Cientistas dos Estados Unidos anunciaram que comer soja pode ajudar os homens a prevenirem a calvície e também o câncer de próstata. Segundo pesquisa da Faculdade de Medicina Veterinária do Colorado, uma molécula que surge no intestino quando a soja é digerida impede a ação de um hormônio responsável pelo crescimento da glândula masculina e pela queda excessiva de cabelos. Isso explicaria porque homens no Japão, onde se costuma comer mais soja, raramente desenvolvem câncer de próstata.
Já um estudo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos sugere que a vitamina E pode prevenir o câncer de próstata. Pesquisadores observaram cem homens com câncer de próstata e 200 sem a doença e compararam a quantidade de vitamina E na corrente sangüínea deles, antes e depois de tomarem suplementos.
O experimento revelou que os homens com altos níveis de alfa tocoferol (forma natural da vitamina E) tinham 53% menos chances de desenvolver câncer de próstata.
Fonte: O Dia Online http://odia.ig.com.br/odia/ciencia/ci150403.htm
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h33
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MAIOR PARTE DA PROPAGANDA INFANTIL NA TV É SOBRE ALIMENTOS CALÓRICOS Estudo mostra que crianças são bombardeadas com guloseima e salgadinho. Anunciantes de produtos como bolachas recheadas, iogurtes e salgadinhos disputam a atenção das crianças usando armas nem sempre corretas. Em uma delas, por exemplo, o menino deixa no prato uma sopa de espinafre para se deliciar escondido dos pais com um belo pacote de biscoitos de chocolate. Mais informações: http://www.diariosp.com.br/saude/default.asp?Editoria=45&id=301968 Fonte: Diário de São Paulo
(publicado na edição de maio/2004)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h32
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SAÚDE PÚBLICA DOS EUA É TEMA DE ANÁLISE
Especialistas constantemente alertam para as futuras conseqüências da epidemia de obesidade que atinge os EUA. Especialistas constantemente alertam para as futuras conseqüências da epidemia de obesidade que atinge os EUA. Problemas igualmente preocupantes, como infecções exóticas e outras questões ainda desconhecidas também preocupam as autoridades de saúde pública do país. Artigo publicado no periódico eletrônico American Medical News, da American Medical Association, discute algumas das mais importantes preocupações em Saúde Pública nos dias atuais. Pra se ter uma idéia da gravidade da situação, hoje cerca de 64% dos americanos se encontram acima do peso ideal, e doenças infecciosas são a terceira causa de mortalidade no país. Texto completo (em inglês): http://www.ama-assn.org/amednews/2004/05/17/hlsa0517.htm Fonte: American Medical News
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h31
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Tia - parte 2
Comida e exercícios no currículo
O Centro Educacional Novo Horizonte, de São Paulo, escolheu a alimentação como tema do projeto de leitura depois que um aluno do Jardim 2 (4 anos) foi diagnosticado como diabético. Em conjunto, os professores decidiram os conteúdos a ser estudados em cada faixa etária. Baseadas em pesquisas com os pais, na internet e em livros e revistas, cada turma produziu um livro: os alunos da pré-escola, por exemplo, estudaram as vitaminas presentes nas frutas e criaram uma história em que elas eram os personagens. Os de 4ª série elaboraram um manual com dicas para evitar a obesidade infantil. No final do projeto, durante uma tarde de autógrafos, os pais comentavam as mudanças nos hábitos alimentares dos filhos. A prática de atividades físicas também é fundamental para evitar o problema.
No Colégio Adventista, de Itapecerica da Serra (SP), o professor de Educação Física José David Cavalcante de Aguiar pesa e mede seus alunos uma vez por ano. Detectado o sobrepeso (cerca de 12%), os pais são comunicados e aconselhados a consultar um endocrinologista. Mas a escola procura fazer um trabalho preventivo, ao colocar no currículo aulas de Educação Física três vezes por semana. As atividades prioritárias são as que envolvem todos os alunos — pega-pega, queimada, barra-manteiga e pular corda — e não somente os que têm facilidade para a prática esportiva.
Por uma cantina saudável
As crianças que comem a merenda escolar têm uma alimentação mais balanceada. "Isso porque a maioria das secretarias de educação têm a orientação de nutricionistas", afirma Mauro Fisberg. Algumas ainda complementam a merenda com verduras e legumes cultivados na própria horta, como a Escola Classe 49, de Taguatinga Norte, também no Distrito Federal.
Lá os pais ajudam no cultivo de hortaliças, respondem sobrea alimentação da família no diário de classe e recebem textos sobre o valor nutritivo dos alimentos.
De vezem quando as próprias crianças participam da elaboração da merenda, como a salada de frutas.
As cantinas e lanchonetes terceirizadas que não recebem orientação da equipe pedagógica contribuem muito para o aumento da obesidade em crianças. O motivo é a oferta de bobagens em suas vitrines. Alguns estados, como Rio de Janeiro e Santa Catarina, proibiram a venda de biscoitos recheados, salgados fritos e outros alimentos pouco nutritivos nas dependências das escolas. "A medida é emergencial.
Mas o aconselhável é ensinar a criança a fazer suas escolhas e saber o quanto comer", alerta Nataniel Viuniski.
O Colégio Dante Alighieri, em São Paulo, tem uma cantina considerada exemplar pelos especialistas. Desde 1999 a nutricionista Martha Fonseca Paschoa vem fazendo a substituição dos produtos ali vendidos: salgados fritos foram trocados por assados; os recheios ganharam ingredientes menos calóricos, como queijo branco, peito de peru e vegetais; chocolates e doces, em tamanhos pequenos, vêm perdendo espaço para frutas lavadas e cortadas. Salgadinhos de pacote não há. Sucos naturais e água-de-coco são colocados sobre o balcão, enquanto os refrigerantes ficam escondidos. Além dessas medidas, Martha Fonseca sugere outras que podem ajudar a cantina a se tornar um espaço saudável: inserir saladas no cardápio; colocar nas paredes cartazes com fotos de atletas e de alimentos naturais; reduzir o preço dos produtos saudáveis; fazer sanduíches pequenos, sem maionese ou outro condimento gorduroso; e oferecer iogurtes e bebidas lácteas. O lanche que a escola providencia para os alunos menores é balanceado e tem a aprovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Levando a educação alimentar aos alunos e familiares e tendo atenção aos produtos servidos em suas dependências, a escola estará contribuindo para a diminuição da obesidade infantil e fazendo com que os estudantes fiquem mais dispostos para a aprendizagem.(Fonte: Escola Online)
publicado na edição de junho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h30
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Tia - parte 1

TIA, ME DÁ UMA MAÇÃ? Alunos que têm alimentação e hábitos de vida saudáveis aprendem melhor e evitam a obesidade infantil, doença que tem preocupado médicos e educadores de todo o mundo
Paola Gentile
Batata frita, salgadinho, hambúrguer e refrigerante. Quer apostar que se você perguntar aos alunos quais os alimentos que eles preferem essas serão as respostas mais comuns? A alimentação inadequada e a pouca atividade física estão fazendo com que a obesidade torne-se uma das doenças mais preocupantes em todo o mundo (leia quadro na pág. 58). O problema traz sérios comprometimentos à saúde e tem reflexos na aprendizagem. Alunos que estão acima do peso recebem apelidos pejorativos, o que afeta seu auto-conceito, prejudica a integração com o grupo e a produção escolar.
O projeto Peso Saudável — parceria entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Força-Tarefa de Controle de Peso e Atividade Física do International Life Science Institute — aponta que 33% dos alunos entre 7 e 10 anos e 30% dos adolescentes até 15 anos apresentam muitos quilos a mais do que o ideal. Indica ainda que a obesidade incide mais em estudantes de escolas privadas (uso da cantina) e em jovens entre 10 e 12 anos (autonomia para decidir o que comer). "Os casos de obesidade infantil aumentam quando a criança entra na escola, onde tem mais acesso a produtos industrializados", explica o nutrólogo Mauro Fisberg, organizador do projeto.
Por outro lado, é na escola que esse quadro pode se reverter. "Lá as crianças se alimentam, fazem exercícios, adquirem conhecimentos e hábitos saudáveis", ressalta Nataniel Viuniski, coordenador do Departamento de Obesidade Infantil da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso). A educação alimentar é conteúdo previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais e é trabalhada como tema transversal ou nas aulas de Ciências. A escola pode ainda reformular suas cantinas e orientar as famílias sobre a melhor maneira de preparar o lanche dos filhos.
Educação alimentar em casa
O trânsito de informações entre a escola e a família é importante para que o processo de reeducação alimentar seja completo. As crianças aprendem e levam as informações para casa.
"Lá, as refeições também mudam", aposta Thaís Cristina Mantovani Santana, nutricionista da rede de ensino do Distrito Federal. Os professores da Escola Classe 1 de Brazlândia, cidade satélite do Distrito Federal, foram a várias palestras de nutrólogos ligados ao projeto A Escola Promovendo Hábitos Alimentares Saudáveis, da Universidade de Brasília, há dois anos. De lá trouxeram idéias e materiais para trabalhar com os alunos: jogos pedagógicos, um CD-ROM com sugestões de atividades, planos de aulas e textos de apoio. A equipe achou fundamental também passar aos pais conceitos de uma alimentação saudável. Convidaram Shirlene Barreira, especialista em nutrição, para alguns encontros que terminam em degustação de pães, chás e outros alimentos feitos com grãos e verduras. "Mesmo famílias de baixa renda podem ter uma alimentação saudável, desde que optem corretamente na hora da compra dos produtos", alerta Shirlene.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h30
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NEM BANDIDO, NEM MOCINHO, MUITO PELO CONTRÁRIO...
“Se medico pensa que é Deus, jornalista tem certeza”.
Dizem pelas esquinas de um corredor de uma faculdade que o jornalista está sempre entre dois lados, ou melhor, entre fogos cruzados, ainda mais neste novo tempo, quando a violência virou sinônimo de qualidade de vida em muitas cidades grandes do País do faz de conta.
Neste cenário tupiniquim, pode-se pensar em muitas saídas de emergência para um mesmo problema, alias, o de sempre em terras provincianas, afinal de contas, os mesmos não desistem de ficar na contra-mão de uma mesmo poder sacramentalizado pela injustiça da justiça que é, dizem, “cega, surda e muda”.
Numa única mentira, muitas verdades sobre o senso comum da mesmice de sempre, além do mais, o contexto continua o mesmo de sempre para o formador de opinião tupiniquim em tempo de globalização.
A mensagem continua sem emissor para um receptor desligado da tomada de uma parede branca e sem sentido neste universo sem estrelas para brilhar, afinal de contas, pudera, o código continua sem decodificador para um olhar mais à frente desta ou daquela comunicação sem social.
A mídia é a mesma de sempre para aquele receptor além da crítica sobre o bem e o mal numa sociedade viciada pelos mandantes de um crime quase perfeito, de acordo com aquela manchete sensacionalista naquele jornaleco ultrapassado pelas correntes alheias numa prisão censurada pela vontade do poder central.
Quando aconteceu? Boa pergunta disse o outro lado da questão, pelo jeito a dialética será eterna enquanto durar o processo midiático neste caso, entretanto, onde está a vítima deste processo kafcaniano e incoerente segundo as testemunhas oculares de um repórter perdido nas suas contradições jornalísticas.
A fonte, sempre aparece sem aparecer na sua totalidade infeliz para demonstrar que o jornalista tupiniquim faz a diferença neste jogo sem vencedor, apenas um placar sem números para justificar a pressão da torcida sem bandeiras.
Como aconteceu? Só sei que nada sei afirmou o pensador do outro tempo, assim mesmo, ficou a margem do procedimento interno, deixando de lado, as propostas externas e desqualificadas do editor sem registro profissional perante o ministério público de um tribunal sem justiça.
Onde aconteceu? Não se sabe a origem desta denúncia indevida para o editor sem chefe daquele jornal, porém, o editor sem assistente entendeu a mensagem, todavia, não compreendeu a mesma no seu aporte redatorial e sem revisão gramatical.
Para quê? Também, com tantas perguntas deste repórter tudo pode acontecer para os entrevistados de um mesmo momento secular, assim, dizem os profetas da mídia viciada pelas drogas do presente sem futuro.
Quem? Isso não era um fator determinante para os filhos sem pauta, haja vista que os focas ficaram a ver navios numa redação sem editor e muito menos um redator-assistente para dar a bronca de sempre, neste caso, o jornalista preferiu ficar com o joio e deixar o trigo para os medíocres da pauta. (Sérgio Barbosa - Coordenador do Depto. De Comunicação Social da FAI.)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h27
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DISCURSO DE JORNAIS SOBRE DROGAS E DISTANTE DOS JOVENS Segundo pesquisadora que ouviu adolescentes entre 17 e 19 anos, o discurso padronizado do jornalismo afasta os jovens, pois não contempla suas diferenças. Assim perde espaço para discutir questões como a das drogas.
Os textos jornalísticos sobre drogas, apesar do valor informativo, não conseguem abordar a questão de modo que a discussão contemple todas as diferenças entre os jovens. A constatação é feita pelos próprios adolescentes, ouvidos pela jornalista Marli dos Santos, na tese de doutorado Cenas e sentidos na tribo raver: a ordem da fusão. Estudo de recepção dos discursos jornalísticos sobre drogas pelos jovens ravers, apresentada na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.
A pesquisadora organizou dois grupos de adolescentes da Grande São Paulo que freqüentam raves (festa de longa duração com música eletrônica), com idades entre 17 e 19 anos, para discutir matérias sobre drogas publicadas na mídia. Além dos debates, Marli dos Santos também foi a festas acompanhada por jovens para identificar melhor os ravers.
Segundo Marli, os freqüentadores de raves têm em comum o gosto pela música eletrônica, pela festa, que proporciona um transe associado às batidas (chamado de "neotribal") e pela convivência com o grupo.
"Os novos significados dados aos espaços, às colagens de estilos musicais e os próprios códigos seriam uma forma de resistência à ordem estabelecida e de sobrevivência nas metrópoles", explica. "A tribo raver propicia a seus participantes a socialidade, o afeto social, a aproximação e a identidade negada em tempos de globalização."
De acordo com a pesquisadora, apesar de os grupos de discussão terem características sociais distintas, um de classe média alta e outro com moradores da periferia, as críticas sobre a mídia são as mesmas. Ela aponta que os jovens dizem que não são ouvidos pela imprensa, o que levaria a uma cobertura superficial da questão das drogas, e apontam generalizações como a relação entre uso de drogas e violência.
"Eles disseram que a droga apenas potencializa a violência em pessoas que já tenham tendências agressivas", relata. "Muitos adolescentes se informam sobre drogas na internet, e isto faz com que questionem o preparo dos jornalistas para abordar o assunto".
Omissões
Os adolescentes também apontaram a omissão dos veículos de comunicação em questões como o envolvimento de policiais no tráfico, observa a pesquisadora. "Eles também questionam o fato de a imprensa ser contrária à liberação do consumo de drogas como cocaína e maconha, e ao mesmo tempo aceitar publicidade de bebidas alcóolicas e de cigarros", diz. "Para os jovens, os repórteres deveriam mergulhar na realidade das raves, percebendo as diferenças que existem dentro do grupo."
No segundo semestre de 2003, Marli coordenou um grupo de estudantes da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), que ouviu editores de publicações voltadas para o público jovem para saber como eles abordam a questão das drogas. "A maioria disse que dedica pouco espaço ao tema, pois afirmam não ter encontrado o modo ideal para abordar um assunto que consideram polêmico", conta. "Um dos editores disse estar preso a uma 'fórmula envenenada', mesclando entretenimento e informação para atender uma necessidade do leitor e não ficar em desvantagem em relação aos concorrentes."
A pesquisadora observa que apesar de as matérias jornalísticas sobre drogas terem valor informativo, elas precisariam mudar para atrair os adolescentes. "Ao invés de as empresas de comunicação verem o jovem como um consumidor, deveriam encará-lo como um cidadão, não apenas informando, mas também ajudando na educação", afirma. "O discurso padronizado do jornalismo afasta os jovens, e se a mídia não está em sintonia, perde a oportunidade de discutir questões como a das drogas". (Fonte: Júlio Bernardes - Agência USP de Notícias)
publicado na edição de junho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h25
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ALIMENTOS CALÓRICOS
MAIOR PARTE DA PROPAGANDA INFANTIL NA TV É SOBRE ALIMENTOS CALÓRICOS

Estudo mostra que crianças são bombardeadas com guloseima e salgadinho. Anunciantes de produtos como bolachas recheadas, iogurtes e salgadinhos disputam a atenção das crianças usando armas nem sempre corretas. Em uma delas, por exemplo, o menino deixa no prato uma sopa de espinafre para se deliciar escondido dos pais com um belo pacote de biscoitos de chocolate.
Mais informações: http://www.diariosp.com.br/saude/default.asp?Editoria=45&id=301968 Fonte: Diário de São Paulo
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h32
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ARTIGOS NÃO ENCONTRADOS
ARTIGOS NÃO ENCONTRADOS
Estudo mostra que grande parte dos artigos publicados na internet acabam em um limbo digital Dos milhares de artigos publicados anualmente em revistas científicas de todo o mundo grande parte ganha, além da versão em papel, um espaço na internet. Com a popularização da rede mundial de computadores, muitos são inclusive publicados apenas na versão eletrônica. Até aí, nenhuma novidade. O problema é que essa inclusão digital não significa permanência – e muito menos perenidade.
Um estudo feito pelo norte-americano Jonathan Wren, do Centro Avançado de Tecnologia Genômica da Universidade de Oklahoma, mostrou que grande parte dos artigos publicados na internet acabam em um limbo digital e os endereços onde deveriam estar retornam apenas as infames mensagens de “página não encontrada” no programa de navegação.
Após longa análise, Wren descobriu que, por exemplo, quase um quinto de todos os endereços mencionados na última década em resumos da Medline, um serviço do governo norte-americano extremamente popular entre a comunidade científica, simplesmente desapareceu. Segundo a revista Nature, Wren decidiu investigar o problema depois que encontrou um endereço não existente mencionado na Medline para um dos artigos que escreveu.
Outro cientista preocupado com o problema é Robert Dellavalle, da Faculdade de Dermatologia da Universidade do Colorado que, em outra pesquisa, verificou que cerca de 12% dos endereços de internet mencionados nos importantes periódicos The New England Journal of Medicine, The Journal of the American Medical Association e Science sumiram apenas dois anos após a publicação.
Dellavalle sugere o desenvolvimento de sistemas aprimorados de catalogação eletrônica, pois considera “inadequada” a resposta das editoras ao problema. “Os periódicos não estão fazendo coisa alguma para amenizar a situação. É impressionante o que tem desaparecido. Até mesmo um artigo que escrevi sobre preservação digital não se encontra mais onde deveria estar”, disse à Nature.
O pesquisador da Universidade do Colorado acredita que, se os responsáveis pelas publicações solicitassem aos autores o envio das referências do artigo ao Internet Archive (www.archive.org), um projeto da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, além de manter cópias escritas do trabalho, o problema poderia diminuir. Pelo menos um periódico, o PLoS Biology está pedindo aos autores para usarem o Internet Archive.
Enquanto isso, outros editores estão trabalhando em uma iniciativa chamada CrossRef, que pretende fornecer códigos numéricos permanentes para documentos eletrônicos, de modo que eles não se percam, mesmo com a mudança dos endereços de internet. (Fonte: Agência FAPESP)
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h30
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CAFEÍNA PARA AFASTAR O SONO
ESTUDO RECOMENDA DOSES PEQUENAS DE CAFEÍNA PARA AFASTAR O SONO

Se você precisa ficar acordado, é mais eficaz tomar vários cafezinhos durante o dia do que apelar a três xícaras grandes de uma vez só quando bate o sono, mostrou um estudo norte-americano. Segundo a pesquisa, doses regulares de cafeína agem contra o desejo natural do corpo de dormir. A ação dessas pequenas quantias vai aumentando conforme a pessoa se mantém acordada, disse a pesquisa.
CHICAGO (Reuters) - Se você precisa ficar acordado, é mais eficaz tomar vários cafezinhos durante o dia do que apelar a três xícaras grandes de uma vez só quando bate o sono, mostrou um estudo norte-americano na terça-feira.
Segundo a pesquisa, doses regulares de cafeína agem contra o desejo natural do corpo de dormir. A ação dessas pequenas quantias vai aumentando conforme a pessoa se mantém acordada, disse a pesquisa.
De acordo com o chefe do estudo, James Wyatt, grandes doses de cafeína se "gastam" rápido quando o corpo começa a precisar dormir.
"A maioria da população está usando a cafeína de modo errado, bebendo várias xícaras de café ou chá de manhã ou três copos grandes a caminho do trabalho", disse Wyatt, diretor do laboratório do Centro de Transtornos do Sono do Centro Médico Universitário Rush, em Chicago.
"Isso significa que os níveis de cafeína no cérebro vão diminuir conforme o dia avança", afirmou. "Infelizmente, o processo fisiológico que precisam combater não tem grande força até a última metade do dia".
Esse processo é o sistema que gera a necessidade de sono. Acredita-se que a cafeína bloqueie o receptor para adenosina, uma substância química essencial que atua como mensageira e que está envolvida no impulso de dormir.
Pesquisadores do Rush, junto com cientistas do Brigham and Womans Hospital, de Boston, e de Harvard, analisaram homens mantidos por 29 dias em quartos fechados, que não lhes permitiam saber que horas eram.
Os homens tinham que permanecer acordados por quase 29 horas seguidas, simulando as necessidades de médicos, militares e funcionários de serviços de emergência.
Aqueles que receberam uma pílula de cafeína por hora, com uma dose equivalente à de 120 ml de café (mais que uma xícara pequena) tiveram melhores resultados nos testes que os que receberam um placebo, disse o estudo. Os homens que tomaram a pílula de cafeína também se sentiram mais sonolentos que os outros na hora de dormir.
A pesquisa foi publicada na edição de maio da revista SLEEP, das Sociedades Profissionais do Sono Associadas.
"Apesar de não haver um substituto perfeito para o sono, nossos resultados apontam para um método muito melhor de usar a cafeína para manter a vigilância e a atenção, principalmente quando alguém precisa ficar acordado por mais de 16 horas", disse Wyatt.
Fonte: UOL Corpo & Saúde http://noticias.uol.com.br/saude/ultnot/reuters/2004/05/11/ult615u178.jhtm
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h29
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SAÚDE PÚBLICA DOS EUA É TEMA DE ANÁLISE
SAÚDE PÚBLICA DOS EUA É TEMA DE ANÁLISE
Especialistas constantemente alertam para as futuras conseqüências da epidemia de obesidade que atinge os EUA. Especialistas constantemente alertam para as futuras conseqüências da epidemia de obesidade que atinge os EUA. Problemas igualmente preocupantes, como infecções exóticas e outras questões ainda desconhecidas também preocupam as autoridades de saúde pública do país. Artigo publicado no periódico eletrônico American Medical News, da American Medical Association, discute algumas das mais importantes preocupações em Saúde Pública nos dias atuais. Pra se ter uma idéia da gravidade da situação, hoje cerca de 64% dos americanos se encontram acima do peso ideal, e doenças infecciosas são a terceira causa de mortalidade no país. Texto completo (em inglês): http://www.ama-assn.org/amednews/2004/05/17/hlsa0517.htm Fonte: American Medical News
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h28
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TIA, ME DÁ UMA MAÇÃ? - parte 2
Educação alimentar em casa
O trânsito de informações entre a escola e a família é importante para que o processo de reeducação alimentar seja completo. As crianças aprendem e levam as informações para casa.
"Lá, as refeições também mudam", aposta Thaís Cristina Mantovani Santana, nutricionista da rede de ensino do Distrito Federal. Os professores da Escola Classe 1 de Brazlândia, cidade satélite do Distrito Federal, foram a várias palestras de nutrólogos ligados ao projeto A Escola Promovendo Hábitos Alimentares Saudáveis, da Universidade de Brasília, há dois anos. De lá trouxeram idéias e materiais para trabalhar com os alunos: jogos pedagógicos, um CD-ROM com sugestões de atividades, planos de aulas e textos de apoio. A equipe achou fundamental também passar aos pais conceitos de uma alimentação saudável. Convidaram Shirlene Barreira, especialista em nutrição, para alguns encontros que terminam em degustação de pães, chás e outros alimentos feitos com grãos e verduras. "Mesmo famílias de baixa renda podem ter uma alimentação saudável, desde que optem corretamente na hora da compra dos produtos", alerta Shirlene.
Comida e exercícios no currículo
O Centro Educacional Novo Horizonte, de São Paulo, escolheu a alimentação como tema do projeto de leitura depois que um aluno do Jardim 2 (4 anos) foi diagnosticado como diabético. Em conjunto, os professores decidiram os conteúdos a ser estudados em cada faixa etária. Baseadas em pesquisas com os pais, na internet e em livros e revistas, cada turma produziu um livro: os alunos da pré-escola, por exemplo, estudaram as vitaminas presentes nas frutas e criaram uma história em que elas eram os personagens. Os de 4ª série elaboraram um manual com dicas para evitar a obesidade infantil. No final do projeto, durante uma tarde de autógrafos, os pais comentavam as mudanças nos hábitos alimentares dos filhos. A prática de atividades físicas também é fundamental para evitar o problema.
No Colégio Adventista, de Itapecerica da Serra (SP), o professor de Educação Física José David Cavalcante de Aguiar pesa e mede seus alunos uma vez por ano. Detectado o sobrepeso (cerca de 12%), os pais são comunicados e aconselhados a consultar um endocrinologista. Mas a escola procura fazer um trabalho preventivo, ao colocar no currículo aulas de Educação Física três vezes por semana. As atividades prioritárias são as que envolvem todos os alunos — pega-pega, queimada, barra-manteiga e pular corda — e não somente os que têm facilidade para a prática esportiva.
Por uma cantina saudável
As crianças que comem a merenda escolar têm uma alimentação mais balanceada. "Isso porque a maioria das secretarias de educação têm a orientação de nutricionistas", afirma Mauro Fisberg. Algumas ainda complementam a merenda com verduras e legumes cultivados na própria horta, como a Escola Classe 49, de Taguatinga Norte, também no Distrito Federal.
Lá os pais ajudam no cultivo de hortaliças, respondem sobrea alimentação da família no diário de classe e recebem textos sobre o valor nutritivo dos alimentos.
De vezem quando as próprias crianças participam da elaboração da merenda, como a salada de frutas.
As cantinas e lanchonetes terceirizadas que não recebem orientação da equipe pedagógica contribuem muito para o aumento da obesidade em crianças. O motivo é a oferta de bobagens em suas vitrines. Alguns estados, como Rio de Janeiro e Santa Catarina, proibiram a venda de biscoitos recheados, salgados fritos e outros alimentos pouco nutritivos nas dependências das escolas. "A medida é emergencial.
Mas o aconselhável é ensinar a criança a fazer suas escolhas e saber o quanto comer", alerta Nataniel Viuniski.
O Colégio Dante Alighieri, em São Paulo, tem uma cantina considerada exemplar pelos especialistas. Desde 1999 a nutricionista Martha Fonseca Paschoa vem fazendo a substituição dos produtos ali vendidos: salgados fritos foram trocados por assados; os recheios ganharam ingredientes menos calóricos, como queijo branco, peito de peru e vegetais; chocolates e doces, em tamanhos pequenos, vêm perdendo espaço para frutas lavadas e cortadas. Salgadinhos de pacote não há. Sucos naturais e água-de-coco são colocados sobre o balcão, enquanto os refrigerantes ficam escondidos. Além dessas medidas, Martha Fonseca sugere outras que podem ajudar a cantina a se tornar um espaço saudável: inserir saladas no cardápio; colocar nas paredes cartazes com fotos de atletas e de alimentos naturais; reduzir o preço dos produtos saudáveis; fazer sanduíches pequenos, sem maionese ou outro condimento gorduroso; e oferecer iogurtes e bebidas lácteas. O lanche que a escola providencia para os alunos menores é balanceado e tem a aprovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Levando a educação alimentar aos alunos e familiares e tendo atenção aos produtos servidos em suas dependências, a escola estará contribuindo para a diminuição da obesidade infantil e fazendo com que os estudantes fiquem mais dispostos para a aprendizagem.(Fonte: Escola Online)
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h26
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TIA, ME DÁ UMA MAÇÃ? - parte 1
TIA, ME DÁ UMA MAÇÃ?

Alunos que têm alimentação e hábitos de vida saudáveis aprendem melhor e evitam a obesidade infantil, doença que tem preocupado médicos e educadores de todo o mundo
Paola Gentile
Batata frita, salgadinho, hambúrguer e refrigerante. Quer apostar que se você perguntar aos alunos quais os alimentos que eles preferem essas serão as respostas mais comuns? A alimentação inadequada e a pouca atividade física estão fazendo com que a obesidade torne-se uma das doenças mais preocupantes em todo o mundo (leia quadro na pág. 58). O problema traz sérios comprometimentos à saúde e tem reflexos na aprendizagem. Alunos que estão acima do peso recebem apelidos pejorativos, o que afeta seu auto-conceito, prejudica a integração com o grupo e a produção escolar.
O projeto Peso Saudável — parceria entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Força-Tarefa de Controle de Peso e Atividade Física do International Life Science Institute — aponta que 33% dos alunos entre 7 e 10 anos e 30% dos adolescentes até 15 anos apresentam muitos quilos a mais do que o ideal. Indica ainda que a obesidade incide mais em estudantes de escolas privadas (uso da cantina) e em jovens entre 10 e 12 anos (autonomia para decidir o que comer). "Os casos de obesidade infantil aumentam quando a criança entra na escola, onde tem mais acesso a produtos industrializados", explica o nutrólogo Mauro Fisberg, organizador do projeto.
Por outro lado, é na escola que esse quadro pode se reverter. "Lá as crianças se alimentam, fazem exercícios, adquirem conhecimentos e hábitos saudáveis", ressalta Nataniel Viuniski, coordenador do Departamento de Obesidade Infantil da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso). A educação alimentar é conteúdo previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais e é trabalhada como tema transversal ou nas aulas de Ciências. A escola pode ainda reformular suas cantinas e orientar as famílias sobre a melhor maneira de preparar o lanche dos filhos.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h25
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NEM BANDIDO, NEM MOCINHO
NEM BANDIDO, NEM MOCINHO, MUITO PELO CONTRÁRIO...

“Se medico pensa que é Deus, jornalista tem certeza”.
Dizem pelas esquinas de um corredor de uma faculdade que o jornalista está sempre entre dois lados, ou melhor, entre fogos cruzados, ainda mais neste novo tempo, quando a violência virou sinônimo de qualidade de vida em muitas cidades grandes do País do faz de conta.
Neste cenário tupiniquim, pode-se pensar em muitas saídas de emergência para um mesmo problema, alias, o de sempre em terras provincianas, afinal de contas, os mesmos não desistem de ficar na contra-mão de uma mesmo poder sacramentalizado pela injustiça da justiça que é, dizem, “cega, surda e muda”.
Numa única mentira, muitas verdades sobre o senso comum da mesmice de sempre, além do mais, o contexto continua o mesmo de sempre para o formador de opinião tupiniquim em tempo de globalização.
A mensagem continua sem emissor para um receptor desligado da tomada de uma parede branca e sem sentido neste universo sem estrelas para brilhar, afinal de contas, pudera, o código continua sem decodificador para um olhar mais à frente desta ou daquela comunicação sem social.
A mídia é a mesma de sempre para aquele receptor além da crítica sobre o bem e o mal numa sociedade viciada pelos mandantes de um crime quase perfeito, de acordo com aquela manchete sensacionalista naquele jornaleco ultrapassado pelas correntes alheias numa prisão censurada pela vontade do poder central.
Quando aconteceu? Boa pergunta disse o outro lado da questão, pelo jeito a dialética será eterna enquanto durar o processo midiático neste caso, entretanto, onde está a vítima deste processo kafcaniano e incoerente segundo as testemunhas oculares de um repórter perdido nas suas contradições jornalísticas.
A fonte, sempre aparece sem aparecer na sua totalidade infeliz para demonstrar que o jornalista tupiniquim faz a diferença neste jogo sem vencedor, apenas um placar sem números para justificar a pressão da torcida sem bandeiras.
Como aconteceu? Só sei que nada sei afirmou o pensador do outro tempo, assim mesmo, ficou a margem do procedimento interno, deixando de lado, as propostas externas e desqualificadas do editor sem registro profissional perante o ministério público de um tribunal sem justiça.
Onde aconteceu? Não se sabe a origem desta denúncia indevida para o editor sem chefe daquele jornal, porém, o editor sem assistente entendeu a mensagem, todavia, não compreendeu a mesma no seu aporte redatorial e sem revisão gramatical.
Para quê? Também, com tantas perguntas deste repórter tudo pode acontecer para os entrevistados de um mesmo momento secular, assim, dizem os profetas da mídia viciada pelas drogas do presente sem futuro.
Quem? Isso não era um fator determinante para os filhos sem pauta, haja vista que os focas ficaram a ver navios numa redação sem editor e muito menos um redator-assistente para dar a bronca de sempre, neste caso, o jornalista preferiu ficar com o joio e deixar o trigo para os medíocres da pauta. (Sérgio Barbosa - Coordenador do Depto. De Comunicação Social da FAI.)
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h23
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DISCURSO DE JORNAIS SOBRE DROGAS E DISTANTE DOS JOVENS
DISCURSO DE JORNAIS SOBRE DROGAS E DISTANTE DOS JOVENS

Segundo pesquisadora que ouviu adolescentes entre 17 e 19 anos, o discurso padronizado do jornalismo afasta os jovens, pois não contempla suas diferenças. Assim perde espaço para discutir questões como a das drogas.
Os textos jornalísticos sobre drogas, apesar do valor informativo, não conseguem abordar a questão de modo que a discussão contemple todas as diferenças entre os jovens. A constatação é feita pelos próprios adolescentes, ouvidos pela jornalista Marli dos Santos, na tese de doutorado Cenas e sentidos na tribo raver: a ordem da fusão. Estudo de recepção dos discursos jornalísticos sobre drogas pelos jovens ravers, apresentada na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.
A pesquisadora organizou dois grupos de adolescentes da Grande São Paulo que freqüentam raves (festa de longa duração com música eletrônica), com idades entre 17 e 19 anos, para discutir matérias sobre drogas publicadas na mídia. Além dos debates, Marli dos Santos também foi a festas acompanhada por jovens para identificar melhor os ravers.
Segundo Marli, os freqüentadores de raves têm em comum o gosto pela música eletrônica, pela festa, que proporciona um transe associado às batidas (chamado de "neotribal") e pela convivência com o grupo.
"Os novos significados dados aos espaços, às colagens de estilos musicais e os próprios códigos seriam uma forma de resistência à ordem estabelecida e de sobrevivência nas metrópoles", explica. "A tribo raver propicia a seus participantes a socialidade, o afeto social, a aproximação e a identidade negada em tempos de globalização."
De acordo com a pesquisadora, apesar de os grupos de discussão terem características sociais distintas, um de classe média alta e outro com moradores da periferia, as críticas sobre a mídia são as mesmas. Ela aponta que os jovens dizem que não são ouvidos pela imprensa, o que levaria a uma cobertura superficial da questão das drogas, e apontam generalizações como a relação entre uso de drogas e violência.
"Eles disseram que a droga apenas potencializa a violência em pessoas que já tenham tendências agressivas", relata. "Muitos adolescentes se informam sobre drogas na internet, e isto faz com que questionem o preparo dos jornalistas para abordar o assunto".
Omissões
Os adolescentes também apontaram a omissão dos veículos de comunicação em questões como o envolvimento de policiais no tráfico, observa a pesquisadora. "Eles também questionam o fato de a imprensa ser contrária à liberação do consumo de drogas como cocaína e maconha, e ao mesmo tempo aceitar publicidade de bebidas alcóolicas e de cigarros", diz. "Para os jovens, os repórteres deveriam mergulhar na realidade das raves, percebendo as diferenças que existem dentro do grupo."
No segundo semestre de 2003, Marli coordenou um grupo de estudantes da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), que ouviu editores de publicações voltadas para o público jovem para saber como eles abordam a questão das drogas. "A maioria disse que dedica pouco espaço ao tema, pois afirmam não ter encontrado o modo ideal para abordar um assunto que consideram polêmico", conta. "Um dos editores disse estar preso a uma 'fórmula envenenada', mesclando entretenimento e informação para atender uma necessidade do leitor e não ficar em desvantagem em relação aos concorrentes."
A pesquisadora observa que apesar de as matérias jornalísticas sobre drogas terem valor informativo, elas precisariam mudar para atrair os adolescentes. "Ao invés de as empresas de comunicação verem o jovem como um consumidor, deveriam encará-lo como um cidadão, não apenas informando, mas também ajudando na educação", afirma. "O discurso padronizado do jornalismo afasta os jovens, e se a mídia não está em sintonia, perde a oportunidade de discutir questões como a das drogas". (Fonte: Júlio Bernardes Agência USP de Notícias)
:: Leia mais em http://www.ciencia-shop.com.br/shop/especial/mat085.asp ::
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h21
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Edição de maio/2004 - só chamadas - fim
SOJA PREVINE O CÂNCER DE PRÓSTATA E A CALVÍCIE
Cientistas dos Estados Unidos anunciaram que comer soja pode ajudar os homens a prevenirem a calvície e também o câncer de próstata.
MACHISMO PODE AUMENTAR INCIDÊNCIA DE DSTS E VIOLÊNCIA SEXUAL Um estudo realizado pela ONG Promundo (programa do governo dos Estados Unidos voltado para a área de gênero e Aids) revela que atitudes machistas estão intimamente ligadas ao aumento de casos de violência sexual e doméstica, de gravidez indesejada e de disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, como HIV.
CHOCOLATE E PIZZA CAUSAM DEPENDÊNCIA
As pessoas que se dizem viciadas em chocolate ou pizza talvez não estejam exagerando, disseram cientistas dos Estados Unidos.
PROIBIÇÃO DO FUMO EM LOCAIS PÚBLICOS E DE TRABALHO REDUZ INCIDÊNCIA DE INFARTOS
Estudo publicado no último número do periódico British Medical Journal buscou determinar se a proibição do fumo em locais públicos e de trabalho teve impacto sobre o número de admissões de pacientes infartados em hospitais dos Estados Unidos.
FUMO PASSIVO PODE SER MAIS PREJUDICIAL QUE O QUE SE ADMITE
Almoçar em um restaurante onde haja fumantes poderia aumentar os riscos de um infarto agudo do miocárdio?
BULAS DOS MEDICAMENTOS SERÃO MODIFICADAS
Mudanças atendem a resolução da Anvisa e devem entrar em vigor em 2005. Novos textos terão letras maiores e informação mais acessível
MESMO SOB RISCO DE MULTAS, PROPAGANDAS DE MEDICAMENTOS FEREM NORMAS DA ANVISA
A legislação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que tenta regular os abusos cometidos pelas indústrias farmacêuticas, agências de publicidade e meios de comunicação, ainda não tem conseguido evitar que propagandas publicitárias sobre medicamentos inseridas nas principais redes de TV, rádio e jornais cometam várias falhas.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h16
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Edição de maio/2004 - só chamadas - cont.
TIA, ME DÁ UMA MAÇÃ? Alunos que têm alimentação e hábitos de vida saudáveis aprendem melhor e evitam a obesidade infantil, doença que tem preocupado médicos e educadores de todo o mundo
ALIMENTOS GORDUROSOS SÃO OS MAIS ANUNCIADOS PELA TV
Além de notícias e entretenimento, a TV também traz a publicidade, importante ferramenta de vendas da indústria varejista. Entre os produtos anunciados, muitos podem comprometer a saúde, se consumidos em excesso.
OBESIDADE É CADA VEZ MAIS DISSEMINADA ENTRE CRIANÇAS AMERICANAS
Muitos pais acabam por se convencer de que ter um filho "gordinho" não é mais que um sinal de saúde da criança, ignorando os riscos inerentes à obesidade infantil.
INFLAÇÃO NA INTERNET: O FUTURO DAS PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS ONLINE
Publicações médicas e científicas estão cada vez mais se voltando para suas versões online, mas os preços cobrados pelo acesso tendem a ser mais altos que a expectativa dos assinantes.
ARTIGOS NÃO ENCONTRADOS
Estudo mostra que grande parte dos artigos publicados na internet acabam em um limbo digital
MAIOR PARTE DA PROPAGANDA INFANTIL NA TV É SOBRE ALIMENTOS CALÓRICOS Estudo mostra que crianças são bombardeadas com guloseima e salgadinho.
SAÚDE PÚBLICA DOS EUA É TEMA DE ANÁLISE
Especialistas constantemente alertam para as futuras conseqüências da epidemia de obesidade que atinge os EUA.
ESTUDO RECOMENDA DOSES PEQUENAS DE CAFEÍNA PARA AFASTAR O SONO Se você precisa ficar acordado, é mais eficaz tomar vários cafezinhos durante o dia do que apelar a três xícaras grandes de uma vez só quando bate o sono, mostrou um estudo norte-americano. Segundo a pesquisa, doses regulares de cafeína agem contra o desejo natural do corpo de dormir. A ação dessas pequenas quantias vai aumentando conforme a pessoa se mantém acordada, disse a pesquisa.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h15
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Edição de maio/2004 - só chamadas
RESUMOS DE TRABALHOS PARA O COMSAÚDE 2004 SERÃO RECEBIDOS ATÉ DIA 17
Não deixe de enviar na data certa
CÁTEDRA UNESCO/UMESP RECEBE INSCRIÇÕES PARA SEDIAR COMSAÚDE 2005
Data sugerida para o próximo evento é de 6 a 8 de outubro de 2005
DISCURSO DE JORNAIS SOBRE DROGAS E DISTANTE DOS JOVENS Segundo pesquisadora que ouviu adolescentes entre 17 e 19 anos, o discurso padronizado do jornalismo afasta os jovens, pois não contempla suas diferenças. Assim perde espaço para discutir questões como a das drogas.
NEM BANDIDO, NEM MOCINHO, MUITO PELO CONTRÁRIO...
“Se medico pensa que é Deus, jornalista tem certeza”.
METADE DOS AMERICANOS ADULTOS TÊM DIFICULDADE DE COMPREENDER ORIENTAÇÕES MÉDICAS
Dados do Institute of Medicine dos Estados Unidos mostram que aproximadamente metade dos americanos adultos (cerca de 90 milhões de pessoas) têm dificuldade de compreender ou por em prática as instruções obtidas de médicos em consultórios ou hospitais.
ORIENTAÇÕES PODEM DIMINUIR O TABAGISMO ENTRE PACIENTES
Editorial publicado no Journal of the National Cancer Institute discute artigo da mesma edição do periódico no qual Katz e colaboradores observaram que orientações fornecidas ao paciente durante as consultas médicas poderiam diminuir significativamente o uso de tabaco por fumantes
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h13
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MÁ ALIMENTAÇÃO REDUZ QI E PIB, DIZ ONU
MÁ ALIMENTAÇÃO REDUZ QI E PIB, DIZ ONU

Estudo em países em desenvolvimento mostra que falta de vitaminas afeta capacidade intelectual e produção de riquezas
Da Reuters
A alimentação deficiente em vitaminas e sais minerais é responsável pela morte de mais de 1 milhão de crianças por ano no mundo, está causando a redução da média do QI e provoca perdas de produtividade que chegam a 2% do PIB (Produto Interno Bruto, total de riquezas produzidas por um país) nos piores casos. Essas são algumas das conclusões apresentadas em "Deficiência de Vitaminas e Minerais - Relatório do Progresso Global", documento produzido pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) com dados de 80 países em desenvolvimento. "A deficiência de vitaminas e minerais é tão disseminada que debilita em grau significativo as energias, o intelecto e as perspectivas econômicas das nações", afirma o documento. "A deficiência de vitaminas é uma doença e, quando as pessoas
têm essa doença, elas não atingem seu potencial mental ideal", afirma Ronald Waldman, professor de clínica médica da Universidade Columbia (Nova York). Embora algumas deficiências, como a de vitamina A, possam ser corrigidas, outras causam danos permanentes. "Se você passou pela fase de crescimento com falta de iodo, as perdas no seu QI [quociente de inteligência] não serão reversíveis", diz Waldman. Segundo o relatório, insuficiência de iodo e ferro pode provocar uma redução de até 20 pontos no QI. Anualmente, nascem em todo o mundo 18 milhões de crianças com problemas mentais resultantes da falta de iodo. O estudo, que abrange a população de 80% do mundo, aponta ainda que a deficiência de ácido fólico -um nutriente necessário para o crescimento de tecidos, especialmente em
mulheres grávidas- causa o nascimento de aproximadamente 200 mil bebês com defeitos congênitos. Nos cálculos do Unicef, 40% da população do mundo têm pouco ferro, 15% apresentam insuficiência de iodo e 40%, de vitamina A. Como solução, o Unicef propõe como medida principal que os países passem a enriquecer alguns produtos usados na alimentação: shoyu misturado com zinco, sal e farinha com ferro, e óleo de cozinha, leite e margarina com vitamina A, por exemplo. O relatório cita o Brasil apenas nos quadros com as estatísticas localizadas por países. A falta de ferro causa anemia em 45% das crianças brasileiras com menos de cinco anos. A cada ano, a insuficiência de iodo é responsável pelo nascimento de 50 mil bebês com problemas mentais, e a de vitamina A mata 4.000 crianças.(Fonte: Folha de São Paulo, 26/03/2004 - São Paulo SP)
publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h07
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MÍDIA, MEDICINA E MERCADIZAÇÃO - parte 2
Mastectomia radical
O que sobra para as mulheres brasileiras, vítimas ou não de câncer, pobres ou ricas, com baixa ou alta escolaridade, é mais uma obrigação muito mal-disfarçada de direito. A mercadização da medicina embreta as mulheres numa linha de montagem de exames mecanicistas, ignorando as singularidades das condições femininas no universo profissional e social contemporâneo. Não se leva em conta o transtorno emocional da mãe que deixa seu bebê numa creche antes de ter tempo suficiente para desmamá-lo gradualmente. O mercado médico ignora a tristeza da mãe por ter que comprar um leite pior com o pouco dinheiro que consegue, enquanto carrega o melhor dos leites para o trabalho; e nem falamos aqui de pílulas, silicones e hormônios, porque não é preciso, já que as causas do câncer de mama não são conhecidas, não são pesquisadas, são um mistério para a medicina, muito mais interessada em sanar o mal com o pior ainda.
E também porque seria uma bobagem falar sobre causas do câncer numa campanha do câncer de mama que não é a favor da saúde da mulher e não tem consideração pelas necessidades básicas do corpo da mulher. É uma campanha para alimentar um círculo vicioso, no qual o mais importante é o faturamento econômico.
Só para terminar, uns dados pessoais e nada científicos:
Nos últimos cinco anos seis pessoas próximas a mim tiveram câncer de mama. Quatro delas tinham 40 anos ou um pouco mais, e essas quatro haviam feito mamografia entre seis e 12 meses antes de detectarem, por auto-exame, um nódulo que não apareceu nas mamografias, mas alguns meses após a mamografia. Duas delas fizeram mastectomia parcial, e as outras duas, radical.
Das seis, duas eram jovens, e não haviam feito mamografia. Ambas desenvolveram um tipo de câncer de evolução muito rápida, o que as obrigou, logo depois do auto-exame e da biópsia, à mastectomia radical, pois o nódulo aumentou visivelmente de tamanho em uma semana.(Fonte: Observatório da Imprensa)
(*) Jornalista
publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h05
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MÍDIA, MEDICINA E MERCADIZAÇÃO
TRIO CALAFRIO

MÍDIA, MEDICINA E MERCADIZAÇÃO
Cláudia Rodrigues (*)
Observem capas e matérias sobre a nova campanha do câncer de mama, com a novidade do momento: o auto-exame já era. A Folha de S. Paulo saiu na frente na sexta-feira, destacando a frase do Dr. José Luis Bevilacqua, do Hospital Sírio-Libanês: "Não podemos mais dar informações distorcidas ou incompletas à sociedade sobre métodos ineficazes de prevenção de câncer, como o auto-exame". Segundo o jornal, a campanha lançada na sexta-feira pelo governo federal no Rio de Janeiro vai relativizar a importância do auto-exame e priorizar o exame clínico e a mamografia.
A nova campanha, joint-venture entre a sociedade médica e o Ministério da Saúde, defendida com unhas e dentes pela Folha, afirma com veemência que o auto-exame causa biópsias desnecessárias – como se as mulheres usassem o bisturi em si mesmas e em suas amigas; não evita mortes causadas pelo câncer de mama e causa ansiedade e depressão, como se a marcação de exame e a passagem pelo mamógrafo não acarretassem ansiedade e depressão ainda mais intensas ou tanto quanto.
Esse carnaval todo em cima da ineficácia do auto-exame é um lobby nada disfarçado para a importação de mamógrafos – a US$ 150 mil cada, segundo a própria Folha, que não se deu ao trabalho de converter o preço para reais. Para justificar a campanha, as autoridades médicas brasileiras baseiam-se em pesquisa feita pela ONU na China e na Rússia. Pesquisa extensa, abrangendo pouco mais do que 300 mil mulheres. Conclusão: nesses países, o auto-exame não chega a evitar 30% das mortes, causa ansiedade e depressão.
Deslocamento em massa
Chega a ser uma afronta à inteligência, mas estamos diante de uma campanha supostamente em prol da saúde da mulher brasileira, que se baseia numa pesquisa feita do lado de cima do Equador, do outro lado do globo terrestre. Precisa comentar ou será que podemos imaginar que a realidade das mulheres chinesas e russas é bem diferente da realidade das mulheres brasileiras? A notícia não quer saber e bate forte quando afirma: "Existe um entendimento internacional de que a mamografia é o único exame que consegue prevenir mortes por câncer de mama". Nem cita a ultrassonografia, exame largamente usado em alguns países europeus e considerado mais seguro porque não utiliza o tipo de radiação dos mamógrafos, já sabidamente cancerígeno.
Mais um parágrafo e fica subentendido que a pouca quantidade de mamógrafos no país é uma espécie de causa do aumento do número de mortes por câncer de mama. Afinal, dados do Inca de 2003 afirmam que 9.335 mulheres morreram de câncer no país, e houve o surgimento de 41.610 novos casos. Tudo isso num país onde o câncer de mama é o campeão das mortes de mulheres. Daí a necessidade da importação da grande estrela, a máquina superfaturada que custa quase R$ 500 mil a unidade.
Agora, se a campanha vai ou não orientar a mulher brasileira sobre a existência de produtos cancerígenos nas tintas de cabelo, nos subprodutos da indústria utilizados nos medicamentos, nas comidas industrializadas, nos produtos de limpeza e nos cosméticos, isto sequer é mencionado. Se a campanha vai falar sobre os riscos de um mamógrafo estar desregulado ou mal-regulado a fim de apresentar uma nitidez maior, o que foi verificado na Europa como um possível desencadeador de câncer de mama, isso não se lê. Também não se sabe ou se tenta saber se a licença-maternidade de quatro meses, aliada à necessidade do bebê de mamar exclusivamente no peito da mãe até os 6 meses, que obriga desmames abruptos e malfeitos, tem alguma incidência no índice de câncer das brasileiras.
A campanha contra o câncer de mama, que deverá a partir dos próximos dias ser veiculada pela imprensa, é uma campanha a favor da compra de mamógrafos, a favor do deslocamento em massa de mulheres em busca de mamografias, o que, segundo a notícia da Folha, nos leva a entender que diminuiremos a incidência de biópsias desnecessárias e de eventuais ansiedades e depressões acarretadas pelo auto-exame. Credo, é para rir ou para chorar?
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h04
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ACESSO LIVRE À INFORMAÇÃO CIENTÍFICA
ACESSO LIVRE À INFORMAÇÃO CIENTÍFICA

A biblioteca eletrônica SciELO ultrapassa 120 publicações científicas em seu domínio brasileiro na internet. Todas com acesso integral e gratuito
Eduardo Geraque escreve para a "Agência Fapesp":
'O SciELO é o evento mais importante que ocorreu no Brasil em termos de comunicação científica', disse o norte-americano Lewis Greene, um dos editores da Brazilian Journal of Medical and Biological Research que publica a partir de 6/4 o mapa genético da Leptospira interrogans sorovar Copenhageni, bactéria causadora da leptospirose
Greene, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de SP (USP), foi um dos cientistas presentes no evento realizado na terça-feira (6/4), em homenagem à Scientific Electronic Library Online (SciELO), que ultrapassou a marca de 120 revistas científicas em seu banco de dados, todas disponíveis gratuitamente, tanto para pesquisadores como para o público geral.
O SciELO é um programa mantido pela Fapesp desde 1997, em convênio com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme).
'A importância do livre acesso nos dias de hoje é muito grande. Nos EUA, por exemplo, as revistas que dão esse tipo de serviço fazem isso, normalmente, seis meses após a publicação e não de forma imediata, como ocorre aqui', disse Eduardo Moacyr Krieger, presidente da Academia Brasileira de Ciência.
Segundo Roberto Meneghini, um dos idealizadores do SciELO, o limite qualitativo da biblioteca deve ficar entre 130 e 160 revistas. 'Temos um comitê científico bastante criterioso para a aprovação das revistas', disse.
A expectativa de Meneghini é que a biblioteca virtual criada no Brasil - e que hoje está presente com versões localizadas em Cuba, na Espanha e no Chile - possa ser oferecida em outros países. Fonte: JC e-mail 2500, de 07 de Abril de 2004. Agência Fapesp, 7/4)
publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h55
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CNPQ INAUGURA BIBLIOTECA ESPECIALIZADA EM C&T
CNPQ INAUGURA BIBLIOTECA ESPECIALIZADA EM C&T

'Trata-se da mais importante biblioteca de política científica no Brasil e é mais um serviço que o CNPq presta a comunidade científica e tecnológica brasileira'
Será inaugurada dia 13/4 a biblioteca especializada em políticas de ciência e tecnologia do CNPq. Com um acervo de mais de 30 mil volumes na área, o espaço fica no edifício sede e o evento faz parte das comemorações dos 53 anos do CNPq
A montagem da biblioteca está inserida no projeto de recuperação da história da agência, trabalho iniciado com a criação do Serviço de Documentação e Acervo, em 2001.
Hoje denominado Centro de Memória, o Depto. organizou toda a documentação disponível sobre a história do CNPq e do processo de desenvolvimento da política de ciência e tecnologia no Brasil nas últimas décadas. Entre os documentos estão anais da instituição desde a sua fundação, atas de reuniões, fotos, microfilmes e slides.
'Trata-se da mais importante biblioteca de política científica no Brasil e é mais um serviço que o CNPq presta a comunidade científica e tecnológica brasileira', ressalta o vice-presidente do CNPq, Manuel Domingos Netto.
O material estará disponível aos pesquisadores e ao público em geral dentro de pouco tempo, tanto no edifício sede como no portal da agência. 'A biblioteca precisava de uma modernização, pois durante o tempo em que ficou fora do CNPq não passou por atualizações nem foi informatizada', diz o chefe do Centro de Memória, Roberto Muniz.
História - Ainda que alguns documentos antigos citem registros de materiais já catalogados na década de 50, o acervo atual é oriundo de biblioteca criada nos anos 80.
Composta por obras raras, trabalhos acadêmicos e publicações de pesquisadores e servidores, ela foi retirada arbitrariamente do CNPq no início da década de 90. Doada ao Ibict (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia) pelo então presidente da agência, suas obras passaram, ainda, pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e pelo MCT.
A volta ao local de origem era reivindicada pelos servidores e considerada uma ação estratégica pela Presidência do CNPq. 'Mais do que compor o Centro de Memória do CNPq, a biblioteca é importante para garantir condições mínimas de planejamento da política científica e tecnológica do país', afirma o vice-presidente.
'O fato de a biblioteca ter sido retirada do CNPq e ter permanecido longos anos sob custódias variadas reflete o descuido com as atividades de planejamento e de preservação da memória. Sem a biblioteca também ficava difícil o preparo adequado dos servidores da agência', finaliza.
Missão - O Centro de Memória Institucional do CNPq é responsável pela proposição de medidas e a elaboração de uma política de gestão de documentos da instituição, além de estruturar os seguintes conjuntos de informações:
Acervo em suporte tradicional: atas de reunião dos órgãos colegiados e da direção, planos de ação, textos de convênios bilaterais, relatórios de atividades do Conselho, expedições científicas;
Acervo de material impresso: um exemplar de cada publicação de autoria do CNPq ou por ele financiada;
Acervo iconográfico: fotografias, negativos fotográficos, slides, fitas de vídeo, cartazes, folhetos, etc;
Acervo audiovisual: vídeos, filmes, fitas cassete, fitas magnéticas, etc;
Acervo de depoimentos orais;
Obras de referência de acervos de instituições científicas ou cientistas brasileiros;
Base de dados contendo relatórios técnicos digitalizados;
Microfilmes dos processos de fomento.
Mais informações pelo fone: centrodememória@cnpq.br (Fonte: Assessoria de Comunicação do CNPq/ JC e-mail 2501, de 08 de Abril de 2004.)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h53
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Agência de Notícias da Aids
AGÊNCIA ESPECIALIZADA EM AIDS É FONTE DE INFORMAÇÕES PARA COMUNICADORES

A criadora da Agência de Notícias da Aids, jornalista Roseli Tardelli, enfatiza a importância de um site especializado na informação correta sobre o vírus HIV e a doença Aids. E público-alvo são os comunicadores, que poderão utilizá-lo como um guia para o uso de termos adequados ao falar sobre a doença.
Tardelli lembra que alguns termos usados com freqüência pela imprensa como “aidético” estigmatiza o doente. Por ser comunicadora, Roseli reconhece a importância da informação correta na luta contra a doença. “Hoje a pauta Aids desapareceu do cotidiano dos noticiários e inúmeras vezes ela é tratada de forma incorreta e preconceituosa pelos jornalistas”.
Há ONGs (Organizações Não Governamentais) que combatem termos pejorativos e discriminatórios que estigmatizam a doença e o portador do vírus. A palavra “aidético” pode ser substituída por “soropositivo”, exemplifica.
A informação errada e os termos pejorativos usados na mídia dificultam o controle da Aids, informa a jornalista. Para ela desde quando se descobriu o vírus, há duas décadas, as informações foram transmitidas de forma errada à sociedade. Na época a Síndrome da imunodeficiência Adquirida (Aids, sigla em Inglês) ficou conhecida como “Câncer Gay,”.
Depois de algum tempo a comunidade científica e os comunicadores passaram a informar que a Aids atingia apenas usuários de drogas injetáveis e pessoas promíscuas, “novamente informaram errado”, enfatiza.
Experiência Concreta
A jornalista acredita que essas informações deturpadas contribuíram para o alastramento da doença. A motivação principal que levou a jornalista a construir um site específico ocorreu depois que o irmão Sérgio Tardelli contraiu o vírus. Acompanhando de perto o preconceito sofrido, entre eles do próprio convênio médico que na época não queria subsidiar o caso, resolveu ir à luta.
Sérgio Tardelli morreu em 1994 e desde então a jornalista se motivou a criar a entidade que foi fundada em maio do ano passado. A entidade envia três sugestões de pautas ao dia sobre o tema Aids para aproximadamente 900 jornalistas cadastrados na agência. Além das pautas, os comunicadores e qualquer outro interessado, poderão encontrar no site, uma agenda de eventos e artigos específicos sobre o tema. Também há um glossário para auxiliar a decodificação dos termos técnicos.
Resistências da Fé
Roseli Tardelli acredita que a visão de alguns líderes religiosos que condenam o uso de preservativos acirra preconceitos e ajuda a espalhar o vírus HIV pelo mundo. “ É um absurdo, um desrespeito à espécie humana”, argumenta Tardelli .
A jornalista ressalta que muitas pessoas serão infectadas, e perderão a vida, caso esse pensamento continue. “Pecado é não usar preservativos e contaminar milhares de pessoas”, completa.
A Aids tornou-se uma das realidades mais cruéis nos dias de hoje. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), são mais de 42 milhões de pessoas com HIV e -somente no ano de 2002- outros cinco milhões foram infectados com o vírus em todo o mundo.
Para saber mais sobre a fonte desta matéria: www.agenciaaids.com.br (Fonte: ScienceNet) - publucado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h52
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FILHOS MAIS ATIVOS E FELIZES
MULHERES QUE COMEM CHOCOLATE NA GRAVIDEZ TÊM FILHOS MAIS ATIVOS E FELIZES

RIO - As mulheres que comem chocolate durante a gravidez têm bebês mais ativos, felizes e sorridentes, segundo um estudo publicado nesta terça-feira na revista científica britânica "New Scientist". O estudo, feito pela Universidade de Helsinki, na Finlândia, constatou também que o consumo de chocolate diminuiu os efeitos negativos da tensão e da fadiga durante a gestação. (Fonte: O Globo)
publicado em abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h50
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TV E CAFÉ PREJUDICAM SONO DE CRIANÇAS
TV E CAFÉ PREJUDICAM SONO DE CRIANÇAS DOS EUA

A televisão e a cafeína estão fazendo com que muitas crianças norte-americanas fiquem acordadas durante a noite e não durmam o suficiente. A informação foi divulgada hoje pela Fundação Nacional do Sono.
Uma pesquisa com 1,4 mil pais mostrou que muitos não sabem quanto tempo seus filhos precisam dormir nem que a televisão e a cafeína afetam o sono da criança. "Os pais estão pagando um preço pelos maus hábitos das crianças", disse Jodi Mindell, uma diretor da fundação e diretora-associada do Centro de Transtornos do Sono no Hospital da Filadélfia, em uma entrevista. "A maioria dos pais é acordada pelo menos uma noite na semana por suas crianças."
A fundação disse que a pesquisa mostrou que 30% de todas as crianças de 1 a 10 anos acordam pelo menos uma noite na semana precisando de atenção. A pesquisa mostrou que 26% das crianças de 3 anos ou mais tomam pelo menos uma bebida com cafeína por dia, incluindo refrigerantes e chá gelado. Essas crianças dormem meia hora menos cada noite em comparação com as crianças que não consomem cafeína.
A pesquisa também mostrou que muitas delas têm televisão no quarto. Segundo os pais, 43% das crianças em idade escolar têm suas próprias TVs, assim como um terço das crianças entre 3 e 5 anos e 20% das menores.
De acordo com a pesquisa, as crianças com televisão no quarto vão dormir 20 minutos mais tarde que as crianças que não possuem o aparelho. O primeiro grupo dorme cerca de 9,2 horas por noite, comparado com o segundo que dorme 9,6 horas ¿ "uma perda de mais de duas horas de sono por semana", informou a fundação. O resultado pode ser crianças mais mal-humoradas e que não aprendem bem como deveriam, disse o grupo.
"Os pais precisam fazer do sono uma prioridade familiar", disse Mindell. Uma rotina de "hora de ir para a cama" é importante, deve excluir a televisão e incluir estórias, disse ela.
A pesquisa descobriu que crianças de 3 a 11 meses dormem somente 12,7 horas por dia em média, embora elas precisem de 14 a 15. As crianças de 1 a 3 anos dormem cerca de 11,7 horas e precisam de 12 a 14.
O grupo de até 5 anos precisa de 11 a 13 horas e dorme 10,4 horas em média. As crianças com até 10 anos dormem 9,5 horas embora precisem de 10 a 11 horas por noite.
Reuters/Portal Terra
publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h47
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PESQUISA ASSOCIA TELEVISÃO AO DÉFICIT DE ATENÇÃO EM CRIANÇAS
PESQUISA ASSOCIA TELEVISÃO AO DÉFICIT DE ATENÇÃO EM CRIANÇAS

da Agência Lusa
Crianças que começam a ver televisão muito cedo têm uma propensão maior ao déficit de atenção na idade escolar, indica um novo estudo.
Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores do Hospital Pediátrico de Seattle, nos Estados Unidos, estudaram os hábitos de 1.345 crianças. O resultado foi que, a cada hora diária em frente à televisão, as crianças correm um risco 10% maior de enfrentarem problemas de atenção a partir dos sete anos de idade.
"Há numerosas razões para as crianças não verem televisão. Existem estudos que até associam esse passatempo à obesidade e à agressividade", afirmou Dimitri Christakis, um dos autores do artigo publicado na última edição da revista "Pediatrics".
Os pesquisadores entrevistaram os pais e perguntaram quanto tempo seus filhos passavam em frente à televisão. Depois pediram que classificassem o comportamento das crianças após os sete anos de idade.
Apesar de não haver dados sobre o diagnóstico para o déficit de atenção nestas crianças, os pais apontaram problemas de atenção em cerca de 10% delas --índice semelhante à prevalência da síndrome entre a população.
De acordo com os depoimentos dos pais, as crianças apresentavam dificuldade de concentração, comportamento impulsivo e ficavam confusas facilmente.
Segundo o artigo, 37% das crianças passavam uma a duas horas por dia em frente à televisão e 14%, três a quatro horas por dia.
De acordo com Christakis, o conteúdo dos programas é pouco relevante. O perigo vem das imagens excessivamente aceleradas, que podem alterar o desenvolvimento normal do cérebro.
"O cérebro das crianças se desenvolve muito rapidamente durante os primeiros três anos de vida", explicou Christakis. Segundo ele, a estimulação acelerada durante esta fase pode criar hábitos mentais prejudiciais. (Fonte: Folha de S.Paulo)
publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h46
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PAPEL DA MÍDIA SOBRE A OBESIDADE INFANTIL
DISCUTIDO PAPEL DA MÍDIA SOBRE A OBESIDADE INFANTIL

Crianças que passam longo tempo diante da TV ou de computadores não estão apenas optando por um hábito sedentário em lugar de uma atividade física mais vigorosa: estão também se expondo a um grande montante de alimento extra. O número de crianças obesas nos EUA cresce a cada dia e preocupa as autoridades, que estimam que cerca de 10% das crianças entre 2 e 5 anos e 15% daquelas entre 6 e 10 estejam acima do peso ideal. Reportagem publicada na revista eletrônica da American Medical Association, American Medical News, mostra como a mídia pode influenciar os índices de obesidade infantil no país e dá exemplos de como o quadro começa a ser revertido.
Fonte: American Medical News/Clipping Banco Real http://www.ama-assn.org/amednews/2004/03/22/hlsa0322.htm
publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h44
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MONSANTO PATROCINA SITE DE SAÚDE DO YAHOO!

Com patrocínio da Monsanto o Yahoo! Brasil lança o site Bem-estar, que traz informações sobre saúde, boa-forma, estética e nutrição.
Com patrocínio da Monsanto o Yahoo! Brasil lança o site Bem-estar, que traz informações sobre saúde, boa-forma, estética e nutrição. Um dos serviços que o internauta pode acessar é a Tabela de Calorias, onde é possível encontrar as calorias de grande parte dos alimentos, inclusive os industrializados, pratos caseiros, sanduíches de redes de fast-food, sorvetes, doces e chocolates.
Em outra seção é possível fazer uma consulta simples sobre condicionamento físico, e saber quais os tipos de exercícios mais indicados. O site disponibiliza ainda uma "Calculadora" para o Índice de Massa Corporal e notícias atualizadas sobre saúde e beleza, entre outras.(Fonte: Mmonline) - publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h40
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FILMES DOS EUA INDUZEM CRIANÇAS E ADOLESCENTES AO FUMO

FILMES DOS EUA INDUZEM CRIANÇAS E ADOLESCENTES AO FUMO
Um estudo feito pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, mostra que 80% dos filmes americanos mostram várias pessoas fumando, muitas delas no papel principal, induzindo crianças e adolescentes ao fumo.
da France Presse, em Los Angeles (EUA)
Um estudo feito pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, mostra que 80% dos filmes americanos mostram várias pessoas fumando, muitas delas no papel principal, induzindo crianças e adolescentes ao fumo.
Nada menos que 56% dos filmes produzidos pelos estúdios Disney, Time Warner e Sony direcionados a crianças e adolescentes transmitem uma imagem positiva do cigarro, adverte o estudo, que analisou 775 filmes norte-americanos lançados nos últimos cinco anos.
"Nos últimos anos, as autoridades tentaram educar a indústria do entretenimento sobre as conseqüências de os heróis do cinema aparecerem na tela fumando", diz o relatório elaborado por Stanton Glantz, da Universidade da Califórnia.
"Embora centenas de crianças comecem a fumar por causa do que vêem nas telas, este estudo mostra que não houve nenhum avanço na indústria do cinema no sentido de combater este mal", acrescenta Glantz. "O público disse: 'chega'. É preciso ter medidas políticas que eliminem o cigarro das telas do cinema."
De acordo com o estudo, os filmes dirigidos aos adolescentes --fase da vida em que a maioria das pessoas começa a fumar-- são os que mais exibem fumantes, sempre charmosos e atraentes.
O tabagismo é a primeira causa de morte nos Estados Unidos. Este ano, cerca de 440 mil norte-americanos devem morrer por causa das doenças relacionadas ao cigarro. (Fonte: Folha On line) - publicado na edição de abril/2004.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h38
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POLÍTICA EDITORIAL NACIONAL

POLÍTICA EDITORIAL NACIONAL
Pesquisadores decidem apoiar e incentivar a publicação de revistas científicas nacionais em mídia eletrônica
Agência FAPESP - A necessidade de uma ação coordenada e conjunta de política editorial foi discutida nesta quarta-feira (17/3), em Brasília, por dirigentes de três das principais agências de fomento do país.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) esteve representado pelo seu presidente, Erney Plessmann de Camargo, e pelo vice-presidente, Manuel Domingos Neto. Também estiveram presentes Carlos Vogt, presidente da FAPESP, e Pedricto Rocha Filho, presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).
Os participantes decidiram apoiar e incentivar a publicação de revistas científicas nacionais em mídia eletrônica, a exemplo do que vem fazendo o programa Scientific Electronic Library Online (SciELO), uma biblioteca eletrônica virtual de revistas científicas brasileiras mantida pela FAPESP, em convênio com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme) e com apoio do CNPq.
De acordo com comunicado do CNPq, os dirigentes das instituições decidiram também convidar as demais fundações de amparo à pesquisa (FAPs) para que, em seu fórum, efetuem uma análise conjunta de uma política editorial nacional, tanto no meio impresso como no eletrônico. (Fonte: Agência FAPESP) - publicado na edição de abril/2004.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h37
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DISCURSO FALACIOSO DA MÍDIA SOBRE DNA

AUTOR ACUSA DISCURSO FALACIOSO DA MÍDIA SOBRE DNA
Livro aponta 'febre biologista' da imprensa que apresenta genes como Santo Graal
Algumas notícias sobre genética parecem retiradas de livros de ficção científica. Pelo que sugere a grande imprensa, a decifração do genoma humano trará um futuro perfeito, no qual doenças, tempo e velhice não poderão nos atingir: estaria nos genes a resposta definitiva para todas as questões biológicas. Esse mito, que caracteriza a chamada 'febre biologista', é o que o jornalista Claudio Tognolli tenta desmontar em seu livro A falácia genética: a ideologia do DNA na imprensa.
A obra analisa e questiona a forma como a mídia apresenta temas científicos para o grande público. O autor mostra como grande parte dos jornalistas não está preparada para escrever sobre ciências: eles pintam uma imagem heróica dos cientistas e transformam em verdades absolutas as verdades historicamente transitórias da prática científica.
O livro é resultado da tese de doutorado defendida por Claudio na Escola de Comunicações da Universidade de São Paulo (USP) em 2002, e traz uma série de entrevistas que alimentaram a pesquisa, com especialistas em genética, bioética e jornalismo.
A obra nasceu da idéia de tentar demarcar nos jornais e revistas a febre biologista que caracteriza a forma como a ciência é retratada na época atual. "Cria-se a idéia, sobretudo na mídia, de que mudando as peças dos genes teremos seres sãos e longevos. Segue-se a moda dos técnicos de computação: troca-se o chip, o computador fica bom", observa.
Baseado sobretudo no pensamento do biólogo norte-americano Richard Lewontin, Claudio argumenta que somos sistemas abertos, como a meteorologia, influenciados pelo meio, ou seja, pelo contexto sócio-econômico. Segundo ele, a imprensa parece muito distante de notar isso, ao apontar os genes como o Santo Graal da existência humana -- eis a 'falácia genética'.
Na era da biotecnologia reducionista em um mundo globalizado, na qual 'transparência' e 'objetividade' surgem na ciência como conceitos dominantes, o autor tenta desmascarar "a ideologia da imprensa", que coloca o gene como limite para todas as respostas. Escritos em função de critérios obscuros de 'novidade', na maioria das vezes os artigos não dão conta de explicar o fenômeno biotecnológico em toda sua extensão. Claudio denuncia que a febre biologista, aparentemente auto-suficiente e imparcial, atenderia sobretudo a interesses dos laboratórios fornecedores de suprimentos para empresas biotecnológicas.
O estudo da bioética na imprensa, trazida à tona pelo avanço da biotecnologia, seria segundo o autor um aspecto original de seu trabalho. Num momento em que algumas seitas alimentam a esperança de reencarnação do Cristo pela clonagem de supostos fragmentos de DNA encontrados no Santo Sudário, a bioética surge como mediadora entre os discursos da ciência e da religião.
Por ser derivado de uma tese, o livro é escrito em linguagem acadêmica, com citações do universo do jornalismo, da biologia, da sociologia e da filosofia (de Platão a Michel Foucault). Embora isso torne a leitura pesada, o esforço é recompensado pelas reflexões levantadas na obra.
A falácia genética - a ideologia do DNA na imprensa Claudio Tognolli São Paulo, 2003, Escrituras 336 páginas - R$ 14,50
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h35
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A história das pestes

A história das pestes Varíola, lepra, tuberculose, peste, malária, cólera e Aids. Essas são sete epidemias que causaram grande repercussão na história e que são abordadas na obra "A Assustadora História das Pestes e Epidemias" (de Jeanette Farrel, ed. Ediouro, 284 págs., R$ 29). O livro é ilustrado com reproduções de fotografias e de arquivos, cartuns de jornais e cartazes de campanhas de saúde pública de cada época.(Fonte: FOVEST – colaboração: Sérgio Barbosa) - publicado na edição de abril/2004.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h31
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A TECNOLOGIA A SERVIÇO DO SEXO

A TECNOLOGIA A SERVIÇO DO SEXO
Alguns flagrantes da vida real revelam como o homem sabe aproveitar-se das novidades e dirige a tecnologia para o prazer e para o sexo.
Aqui, nos Estados Unidos, por exemplo, podemos registrar cenas que revelam o uso, digamos, pouco ortodoxos dos avanços tecnológicos. Numa manhã de março, em Chicago, uma dona de casa levava sua filhinha de quatro anos para o jardim da infância quando a garotinha fixou sua atenção num filme que estava sendo exibido na van ao lado.
Para quem não sabe, a van – perua fechada que serve para as famílias, com bom espaço interno - têm sido um sucesso de vendas por aqui. Uma montadora, inclusive, fez uma promoção onde o comprador levava de graça um aparelho de DVD já instalado, juntamente com uma fita do Rei Leão. A intenção é exatamente atrair a atenção das crianças, que, envolvidas com os filmes infantis, comportam-se melhor, não brigando entre si e nem dando trabalho à mãe/motorista.
Mas, voltando à Chicago, o filme que chamou a atenção da garotinha não era Finding Nemo nem Lion King. Na verdade, a fita exibia um pornô hard core daqueles. A mãe sentiu-se indignada e deu queixa à polícia. Ela não queria, com razão, que sua filha pudesse ver cenas que não condizem com sua faixa etária. Em sua queixa, admitiu que cada um faz o que quer na privacidade do seu lar, mas não tem direito de expor outras pessoas – sobretudo crianças – a cenas constrangedoras. A polícia ainda está sem saber em que item criminal enquadrará os infratores.
A tecnologia também provocou reações de meninas da high school (equivalente ao curso colegial, no Brasil) e das universidades, que estão sendo fotografadas, sem saber, pelos colegas e até professores de educação física que infiltram-se nos vestiários com celulares dotados de máquinas fotográficas. Sem que percebam, elas são fotografadas nuas ou em trajes íntimos no momento em que estão no chuveiro ou trocando de roupa. Daí, o “material” é enviado para os amigos e as imagens ficam sem controle. Algumas engenhocas até permitem filmes de cinco minutos. Imagine só o sucesso destes filmetes junto à moçada...
Aliás, os tais telefones celulares estão sendo proibidos também dentro de instalações industriais, porque todos temem que segredos das empresas sejam roubados por espiões industriais.
Por fim, temos a Internet. Sem dúvida, o maior espaço democrático do mundo, a Internet, no entanto, tem servido para divulgar sites de sexo, por sinal, os de maior hit. Através destes sites é possível exercer a prostituição sem precisar rodar bolsinha nas ruas e sem gigolôs. Tudo é agendado eletronicamente.
Pior ainda, a Internet abriu um caminho perigoso para a disseminação da pedofilia. Grupos de pedófilos usam o espaço virtual para trocar imagens e mensagens envolvendo crianças inocentes. Nos Estados Unidos, porém, já há agentes especializados em comunicar-se com pedófilos, marcar encontros e prendê-los em flagrante. Os detidos são, à primeira vista, cidadãos acima de qualquer suspeita: policiais, empresários, médicos, etc.
Até mesmo um padre brasileiro foi capturado neste esquema. Após ter celebrado a missa vespertina para a comunidade brasileira do sul da Flórida, o religioso foi encontrar-se com o suposto adolescente com o qual havia marcado um encontro. Para sua surpresa, porém, em vez do menino de 16 anos ele foi cercado por agentes da lei que lhe deram voz de prisão. Agora, o padre está preso por atentado ao pudor e pedofilia. Após o término da pena, será deportado para o Brasil.
Como se vê, nem sempre o uso da tecnologia tem os fins desejados. O criador do prêmio Nobel – o químico sueco Alfred Nobel - demonstrou sua frustração com o uso indevido de sua descoberta científica: a dinamite. Em vez de utilizada para exploração de minas e em construções, tornou-se também uma arma poderosa para eliminar inimigos. Antes de morrer, ele doou dinheiro para a criação do Instituto Nobel, para premiar pessoas que trabalham em prol da humanidade. Os cientistas, na maioria das vezes, empenham-se no aperfeiçoamento da tecnologia, criada para facilitar a vida das pessoas. Mas os mais entusiastas sempre encontram utilizações diferentes para elas. A imaginação das pessoas não tem limite... (Fonte: Direto da Redação)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h30
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COMPUTADORES SÃO MAIS SUJOS QUE BANHEIROS

COMPUTADORES SÃO MAIS SUJOS QUE BANHEIROS, DIZ PESQUISA
Uma mesa simples de escritório, com um computador e um telefone, pode ter mais germes que um assento de vaso sanitário
Por Redação com agências internacionais - do Arizona
Uma mesa simples de escritório, com um computador e um telefone, pode ter mais germes que um assento de vaso sanitário, segundo um estudo da Universidade do Arizona (EUA). De acordo com uma pesquisa feita pelo microbiologista Charles Gerba, o ponto mais sujo do local de trabalho é o telefone onde há cerca de 25.127 micróbios por polegada quadrada.
A área em volta do computador é a segunda região mais contaminada por microorganismos: tem 20.961 bactérias e outros bichos vivendo por polegada quadrada, diz a pesquisa, que foi divulgada pelo site www.eletricnews.net.
Os teclados não são tão freqüentados pelos germes - 3.300 minúsculos seres vivos por polegada quadrada habitam as teclas e vãos do equipamento. Os mouses têm mais ou menos a metade de bactérias e micróbios no mesmo espaço (1.676, segundo a pesquisa).
O estudo de Gerba afirma que, em comparação, há 49 germes por polegada quadrada em um assento sanitário comum dos Estados Unidos. Segundo o pesquisador, as mesas e computadores ficam mais contaminadas porque as pessoas costumam comer lanches e biscoitos em cima dos equipamentos. Isso, combinado com o fato de que as mesas não são limpas com a mesma freqüência das privadas, diz Gerba, faz com que os locais de trabalho ofereçam um verdadeiro banquete para os micróbios e bactérias. (publicado na edição de abril/2004)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h28
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A AULA DO DOUTOR MANIGLIA
A AULA DO DOUTOR MANIGLIA
Elio Gaspari aborda a educação como investimento
Uma história que dá gosto contar. Nos anos 50, Antonio Maniglia tinha um sonho: estudar medicina. Vivia em Franca, no interior de São Paulo, onde seu pai ganhava a vida como pedreiro. No Brasil do ensino público gratuito o garoto passou no vestibular e foi estudar na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. Viveu numa república da rua Quintino Bocayuva e se virava dando aulas à noite num colégio da cidade. Formou-se em 1962, entre os três primeiros da turma. Foi para os Estados Unidos, e lá ficou. Tornou-se um grande cirurgião de cabeça e pescoço, lecionando e trabalhando em grandes hospitais de Cleveland, Nova York e Miami. A repórter Renata Cafardo descobriu que Antonio Maniglia voltou a Ribeirão Preto. Tem 65 anos. Examinou os projetos de sua faculdade e resolveu doar US$ 85 mil para a construção do prédio de uma Unidade de Virologia. Sua doação vai se juntar a recursos da universidade e da Fapesp. É a maior doação em dinheiro já recebida pela USP, uma das maiores já feitas a uma faculdade pública. Isso acontece ao mesmo tempo em que um ex-presidente brasileiro associa-se a um centro de estudos de uma universidade estrangeira. Fernando Henrique Cardoso vai para o Watson Institute, da universidade Brown. O instituto foi criado à custa de Thomas Watson Jr. (turma de 1937), o empresário que transformou a IBM na maior empresa de computadores do mundo. Ele doou em torno de US$ 50 milhões à Brown. Pode-se estimar que, da matrícula ao canudo, um aluno de curso superior custe à Viúva algo como R$ 50 mil. A USP deve ter cerca de 150 mil ex-alunos. Há dois anos sua reitoria botou uma página (precária) na Internet, aceitando doações. Arrecadou nada. Graças a uns poucos doadores ela recebe, no máximo, R$ 100 mil por ano. (O banqueiro Olavo Setúbal dá 10 salários mínimos por mês, para ajudar estudantes de engenharia). Todas as outras universidades públicas brasileiras devem ter pelo menos um milhão de ex-alunos. Sabe-se de uma doação anônima de uns US$ 100 mil, mas o resto é silêncio. A legislação nacional não diferencia uma doação de R$ 10 para uma universidade ou para um flanelinha. O incentivo tributário é zero. A aversão do andar de cima a doar dinheiro para estimular o ensino superior é tão funda que há poucos anos a PUC de São Paulo achou que podia arrecadar uns cobres mandando cartas aos seus ex-alunos. O retorno não cobriu as despesas com a postagem dos pedidos. Maniglia deu uma aula de generosidade e reconhecimento às universidades públicas e aos seus ex-alunos. Em 2002 o primeiro colocado na turma da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto foi o estudante Gustavo Maciel, filho de um caminhoneiro. O diretor da escola, professor Ayrton Moreira, tem a sua fotografia em cima da mesa de trabalho. Moreira, por sua vez, é filho de um escriturário de centro de saúde com uma costureira. Sem as universidades públicas gratuitas, Maniglia, Maciel e Moreira dificilmente teriam se tornado médicos. Felizmente, o filho do pedreiro de Franca voltou a Ribeirão e devolveu, com juros de Henrique Meirelles (ex-aluno da Politécnica da USP), tudo o que recebeu da Viúva. É comum ouvir-se que a filantropia não faz parte da cultura brasileira. Lorota. Buscar doações (e submeter-se ao escrutínio dos filantropos) é que não faz parte da administração nacional. O Museu de Arte de São Paulo é um monumento à capacidade de Assis Chateaubriand de obrigar a plutocracia nacional a doar algo do que é seu. A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz nasceu de uma doação. A Fundação Estudar, mantida por empresários, doou US$ 3,7 milhões em doze anos, bancando 249 bolsas para estudantes qualificados em escolas brasileiras e estrangeiras. Cada bolsista tem seu desempenho monitorado. No mundo das soluções criativas que podem fazer a beleza de um governo, professores, alunos e ex-alunos poderiam se juntar, criando pelo menos alguns casos exemplares de melhoria dos orçamentos das universidades por intermédio das doações. Não é o caso de se esperar que apareça um Thomas Watson para doar US$ 50 milhões, mas deve-se sempre lembrar que um taberneiro chamado John Harvard deixou seus livros para que a partir deles se fizesse uma universidade. Pode-se mostrar que além de palmeiras e sabiás, Pindorama tem muitos Antonio Maniglia. É só procurá-los. (Fonte: Folha Brasil – colaboração: Sérgio Barbosa)- publicado na edição de abril/2004.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h26
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PESQUISA TRAÇA PERFIL DO MÉDICO BRASILEIRO - parte 2
Residência médica
Na pesquisa prévia, 74,1% dos médicos indicou ter feito uma residência médica (Machado, 1996), número superior ao observado na presente pesquisa (61,6%). Entre aqueles que indicaram ter feito residência na pesquisa atual, a maioria o fez em IES públicas (78,2%), no Brasil (98,9%), principalmente na região Sudeste (65,2%). O tempo médio de residência ficou predominantemente no intervalo de 19 a 24 meses (63%), sendo que a maioria dos médicos a fez em Cirurgia Geral (15%), Medicina Interna ou Clínica Médica (13,6%) e Pediatria (11,3%).
A realização deste tipo de pós-graduação foi mais predominante no Rio Grande do Sul (74,6%), Maranhão (70,4%) e Santa Canta Catarina (68,2%), e menos no Amapá (37,5%), Acre (44,2%) e Rio Grande do Norte (44,8%).
É importante considerar que estes números se referem à residência médica principal, isto é, a que o médico indicou primeiramente. No questionário também havia a possibilidade de indicar mais duas residências. Deste modo, a indicação destes dados complementares ajuda a compreender a sua formação e atuação profissional. Especificamente entre os médicos que disseram ter feito residência médica, a maioria fez uma única (64,4%), porém foram muitos os que relataram ter duas (31,3%) e bem menos três (4,3%) residências.
Cursos de especialização
Os cursos de especialização com duração mínima de 360 horas foram considerados na atual pesquisa. Considerando os médicos que disseram tê-los feito, 37,3% informaram que concluíram a especialização – uma porcentagem ligeiramente inferior à observada previamente (40,7%) (Machado, 1996).
Este tipo de curso foi realizado principalmente em IES privadas (50,4%), no Brasil (93,2%) e, majoritariamente, na região Sudeste (71%). O tempo médio para sua conclusão se situou predominantemente na faixa de 7 a 12 meses (40,6%) e a7s três áreas principais de escolha foram: Medicina do Trabalho (15,9%), Cardiologia (8,7%) e Administração Hospitalar (6%).
Os cursos de especialização foram mais realizados por médicos que exercem sua profissão no Rio de Janeiro (53%) e em Alagoas (46,7%); menos predominantes em Roraima (25%) e Ceará (28,8%).
Mestrado
Do total, 14% dos médicos disseram ter feito o curso de mestrado; enquanto na pesquisa anterior, apenas 7,7% (Machado, 1996). Em linhas gerais, a maioria informou ter cursado o mestrado em IES públicas (89,6%), no Brasil (96,6%), especificamente na região Sudeste (71,9%).
O tempo médio para sua conclusão se situou predominantemente na faixa de 19 a 24 meses (38,5%), este último compreendendo o tempo atualmente recomendado pelas instituições de fomento à pesquisa (CNPq) e formação (CAPES) brasileiras.
As áreas em que mais obtiveram este título foram Medicina Interna ou Clínica Médica (8,4%), Pediatria (7,2%) e Cardiologia (7,0%). A realização do mestrado foi mais freqüente entre os médicos do Rio de Janeiro (21,4%) e Rio Grande do Sul (21,2%).
Doutorado
6,8% dos médicos que participaram da pesquisa indicaram possuir este título, fato que ocorreu com 3,7% dos médicos na pesquisa passada (Machado, 1996). A grande maioria concluiu seu curso em IES públicas (94,9%), no Brasil (94%) e em estados do Sudeste (88,1%).
O tempo médio de conclusão ficou na faixa de 37 a 48 meses (37,7%), período que vem sendo estimulado pelo CNPq e CAPES. As principais áreas temáticas em que os médicos se doutoraram foram Cardiologia (12%), Medicina Interna ou Clínica Médica (5,8%) e Cirurgia Geral (5,6%).
Quando se consideram os médicos que realizaram este curso em função dos estados, destacam-se São Paulo (12,3%) e Rio Grande do Sul (8%); em quatro estados não foram encontrados médicos com o título de doutor: Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins, todos da região Norte.
Pós-doutorado
Na pesquisa anterior, 0,9% dos médicos disseram ter realizado ao menos um estágio pós-doutoral (Machado, 1996). Na que ora se apresenta, houve um pequeno aumento (1,3%). Diferentemente dos cursos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, majoritariamente realizados no Brasil, estes estágios costumam ser realizados principalmente em outros países (61,7%). Geralmente, predominam as instituições públicas (72,7%), mas em menor medida do que ocorre com os cursos de mestrado e doutorado. Provavelmente, isto é reflexo do predomínio da realização deste estágio no exterior.
Dos médicos que o realizam no país, a grande maioria o faz na região Sudeste (89,5%). A maioria dos médicos disse realizar o estágio com duração de até 12 meses (34%), embora muitos indicaram tê-lo feito no intervalo de 19 a 24 meses (30%).
As principais áreas de escolha foram a Cardiologia e a Urologia, ambas com o mesmo percentual (9,2%). Nenhum médico da região Norte indicou ter realizado estágio pós-doutoral, o que também foi observado em outros cinco estados: Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Santa Catarina e Sergipe. Os estados com maior porcentagem de médicos com esta experiência foram São Paulo (2,7%) e Rio Grande do Sul (1,5%).
Título de especialista
Dos cerca de dois terços dos médicos que disseram possuir este título (66,5%), a maioria informou que o mesmo foi concedido por uma sociedade de especialidade (70,2%), tendo sido registrado no CRM / CFM (87,5%).
O tempo médio de exercício da especialidade foi indicado como sendo predominantemente de até 5 anos (31,4); até 15 anos perfaz um total de 66,4% da amostra, o que reforça que a profissão médica tem sido exercida principalmente por jovens. As três especialidades que mais forneceram títulos de especialistas foram Pediatria (10,4%), Cardiologia (10%) e Ginecologia e Obstetrícia (9%).
Como ocorreu com a residência médica, também foi dada a oportunidade para que os entrevistados indicassem até três títulos de especialista; portanto, os que disseram ter um único foram 59,9%, enquanto os que relataram possuir dois e três foram, respectivamente, 31% e 9,1%.(Fonte: UOL) - publicado na edição de abril/2004.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h25
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PESQUISA TRAÇA PERFIL DO MÉDICO BRASILEIRO

PESQUISA TRAÇA PERFIL DO MÉDICO BRASILEIRO
A Pesquisa sobre Qualificação, Trabalho e Qualidade de Vida do Médico, realizada pelo Conselho Federal de Medicina, CFM, traça o primeiro perfil detalhado da formação do médico brasileiro nos dias de hoje.
Em resumo, o estudo aponta que apesar de a Medicina ser uma ciência essencialmente aplicada, resultado da busca pelo aperfeiçoamento, os médicos seguem se qualificando para assegurar maior inserção no mercado de trabalho. E o fazem principalmente em Instituições de Ensino Superior públicas, sobretudo a residência e os cursos de mestrado e doutorado, onde a excelência dos professores e recursos materiais disponíveis seguem atraindo a atenção dos médicos.
As informações sobre a formação do médico brasileiro estão reunidas no livro O Médico e seu Trabalho, lançado na semana passada pelo CFM, no Rio de Janeiro.
Todos os dados da pesquisa foram coletados pela internet. Durante todo o ano de 2002, o CFM, a Associação Médica Brasileira, AMB, os Conselhos Regionais de Medicina e as Sociedades de Especialidades disponibilizaram o questionário da pesquisa em suas homepages.
Ao todo, 14.405 médicos, de todas as regiões do Brasil, abrangendo todas as especialidades médicas responderam as questões que envolvem características demográficas, formação profissional, participação científica, mercado de trabalho, orientação/participação sociopolítica e atitudes frente à vida e valores humanos.
Veja os principais resultados:
A maioria dos médicos que respondeu à pesquisa disse ter se graduado no Brasil (99,1%), principalmente em instituições de ensino superior (IES) de natureza pública (70,6%). Predominantemente estes médicos têm até 15 anos de formados (48,2%) e grande parte realizou algum curso de pós-graduação (78,1%).
Dentre os que realizaram cursos de pós-graduação lato sensu (residência médica e especialização), a maioria obteve o título de especialista (66,5%).
Em termos das universidades que mais formam no Brasil, são listadas as doze primeiras, entre as quais seis são do Sudeste (Universidade Federal de Minas, Universidade de São Paulo – SP, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal de São Paulo, Universidade de Juiz de Fora e Universidade Severino Sombra), cinco do Nordeste (Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal da Paraíba – JP, Universidade Federal da Bahia, Universidade de Pernambuco e Universidade Federal de Pernambuco) e uma do Sul (Universidade Federal do Paraná). O conjunto destas IES formou aproximadamente um terço dos médicos (31,8%) que participaram do presente estudo.
Concretamente, embora em cerca de 20% dos estados a totalidade dos médicos tenha se formado em IES brasileiras (Alagoas, Amapá, Maranhão, Pará, Piauí e Sergipe), em alguns este montante foi algo inferior, a exemplo do Acre (88,1%) e Roraima (93,2%). Portanto, estes estados têm, proporcionalmente, o maior contingente de médicos “estrangeiros” ou que decidiram realizar seus cursos no exterior.
As IES formadoras são de natureza predominantemente pública em alguns estados, como Pernambuco (98,7%), Rio Grande do Norte (98,5%) e Paraíba (98,3%), porém têm sido menos freqüentes no Espírito Santo (52,7%), Bahia (58,6%) e São Paulo (58,7%).
Com relação ao tempo de formado, os médicos com 15 ou mais anos são maioria no Ceará (63%) e Goiás (59,3%), e minoria no Amapá (33,8%), Alagoas (37,4%) e Roraima (37,6%).
Quanto à questão de se realizaram algum curso de pós-graduação, os médicos que disseram sim foram maioria no Rio de Janeiro (87,7%) e Rio Grande do Sul (87,4%), e minoria no Amapá (58,6%) e Rio Grande do Norte (61,1%). Finalmente, as maiores porcentagens de médicos com título de especialista foram observadas em Santa Catarina (78,2%) e Rio Grande do Sul (75,3%), representando aproximadamente o dobro do observado no Amapá (35,7%) e Rio Grande do Norte (41,2%).
Quanto aos tipos de cursos de pós-graduação realizados, observam-se algumas variações em relação à pesquisa anterior (Machado, 1996). A realização de pós-graduação lato sensu (residência médica e especialização) diminuiu um pouco, enquanto que a stricto sensu (mestrado e doutorado) teve evidente aumento. O estágio de pós-doutorado praticamente permaneceu inalterado.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h24
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FUMO PASSIVO

PAIS QUE SÓ FUMAM FORA DE CASA NÃO POUPAM FILHOS DO FUMO PASSIVO ESTOCOLMO (Reuters) - Mesmo que os pais só acendam o cigarro fora de casa, com a porta fechada, os filhos desses fumantes têm o dobro de risco de desenvolver doenças ligadas ao fumo passivo se comparados aos filhos de não-fumantes, mostrou um estudo sueco na segunda-feira.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a exposição à fumaça de cigarro uma ameaça à saúde que afeta quase metade de todas as crianças do mundo.
"Os resultados desse estudo indicam que o comportamento de fumo em casa é significativo para a exposição da criança à fumaça do cigarro", segundo uma tese de doutorado da Universidade de Linkoping, na Suécia, publicada na edição de abril da revista Pediatrics.
O estudo mostrou que a concentração de cotinina -- uma substância criada quando o corpo processa nicotina -- na urina das crianças variou muito dependendo de onde os pais fumavam na casa, e que fumar fora de casa com a porta fechada é o melhor meio de reduzir a exposição, embora ela ainda seja o dobro da apresentada por filhos de não-fumantes. "Pode-se especular que (a nicotina) provém da respiração do fumante, mas não estudamos isso e não podemos ter certeza", disse à Reuters por telefone AnnaKarin Johansson, uma das pesquisadoras da Faculdade de Ciências de Saúde da Linkoping.
As crianças cujos pais fumam fora de casa de porta aberta ou na janela apresentaram exposição ao tabaco 2,4 vezes maior que os filhos de não-fumantes. Já os filhos de fumantes cujos pais acendem o cigarro dentro de casa tiveram exposição à nicotina 15 vezes maior que o grupo de controle.
O estudo foi feito entre abril de 2001 e janeiro de 2003, e analisou amostras de urina de 366 crianças filhas de pai ou mãe fumantes, além das de 433 filhos de pais não-fumantes. Todas as crianças tinham entre 2,5 e 3 anos de idade.(Fonte: UOL Corpo & Saúde) - publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h22
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UM SALGADINHO PARA COMBATER ANEMIA

UM SALGADINHO PARA COMBATER ANEMIA
O produto foi desenvolvido por equipe da Faculdade de Saúde Pública da USP
Luciana Miranda escreve para o "Estado de SP":
Eles são os vilões da dieta saudável e seduzem a maior parte das crianças. Se é quase impossível banir os salgadinhos dos hábitos alimentares infantis, por que não criar um tipo nutritivo, capaz de combater a anemia por deficiência de ferro?
Foi com essa preocupação que uma equipe de cientistas da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) desenvolveu um salgadinho pobre em gordura e rico em ferro.
Foram dez anos de acertos e erros até a equipe chegar ao produto final. Um salgadinho com textura, sabor e odor semelhantes aos convencionais. Os 9 miligramas de ferro em cada 100 gramas de salgadinho são garantidos graças a uma matéria-prima descartada no abate de bovinos - o pulmão.
Depois de processado sob os mesmos padrões sanitários da carne que vai para os açougues, o pulmão bovino é submetido a etapas que eliminam sua gordura. Em seguida, é transformado numa espécie de farinha. O salgadinho fortificado contém 90% de milho e 10% de pulmão bovino.
"O pulmão tem três vezes mais ferro do que o fígado bovino", diz o professor titular José Alfredo Gomes Arêas, coordenador do Grupo de Propriedades Funcionais de Alimentos da FSP-USP. O projeto da equipe é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
O teor de gordura do produto desenvolvido pelo grupo também é menor do que o dos salgadinhos que existem no mercado. Arêas explica que foram desenvolvidas duas versões: uma com 10% de gordura e outra com zero. Salgadinhos comuns contêm 23% de gordura saturada.
Teste - O salgadinho que saiu do laboratório da faculdade foi testado com sucesso em Teresina (PI). A nutricionista Regilda dos Reis Araújo, professora da Universidade Federal do Piauí, mediu a incidência de anemia em 260 crianças de 2 anos e meio a 7, em duas creches.
Metade das crianças recebeu porções de 30 gramas do salgadinho, três vezes por semana, por dois meses. A outra metade não teve o produto incluído na merenda. Ao fim do período de uso do salgadinho, Regilda voltou a medir a incidência de anemia.
"Entre as crianças que comeram o salgadinho, a anemia caiu de 61,5% para 11,5%", afirma Regilda. Não houve alteração no grupo que não recebeu o salgadinho.
Com menos anemia, melhorou também o estado nutricional geral da criançada. "As mães notaram que seus filhos passaram a se alimentar melhor." O que faz sentido já que além de causar desânimo e cansaço, a anemia também tira o apetite.
Com aroma de bacon, o salgadinho foi bem aceito pelas crianças. Logo no primeiro mês, 95% delas comiam todo o pacote. No mês seguinte, a porcentagem aumentou para 99%.
Para Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, desenvolvimentos como esse são bem-vindos já que a anemia é a principal carência nutricional infantil.
Pelos cálculos da equipe da FSP-USP, o custo adicional na produção do salgadinho fortificado em comparação ao convencional é de apenas R$ 0,09 para cada pacote de 30 gramas.
O próximo passo é encontrar uma indústria interessada em fabricar o salgadinho em larga escala e colocá-lo no mercado. O professor Arêas já fez vários contatos com o setor, mas ainda não encontrou interessados. (O Estado de SP, 25/3) - publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h19
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RISCO DE CÂNCER DE PRÓSTATA

EJACULAÇÕES FREQÜENTES PODEM REDUZIR RISCO DE CÂNCER DE PRÓSTATA
Estudo nos EUA teve mais de 29 mil voluntários
Atividade sexual não causa câncer de próstata, e homens que ejaculam freqüentemente podem até estar se protegendo contra a doença, segundo um estudo conduzido por cientistas americanos.
A pesquisa contou com mais de 29 mil homens sadios e cobriu todo tipo de atividade sexual, incluindo masturbação e polução noturna. Os resultados confirmam um resultado obtido por um estudo menor, divulgado por cientistas na Austrália em 2003.
Havia uma desconfiança na comunidade médica de que a alta freqüência de atividade sexual pudesse aumentar o risco de câncer de próstata. A razão estaria numa produção exagerada do hormônio masculino testosterona, que poderia disparar o crescimento das células da próstata.
A nova pesquisa, feita por um grupo do Instituto Nacional do Câncer liderada por Michael Leitzmann, constatou que a freqüência da ejaculação não está relacionada a um risco aumentado. 'Não há efeitos adversos. E níveis mais elevados de ejaculação parecem proteger homens do desenvolvimento de câncer de próstata', disse o pesquisador.
O estudo sugeriu que ejaculações freqüentes podem reduzir a concentração de 'carcinógenos químicos [substâncias que provocam a formação de tumores malignos] que se acumulam facilmente no fluido prostático' e podem reduzir o desenvolvimento de pequenos cristais 'que foram associados ao câncer de próstata em alguns [casos]'.
O novo estudo foi publicado nesta semana na 'Jama' (jama. ama-assn.org), revista da Associação Médica Americana. Ele acompanhou homens de 40 a 75 anos na época em que a pesquisa foi iniciada, em 1986.
O estudo australiano teve um escopo bem menor, contando com a participação de 1.079 homens diagnosticados com câncer de próstata, comparados a outros 1.259 que não tinham a doença. Os resultados, entretanto, apontaram na mesma direção.
Leitzmann diz que agora as evidências são ainda mais fortes, porque seu estudo acompanhou os homens ao longo do tempo, em vez de pedir que se lembrassem da freqüência de ejaculação somente depois de terem sido diagnosticados com câncer.
Com agências internacionais) (Folha de SP, 7/4) - publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h18
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Remédios na TV

ANVISA CRIA SETOR PARA MONITORAR ANÚNCIOS NA TV SOBRE REMÉDIOS
As emissoras de TV estão na mira da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
O órgão acaba de criar um departamento voltado exclusivamente para o monitoramento de publicidade de medicamentos e produtos sujeitos a controle sanitário.
A intenção é dar atenção especial aos anúncios inseridos em programas de TV. O órgão já vinha fazendo o controle, mas não de forma sistemática.
'O novo departamento terá a ajuda de universitários', explica a gerente de Inspeção da Anvisa, Maria José Delgado Fagundes. Catorze instituições disponibilizam estudantes de direito, medicina e farmácia para o trabalho.
'Eles analisam a publicidade de impressos, rádio e TV e mandam relatórios mensais à Anvisa, que apura as infrações e abre processo administrativo contra os responsáveis.'
Em 2000, apenas 36 autos de infração foram registrados pela agência, ante 704 de 2003. 'Este ano, conseguiremos fazer uma análise mais detalhada', acredita Maria José.
Em 2001, a Anvisa aplicou R$ 240 mil em multas. Em 2003, o valor pulou para R$ 3,3 milhões. (Keila Jimenez) (O Estado de SP, 4/3) - publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h16
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Nome sugestivo para preservativo - parte 2
Nesse sentido, o Hora H terá uma postura diferenciada no mercado, sendo vendido estrategicamente em pontos onde há maior presença de jovens, como bares, festas, shows, skate shops, lojas de roupa e CDs, além de tradicionais pontos de venda de preservativos, como farmácias e supermercados.
Outro diferencial da estratégia foi a criação do próprio preservativo Hora H. Nome, logomarca, material promocional e até as instruções de uso foram desenvolvidos por integrantes do grupo De Jovem para Jovem, com a preocupação de adequar o produto à realidade social e cultural de sua comunidade. 16 adolescentes integrantes do grupo participaram do projeto, todos eles moradores de Bangu e Maré, periferia do Rio de Janeiro.
A estratégia Hora H foi desenvolvida pela JohnSnowBrasil, empresa de consultoria em marketing social, em aliança com o Instituto Promundo, ONG que atua no Rio de Janeiro. Representante da SSL International, líder no mercado de preservativos mundial, a JohnSnowBrasil buscou parcerias com grupos de jovens de vários estados brasileiros para a replicação da iniciativa.
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Maiores Informações: |
John Snow Brasil - Cecilia Studart (61-95519337/3281278)
Carolina Borges (61-9445999/328-1278)
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Grupo Atitude - Sérgio de Cássio (61-78111033/3718479)
Japão (78111030/3718479) |
(Colaboração: Cecilia Studart - publicado na edição de abril/2004)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h14
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Nome sugestivo para preservativo

HORA H E O MOVIMENTO HIP HOP: UMA LINGUAGEM COMUM PELA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
Nome sugestivo para preservativo
O Hora H encontrou no Hip Hop um espaço fértil para disseminar sua estratégia social para a conscientização de jovens sobre o uso de preservativos e questões de gênero. Essa estratégia foi desenhada a partir da necessidade de vincular o auto-cuidado da saúde dos jovens e o uso de preservativos a um estilo “bacana” de ser jovem e ao que eles gostam e curtem, seja por meio do Hip Hop ou por outras formas de expressão cultural.
O preservativo Hora H chega ao Brasil propondo aos jovens uma nova postura sobre o uso da camisinha e questões de gênero, com mais equilíbrio e equidade. Bangu, no Rio de Janeiro e Ceilândia, no DF foram os locais escolhidos para o lançamento da estratégia.
Em Ceilândia, o Grupo Atitude, ONG parceira na aplicação da campanha junto à comunidade, tem participação fundamental na estratégia Hora H. Criado há 5 anos, o grupo é formado por jovens que desenvolvem projetos em escolas públicas voltados para a prevenção de DST e Aids. Nas oficinas implementadas pela organização são discutidos temas como violência, sexo e drogas, com o objetivo de fazer do jovem um agente transformador de seu cotidiano, a partir de informações abordadas nas atividades.
O Grupo Atitude e o Hora H trabalham juntos para transformar o comportamento dos adolescentes sobre prevenção de DST e Aids e a eqüidade de gênero. A estratégia Hora H prevê um esforço de conscientização para a adoção de um novo estilo de vida, onde homens e mulheres têm os mesmos diretos e responsabilidades dentro de um relacionamento. Além disso, tem a missão de captar pontos de venda estratégicos para o preservativo e capacitar jovens para engajar-se na promoção dos conceitos. A venda dos preservativos não é o objetivo do Hora H; trata-se do meio que irá garantir a sustentabilidade social e financeira da estratégia.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h13
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O PERIGO DO USO INDISCRIMINADO DE ANTIBIÓTICO

O PERIGO DO USO INDISCRIMINADO DE ANTIBIÓTICO
Por Fabiana Franco
Considerados “remédios milagrosos” por sua capacidade de curar doenças infecciosas, os antibióticos são utilizados de forma ampla e muitas vezes indiscriminada.
Segundo a OMS, Organização Mundial de Saúde, um dos maiores desastres do Séc XX é o abuso do uso de antibióticos, algumas doenças que eram tratáveis com esta medicação atualmente são incuráveis e a causa principal é o uso inadequado e excessivo, que contribui para o aumento rápido da prevalência de microorganismos resistentes aos medicamentos. A conseqüência mais grave é o aparecimento de novas linhagens bacterianas resistentes a vários antibióticos ao mesmo tempo, podendo acarretar um aumento incontrolado de epidemias ainda sem tratamento.
O Brasil ocupa o sexto lugar entre países consumidores de medicamentos e enfrenta o problema dos altos índices de automedicação, que é o hábito de tomar medicamentos por conta própria. Segundo dados do SINITOX, Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológicas, em São Paulo no ano de 2001 ocorreram 6.885 casos de intoxicação por medicamento, o que representa 34,45% do total de ocorrências. Destes 322 foram ocasionados por automedicação.
Há uma preocupação constante do governo com esses índices, em 1998, segundo o CEATOX, Centro de Assistência toxicológica de São Paulo, 40% dos casos de intoxicação foram causadas por medicamento. Na mesma época o Ministério da Saúde lançou um Programa Nacional de Racionalização do Uso de Antibióticos e foram distribuídos em todo país cartazes e cartilhas informando sobre a importância do controle no uso de antibióticos.
A discussão da importância da racionalização do uso desta medicação ressurge em fevereiro deste ano com a divulgação de uma pesquisa que liga o câncer de mama ao uso de antibióticos. A pesquisa é da Universidade de Washington, em Seattle e foi realizada com 10.219 mulheres; os pesquisadores descobriram que as mulheres que tomaram antibióticos por aproximadamente 500 dias ou tiveram um número de receitas superior a 25 em um período de 17 anos apresentaram mais risco de desenvolver câncer de mama do que as que nunca foram expostas ao medicamento.
Um estudo anterior realizado na Finlândia com cerca de 10.000 mulheres confirma a pesquisa e destaca a importância da cautela no uso de antibióticos. Embora sejam necessários mais estudos para confirmar a teoria, é certo que a automedicação e o uso indiscriminado de antibióticos representam um perigo real e constante para a população exposta a propagandas veiculadas pela mídia sem avaliações prévias ou controles.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h11
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Isaac Epstein analisa principais notícias de Comunicação & Saúde

ALONGAR É BOM PARA A COLUNA, MAS CAMINHAR MELHORA A CABEÇA
Isaac Epstein analisa principais notícias de Comunicação & Saúde
Pesquisas recentes (La Recherche, Abril, 2004, p.20/21) realizadas com cerca de 40 pessoas, cuja idade média era de 67 anos, mostraram que aqueles que praticavam a caminhada regularmente além de melhorar suas capacidades cardiorespiratórias (o que já se sabia), melhoravam também suas capacidades cognitivas.(o que não se sabia). As pessoas foram divididas em dois grupos aos quais foram fornecidas informações visuais que contradiziam uma tarefa que devia ser cumprida. O teste cognitivo consistia em superar esta incoerência para responder ao teste o que implicava uma certa concentração e a capacidade de responder a uma situação de conflito intelectual. Um dos grupos seguiu durante seis meses um treinamento com três sessões semanais de caminhada começando com 15 minutos de duração e terminando com 45. O segundo grupo seguiu um programa de alongamento com idêntica freqüência. Os dois grupos fizeram o teste cognitivo, uma semana antes do treinamento e uma semana após o mesmo.Como se esperava as capacidades cardiovasculares do grupo que tinha caminhado melhoravam em relação ao grupo dos alongados. Mas o surpreendente foi que os conflitos cognitivos propostos pelos testes também foram superados com mais facilidade pelos caminhantes
Obesidade
O Journal of the American Medical Association revela que 64% da população americana é clinicamente obesa ou tem sobrepeso. Nesse país, conforme nos relata a revista NewScientist de 20/03/04, p.5, a obesidade está próxima do tabaco como a principal causa de mortalidade. Em 2000 a obesidade matou 400.000 norte americanos, um terço a mais do que em 1990. e apenas 39.000 mortes a menos do que as causadas pelo tabaco. O que a revista não nos explica é como são contados os obesos fumantes. Morrem do excesso de peso ou do fumo? Ou se computam apenas os fumantes magros e os obesos não fumantes? Fizemos a pergunta ao NewScientist e estamos aguardando a resposta.
Os dez principais desafios dos países emergentes
A revista Nature, de 11/03/04, p. 110 nos conta que entre 24 e 28 de Maio próximo nove eminentes economistas (quatro detentores do prêmio Nobel) seu reunirão em Copenhagem para comparar soluções para os dez principais problemas dos países em desenvolvimento: 1. Água e condições sanitárias, 2. Conflitos, 3. Doenças comunicáveis, 4. Educação, 5. Fome e má nutrição, 6. Governabilidade e corrupção, 7. Instabilidade financeira, 8. Mudanças climáticas, 9.Migração das populações, 10. Subsídios e barreiras alfandegárias. (Não necessariamente nesta ordem). O painel de cientistas pretende usar análises de custo-benefício para avaliar entre 3 e cinco propostas rivais Como o painel é composto de figuras de proa nos Estados Unidos e Europa, vamos aguardar, aqui, abaixo de equador, a sua classificação Se não fosse impertinente, de nossa parte poderíamos lembrar a estes eminentes cientistas que uma questão não mencionada mas que, pelo menos no Brasil, se resolvida, poderia alavancar a solução de algumas das questões mencionadas, é a iniquidade da distribuição de renda. Tem alguns ganhando fortunas e muita gente desempregada ou ganhando quase nada. Não precisa ter ganhado o prêmio Nobel para saber que pelo menos as doenças comunicáveis, a educação, sem falar da fome e má nutrição ganhariam muito com uma distribuição de renda mais decente. (Colaboração: Prof. Dr. Isaac Epstein)(publicado bna edição de outubro/2004)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h08
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Edição de março/2004 - só chamadas - parte 2
DOUTOR E PALHAÇO
O médico americano cuja vida virou filme diz que o humor e a esperança são bons auxiliares no tratamento dos doentes
VIGILÂNCIA APURA MERCHANDISING DO VIAGRA EM TV
Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai abrir processo administrativo para apurar possível merchandising do medicamento Viagra
MÉDICOS NOS EUA TESTAM A ANESTESIA VIRTUAL
Vítimas de queimaduras graves, internadas no Centro Médico Harborview, da Universidade de Washington, em Seattle, vivem aventuras emocionantes em mundos virtuais e esquecem da dor.
SER MUITO MACHO AJUDA A TER CÂNCER DE PRÓSTATA
Os ideais de masculinidade podem prejudicar a saúde do homem.
JUÍZA MANDA INDENIZAR FUMANTES
Decisão inédita diz que fabricantes omitiram dados sobre malefícios do cigarro; empresas podem recorrer
RIO RESTRINGE PUBLICIDADE DE BEBIDAS E CIGARRO Medida pode afetar patrocínio dos Jogos Panamericanos de 2007
EMPRESAS CALCULAM O CUSTO DOS FUMANTES
Qualidade de vida Companhias brasileiras investem mais em ações mais práticas para combater o tabagismo.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h06
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Edição de março/2004 - só chamadas - parte 1
MEMBRO DA REDE COMSAÚDE COORDENARÁ GT NA ALAIC 2004, NA ARGENTINA
Abertas inscrições para pesquisas em comunicação e saúde
AIDS: “FIQUE SABENDO”
Igreja Católica e Ministério da Saúde divergem sobre o assunto
MÉDICA ANALISA RISCO EPIDEMIOLÓGICO NA MÍDIA PAULISTANA
Jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo viram objeto de estudo
“A IMPRENSA ESTÁ COMETENDO UM CRIME"
Tese de Cláudio Tognolli põe em xeque banalização do DNA na mídia
ESTUDANTES DE JORNALISMO REALIZAM PROJETO LIGADO A PACIENTES COM CÂNCER
Trabalho gerou produção em vídeo
COMUNICAÇÃO ENTRE MÉDICO E PACIENTE DEVE SER CUIDADOSA
Piada lembra que paciente é o último a saber
CUIDADO COM AS CRIANÇAS, TEM PEDÓFILOS NA REDE
Rede mundial é usada como meio de divulgação da pedofilia e coloca em alerta polícias de todo o mundo.
LIVRO ENSINA COMO ELABORAR DOCUMENTOS MONOGRÁFICOS
Redação Científica pode ajudar na hora da tese
PARA ESPECIALISTAS, VIDEOGAME TORNA CRIANÇAS GORDAS E VIOLENTAS
Será que afirmação vale para desenhos infantis?
DESMOTIVAÇÃO DE ADOLESCENTES ESTÁ NO CÉREBRO A falta de entusiasmo de muitos adolescentes pode ser mais que simples preguiça.
OBESIDADE PODE MATAR MAIS QUE O FUMO
Estudo mostra que mortes por obesidade cresceram quase quatro vezes mais rápido que as ligadas ao fumo nos anos 1990
60% DOS PAULISTAS PRATICAM EXERCÍCIOS Enquanto a importância da atividade física já está incorporada ao conjunto de valores do paulista, a transposição da teoria para a prática foi feita por 60% deles.
CEM MIL PESSOAS EMAGRECEM COM AJUDA DA INTERNET Cada vez mais gente adere à consulta virtual para perder peso. Conselho Federal de Nutrição alerta para riscos, já que o paciente não vai ao médico
"DOUTORES DA ALEGRIA" DIVERTEM CRIANÇAS EM DEZ HOSPITAIS DO PAÍS
Felicidade ajuda na recuperação?
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h05
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Edição de novembro/2003 - só chamadas - parte 2
BRASILEIRO ACHA QUE AIDS NÃO MATA
Índice é o maior entre os 15 países em que pesquisa foi realizada. Desinformação sobre formas de transmissão da doença também é alta
VIDA DE JORNALISTA: SAÚDE EM SEGUNDO PLANO Sem lazer, sem salário, sem horário
CURIOSIDADE PARA NÓS MESMOS
Um guia para curiosos sobre saúde
CONSUMO RESPONSÁVEL
Campanhas de conscientização precisam ser inovadoras, criativas e assinadas pelas marcas de cerveja
PESQUISAS MOSTRAM QUE JOVENS BRASILEIROS ESTÃO FUMANDO MAIS
Cigarro + obesidade = vida curta
INSONES CRÔNICOS ESTÃO SEMPRE ALERTAS
A atividade cerebral intensa, mesmo em estágios profundos de sono, explicaria o fato de essas pessoas não se sentirem satisfeitas ao acordar.
EFEITO PLACEBO
Placebo, Placeo, (Lat: Agradar, fazer bem), Nocebo Noceo (Lat: Fazer mal. prejudicar) e os efeitos adversos dos medicamentos anunciados nas bulas
REDES TEMÁTICAS DE RÁDIO: A PARCERIA E COOPERAÇÃO COMO FERRAMENTAS DE GESTÃO
(Case Rede de Comunicadores pela Saúde)
JORNALISTAS E CIENTISTAS: UMA RELAÇÃO DE PARCERIA
Graça Caldas defende que o diálogo é possível
TODA A VERDADE SOBRE O ÁLCOOL Pesquisa desmistifica males do consumo excessivo
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h00
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Edição de novembro/2003 - só chamadas - parte 1
MÉDICO VIRA LIXEIRO POR UM DIA
Pesquisa participante faz médico homeopata viver como coletor de lixo
MARGARINA X MANTEIGA, UMA DELICIOSA BRIGA
Qual faz menos mal?
ÁGUA OU COCA-COLA, UMA DOCE DECISÃO
Veja os perigos de matar a sede
A HISTÓRIA DA ASPIRINA
3000 anos a.C., Deus aconselhou Moisés a usar as cascas e folhas do salgueiro: a Aspirina em seu formato natural.
TRADIÇÃO SULISTA FAVORECE CÂNCER DE ESÔFAGO
Consumo elevado de chimarrão quente facilita surgimento de tumor, mostra estudo
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h59
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NÃO PRENDA O TELEFONE NO OMBRO COM A CABEÇA!!

NÃO PRENDA O TELEFONE NO OMBRO COM A CABEÇA!!
O alerta vem dos consultores médicos do Jornal Britânico "Neurology". Está comprovado que é perigoso, e até fatal, conversar pelo telefone apoiando o fone no ombro e firmando-o com a cabeça. Geralmente tende-se a fazer isso quando precisamos anotar o que o interlocutor está falando. O caso relatado pela publicação científica refere-se a um psiquiatra Francês. Demorou-se ele uma hora com o fone preso entre a cabeça e o ombro esquerdo, quando desligou, o psiquiatra sofreu cegueira temporária, sentiu dificuldade em falar e teve derrame cerebral. MOTIVO: Um osso minúsculo, mas pontudo, sob a orelha esquerda e atrás do queixo, rompeu os vasos que levam o sangue até o cérebro. Esse rompimento se dá porque a pessoa, sem sentir, vai pressionando cada vez mais a cabeça sobre o fone e, também involuntariamente, vai levantando o ombro. Como é uma prática comum este comportamento, principalmente nos escritórios, muitas vezes o problema afeta as pessoas na intensidade citada acima, porém pode causar problemas que vão se acumulando.Avise a seus colegas de trabalho, seus amigos e demais de seu convívio para que: EVITE FALAR AO TELEFONE PRENDENDO-O ENTRE A CABEÇA E O OMBRO.
Dr Luis Carlos Calil, Prof. Psiquiatria da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro. Uberaba-MG. CIPA - Gestão 02/03 (publicado na edição de outubro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h55
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'Duas gotas de adoçante no meu remédio, por favor'

'Ciência Hoje On-line': 'Duas gotas de adoçante no meu remédio, por favor'
Estudo sugere que cafezinho pode se tornar arma no combate ao mal de Alzheimer
Boa notícia para os milhões de brasileiros que têm o hábito de tomar um cafezinho: a dose diária de cafeína pode ser um meio eficaz, barato e bem tolerado pelo organismo para combater o mal de Alzheimer.
A descoberta foi realizada por cientistas brasileiros e portugueses.
Em testes preliminares com camundongos, eles mostraram que a substância promoveu proteção completa dos neurônios expostos à proteína beta-amilóide, formadora de placas com ação tóxica que se depositam no cérebro dos indivíduos acometidos pela doença.
Leia a notícia completa na 'Ciência Hoje On-line', que tem conteúdo exclusivo atualizado diariamente: http://www.ciencia.org.br/ (Fonte: Jornal da Ciência)(publicado na edição de outubro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h53
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Anticoncepcional masculino passa em teste

Anticoncepcional masculino passa em teste
JEREMY LAURANCE DO "INDEPENDENT"
O primeiro teste de um contraceptivo masculino em casais sexualmente ativos mostrou que o método foi totalmente eficaz ao evitar gravidez. O tratamento hormonal -uma combinação de um implante sob a pele e uma injeção a cada três meses- foi usado por 55 casais durante um ano. O método não exigiu que os homens se lembrassem de tomar uma pílula todos os dias, e nenhuma das parceiras engravidou. A pesquisa, liderada por uma equipe australiana, foi publicada no "Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism" (jcem.en dojournals.org). David Baird, do Centro de Biologia Reprodutiva da Universidade de Edimburgo, um especialista em contracepção masculina, disse que a descoberta é um avanço significativo. "Parece que estamos fazendo progressos em conseguir uma pílula ou alguma forma de contracepção masculina. Essa é uma grande adição à literatura. Haverá pequenas alterações aos componentes usados, mas ela nos ajuda nessa busca", disse. Baird afirmou que há seis grupos no mundo testando versões de um contraceptivo masculino baseado numa combinação do hormônio masculino testosterona e do feminino progestogênio. Testes em voluntários no Reino Unido mostraram que a combinação hormonal evitava a produção de espermatozóides em homens, mas os pesquisadores australianos, do Centro de Pesquisa Anzac, em Sydney, foram os primeiros a mostrar que o método funcionava em uma situação real, quando usado por casais. "Isso mostra o caminho para um produto final na forma de uma única injeção contendo testosterona e progestogênio que será aplicada facilmente por médicos locais a cada três ou quatro meses e que preserva a saúde sexual", disse David Handelsman, que liderou a pesquisa. Agora, segundo ele, cabe às companhias farmacêuticas desenvolver a pesquisa em um produto comercializável. Duas empresas, Organon e Schering, já anunciaram no ano passado o interesse de criar uma droga assim. A expectativa é ter um produto viável em cinco anos, diz Baird. No teste australiano, o implante e as injeções oferecem redundância (por uma questão de segurança), mas sua função e seu funcionamento são basicamente os mesmos -liberar os hormônios na corrente sanguínea-, e a versão final do contraceptivo pode acabar tendo uma dessas formas. Pesquisas mostram que as mulheres se animam com a possibilidade de transferir a responsabilidade pela contracepção aos homens. Mas os especialistas esperam que o contraceptivo masculino encontre seu mercado entre casais com relacionamentos estáveis. Um período provável de alta demanda seria logo após a mulher dar à luz, no fase de amamentação, quando a pílula feminina não é recomendada.(Fonte: Folha de S.Paulo – Colaboração: Sérgio Barbosa - publicado na edição de outubro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h52
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Lei da mordaça para médicos

RESOLUÇÃO DO CFM Lei da mordaça para médicos
Celio Levyman (*)
Essa me pegou de surpresa, mesmo tendo sido conselheiro do CRM e sempre procurando manter-me atualizado sobre resoluções novas e coisas parecidas. O jornalista Mauricio Tuffani publicou matéria na Folha de S.Paulo do dia 29 de setembro [ver remissão abaixo], alertando sobre nova resolução do Conselho Federal de Medicina, a de número 1.701/2003, que estabelece que um médico, ao dar entrevista a um repórter, deve exigir que a matéria lhe seja apresentada antes da publicação, e remetida ao CRM do estado. No dia seguinte, a Folha prosseguiu no assunto, ouvindo juristas e médicos sobre a questão, em reportagem de Roberto Cosso: Ives Gandra Martins, Manoel Affonso Ferreira, Vidal Serrano, Ernesto Lippmann e até eu mesmo. Todos consideraram a medida inconstitucional, que extrapola os limites da ação legal de regulamentação profissional do CFM. O presidente do CFM, ouvido na primeira entrevista, defendeu a resolução. No dia 1º de outubro o CFM publicou em seu portal na internet a defesa da resolução, que considera educativa, e não repressiva. Tudo isso me surpreendeu também, pois julgo que a atual gestão do CFM é formada por colegas competentes e bem-intencionados.
Lendo a resolução por inteiro, ela tem caráter interessante e positivo: várias leis e resoluções esparsas sobre publicidade médica foram consolidadas neste documento, tornando mais fácil coibir propaganda enganosa, atos antiéticos de profissionais médicos na imprensa e na internet. Quanto a isso, nada a criticar.
O mistério é: por que foi criado um artigo, o de número 7, que cria a exigência de revisão prévia? Uma forma de censura prévia, não há dúvida alguma. Os especialistas em direito ouvidos pela Folha foram unânimes em declarar a medida inconstitucional e passível de mandato de segurança, se usada contra alguém. Mas chega a ser até infantil e inócua, pois há situações em que esse tipo de solicitação – uma afronta ao profissional de imprensa – nem pode ser cogitado: por exemplo, uma entrevista coletiva ou a participação de um médico em programa ao vivo de TV ou rádio. Como fica então?
Ninguém sai ganhando
O artigo 45 do Código de Ética Médica obriga a todos os médicos a acatar as resoluções do CFM e dos CRMs, senão incorrerão em infração, ou seja, em processos disciplinares. Por via das dúvidas vai se retrair a maioria dos médicos que vem a público por solicitação da imprensa, dando informações úteis e até mesmo obrigatórias, pois faz parte da atividade médica a divulgação de assuntos da área, evidentemente de forma ética e sem caracterizar concorrência desleal. E a categoria, que costuma ser acusada de corporativismo e elitismo, estará dando mais uma contribuição a essa visão, por força de sua própria entidade de classe. Os médicos que usam e abusam da mídia para se promover de forma a ferir a ética sempre o fizeram, e encontrarão fórmulas para continuar a fazê-lo, sem constrangimentos.
Há outra questão interessante: freqüentemente os integrantes dos CRMs e do próprio CFM dão entrevistas – deverão eles também seguir essa norma ou, como guardiões da ética, do alto de sua sapiência deontológica, poderão dizer o que quiserem, pois estarão acima da própria resolução que criaram?
É uma nova modalidade de lei da mordaça, agora para médicos. Constatados seus vícios legais e práticos, só vejo como alternativa o CFM eliminar o polêmico sétimo artigo. Caso contrário a categoria médica tenderá a se proteger, e o público será privado de informações relevantes na área da saúde – em outras palavras, ninguém sairá ganhando com isso.
(*) Médico, ex-conselheiro e ex-diretor do Departamento Jurídico do Conselho Regional de Medicina do estado de São Paulo (Fonte: Observatório da Imprensa)(publicado na edição de outubro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h50
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sono restaura e aumenta a memória

Pesquisa prova que o sono restaura e aumenta a memória
Indianápolis - Numa descoberta que traz de volta o velho conselho maternal de que nada melhor que uma boa noite de sono, cientistas concluem que uma soneca tranqüila restaura lembranças que foram perdidas durante um dia agitado.
Cientistas da Universidade de Chicago e da Escola de Medicina de Harvard treinaram jovens em idade colegial para executar tarefas específicas e, então, testaram quanto poderiam lembrar depois de oito horas de sono ou de várias horas acordados.
O estudo descobriu que as pessoas testadas que ouviam o discurso de uma voz sintetizada lembravam de mais palavras, depois de uma boa noite de sono, do que as que foram testadas horas apenas depois do treinamento, sem ter dormido. Havia dois grupos, um era treinado a ouvir a voz sintetizada às 9 horas e testado 12 horas depois; o segundo, era treinado às 9 horas e só testado na manhã seguinte.
Não é apenas uma questão de recarga física. Os pesquisadores dizem que o sono pode resgatar lembranças, num processo biológico profundo de armazenamento e consolidação delas no complexo circuito cerebral. A descoberta é uma das várias conclusões de dois estudos que apareceram, hoje, na revista Nature, mostrando como o sono afeta os processos de gravação de lembranças e, talvez, as protege.
"Todos já tivemos a experiência de ir dormir com um problema e acordar com a solução", diz Daniel Margoliash, um professor de neurobiologia da Universidade de Chicago.
Margoliash, que trabalhou com os colegas Howard Nusbaum e Kimberly Fenn, diz que normalmente uma pessoa soma tantas lembranças durante cada dia que alguns detalhes se perdem nessa confusão, mas que o cérebro as classifica e reorganiza durante o sono. Ou recordações podem realmente se perder durante o dia, mas serem reconstituídas pelo cérebro durante o sono.
Os cientistas que conduziram as experiências dizem que os resultados podem influenciar em como os estudantes aprendem e, algum dia, serem incorporados aos tratamentos de doenças mentais envolvendo a memória. Para outros cientistas, não envolvidos na pesquisa, são necessárias, porém, pesquisas adicionais para estabelecer a conexão entre memória e sono. (Fonte: Último Segundo - edição de outubro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h49
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Cérebro reage do mesmo modo à dor física e à rejeição

Cérebro reage do mesmo modo à dor física e à rejeição
A dor que sentimos quando somos rejeitados é a mesma de quando nos machucamos fisicamente, segundo uma pesquisa feita com tomografia por ressonância magnética funcional (fMRI, em inglês) - uma técnica que permite que os cientistas vejam que parte do cérebro está sendo ativada por diferentes atividades e sensações. O trabalho, feito pelo norte-americano Naomi Eisenberger e colegas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, foi divulgado pela revista "Science".
Os padrões de comportamento cerebral quando uma pessoa é excluída de um grupo são os mesmos encontrados quando ela sofre dor física. A descoberta foi feita a partir de testes onde voluntários participaram de um jogo de bola virtual, onde eles passaram por três tipos diferentes de atividade social. Primeiro, sofreram uma exclusão onde ninguém tinha culpa, quando tinham de assistir dois jogadores passando a bola um para o outro sem poder participar da brincadeira por falsas dificuldades técnicas. A seguir, eles jogaram normalmente com dois jogadores controlados por computador. Por último, os dois jogadores só brincavam entre si, ignorando e excluindo o voluntário de propósito.
Os cientistas descobriram que a região do cérebro associada com a dor, o córtex cingulado anterior, também está ligada à tensão causada pela exclusão social. Além disso, uma região do cérebro conhecida por regular a tensão, o córtex préfrontal ventral direito, só é ativada com a exclusão social explicita, mas não nos casos onde ninguém tinha culpa. Por isso, os pesquisadores acreditam que a percepção da exclusão altera o tipo de reação do cérebro. (Fonte: Galileu – colaboração: Sérgio Barbosa - edição de outubro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h45
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Bairro de São Paulo terá aula de meditação

Bairro de São Paulo terá aula de meditação em unidades de saúde
DA REPORTAGEM LOCAL
Um projeto em São Paulo está treinando profissionais da área de saúde para dar aulas de meditação aos pacientes, como forma de prevenir doenças e auxiliar nos tratamentos. A idéia será testada em 19 unidades da rede pública na região da Lapa (zona oeste). O médico acupunturista Norvan Martino Leite, que está treinando a primeira turma, de 26 profissionais, explica que a intenção é que a prática de meditação "chegue lá na ponta, no dia-a-dia da pessoa". O serviço deve começar a partir do mês que vem. Sobre a meditação, o médico explica que "é uma técnica" que ajuda a enfrentar os problemas. "Você não vai sair voando." Para demonstrar os efeitos da prática, Leite cita um estudo feito nos EUA que aponta que os pacientes que meditam procuram os hospitais 57% menos do que os que não usam a técnica. Segundo o médico, o treinamento de profissionais que já lidam com os pacientes no cotidiano será um fator positivo porque "não é um estranho no ninho". Leite afirma que, assim, o profissional conseguirá "explicar a meditação na língua da pessoa". Leia abaixo trechos da entrevista. (PEDRO DIAS LEITE)
Folha - Quais os benefícios? Norvan Martino Leite - A meditação é muito importante no tratamento "coadjuvante" dos pacientes. Em todas as doenças em que há o envolvimento do estresse, como o infarto, o derrame. Também nos quadros de hipertensão arterial, de asma, de diabetes. Mas na sua prevenção, não no seu tratamento. Ela mexe em todo o metabolismo ligado ao estresse.
Folha - E como a pessoa ensina o paciente a meditar? Leite - Temos algumas técnicas de meditação que são bastante simples. Temos a meditação sentada, a meditação andando, a meditação com mantra, a meditação com visualização. Então você tem várias técnicas que esse grupo de profissionais de saúde está aprendendo e aprendendo como ensinar à população. O que acontece com isso de benefício direto: primeiro, uma queda na medicalização (uso de remédios). Outra, a meditação facilita o contato entre o lado direito e o lado esquerdo do cérebro. O lado direito, intuitivo, aumenta o seu potencial de agir, fazendo com que o nível de percepção das pessoas fique maior. Então o enfrentamento no dia-a-dia dos seus problemas, das suas dificuldades, você vai conseguir olhar por perspectivas diferentes.
Folha - O senhor pode descrever o que é a meditação? Leite - O processo de meditação, no Ocidente, é pensar em alguma coisa. É justamente o oposto. Mas a gente precisa tomar cuidado com o "pensar em nada", porque ninguém vai conseguir pensar em nada. A questão é não estar atrelado a um pensamento. Os pensamentos vão passar na sua mente e você não pode se ligar a eles. Como se fosse um grande céu azul, com as nuvens uma atrás da outra, passando. O que dificulta o ser humano é que ele não consegue ter foco e se perde nos pensamentos dispersivos. Muitas vezes nós já temos o recurso para resolver o problema e não enxergamos. Aí há o "insight". A meditação é um grande provocador de "insights". A frase correta é: ela "deixa a mente disponível para", tirando a dispersão. E aí você utiliza a mente.
Folha - As pessoas ligam a meditação a um estado de iluminação. Leite - Existe a idéia de que a meditação só pode ser praticada por uma pessoa altruísta, um monge. Não. A meditação é uma técnica, que foi incorporada por todas as religiões. Ficar na frente do Muro das Lamentações é uma forma de meditação. Rezar o terço é uma forma de meditação, são todas maneiras de lidar com a mente. O que é iluminação? É conseguir ter a clareza de ver a realidade universal e a verdade pessoal.
Folha - E no caso médico, como é? Leite - O ideal são 20 minutos ao dia, duas vezes. Mas é impossível para os ocidentais começar assim. Então nós usamos uma técnica, eu ensino meditação há seis anos. A gente começa meditando cinco minutos por dia. Meditar tem de ser uma coisa espontânea e boa. Vamos com esse processo até que a pessoa chegue a 20 minutos, duas vezes ao dia. O difícil é iniciar, mas depois a pessoa começa a sentir os benefícios. (Fonte: Folha de S.Paulo – colaboração: Sérgio Barbosa - edição de outubro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h43
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A CIÊNCIA DO HOMEM - parte 2
Memória emocional
Um outro estudo, de cientistas da Universidade Stanford e publicado na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos da América (http://www.pnas.org/, revela que a memória emocional de mulheres e homens é diferente, principalmente para guardar fatos com forte conteúdo emocional.
A equipe de Turhan Cali descobriu que homens e mulheres usam partes diferentes do cérebro para processar e arquivar memórias emocionais e que o cérebro feminino é muito melhor equipado para acessar as informações desse “banco de sensações”.
Isso explica porque os homens não se lembram ou têm clara dificuldade para lembrar de coisas que para a mulher são inesquecíveis. O que a elas parecia desleixo ou desinteresse ganha uma explicação científica (a justificativa perfeita que todos os homens esperavam).
Estudos anteriores já indicavam uma diferença significativa na maneira como o cérebro da mulher e do homem armazenam memória. E os cientistas afirmavam que os homem desprezam certas informações e lembranças “desimportantes” para eles. Agora, os novos estudos mostram que (ao contrário do que diziam as mulheres) não é um problema de importância, treino, prática ou sensibilidade, mas uma diferença química inata na utilização dos circuitos neuronais do homem e da mulher.
Com um rastreador cerebral e observando 12 homens e 12 mulheres que respondiam à exposição de 100 fotografias que iam de hidrantes de rua a fotos de bebê, de paisagens bucólicas a corpos mutilados, de flores a visão de crianças famintas, ficou claro que homens e mulheres reagiam do mesmo modo mas ativando circuitos cerebrais diferentes para codificar tais estímulos. Enquanto as mulheres tendiam a usar áreas do hemisfério esquerdo do cérebro para memorizar as imagens, os homens usavam os dois hemisférios.
Três semanas depois, todos foram questionados a respeito das imagens mais fortes do ponto de vista emocional. As mulheres lembravam-se de mais fotos e tinham melhor lembrança.
Fazendo um levantamento da memória comum de seis casais, Turhan descobriu que as mulheres sempre tinham melhor e maior lembrança de eventos autobiográficos emocionais, produzindo memória mais rápida e intensa.(Colaboração: Adriana Paone - edição de Outubro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h42
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A CIÊNCIA DO HOMEM

A CIÊNCIA DO HOMEM
Sensor de carinho
Neurocientistas descobriram que além do tato propriamente dito, o ser humano tem também o tato emocional e ele é que permite receber carinho e perceber uma carícia com prazer. A pesquisa, assinada pelo sueco Hakan Olausson, da Universidade de Gotemburgo, foi publicada na revista Nature Neuroscience (www.nature.com/neurosci) e desfaz um mistério anatômico: a função de um grupo de minúsculos terminais nervosos que aparecem na pele toda, exceto na palma das mãos e na planta dos pés. Os “aferentes de condutos tácteis” são especializados para receber carinho e transmitir a sensação de prazer diretamente às regiões do cérebro que processam as emoções.
O tato emocional foi descoberto em gatos e depois em outros animais de pelo, eram raros em macacos e não eram achados em humanos. É que os pesquisadores estavam procurando nos lugares errados, na palma da mão e na planta dos pés. Os sensores de carinho estão sempre associados à pela que apresenta pelos.
Hakan, percebendo que esses terminais eram bem diferentes dos outros sensores de tato (eles não têm a chamada bainha de mielina, um grupo de células ricas em gordura que envolve grande parte dos nervos e funciona como um isolante para tornar o impulso nervoso mais eficiente), passou a procurar função para eles que, sem a bainha, são bem menores.
O problema é que todos os terminais eram estimuladas juntamente, de modo que não se podia saber qual deles gerava o impulso.
Um paciente de 54 anos, com um problema raro, permitiu solucionar o mistério. Ela perdeu todos os nervos com mielina no corpo, por conta de uma reação auto-imune. Detectava calor, frio ou dor, mas perdera o tato. No entanto, sentia uma sensação agradável quando um pincel era passado sobre a sua pele.
Verificando, por tomografia, como essa sensação se refletia no cérebro da paciente, Hakan comparou com o que acontecia no cérebro de 24 outros pacientes sem esse problema. Ressonância magnética funcional (um tipo de exame que mostra que áreas do cérebro têm maior fluxo de sangue e, portanto, estão funcionando mais) demonstrou que o cérebro da paciente tinha ativação no córtex insular, uma área interna do sistema nervoso cuja principal função é processar as emoções e a excitação sexual. As áreas do córtex ligadas ao sentido do tato propriamente dito ficaram desativadas. Nos outros, as duas áreas eram ativadas.
Segundo Hakan Olausson, é a prova de que esses terminais nervosos são fundamentais para a sociabilidade e para a reprodução entre os mamíferos, inclusive na espécie humana. E explica porque gostamos tanto de um cafuné.
As “células do carinho” são pequenos botões debaixo da pele com pelo, capazes de captar movimentos leves e delicados que não envolvem pressão ou força. Uma rede desses fios neurais especializados transmite a sensação para a medula e daí para o cérebro, onde o córtex insular (principal responsável por processar emoçôes) reconhecem as carícias, passando ao cérebro a noção de prazer.
A pesquisa continua, porque o cientista sueco acredita que as células do carinho têm um papel também na redução das sensações de dor e na liberação de certos hormônios que são ativados no toque da pele. Se a pesquisa der resultado positivo, fica explicada a reação das mães, que fazem carinho e dão um beijo para passar a dor dos filhos.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h40
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Mídia e Alimentação: da fome à obesidade - parte 4
Ediná Alves do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia teceu suas reflexões acerca da complexidade do campo da saúde desde a imprecisão do conceito de saúde e suas implicações de ordem econômica, social e política, ela propõe que este tema seja tratado sob a ótica da interdisciplinaridade.
Rogério Lannes iniciou sua fala dizendo que “a bula de remédio é um conjunto de letras minúsculas e textos aterrorizantes”. O jornalista ressaltou o compromisso dos meios de comunicação como instrumento necessário para estimular o serviço de cidadania. Para ele faz-se necessário repensar o conceito de comunicação: ‘Deve-se comunicar COM e não comunicar PARA. Ao invés de público alvo ser público parceiro.
O evento foi concluído com uma plenária de avaliação geral das atividades desenvolvidas durante a VI COMSAÚDE. Como ação concreta das discussões ali apresentadas, o jornalista Sérgio Gomes conclamou os participantes a formular um documento, que foi nomeado “Carta de São Bernardo do Campo” que será apresentada na 12ª Conferência Nacional de Saúde, que se realizará em dezembro de 2003 em Brasília.(publicado na edição de outubro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h39
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Mídia e Alimentação: da fome à obesidade - parte 3
O Painel foi encerrado com a fala do Prof. Ms. Arquimedes Pessoni que sintetizou as explanações e acrescentou: “Será que a comunicação tem remédio?”
O painel noturno teve como tema: Pílulas de informação: Comunicação também é remédio, os profissionais de ambas as áreas, Saúde e Comunicação, salientaram a importância da comunicação como um remédio para o bem da humanidade. Para discutir o assunto, a mesa contou com a participação de Ausonia Favorido Donato do Instituto de Saúde da Secretaria do Estado de São Paulo. Aureliano Biancarelli do jornal Folha de S.Paulo, Ricardo Gamarski da ANVISA, Maria José Delgado gerente de fiscalização e controle de Medicamentos e Produtos da ANVISA, Amália Dellamea da Faculdade de Farmácia da Universidade de Buenos Aires. Para dinamizar o debate, a mesa teve como coordenador o professor Dr.Wilson da Costa Bueno da Universidade Metodista de São Paulo e como relatora a professora Isaltina Gomes da Universidade Federal de Pernambuco.
A professora argentina Amália Dellamea advertiu que a informação incorreta muitas vezes envenena e intoxica o receptor podendo levar à morte. Uma das questões apontadas pela professora referente à realidade Argentina é que “as informações sobre prevenção de doenças não são processadas nem absorvidas pela sociedade”. Vale salientar que este dado não se difere da realidade brasileira, o que foi comprovado através dos estudos apresentados durante a Conferência.
Maria José Delgado da ANVISA apresentou um estudo sobre a política nacional de medicamentos e a propaganda.
Ricardo Gamarski, também da ANVISA, apresentou dois eixos de regulação da agência, sendo eles a regulação técnica e a regulação econômica, o Dr. ressaltou a necessidade de se garantir o acesso da população aos medicamentos que precisa a preços razoáveis. Essa é uma das justificativas da resolução RDC nº140/03/ANVISA.
Já a professora Ausonia Donato fez uso de sua prática pedagógica construtivista e utilizou como recurso didático a faixa exposta no auditório para refletir sobre a etimologia do termo remédio: Remédium = mediação: MED prefixo latino que significa cuidar de ... os termos Mediação e Medicalização = MEIO. Com esta dinâmica a professora fez uma brilhante reflexão sobre o assunto pautado.
O jornalista Aureliano Biancarelli, falou sobre a prática dos jornais atuais, e, ao ser questionado sobre a postura de alguns veículos de comunicação ele afirmou que “o jornal geralmente trabalha com coisas ruins”. Ele lembrou ainda que, o que é notícia para um jornalista, necessariamente não é notícia para um médico.
As exposições funcionaram como um pontapé inicial que suscitou num acalorado momento de debate .
A nova regulamentação da bula: Onde estamos e para onde vamos ? foi o tema da pauta matutina do dia 03. A mesa de debatedores contou com a participação de Gilvânia Melo da ANVISA, Rogério Lannes Da (ENSP Fiocruz -RJ) e Ediná Alves do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, José Rubens Bonfim (SOBRAVIME- Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos).
Gilvânia Melo, teceu suas reflexões acerca da qualidade dos textos das bulas em vista à nova resolução de regulamentação das bulas de medicamentos e apresentou um minucioso trabalho com análise de conteúdo de algumas bulas, nesta análise ela apontou algumas deficiências que foram elucidadas na pesquisa, como por exemplo, o excesso de informações em linguagem técnica que inviabiliza a compreensão do leitor.
O jornalista José Rubens Bonfim, foi enfático ao declarar que deve–se excluir totalmente as campanhas de medicamentos dos meios de comunicação de massa, ele afirmou ainda que a indústria farmacêutica não se preocupa com o bem da humanidade, sua maior preocupação é o faturamento.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h38
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Mídia e Alimentação: da fome à obesidade - parte 2
Com uma visão otimista Clóvis de Barros, vice-reitor da UMESP, mencionou que para a filósofa Hanna, milagre é a ruptura de processos automatizados que perpetuam e destacou que é possível e milagrosa a caminhada que a comunicação no setor saúde está trilhando atualmente. Ele lembrou que John Wesley o fundador do Metodismo demonstrou sua preocupação com a promoção da saúde quando fez o curso de medicina e escreveu uma cartilha popular para orientar a população mais carente .
Agrupando as principais idéias dos expositores o Prof. Dr. Marques de Mello destacou a importância da conferência e agradeceu a presença dos participantes lembrando que o evento estava apenas começando.
No dia 02 de outubro foi apresentado o Painel: O papel dos medicamentos genéricos, similares e remédios de marca. A mesa foi coordenada pela prof. Dr.ª Elizabeth Maurenza e teve como relator o Prof. Mestre Arquimedes Pessoni.
O Dr. Davi Rumel representante da ANVISA despertou a platéia para a questão da medicalização como domínio público, “todo mundo toma, todo mundo prescreve, todo mundo tem uma opinião sobre o assunto”, em que a regulação não faz parte da cultura. Ele explicou a diferença entre medicamento novo, genérico e similar; e medicamento biológico fitoterápicos, homeopáticos e específicos e falou da importância da inserção da eficácia do medicamento na bula e das mudanças que a bula sofrerá com a RDC140/03 que regulamenta essa mudança.
O Professor Mestre Sávio Fujita Barbosa complementou as informações do Dr. Davi e destacou os benefícios dos genéricos entre eles a melhor qualidade (em relação ao similar), menor preço, maior acesso da população, fortalecimento da indústria nacional e investimentos internacionais. Concluiu destacando as informações relativas a medicamentos que devem ser repassadas com segurança e ética.
Luiz Roberto Serrano, jornalista e diretor da ABRACOM – Associação Brasileira de Assessoria de Comunicação – destacou que a mídia trata dos medicamentos sobre dois aspectos: Preço dos medicamentos e lançamento do medicamento novo. Falou da “empurroterapia” praticada nos balcões das drogarias e até mesmo das gratificações dadas a balconistas e médicos que induzem essa prática e lançou um desafio para a plenária: a criação de mecanismos de difusão de informação.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h37
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Mídia e Alimentação: da fome à obesidade - parte 1

VI COMSAÚDE DEFINE NOVA TEMÁTICA PARA 2004
Mídia e Alimentação: da fome à obesidade
Por Eliana Marcolino e Fabiana Franco
Profissionais e pesquisadores do campo da Comunicação e da Saúde se reuniram nos dias 01,02 e 03 de outubro em São Bernardo do Campo, SP, na VI Conferência Brasileira de Comunicação e Saúde para discutir sobre o tema: Mídia, Mediação e Medicalização.
O evento teve início na manhã do dia 01 na sede da Cátedra Unesco/Umesp com a reunião nacional da Rede COMSAÚDE, com a presença do coordenador do núcleo COMSAÚDE do PÓSCOM- UMESP professor Dr. Isaac Epstein e sua equipe, do titular da Cátedra UNESCO/UMESP professor Dr. José Marques de Mello e de membros da Cátedra, onde foi definido o tema e a sede da VII Conferência de 2004 cuja proposta foi apresentada pela profa.Dra Isaltina Maria de Azevedo Mello Gomes da Universidade Federal de Pernambuco. Portanto, o próximo congresso já está previsto para acontecer em Recife nos dias 11,12 e 13 de agosto com o tema: Mídia e Alimentação: Da fome à obesidade.
O VI COMSAÚDE realizado no campus Planalto, da Universidade Metodista, teve início no dia 01 com reuniões de grupos de trabalhos (GT´S).
Nos grupos, pesquisadores nacionais e internacionais expuseram o resultado de suas pesquisas e discutiram assuntos relacionados com o tema central durante toda a tarde.
A abertura oficial do evento foi às 19:30 horas no auditório do Campus Planalto, com a fala do prof. Dr. Marques de Mello que destacou e agradeceu a importância da parceira com a ANVISA- Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Ministério da Saúde alcançada na organização da Conferência deste ano. Mencionou a relevância do comprometimento do núcleo de saúde da Cátedra UNESCO que trabalhou com compromisso e afinco para a realização do evento e salientou a fundamental atuação da Comunicação na área da Saúde e concluiu: “É necessário fazer do Brasil um país democrático e da comunicação o instrumento desta cidadania.”
O jornalista Sérgio Gomes referiu-se a São João Batista que muitas vezes foi confundido com Jesus, “o salvador”, e esclarecia: - Eu não sou o salvador, mas anuncio a vinda do salvador. Sérgio comparou a missão do santo com a dos comprometidos com a comunicação e saúde e destacou que não somos os salvadores, mas estamos trabalhando para anunciar a vinda da salvação, demonstrando em sua fala a esperança depositada na possibilidade de efetivar as propostas da Convenção.
Laércio Portela destacou a importância da comunicação na saúde não só no sentido de levar informações à população, mas a necessidade de uma comunicação interna nos órgãos de saúde. Também mencionou a questão das ações que estão sendo tomadas para a mudança da bula e do fortalecimento da prescrição de medicamentos genéricos.
O coordenador do COMSAÚDE, Isaac Epstein destacou que filosoficamente a consciência do homem surgiu com a comunicação. Apresentou a revolução que está acontecendo no sentido de trazer a comunicação para o primeiro plano “a saúde ficou cara e a saída é explorar a comunicação em saúde”, essa comunicação, passa então, na visão do Dr., a ser ator principal na promoção da saúde.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h35
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Edição de agosto/2003 – só chamadas
CERCA DE 90% DA PUBLICIDADE DE REMÉDIO ESTÁ IRREGULAR, SUGERE ESTUDO
Omitir lado negativo não funciona com remédio
O PAPEL DO ASSESSOR DE IMPRENSA NA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA Jornalista Elaine de Sousa COM O CARRAPATO ATRÁS DA ORELHA
Diariamente somos informados de episódios ocorridos na área da saúde; são questões que se tornam complexas devido à falta de uma comunicação eficiente. Ou mesmo por culpa de uma comunicação “esquizofrênica”.
O JORNALISMO COMO PREVENÇÃO
A cobertura na área da saúde acaba em editorias diferentes, sem contextualização COLHENDO VERDADES, FRUTOS PROIBIDOS E RELATIVIDADES “Em quase trinta anos de jornalismo, os médicos e suas tarefas sempre cruzaram minhas reportagens, em algumas eram os vilões, em outras, os heróis.” GRANDE QUALIDADE DE VIDA Escritor questiona o badalado conceito
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h29
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Edição de agosto/2003 – só chamadas
Edição de agosto/2003 – só chamadas
RÁDIO BANDEIRANTES AM INICIA CAMPANHA CONTRA O FUMO Evento faz parte do Dia Mundial de Combate ao Fumo, 29 de agosto
ANVISA SUSPENDE PROPAGANDA DE REMÉDIOS CONTRA IMPOTÊNCIA Medida entrou em vigor em 25/07
COMER PIZZA PODE REDUZIR RISCO DE CÂNCER, CONCLUI PESQUISA O estudo, realizado pelo instituto farmacológico de Milão (norte), foi feito com 3.315 italianos
TERAPIAS COMPLEMENTARES CHEGAM AO DENTISTA
Profissional moderno vê o paciente como um todo; RPG, homeopatia e acupuntura ajudam no tratamento convencional MASTURBAÇÃO AJUDA A EVITAR O CÂNCER DE PRÓSTATA
Estudo australiano sugere que transforma pecado em saúde
NÃO DÁ PARA NÃO FAZER
A prática regular de exercícios físicos é uma espécie de elixir. Ela nos faz viver por mais tempo e com mais disposição
ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDICINA LANÇA SITE E REVISTA O novo site da APM, que estará no endereço www.apm.org.br
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h28
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Edição de Julho/2003 – só chamadas - parte 2
MISTURAR COCA-COLA COM LIMÃO ? NÃO !
Mais uma lenda urbana?
IMAGENS DO CÉREBRO DENUNCIAM TIMIDEZ
Estudo afirma que temperamento inibido tem componente genético e pode conduzir a risco de distúrbio mental
QUESTÃO DA OBESIDADE AFETA AVIAÇÃO DOS EUA
Governo reconhece aumento do peso dos passageiros e manda companhias refazerem cálculos antes da decolagem
MÉDICO DEFENDE DISCIPLINA SOBRE ESPIRITUALIDADE EM FACULDADES
Tratamento associado a fé é tema de congresso em SP
PROPAGANDA DE REMÉDIOS OFERECE SÉRIOS RISCOS
A veiculação de anúncios de remédios pelos meios de comunicação traz sérios perigos para a saúde da população.
CADA VEZ MAIS A RELAÇÃO ENTRE MÉDICO E PACIENTE ESTÁ EMBASADA EM INFORMAÇÃO
A importância da atualização rápida e eficiente dos profissionais de saúde
MEDICINA INSÓLITA
Aranha que substitui Viagra e cirurgia usando furadeira e alicate são temas de Moacir Scliar
JESUS VISITA BRASIL E VIRA MÉDICO DO SUS
Nem Ele se livra das críticas quanto à qualidade do atendimento
LANÇADA A REVISTA SAÚDE BRASIL COMUNIDADE Aguilla Comunicação disponibiliza revista Saúde Brasil Comunidade para empresas interessadas na promoção da saúde
PROLONGAR A VIDA DE PACIENTES COM CÂNCER INCURÁVEL É UM BENEFÍCIO?
“Sete meses atrás, tomei a decisão de apressar o fim da vida da minha mulher.”
DESSA VEZ NÃO É PARA LAVAR AS MÃOS, DOUTOR !
Deverá o médico ou o profissional de saúde agir como formador de opinião em decisões polêmicas ou limitar-se a informar os dados dos exames e aguardar a decisão do paciente?
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h19
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Edição de Julho/2003 – só chamadas - parte 1
Edição de Julho/2003 – só chamadas
INSCRIÇÕES PARA A VI COMSAÚDE TERMINAM DIA 30
Pesquisadores têm até o dia 30/7 para mandar os resumos
REFERÊNCIA MUNDIAL, PROGRAMA ANTIAIDS EM SP DISCRIMINA NEGRAS
O programa brasileiro de combate à aids tem conseguido resultados animadores, mas ainda mantém algumas mazelas: pesquisa da USP detectou que as mulheres negras infectadas sofrem discriminação e adoecem mais do que as não-negras.
BOLÍVIA SEDIA CONGRESSO LATINOAMERICANO DE COMUNICAÇÃO E SAÚDE
Evento acontece em setembro, em Cochabamba
CAMPANHA ANTIDROGAS NA TEVÊ É INEFICIENTE, DIZ USP
A conclusão é da pesquisadora e professora de Comunicação Social Arlene Sant´Anna, da Universidade de São Paulo. A propaganda, segundo o trabalho, não atingiria o objetivo por ter mensagem superficial, autoritária e intimidadora, além de ignorar a raiz do problema
SUCO DE UVA TAMBÉM EVITA PROBLEMAS NO CORAÇÃO
Tese de doutorado da FMUSP comprova que a bebida tem o mesmo efeito
vasodilatador do vinho sem os efeitos colaterais do álcool
BOTOX RETIRA PROPAGANDA POR ORDEM DA FDA
A Food & Drug Administration determinou ontem a retirada da atual campanha impressa do produto contra rugas Botox, da Allergan Inc., sob acusação de propaganda enganosa.
VOCÊ PENSA COMO HOMEM OU COMO MULHER?
Pesquisadores destrincham as diferenças entre o cérebro masculino e o feminino
IMAGEM DE SEXO SEM CAMISINHA PODE SER PROIBIDA
Projeto da deputada Laura Carneiro, do PFL, pede proibição de filmes, fotos ou espetáculos em que sejam exibidas cenas de sexo explícito sem preservativo
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 07h17
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A morte e o vírus da desinformação - fim
Pesquisa simples
Muito diferente foi a postura do governo de Cingapura, quando surgiram os primeiros casos da doença, em março: quem chegava aos aeroportos tinha a temperatura corporal medida por máquinas digitais; mercados úmidos foram fechados e 2.400 vendedores colocados sob observação; nos hospitais, os doentes ficaram em alas totalmente isoladas do resto dos pacientes, e médicos e enfermeiras instruídos para adotar drásticas medidas de prevenção e controle. O governo do Vietnã também colocou em prática severas medidas profiláticas e, no fim de abril, o país era declarado zona livre da mortal pneumonia. O mesmo aconteceu em Toronto, no Canadá.
Até agora, nenhum caso foi comprovado no Brasil. Mas é preciso ter enorme cuidado, pois o nome original dessa família de doença virótica é influenza, que teve origem na Itália no século 18, pois a gripe seria causada pelo frio (influenza di freddo), já que surgia no fim do outono, quando a temperatura caía. É justamente a atual estação do ano no Brasil, mas as medidas de controle não estão à altura do perigo desta pandemia, especialmente num mundo globalizado. Os controles dos aeroportos são pífios, pois formulários com informações sobre estado de saúde, origem e destino são entregues apenas nas áreas de inspeção dos passaportes, quando deveriam ser distribuídos antecipadamente, nos aviões. E não existe um sistema eficiente de coleta e verificação.
O perigo está por perto, pois com a facilidade de transporte do mundo moderno, uma doença virótica como a pneumonia asiática pode propagar-se pelo mundo em apenas quatro dias; em 1918, a Gripe Espanhola demorou quatro meses para espalhar-se. E no caso da Sars, o risco de contaminação é tanto maior, porque o vírus pode permanecer vivo em objetos por várias semanas. A OMS já admite que a taxa de mortalidade é de 15% para doentes que contraíram a pneumonia asiática, com base num estudo de pacientes internados em Hong Kong. Resta torcer para que a pneumonia atípica não chegue a este país tropical, protegido por Deus e pela Natureza.
PS – Ao decidir escrever este artigo, fiz uma pesquisa no Google, buscando "Gripe Espanhola", apenas nas páginas em português e demorei 15 minutos para ler as páginas de jornais, laboratórios farmacêuticos e da Fiocruz para reunir informações sobre a propagação e número de mortes da pandemia de 1918/19 no Brasil. Outros 15 minutos foram necessários para ler matérias do final de abril e maio do New York Times, com as informações sobre a propagação da pneumonia asiática na China e de como chegou a outros países. Gastei mais tempo, em fevereiro, para ler o livro de Gina Kolata.(Fonte: Observatório da Imprensa)
(*) Jornalista
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 22h27
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A morte e o vírus da desinformação - cont.
"Tratada e controlada"
Desta vez foi diferente, pois o governo chinês foi, no mínimo, descuidado ao combater a epidemia, quando surgiu em Guangdong em novembro do ano passado, apesar de todas as evidências apontarem para a mesma origem: o sistema arroz-pato-porco e os mercados úmidos. Quem conhece Hong Kong e as características da tradicional culinária cantonesa (de Cantão, antiga denominação da capital de Guangdong) entenderá a facilidade de propagação do vírus da gripe a partir da região: carnes, peixes, legumes e vegetais tem que ser frescos, nada resfriado é aceito pelos cantoneses.
De madrugada, partidas de alimentos frescos são enviados das regiões agrícolas de Guangdong para Hong Kong, onde são comercializados nos mercados úmidos, em condições bastante precárias: aves, peixes e animais são abatidos na hora. Um vendedor especializa-se em sapos, mantidos em gaiolas, que são mortos e limpos à vista do freguês; peixes vivos são colocados em formas metálicas; aves são retiradas das gaiolas para o abate e venda, embora consumidores mais rigorosos prefiram levá-las vivas, para liquidá-las na cozinha.
A enorme concentração populacional em Hong Kong também facilita a propagação de doenças viróticas. A ilha tem uma área de 90 quilômetros quadrados, onde vivem 3,6 milhões de pessoas, ou seja, 40 mil pessoas por quilômetro quadrado. A concentração é ainda maior no distrito de Kowloon, do outro lado da baía, com uma concentração de 250 mil pessoas por quilômetro quadrado.
O intenso trabalho dos cientistas da OMS permitiu rastrear com precisão o epicentro da atual epidemia de pneumonia atípica, apesar da cortina de silêncio das autoridades chinesas. Em novembro, hospitais de cidades do interior de Guangdong comunicaram às autoridades da saúde pública provincial um surto de pneumonia muito mais virulento. No começo de dezembro, um vendedor de cobras e aves entrou no hospital da cidade de Shundee com pneumonia aguda; seus familiares e funcionários do hospital também foram infeccionados. A cidade de Zhongshan foi uma das mais atingidas, com 13 funcionários do hospital infectados, que espalharam a gripe pela cidade, pois nenhuma medida de quarentena foi adotada. Em 19 de fevereiro, a Organização Mundial da Saúde e o Centro para Controle de Doenças mandou uma equipe para Pequim e dali para o Sul da China. Até então a pneumonia atípica estava circunscrita ao Sul da China.
No dia 21 de fevereiro, o Dr. Liu Jianlun, um médico chinês de 64 anos, vindo de Zhongshan, hospedou-se no Hotel Metropole, em Hong Kong. Ia participar de um casamento, mas já tinha contraído a pneumonia e contaminou diversos outros hóspedes: uma chinesa residente no Canadá levou a doença para Toronto; Johnny Chen, um executivo americano carregou o vírus para Hanói, no Vietnã: três estudantes transportaram a pneumonia atípica até Singapura. Um dos infectados, no hospital de Hanói, foi o médico italiano Carlo Urbani, que depois morreu vítima do vírus mortal.
Somente em 14 de março a Organização Mundial da Saúde deu um alerta mundial para o perigo de uma pandemia mortal. A reação do governo chinês foi muito mais lenta, permitindo que a epidemia chegasse a Pequim. No dia 11 de fevereiro, o secretário do Partido Comunista da província de Guangdong garantia que "a doença estava efetivamente tratada e controlada". Em 11 de abril, He Xiong, o diretor assistente do Centro de Controle de Doenças de Pequim, ainda transmitia uma mensagem tranqüilizadora, pois existiam "apenas 27 casos de Sars na cidade e as pessoas não deveriam preocupar-se, podendo viajar pela China com segurança". Somente no final de abril foram tomadas medidas de quarentena e restrição de movimentos do público, com fechamento de escolas e locais de trabalho e colocação dos doentes em rigoroso isolamento.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 22h26
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A morte e o vírus da desinformação - cont.
Medidas radicais
Alguns cientistas admitem que a Gripe Espanhola pode ter matado até 100 milhões de pessoas, uma vez que atingiu com mais força a China, África e Índia, onde não existiam registros confiáveis de óbitos. Foi uma das doenças mais letais da história recente, 25 vezes mais mortífera do que a gripe comum e matou 2,5% das pessoas infectadas. Prosperou mais rapidamente graças às condições da guerra: soldados acantonados, trincheiras úmidas e cheias de piolhos, fome e doença entre a população civil e intenso tráfego marítimo de carga e pessoas.
A Gripe Espanhola, também chamada na época de La Dansarina, parece ter chegado ao Brasil no navio inglês Demerara, que atracou em Recife e Salvador, antes de chegar ao seu porto de destino, no Rio de Janeiro, em outubro de 1918. O jornalista Alcindo Guanabara narra a falta de cuidado da Saúde do Porto do Rio de Janeiro, quando a epidemia já campeava na cidade: passageiros e tripulantes do navio Itacusse desembarcavam sem o menor controle.
O livro de Gina Kolata aponta uma provável causa pela qual a maioria das pandemias de gripe dos séculos 20 e 21 pode ter nascido na China, especialmente na província de Guangdong, onde está encravada a metrópole de Hong Kong, um dos mais importantes portões de acesso à China, por onde passam centenas de navios e milhares de passageiros de companhias aéreas todos os dias.
O cientista Robert Webster, do Saint Jude Children Research Hospital, de Memphis, nos Estados Unidos, depois de pesquisar as recentes pandemias, incluindo a Espanhola de 1918, sustenta que começaram como uma gripe de aves, narra o livro de Kolata; antes, porém, que possam infectar uma pessoa, têm que ser humanizadas, com mudanças nas enzimas do revestimento celular das células do vírus. Para Webster, isso ocorre nos porcos, que fazem a ponte entre as aves e os seres humanos, pois os suínos têm a capacidade de desenvolver tanto a cepa humana do vírus quanto a das aves. Segundo o cientista, as duas únicas pandemias de gripe recentes cujos vírus foram isolados envolviam cepas originadas, indiretamente, de aves: a Gripe Asiática de 1957, que provocou 1 milhão de mortes em todo o mundo, e a Gripe Hong Kong, de 1968, que foi responsável por 700 mil vítimas fatais.
O livro de Kolata revela também que o cientista Kennedy Shortbridge da Universidade de Hong Kong avançou no caminho aberto por Webster, ao propor que o Sul da China e especificamente Guangdong é o epicentro das recentes epidemias de gripe devido ao particular sistema de produção desta região agrícola, que é a principal fonte de alimentos in natura de Hong Kong. Os plantadores de arroz colocam patos na lavoura enquanto não surgem os grãos, pois essas aves comem os insetos e ervas daninhas, protegendo a cultura. Quando começam a granar, removem os patos. Também criam porcos nessas lavouras, pois esses animais não comem o arroz. O sistema produtivo arroz-pato-porco seria o viveiro dos terríveis vírus da gripe.
Baseado nessa avaliação, o governo de Hong Kong tomou drásticas medidas radicais quando um menino morreu de pneumonia em maio de 1997. Além do rigoroso isolamento de todo o pessoal do hospital, família e amigos, o governo decidiu eliminar 1,2 milhão de aves comercializadas nos mercados úmidos da cidade, que foram fechados por um mês, e todas as gaiolas de madeira substituídas por outras, de plástico, mais fáceis de serem mantidas limpas. Com medidas sanitárias radicais, e doença não prosperou. Na época, Hong Kong ainda era controlada pela Grã-Bretanha, pois a passagem para a soberania chinesa ocorreu logo depois, em 1° de julho de 1997.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 22h25
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A morte e o vírus da desinformação

PNEUMONIA ATÍPICA A morte e o vírus da desinformação
Ottoni Fernandes Jr. (*)
A desinformação é o maior agente de propagação de doenças mortais, como a Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS, do inglês), responsável por 6 mil pessoas contaminadas e 478 mortes em todo o mundo. Apesar da globalização e da existência de 120 laboratórios de referência para combate à gripe em 120 países, a pneumonia atípica nasceu em Gangdong, província do Sul da China e espalhou-se por vários países a partir de Hong Kong. Autoridades da província de Gangdong tinham conhecimento da doença desde novembro, mas só no final de abril o governo chinês admitiu a existência de uma epidemia, demitiu o Ministro da Saúde e tomou medidas drásticas de controle.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu o primeiro informe sobre o surto em Guangdong em novembro, através de um cientista que participava de uma conferência em Pequim, mas somente em fevereiro mandou uma equipe de investigação para a capital e dali para o Sul da China. O primeiro alerta mundial para os riscos da nova cepa de vírus foi dado apenas em meados de março. É certo que a OMS não pode sobrepor-se à soberania de um país que resolve não cooperar.
A imprensa, especialmente em países ainda não afetados pela doença, como o Brasil, tem um papel fundamental para ajudar a evitar e controlar epidemias e pandemias. Ao explicar o mecanismo de propagação contribui para que as autoridades sanitárias, cientistas e todos os formadores de opinião tomem posições e adotem medidas preventivas. Uma análise da cobertura da pneumonia asiática nos Estados Unidos mostra que os jornais de qualidade, com equipes especializadas em ciência e saúde, apontaram, desde o começo do ano, que a Sars tinha origem em animais, especialmente aves, que poderiam ser o hospedeiro original do novo tipo de vírus.
Menção alguma
Desde fevereiro, quando li o livro A Gripe, a história da pandemia de 1918, editado no ano passado pela Record, de autoria de Gina Kolata, repórter de ciência do New York Times e também bióloga e virologista, tenho pesquisado na internet para tentar localizar alguma citação da obra, que esclarece em profundidade como a forma de propagação de gripes viróticas e porque a região Sul da China é o berço da maioria das pandemias recentes. Nada encontrei na imprensa brasileira.
O livro foi publicado nos Estados Unidos em 1999 e explica, com precisão cirúrgica, a enorme catástrofe que foi a pandemia da Gripe Espanhola de 1918/19 que matou 20 milhões de pessoas em todo o mundo, mas do que o total de 15 milhões de mortos na Primeira Guerra Mundial.
Na leitura da matéria de capa da edição 1.802 da Veja (7/5/03) (com chamada "SARS, a epidemia que põe o mundo em pânico"), confiei que a mais importante revista de informação brasileira trataria de esclarecer o mistério da origem desta terrível epidemia. Mas a chamada e título interno da matéria ("Uma epidemia globalizada", págs. 92-99) provocaram frustração, pois trata-se de uma pandemia, por ter atingido vários países e continentes. Nenhuma menção ao livro de Kolata.
O semanário mostra que o Brasil não está protegido contra a propagação da Sars e lembra que a Gripe Espanhola de 1918/18 bateu pesado por aqui, tendo provocado 300 mil mortes, que representavam 2% da população da época. Veja errou nesta estatística, pois a grippe hespanhola (conforme a grafia da época) infectou 350 mil pessoas no Brasil e provocou 35.240 mortes, sendo 12 mil no Rio de Janeiro e 12.350 em São Paulo.
(publicada em maio/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 22h23
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CANALCIÊNCIA/IBICT LANÇA ACERVO DIGITALIZADO COM ENTREVISTAS HISTÓRICAS DE RENOMADOS CIENTISTAS BRASILEIROS

CANALCIÊNCIA/IBICT LANÇA ACERVO DIGITALIZADO COM ENTREVISTAS HISTÓRICAS DE RENOMADOS CIENTISTAS BRASILEIROS
Memória da Ciência (1984-1989)
Acervo histórico do programa de rádio-difusão da SBPC
Ouça pela primeira vez na Internet as entrevistas do acervo histórico dos programas de rádio TOME CIÊNCIA e ENCONTRO COM A CIÊNCIA, produzidos entre 1984 e 1989 pelo convênio SBPC/RádioUSP/Rádio Cultura/CNPq. Personalidades da comunidade cientifica brasileira, como Milton Santos, Paulo Emílio Vanzolini, Aziz Ab'Saber, Rogério Cerqueira Leite, José Goldemberg e muitos outros, compõem o acervo de mais de 800 entrevistas, recentemente resgatadas pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia - IBICT e digitalizadas em parceria com aBiblioteca Virtual do Estudante Brasileiro da Escola do Futuro da USP-BibVirt.
Neste momento, estão sendo lançadas no CanalCiência e na BibVirt simultaneamente cerca de 160 entrevistas da série TOME CIÊNCIA.
Para maiores informações:
011 3836 88 75 c/Gloria Malavoglia
ou pelo e-mail gloria@ibict.br
(publicado em maio/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 22h20
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'CIÊNCIA HOJE ON-LINE': ENFIM ALGUMA COISA QUE SE APRENDE DURANTE O SONO

'CIÊNCIA HOJE ON-LINE': ENFIM ALGUMA COISA QUE SE APRENDE DURANTE O SONO Que tal aproveitar o tempo em que você dorme para aprender mais alguma coisa? Um outro idioma, por exemplo? Métodos de aprendizado de línguas durante o sono, daqueles de dormir com fones de ouvido, andaram na moda nos anos 1980. E logo caíram em descrédito, porque o ruído em ouvidos adultos só faz perturbar o sono. Aprender novas palavras estrangeiras, que seria bom, nada. Mas talvez bebezinhos adormecidos de fato aprendam alguma coisa com a conversa dos adultos ao redor.
Um estudo finlandês publicado na revista Nature sugere que o cérebro recém-nascido aprende a processar os sons da fala ouvidos pelos bebês mesmo durante o sono.
Esse é o tema desta semana da coluna O Cérebro Nosso de Cada Dia, de Suzana Herculano-Houzel, publicada semanalmente na 'Ciência Hoje on-line'.
Leia o texto completo na 'Ciência Hoje on-line', que tem conteúdo exclusivo atualizado diariamente: http://www.ciencia.org.br/ (Fonte: Jornal da Ciência nº 2276)
(publicado em maio/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 22h19
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CADA UM ENVELHECE COMO QUER (E COMO PODE)

Léa Maria Aarão Reis CADA UM ENVELHECE COMO QUER (E COMO PODE) A Juventude dos Mais Velhos
Este livro apresenta diversas formas de viver ou de se preparar para viver, pelo menos razoavelmente bem, a última etapa da vida.Os novos velhos de hoje procuram, como querem e como podem, uma existência melhor nessa fase. Vida ativa, com os ressentimentos e amarguras digeridos e bem administrados, experimentos sempre novos e tentando sobreviver às perdas e aos lutos. Começando a desacelerar o ritmo, continuam criando novas formas de viver e de envelhecer.
O núcleo deste livro traz um papo entre homens e mulheres que começam a envelhecer, reunidos na Internet. Antes e depois desses diálogos, há flashes de entrevistas com profissionais do bem-estar físico e espiritual, com geriatras e com psicanalistas.
Cada um envelhece como quer é um mergulho no universo dos mais velhos. Suas ansiedades e esperanças, seus hábitos de viver e de amar, seu olhar para o futuro. Um livro instigante a nos dizer que a juventude não pertence apenas ao território dos jovens, esses que em breve também se transformarão em mais velhos, formando uma população que cresce na proporção em que a perspectiva de vida aumenta em quase todos os países do mundo.
"De que forma o século que começou depois da revolução tecnológica e do aparecimento da Internet e suas mudanças influenciaram o comportamento dos mais velhos e mudaram hábitos e perspectivas da chamada Terceira Idade? Com entrevistas pessoais e um cuidadoso trabalho de pesquisa, Léa Maria aborda todos estes aspectos e ainda surpreende o leitor ao criar um grupo de discussão na Internet, composto por pessoas maduras que não se conhecem e trocam idéias sobre a velhice, além de prestarem seus depoimentos sobre este e outros assuntos." -- Celso Japiassu (Fonte: editora Campus)
(publicada em maio/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 22h17
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O MÉDICO E O PACIENTE

O MÉDICO E O PACIENTE Breve Historia de uma Relação Delicada Ismael, J. C. Paralelamente à história da medicina como busca da cura das doenças, transcorreu uma outra, igualmente fascinante. É a de que trata da relação médico/paciente. Desde que os primeiros registros de práticas médicas descobertos na região da antiga Mesopotâmia começaram a ser estudados, essa relação mostrou-se marcada pelo exercício de um poder incontrastável, tornado mais visível, na medicina ocidental, a partir da antiga Grécia, onde o médico, mistura de sábio e xamã, era temido e respeitado como um deus. Procurando entender o por quê dessa postura autoritária, que permanece até hoje, o autor reflete sobre o relacionamento do médico com o paciente desde as primeiras 'lições' deixadas por Asclépios até os dias de hoje, em que o progresso da tecnologia vai na contramão da concepção humanista, a que valoriza o paciente como pessoa. (Fonte: Livraria Cultura) ISBN: 8571820783
publicado em maio/2003
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 22h15
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"FINGI SER GARI POR 8 ANOS E VIVI COMO UM SER INVISÍVEL" - cont.
Que barreiras são essas, que aberturas são essas, e como se dá a aproximação? Quando você começou a trabalhar, os garis notaram que se tratava de um estudante fazendo pesquisa? Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal. Chegando lá eu tinha a expectativa de me apresentar como novo funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas, os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros ou mulatos em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial, porque muitos garis ali são brancos também. Você tem uma série de fatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos, o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como gesticulamos. Os garis conseguem definir essa diferenças com algumas frases que são simplesmente formidáveis.
Dê um exemplo. Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos garis. De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade, subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão. O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de passar, virou-se pra mim e começou a falar: "É Fernando, quando o sujeito vem andando você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não. Porque peão anda macio, quase não faz barulho. Já o pessoal da outra classe você só ouve o toc-toc dos passos. E quando a gente está esperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho olhando pra baixo. Eles não. Ficam com olhar só por cima de toda a peãozada, segurando a pastinha na mão."
Quanto tempo depois eles falaram sobre essa percepção de que você era diferente? Isso não precisou nem ser comentado, porque os fatos no primeiro dia de trabalho já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari. Fui tratado de uma forma completamente diferente. Os garis são carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba, quiseram que eu fosse na cabine. Tive de insistir muito para poder viajar com eles na caçamba. Chegando no lugar de trabalho, continuaram me tratando diferente. As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem socioeconômica deles.
Quer dizer que eles se diminuíram com a sua presença? Não foi uma questão de se menosprezar, mas sim de me proteger.
Eles testaram você? No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca.. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: 'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar. Essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari? Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar não senti o gosto da comida voltei para o trabalho atordoado.
E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou? Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real? Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma coisa. (Colaboração: Sergio Barbosa)
(publicada em maio/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 22h13
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"FINGI SER GARI POR 8 ANOS E VIVI COMO UM SER INVISÍVEL"

"FINGI SER GARI POR 8 ANOS E VIVI COMO UM SER INVISÍVEL" PLÍNIO DELPHINO
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da "invisibilidade pública". Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são "seres invisíveis, sem nome". Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da "invisibilidade pública", ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R $ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida: "Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência", explica o pesquisador. O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. "Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão",diz. Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga. E encontram no silêncio a defesa contra quem os ignora.
Como é que você teve essa idéia? Fernando Braga da Costa - Meu orientador desde a graduação, o professor José Moura Gonçalves Filho, sugeriu aos alunos, como uma das provas de avaliação, que a gente se engajasse numa tarefa proletária. Uma forma de atividade profissional que não exigisse qualificação técnica nem acadêmica. Então, basicamente, profissões das classes pobres.
Com que objetivo? A função do meu mestrado era compreender e analisar a condição de trabalho deles (os garis), e a maneira como eles estão inseridos na cena pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica a qual eles estão sujeitos dentro da sociedade. Outro nível de investigação, que vai ser priorizado agora no doutorado, é analisar e verificar as barreiras e as aberturas que se operam no encontro do psicólogo social com os garis.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 22h11
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TERAPIA VIRTUAL FUNCIONA, DIZ PESQUISA

TERAPIA VIRTUAL FUNCIONA, DIZ PESQUISA Os primeiros resultados científicos sobre a eficácia da psicoterapia via internet confirmaram que técnica é viável, uma vez que os níveis de intensidade das relações terapêuticas foram muito próximos aos encontrados em terapias convencionais
Estudando uma relação fundamental da psicoterapia, o vínculo entre psicólogo e paciente, o psicólogo Oliver Zancul Prado formou 53 salas virtuais de terapia, utilizando o sistema de fórum. Quinze psicólogos voluntários participaram da pesquisa e a cada cinco semanas de tratamento eles e os pacientes responderam questionários, avaliando a relação terapêutica.
A falta de contato mais próximo entre profissionais e pacientes foi um problema para metade dos clientes e para 64% dos terapeutas, mas a maioria deles se considerou satisfeita com o tratamento. A psicoterapia via internet foi regulamenta pelo Conselho Federal de Psicologia em 2000, mas só pode ser praticada no país com fins de pesquisa e sem cobrança de custos.(Fonte: Revista Galileu)
(publicada em maio/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 22h09
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O DESAFIO DA DEPRESSÃO - cont.
Alguns sintomas são comuns à falta das duas substâncias, mas há aspectos mais ligados a uma ou a outra
Deficiência de serotonina Desmotivação /Muito ou pouco apetite/ Pouco interesse sexual/ Agressividade/ Oscilação de humor/ Pensamentos negativos/Ansiedade/Irritabilidade Deficiência de noradrenalina Falta de energia/Perda de interesse/Concentração reduzida/Insônia/Incapacidade de tomar decisões/Pensamentos negativos/Ansiedade/Irritabilidade
(Fonte: Revista Época nº 259)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 22h08
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O DESAFIO DA DEPRESSÃO - cont.
Como combater a depressão
Paciente sadio Encarregadas de propagar os estímulos nervosos, a serotonina e a noradrenalina circulam livremente nas células nervosas
Paciente deprimido Por razões ainda desconhecidas pela ciência, há escassez das duas substâncias, que são recaptadas pelas células
Paciente sob medicação Os antidepressivos atuam diminuindo a falta de ambas as substâncias. De um lado, impedem que elas sejam recaptadas. De outro, estimulam sua circulação
Tricíclicos Inibem a recaptação da serotonina e da noradrenalina. Ex.: Tofranil, Anafranil Inibidores da monoaminooxidase Impedem a ação de uma enzima no cérebro que destrói a serotonina e a noradrenalina. Ex.: Aurorix Inibidores de recaptação da serotonina Atuam especificamente no controle da serotonina. Ex.: Prozac, Cipramil Dupla ação Agem como os tricíclicos com menos efeitos colaterais Ex.: Ixel, Efexor
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 22h06
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O DESAFIO DA DEPRESSÃO - cont.
Ultimamente, os psiquiatras voltaram a aconselhar seus pacientes a fazer terapia. Só que uma nova forma, chamada de cognitiva. Desenvolvida nos anos 70, ela é focada nos pensamentos negativos que rondam o depressivo. Em um primeiro momento, funciona como um pronto-socorro, ajudando o doente a vencer o medo de voltar à rotina. Depois, vai treinando-o para enxergar a realidade. 'Ele conta ou escreve o que aconteceu na semana, com muitos momentos em que se sentiu perseguido, injustiçado, odiado', explica a psicóloga Lígia Tito, que publicou um livro sobre o assunto. 'Nós mostramos alternativas para o comportamento dos outros que, evidentemente, não estão contra ele. Aos poucos, o paciente vai enxergando o mundo com mais clareza.' A engenheira Andrea Tognelli, de 27 anos, entrou em depressão porque achava que era perseguida por uma antiga chefe. Vivia de mau humor, brigava à toa, chorava sem motivo, comia como passarinho e não saía de casa. Depois de seis meses em crise, foi introduzida à terapia cognitiva. Em 20 sessões, tinha voltado a ser a mesma pessoa de antes. 'Entendi que minha ex-chefe não implicava só comigo. Era com todo mundo. Aprendi a dominar a raiva', conta ela, que, logo depois, trocou de emprego e casa-se neste mês.
Estudos comprovam que o tratamento medicamentoso aliado à terapia cognitiva é a mais bem- sucedida forma de combate à depressão. Cerca de 80% dos doentes ficam curados. 'Avançamos com drogas potentes de poucos efeitos colaterais que encorajam o paciente a tomar a medicação pelo tempo necessário', comenta o psiquiatra Beny Lafer. 'Agora, temos de procurar o gene que desencadeia a doença. Se, um dia, conseguirmos bloqueá-lo, pode ser a cura definitiva.' A depressão apresenta um forte componente hereditário. A chance de quem tem pai ou mãe depressivo desenvolver a doença varia de 20% a 40%. Talvez essa seja a explicação para o fato de algumas pessoas responderem mais negativamente aos reveses que todo mundo tem na vida. A maioria, no entanto, enfrenta a doença sem saber o porquê de seu surgimento - e o porquê de, mesmo tendo uma vida aparentemente feliz, só conseguir ver sofrimento e escuridão.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 22h04
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O DESAFIO DA DEPRESSÃO - cont.
São enormes os riscos de deixar sem tratamento as vítimas da depressão. O mais grave é o de suicídio. Na Inglaterra, o índice de pessoas que se mataram cresceu 50% na última década. Escritores, artistas e filósofos tentaram descrever o pavor e a angústia da doença. Mas só quem enfrenta sabe o que significa o fundo do poço, a constante sensação de estar em um abismo. 'Vou morrer.' Foi repetindo esta frase que o músico pernambucano Cleomar Antunes, de 33 anos, deu entrada num hospital em janeiro. Estava com os lábios roxos, falta de ar e uma forte pressão no peito. O desespero era alimentado pela ausência de diagnóstico diante de uma crise que o atormentava por três meses. Como os exames não constatavam anormalidade, os médicos prescreviam vitaminas e o mandavam tirar férias. 'Ninguém me compreendia. Chegaram a falar que era fingimento', conta ele, que só numa quarta consulta descobriu ser a depressão a origem de seu inferno. Ficou bom com remédios, terapia, exercícios e meditação.
Outro problema sério: quem passa por uma depressão e não a trata tem 50% de chance de ter outra manifestação da doença. Se também não for medicado numa segunda vez, a possibilidade de sofrer um terceiro colapso é de 70%. Em geral, o primeiro episódio de depressão está associado a alguma situação difícil, uma decepção, que funciona como uma espécie de gatilho. 'O segundo também pode ter alguma ligação, mas, a partir do terceiro, a origem da doença é puramente química', explica o psiquiatra Beny Lafer, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). 'E, além de o risco ser progressivo, cada novo episódio dura sempre mais tempo.' O jogador de futebol do Palmeiras, Pedrinho, de 25 anos, é um exemplo. Aos 21 anos, foi convocado para a Seleção Brasileira. Sofreu uma lesão no joelho antes que pudesse se apresentar. Ficou seis meses parado e, quando voltou, machucou o mesmo joelho. Foram dez meses no estaleiro. Nesse período, seu pai teve de amputar uma perna, a mãe sofreu um derrame e ele, achando estar triste, chorava sem parar. Perdeu a auto-estima, só recuperada quando retornou aos gramados. Em 2001, contundiu o outro joelho. 'Achei que o mundo estava contra mim', conta ele. 'Mesmo depois de curado, os médicos me mostravam os exames, mas eu tinha certeza de que eles estavam mentindo.' O clube encaminhou o jogador para um psiquiatra. Desde então, Pedrinho vem tomando antidepressivos e, mesmo tendo sofrido outra contusão ao voltar a jogar, não teve recaídas. 'Se tivesse descoberto que sofria de depressão na primeira crise, teria evitado a segunda.'
Um sinal de que muita gente não está se tratando como deve é o número de antidepressivos usados no Brasil. Em 2002, foram vendidos 16 milhões de unidades para cerca de 700 mil pacientes. Um estudo epidemiológico feito pela USPem 1999 detectou que 17% dos brasileiros passam por, pelo menos, uma depressão na vida. Sendo assim, o número de consumidores de medicamentos está muito aquém do esperado numa população de mais de 176 milhões de pessoas. Enquanto milhares deixam de se beneficiar com os antidepressivos, outro contingente usa o medicamento inadequadamente. Na última década, a febre do Prozac levou muita gente a receitar a chamada 'pílula da felicidade' para todo depressivo. Mas o remédio limita-se a atacar a falta de serotonina. 'Para muitos, o Prozac tem o mesmo efeito de uma pílula de farinha: sugestivo, puramente psicológico', afirma Beny Lafer. Além desses, tem quem tome a pílula apenas porque está de mau humor, cansado ou com TPM. 'Tem médico receitando antidepressivo até para combater uma gastrite ou palpitação no coração', dispara Joel Rennó. 'É a força do marketing.'
Quando identifica um quadro de depressão, o médico enfrenta outro problema: acertar o tipo de medicação e a dosagem adequada. Só 50% dos doentes reagem bem à primeira medicação. 'São muitos os sintomas e é preciso conhecer bem a pessoa para conseguir identificar o que ela precisa', diz Márcio Bernik, psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo. 'No caso da depressão, prevenir a doença significa tratá-la rapidamente para evitar que se torne crônica. Todo episódio tem cura, mas, nos casos muito graves, a recuperação pode exigir medicação para o resto da vida.' A nova geração de antidepressivos, chamada de dupla ação, ataca as duas substâncias com poucos efeitos colaterais. Foi um avanço porque, com a dificuldade de diagnóstico, a chance de ä acertar no primeiro tiro com esse tipo de medicação é maior. Outro problema a ser enfrentado é a marginalização do deprimido. A descoberta de que a depressão tem um componente químico serviu para diminuir o preconceito. Afinal, se é doença, não pode ser sinal de loucura ou fraqueza.
Mas a associação da depressão com um desequilíbrio químico fez a maioria das pessoas deixar de lado qualquer possibilidade de procurar dentro de si a causa da doença. O divã vem perdendo público. Isso acontece porque os seguidores de Freud não têm meios para comprovar que é possível encontrar a razão da depressão e curá-la através da busca do inconsciente. A seu favor, os remédios têm a vantagem de diminuir ou acabar com os sintomas da depressão. Ninguém agüenta passar anos dormindo pouco, de mau humor, sem vontade de viver e achando que o mundo está contra si. Mas não se pode descartar também que algumas depressões são fruto de questões mal resolvidas que remédio nenhum vai conseguir apagar. 'O mundo não tem espaço para o sofrimento. É como se nossa cultura não pudesse suportar alguém triste', argumenta a psicanalista Maria Rita Kehl. 'Ninguém quer vivenciar a tristeza, analisar o que sente e o que fez para chegar a tal estado de desilusão.'
Tristeza é um sentimento que todos têm e faz parte da vida. Perder um pai, terminar um casamento são situações que deixam qualquer um de baixo-astral. Ela vira doença quando esses sentimentos negativos dominam a pessoa 24 horas por dia, impedindo-a de trabalhar e se relacionar. 'Quem não vivencia a tristeza de forma legítima acaba entrando em depressão', ensina Raul Gorayeb, chefe do Setor de Infância e Adolescência do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 22h01
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O DESAFIO DA DEPRESSÃO - cont.
A boa notícia é que, descoberta e tratada adequadamente, a depressão tem cura. Há cinco anos, a apresentadora de TV Sabrina Parlatore achou que tinha enlouquecido. Mesmo estando no auge da carreira, sentia-se triste sem saber o porquê. 'Achava que ia morrer e não dormia com medo de não acordar. Sentia um vazio tremendo', lembra. Nas férias, a mãe não agüentou ver a filha chorando prostrada na cama e levou-a a uma psiquiatra. 'Ela diagnosticou depressão só pela falta de brilho em meus olhos', conta Sabrina, que passou a tomar remédios e a fazer terapia. Curada, freqüenta uma psicóloga. 'Tenho medo de a depressão voltar. Mas me sinto tão bem que duvido que isso aconteça', diz ela, que, aos 28 anos, arranjou namorado, aprendeu a tocar violão e, como adora cantar, anda arriscando até alguns showzinhos.
Você está apenas triste quando
Chora assistindo a Central do Brasil Dorme mais que o habitual Não tem disposição para noitadas Assiste a um episódio de Friends para se animar Come sozinho uma caixa de chocolate Faz sexo sem se preocupar em ter prazer
E está deprimido quando Chora sem motivo horas a fio e não se sente melhor depois Tem dificuldade para dormir, mas é capaz de passar dias prostrado na cama A vida parece sem motivo ou objetivo Não consegue tomar pequenas decisões Não tem vontade de ver pessoas Foge de qualquer contato sexual
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 22h00
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O DESAFIO DA DEPRESSÃO

O DESAFIO DA DEPRESSÃO
Falta de diagnóstico e tratamento errado levam número cada vez maior de pessoas a sofrer com a doença
AIDA VEIGA COM EDUARDO BURCKHARDT, DO RECIFE
Maurilo Clareto/ÉPOCA
'Tenho medo de que a depressão volte. Mas me sinto tão bem, tão forte, que duvido que isso aconteça' SABRINA PARLATORE, apresentadora de 28 anos
Guerras, epidemias, desemprego, drogas, divórcios. Não é à toa que o mundo entrou no século XXI com um número cada vez maior de deprimidos. O problema é tão grave que, segundo a Organização Mundial de Saúde, a depressão será a segunda maior causa de incapacitação ao trabalho no ano de 2020. Recentemente, descobriu-se que 45% dos infartados já vivenciaram um episódio depressivo. A depressão deixa de ser apenas conseqüência e vira fator de risco de outras doenças.Também começa a atingir pessoas em plena juventude. A média etária de sua primeira manifestação baixou de 40 para 26 anos. Crianças e adolescentes hoje integram o rol dos consumidores de antidepressivos. Há dois meses, o FDA liberou o uso do Prozac para crianças a partir de 7 anos. Classicamente chamada de 'doença da alma', a depressão ganhou um caráter químico quando se descobriu sua ligação com a falta de duas substâncias no cérebro: a serotonina e a noradrenalina. Mesmo assim, poucos procuram ajuda. O mais grave é que, quando vencem o preconceito e vão ao médico, nem sempre recebem o tratamento correto. Segundo o Departamento de Saúde dos Estados Unidos, apenas um terço dos americanos com depressão é diagnosticado, toma o medicamento certo, na dosagem correta, pelo tempo necessário. Para reverter esse quadro, o órgão recomendou que, a partir deste ano, os médicos façam um exame detalhado se o paciente apresentar sintomas suspeitos da doença, como falta de auto-estima e desânimo.
'No Brasil, muita gente nem procura um médico porque não acredita que esteja doente', afirma Helena Calil, professora de psicofarmacologia da Universidade Federal de São Paulo. 'Como não há psiquiatras para tanta gente, a maioria acaba batendo na porta do ginecologista ou de um clínico que, em geral, não têm informação para detectar um quadro de depressão.' O grande passo para combater a doença é amplificar o conhecimento entre a própria classe médica. A desinformação é tamanha que a maioria interpreta mal os sintomas. Um endocrinologista, por exemplo, pode achar que a paciente precisa fazer uma dieta porque anda comendo demais ou de menos - sinais típicos da depressão. 'Muitos passam meses fazendo um verdadeiro escrutínio do paciente até levantar a hipótese de uma depressão', dispara Joel Rennó Júnior, coordenador do Projeto de Atenção à Saúde Mental da Mulher do Hospital das Clínicas de São Paulo.
publicado em maio/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h58
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CIÊNCIA NO TERCEIRO MUNDO GANHA SITE EM VERSÃO LATINA

CIÊNCIA NO TERCEIRO MUNDO GANHA SITE EM VERSÃO LATINA A SciDev.Net, a Bireme e a Fiocruz lançaram em São Paulo o site SciDev.Net/América Latina, destinado a ser fonte de informações sobre ciência e desenvolvimento econômico e social nos países do Terceiro Mundo. O lançamento ocorreu em maio durante o workshop "Ciência, comunicação e sociedade: a experiência da América Latina". A SciDev.Net é uma organização sediada no Reino Unido.(Fonte: Folha de S.Paulo – colaboração: Sérgio Barbosa)
(publicada em maio/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h56
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PESQUISA DIZ QUE CAMPANHAS DE PREVENÇÃO ÀS DROGAS SÃO INEFICIENTES

PESQUISA DIZ QUE CAMPANHAS DE PREVENÇÃO ÀS DROGAS SÃO INEFICIENTES
As primeiras campanhas de prevenção ao uso de drogas iniciaram-se em 1996, como iniciativa da Associação Parceria Contra Drogas, uma organização não governamental norte-americana, que se instalava no Brasil. Naquele ano e no seguinte, 20 campanhas foram exibidas na televisão. Elas foram mais tarde analisadas por Arlene Lopes, professora de comunicação social da PUC do Paraná, em sua pesquisa de mestrado pelo Departamento de Lingüística da USP, que resultou em dissertação defendida no dia 21 de abril de 2003. Por meio da análise discursiva e dos efeitos de sentidos na construção desses anúncios, a pesquisadora constatou que nenhum dos anúncios apresenta eficiência para coibir o suo de drogas.
Em sua pesquisa, Arlene focalizou sua atenção em vários elementos das campanhas, entre eles, as linguagens do meio televisivo, as relações semi-simbólicas, a narração, o logotipo da campanha e as estratégias persuasivas utilizadas. Segundo ela, o discurso das campanhas é autoritário porque manipula por intimidação. "O enunciador coloca as drogas como o opositor da ordem social, o vilão que subverte o comportamento de indivíduos e, consequentemente, instala o caos na família, na comunidade e na sociedade como um todo", explica. A sociedade e a família foram os símbolos utilizados nas campanhas, apresentados como valores que devem ser preservados e defendidos para manter a ordem social.
Os personagens que apareciam nas campanhas eram jovens adolescentes de classe média, em uma faixa etária que ia dos 15 aos 20 anos, sendo que 16 deles eram do sexo masculino e apenas 4 do feminino. Apenas 1 anúncio mostrava um homem de 30 anos como dependente de drogas e outro mostrava pré-adolescentes, de 8 a 12 anos de idade. De uma maneira geral, o público abordado parece seguir, como informa Arlene, o modelo dos usuários de drogas nos EUA. No Brasil, contrariamente, o cenário mais dramático está na classe baixa e em meninos de rua, não mencionados nas campanhas analisadas, como constatou Luiz Renato Carazzai, especialista no tratamento de toxicômanos em Curitiba, em pesquisa realizada para a Administração de Combate às Drogas (DEA) dos EUA. A pesquisadora Arlene frisa que quando se fala em "drogas" é importante incluir a cola de sapateiro (utilizada para a obtenção do crack) e a maconha, produtos que não são tão caros e são de fácil acesso.
A dissertação concluiu que faltam, no entanto, informações sobre a origem das drogas, de como elas chegam até os jovens, da maneira que o jovem começa a se envolver e dos tipos de tratamento disponíveis. Para a pesquisadora, alguns anúncios da campanha até parecem sugerir que as drogas podem ser um elemento atraente para os jovens, além de ser uma forma de obter prazer, refúgio e fantasia. É preciso, na opinião de Arlene, que o Ministério da Saúde ataque de frente a questão das drogas através de um projeto sério que envolva sociólogos, psicólogos e outros diferentes profissionais.
O assunto de prevenção de drogas, para a pesquisadora, tem importância que vai além de seu objeto de estudo. Ela viu de perto usuários de drogas, o efeito das drogas em crianças, e mães usuárias e faveladas tentando vender seus filhos em Curitiba, por baixo valores, como forma de financiar seu vício. Em 2000, visitando um conselho tutelar que cuida de crianças abandonadas por pais drogados, Arlene se deparou com o caso de uma menina de 3 anos (com aparência de 1 ano), subnutrida, que havia sido gerada por uma usuária de crack e que o Conselho Tutelar havia recolhido, pois a criança estava abandonada, uma vez que a mãe se encontrava hospitalizada por overdose. Com os abrigos infantis superlotados, a pesquisadora se dispôs a levar a criança para sua casa. Após algum tempo, informada de que a criança não possuía nenhum responsável, Arlene dirigiu-se para a Vara da Infância e Juventude e requereu a guarda provisória da criança. Durante dois anos, a menina passou por tratamentos médicos para combate à subnutrição e desintoxicação, muito embora os efeitos da droga não tenham sido totalmente superados - notaram-se sequelas nas mãos e pés, que não se desenvolveram normalmente. Ao final dos dois anos, em que a menina já se encontrava em franca recuperação e integrada na família, apareceu uma tia da criança e a levou embora.
Não fez parte da pesquisa sugerir alternativas a serem empregadas nas campanhas, pois o objetivo era justamente propor reflexões e análises das campanhas apresentadas em 1996 e 1997, assim como propor uma reflexão para as campanhas posteriores. "Gostaria de pedir às agências e entidades envolvidas nas campanhas de prevenção à drogas, que sejam mais criteriosas na elaboração das campanhas. É um assunto preocupante. As campanhas precisam ser elaboradas, fundamentadas em pesquisas, estatísticas reais, além de apresentarem informações claras tais como: que sintomas apresentam os usuários de drogas, providências a serem tomadas, encaminhamento para tratamento, órgãos que atendem os usuários carentes, apoio às famílias e orientações gerais. dizer quais são os sintomas. Estas informações não são comtempladas em quaiquer anúncios de campanha de prevenção à drogas até hoje", lamenta.
As campanhas contam com um grande potencial que é a veiculação pela televisão, meio de comunicação que consegue atingir uma grande parte da população brasileira. Segundo dados do IBGE de 2002, 87% dos brasileiros possuem um aparelho de TV. (Fonte: www.comciencia.br)
(publicada em maio/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h54
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OLHO GORDO - EXISTE MESMO ?

OLHO GORDO - EXISTE MESMO ?
Por Vera Caballero Não são todos os que acreditam, mas por via de dúvida não é bom facilitar... Desde a Antigüidade, os olhos são vistos como a expressão da alma e considerados um órgão sagrado. O olho humano tem um potencial oculto e emite energias que podem intensificar as palavras ditas. Um olhar penetrante e bem dirigido pode reforçar muito uma mensagem ou um ensinamento. E muitas vezes, sozinhos, já conseguem passar toda a informação necessária. Vemos, portanto, que grande parte da energia gerada por nossos processos internos - como nossos pensamentos e sentimentos - são emitidos pelos olhos para o mundo exterior. Além de ser o espelho da alma, o olho é também um grande emissor de magnetismo e energia. Existem relatos de homens santos que apenas com o seu olhar curavam os doentes. Isso nada mais é do que uma energia de cura muito poderosa que é canalizada através dos olhos. Mas, infelizmente, nem só de santos vive a Terra. Muitos seres interiormente desequilibrados emitem, através do seu olhar, toda a energia desgovernada que habita em seu interior, e saem por aí matando plantas, murchando bolos, causando quebranto em crianças, quebrando objetos, enguiçando máquinas e provocando até doenças e muito mal-estar em suas vítimas. Muitos consideram o fenômeno do olho gordo como pura superstição, mas o tema já era tratado por Lao-Tse, criador do taoísmo, que viveu há mais de 350 anos antes de Cristo, e por Confúcio, que viveu 600 anos antes de Cristo, ambos na China. O olho gordo nada mais é do que a canalização, através dos olhos, de uma energia interna gerada pelo desejo de possuir o que é dos outros e pela inveja, que não deixa de ser um roubo de energia. Os possuidores de olho gordo são pessoas em permanente estado de descontentamento e que têm complexo de inferioridade (mesmo que camuflado), uma vez que não se julgam capazes de conseguir por si mesmos o objeto de sua cobiça. Seguem a vida lamentando-se de sua má sorte, mas nada fazem para construir uma vida mais feliz. Poderíamos considerá-los vampiros de energia, e estão ligados aos baixos desejos, à mesquinhez, ao egocentrismo e à uma série de assuntos internos mal-resolvidos. Gostam de estar sempre por perto, e sabedores dos acontecimentos, são solícitos e companheiros, utilizando-se do recurso da aproximação.
Dicas para lidar com o olho gordo Uma coisa é certa: a nossa felicidade certamente incomoda muita gente, e durante toda a vida nos vemos obrigados a lidar com isso, portanto, não adianta fugir e nem fingir que não é com você. Aprender a nos portar diante do fato é o melhor que temos a fazer. Veja a seguir algumas dicas que podem nos ajudar muito: 1. Muitas pessoas costumam usar amuletos para evitar as energias negativas. Embora muitos não acreditem em sua eficiência, na verdade, esses objetos são receptores de energias desarmoniosas, absorvendo-as e neutralizando-as. Mas são de pouca valia caso a pessoa que a porta esteja vibrando no mal ou com baixa auto-estima. 2. Deixar a ingenuidade de lado também é muito útil nessas horas. Com um pouco de conhecimento, prática e atenção é possível começar a pressentir as intenções dos outros para não sermos pegos de surpresa. Isso não significa ser malicioso e apenas ver o mal em tudo e em todos, mas com um pouco de sensibilidade aprenderemos a nos posicionar de forma correta em cada situação, nos abrindo para quem merece nossa confiança e nos colocando em posição de defesa com relação àqueles que não nos inspiram bons agouros. O segredo é não nos deixar levar pela aparência e somente pela razão; a intuição também conta muito nesses casos, além de uma observação muito apurada. A partir daí, vamos selecionar nossos amigos, saber a quem confiar nossos segredos e, principalmente, determinar quem deve ou não freqüentar a nossa casa. Costumo trabalhar muito esse aspecto nos meus cursos de bioenergias. 3. Outra boa dica é o uso da visualização criativa e do mentalismo. Imagine-se envolto em luz dourada, que o torna invulnerável às investidas do invejoso. Aproveite também para mandar um pouco de luz para ele, afinal, a generosidade é uma energia que nos protege. Faça o mesmo com a sua casa, animais e objetos de valor. O azul é outra cor muito boa para proteção - a cor do arcanjo Miguel. 4. Mas, em se tratando de olho gordo, o mais importante é a postura da pessoa diante do fato. Seres de vontade fraca, indecisas, medrosos, supersticiosas, que não se julgam merecedoras de felicidade são alvos fáceis para o invejoso. O fortalecimento interior é a melhor arma contra as investidas externas. 5. Outro aspecto importante é a naturalidade. Nada de esconder o carro novo, a promoção merecida e muito menos os seus dons pessoais; nunca use de falsa modéstia, assuma com firmeza e merecimento as suas riquezas. Por outro lado, também não caia no outro extremo, saindo por aí exibindo-se e atiçando a inveja dos outros. Repito: a naturalidade aliada à segurança do senso de merecimento nos protegem da inveja alheia. 6. Nunca olhe para o invejoso com medo ou se sentindo inferior a ele em termos de poder. Lembre-se que quem tem inveja é porque não é feliz e não tem a capacidade de conquistar o que deseja. A sua firmeza é que vai te proteger, e o medo só dará forças ao invejoso. Use e abuse do senso de humor. A alegria aliada à presença de espírito (sem agressividade) cortam o padrão vibratório do invejoso, deixando-o sem ação. E não se esqueça: nunca tenha vergonha ou culpa por ser feliz.
Vera Caballero é jornalista, terapeuta holística, reiki master, professora de yoga e ministra palestras, cursos e workshops sobre bioenergias,vampirismo energético, numerologia e prosperidade. Tel.: (11) 287-2786 / 9409-3290 (Fonte: Boletim Brasil Medicina)
(publicado em maio/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h53
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1º DIA MUNDIAL DA VOZ

1º DIA MUNDIAL DA VOZ
Brasil sai na frente na área da Otorrinolaringologia A Sociedade Brasileira de Laringologia e Voz realiza a "Semana Nacional da Voz" desde 1999. Esse trabalho foi reconhecido pelos mais importantes órgãos da Otorrinolaringologia mundial, como a Federação Internacional das Sociedades de Otorrinolaringologia, a Academia Americana de ORL e a Sociedade Européia de ORL. O reconhecimento gerou a aliança responsável pela homologação do "1º Dia Mundial da Voz". "Sentimos a grandeza e a importância desta realização. A idéia de conscientizar a população sobre sua saúde vocal constitui uma atitude inédita que precisa ser valorizada, recordando-nos sempre que ela nasceu no Brasil", afirma Dr. Mário Andrea, presidente da Sociedade Européia de Laringologia, que fará abertura oficial da campanha em Lisboa, no dia 11 de abril. Segundo Andrea, a idéia de transformar a data em um acontecimento mundial foi recebida com muito entusiasmo durante o 5º Congresso da Sociedade Européia de Laringologia. "A criação de um programa público de prevenção, detecção e diagnóstico precoce das doenças da laringe e da voz, chamou a nossa atenção", diz Andrea. Mérito e divulgação A patente tupiniquim projetada no cenário internacional reforça ainda mais a imagem brasileira entre os principais órgãos da Medicina mundial. Para divulgar essa conquista, o escolhido foi o eterno Rei Pelé, cidadão brasileiro mais aclamado no planeta, além de diversas personalidades, como os cantores do grupo "Fama". No cenário mundial, figuras importantes já confirmaram sua participação: os tenores Plácido Domingos e José Carreras, na Espanha, e Teresa Salgado, do Grupo MadreDeus, de Portugal.
Ações
A Semana da Voz promoverá, mais uma vez, avaliações vocais e exames por todo o Brasil, além de inúmeros cursos e palestras para divulgar o tema "Trate sua voz com carinho". "No Brasil, vamos realizar um estudo detalhado da prevalência de enfermidades laríngeas e vocais em nossa população", informa Dr. José Antônio Pinto, presidente da Sociedade Brasileira de Laringologia e Voz.
Otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos farão uma avaliação conjunta de cada paciente. A avaliação é gratuita e deve ser agendada previamente. Para isso, o interessado deve acessar o site da Sociedade Brasileira de Laringologia e Voz (www.sblv.com.br), informar-se sobre as clínicas e hospitais conveniados e marcar sua consulta no endereço mais conveniente.
São esperados 45 mil pacientes e o resultado das avaliações será usado para construir estatísticas sobre a saúde vocal da população brasileira.
Resultados:
16/04/2000 - Em todo o Brasil, foram realizadas palestras sobre mecanismos de produção vocal, higiene da voz, principais doenças na região da laringe e seus respectivos meios de prevenção. A campanha foi amplamente divulgada pela mídia.
16/04/2001 - Apresentadores, atores e cantores participaram de espetáculos, shows e peças de teatro para divulgar a campanha. No total, 41.052 exames foram realizados - em 44,12% dos casos foram encontradas evidências de alteração da voz e em 26,33%, evidências de lesão na faringe ou laringe.
16/04/2002 - Nessa edição da campanha, a voz profissional mereceu destaque. Enfermidades vocais têm grande impacto social, psicológico, biológico e econômico. Mais de R$ 100 milhões são gastos por ano com licenças, afastamentos e readaptações por disfonia. Em todo o país, foram realizadas atividades informativas, sempre sob a coordenação de um otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo. A análise estatística ainda está em andamento. Mais uma vez, a divulgação na mídia foi ampla. www.sblv.com.br( * Fonte : SINTONIA ASSESSORIA E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL)
(publicado em maio/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h51
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CONSELHOS E RISCOS DE COMPRAS E VENDAS DE MEDICAMENTOS PELA INTERNET

CONSELHOS E RISCOS DE COMPRAS E VENDAS DE MEDICAMENTOS PELA INTERNET
Anvisa adverte os consumidores dos perigos de se comprar medicamentos pela internet.
Fique atento aos seguintes riscos:
* Comprar medicamentos pela internet pode colocar em risco a sua saúde, pois você está sujeito a receber produtos falsificados, adulterados, com concentração incorreta, contaminados ou até mesmo não receber produto algum; * Consumir medicamentos que tenham origem desconhecida ou duvidosa pode colocar em risco a sua saúde e trazer graves conseqüências, pois eles podem provocar perigosas reações se associados à outro medicamento que você esteja utilizando. Sites que não identificam o responsável pela venda e não disponibilizam endereço e telefone para contato em caso de problemas devem ser evitados; * Adquirir medicamento qualquer sem as orientações de um profissional habilitado para responder a possíveis dúvidas pode colocar em risco a sua saúde, pois você não terá informações necessárias como as possíveis reações adversas, precauções de uso e o tempo correto de tratamento.
A Anvisa oferece dicas para consumidores que compram medicamentos pela internet:
* Tenha cuidado com sites que promovem curas milagrosas para doenças graves ou medicamentos que prometam cura para várias doenças; * Evite sites que incluem casos não comprovados cientificamente e que prometam resultados fantásticos para um determinado medicamento; * Não compre medicamentos em sites estrangeiros, pois estes geralmente realizam a importação de drogas de forma ilegal. Além de ser arriscado para o comprador, pois a probabilidade de ser enganado é ainda maior, não há nada que a legislação brasileira possa fazer, nesse caso, para proteger o consumidor; * Não compre pela internet medicamentos de venda sob prescrição, pois esses estarão sendo comercializados ilegalmente se não exigirem a receita médica; * É proibida a venda via Internet de medicamentos a base de substâncias sujeitas a controle especial (previstas na Portaria SVS/MS nº 344/98, como por exemplo substâncias anabolizantes, psicotrópicas e entorpecentes). Essa determinação está, ainda, regulamentada pela Organização das Nações Unidas, em conformidade com as Convenções Internacionais; * Somente farmácias e drogarias legalmente autorizadas pela Anvisa e licenciadas pela Vigilância Sanitária local podem comercializar medicamentos; * Para saber se uma empresa está legalmente autorizada e possui autorização de funcionamento, entre no site da Anvisa. Na lista de áreas de atuação, escolha a opção medicamentos. Em seguida, na opção autorização de funcionamento clique no link consulte as empresas autorizadas a funcionar. * Para saber se um medicamento é registrado, o procedimento é semelhante: na página da Anvisa, escolha a opção medicamentos. Em seguida, na opção registro de produtos clique no link consulte os medicamentos registrados. * Consumidores que desconfiam de sites ilegais podem denunciá-los à Anvisa por meio do E-mail ou pelo disque-saúde do Ministério da Saúde, pelo número 0800 61 1997.
* Fonte : Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(publicada em maio/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h49
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VI COMSAÚDE COMEÇA A DEFINIR PARTICIPANTES

VI COMSAÚDE COMEÇA A DEFINIR PARTICIPANTES
Conheça alguns nomes já convidados para o evento
A comissão organizadora da VI Conferência Brasileira de Comunicação e Saúde (Comsaúde) já recebeu algumas confirmações dos convidados para os painéis do evento que acontece de 1 a 4 de outubro na Universidade Metodista de São Paulo. Promovida pela Cátedra Unesco/Umesp de Comunicação para o Desenvolvimento Regional e REDE COMSAÚDE, a VI Comsaúde tem patrocínio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA e realização da Universidade Metodista de São Paulo, Associação Saúde da Família e OBORÉ Projetos Especiais em Comunicações e Artes, contando com o apoio da Sobravime – Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos, Abracom – Associação Brasileira das Agências de Comunicação, Faculdade de Medicina do ABC – Santo André – SP, Serrano & Associados e Racine. O tema do encontro desse ano será MÍDIA, MEDIAÇÃO, MEDICALIZAÇÃO, contando com os sub-temas:
1. O remédio na mídia Análise do noticiário e do grau de liberdade da propaganda de medicamentos. 2. O papel da bula Indicações e contra-indicações. 3. Medicalização: Informação ou Persuasão? Como os profissionais da saúde recebem informações sobre medicamentos e influenciam os seus pacientes. 4. Farmácias, espaços folkcomunicacionais. Prescrição, auto-medicação e receitas populares. Painéis: A) O papel dos medicamentos:genéricos, similares e remédios de marca B) Pílulas de Informação: a comunicação também é remédio C) A nova regulamentação da bula:onde estamos e para onde vamos Nomes confirmados: Dr Davi Rumel (Gerente geral de Pós-comercialização de Produtos ANVISA), Profa Dra Ausônia Favorido (Instituto de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde), Aureliano Biancarelli (Folha de S.Paulo), Dr Pedro Bernardo, (Gerente geral de Regulação de Mercado ANVISA), Dra Maria José Delgado (Gerente de Inspeção de Medicamentos e Produtos ANVISA), Gilvânia Melo (Responsável pela nova regulamentação das bulas pela ANVISA), Ediná Alves ( Instituto de Saúde Coletiva da UFBA) e José Rubens de Alcântara Bonfim ( Sobravime – Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos).
(publicado em maio/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h48
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SUPERINTERESSANTE FARÁ ESPECIAL SOBRE CIÊNCIA DA COZINHA - cont.
SUPERINTERESSANTE FARÁ ESPECIAL SOBRE CIÊNCIA DA COZINHA
Revista trará informações sobre um laboratório diferente
GLAXOSMITHKLINE INAUGURA PORTAL DA SAÚDE
Médicos e pacientes também podem obter informações sobre os principais medicamentos da empresa, além de fazer cadastro médico e receber notícias sobre eventos
AÇÃO BIOLÓGICA DOS ALIMENTOS É DESCRITA EM LIVRO
É o sobre o tema que trata o livro publicado pelo Padetec, 'Alimentos Funcionais - A Nova Revolução', que recebeu apoio da Secitece e financiado pela Funcap.
UNESCO LANÇA EDITAL DE DESENVOLVIMENTO DE PROJETO NA ÁREA DE FINANCIAMENTO DA PESQUISA EM SAÚDE
Valor máximo de financiamento da pesquisa é de R$ 320.000. Propostas devem ser enviadas até 15/5
OBESIDADE INEXORÁVEL
Aos médicos faltam o conhecimento e os incentivos para combater a ameaça à saúde representada pela obesidade.
A GUERRA É AQUI, NA FILA
Ao contrário dos médicos de guerra, que saem de maca em maca tentando minimizar o sofrimento dos feridos, os médicos do HC passam correndo, com receio de que lhe peguem pelo braço para responder o que ele já sabe de cor: não há vagas para internação.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h46
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Jornal Mensal - ano 2 - nº 7 - Abril/2003 - só chamadas
DATA E PROGRAMAÇÃO DO COMSAUDE 2003 JÁ ESTÃO DEFINIDOS
Comissão organizadora estuda local para enviar convites aos palestrantes
ENCONTRO DE DIVULGADORES CIENTÍFICOS: A AVENTURA CONTINUA
Evento discute transgênicos na ECA
CIEE E O SPTV ABREM A TERCEIRA EDIÇÃO DO PROJETO SOLUÇÕES
Tema é a Saúde
A GUERRA DAS MAMADEIRAS
Embalagens de produtos com bico terão advertência
SOCIEDADE PROMOVE USO DA FITOTERAPIA
Nas próximas semanas, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulga uma nova resolução onde define as categorias de fitoterápicos
DIÁLOGO ENTRE TEOLOGIA E AIDS
Talvez, um dos dilemas dos cristãos esteja na questão da prevenção
BRASIL ESTÁ INTOXICADO POR MEDICAMENTOS
O consumo exagerado de remédios revela um novo tipo de distúrbio no brasileiro: a farmacodependência
PERDA AUDITIVA PODE CAUSAR DISTÚRBIOS
A dificuldade de comunicação e de percepção dos estímulos do meio são fatores que levam ao isolamento
PUC DE SÃO PAULO TEM CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO
História da Ciência pode ajudar comunicadores em saúde
PROJETO RESTRINGE PUBLICIDADE DE ALIMENTOS ENTRE 21H E 6H A propaganda de alimentos pode sofrer novas restrições
COMISSÃO DE CONTROLE DO TABAGISMO É CONTRA A MEDIDA PROVISÓRIA N° 118/2003
Propaganda de cigarros fora dos pontos de vendas é questionada
GRAVIOLA CURA DE CANCER !!!
Descoberta mágica contra o câncer, mas os gigantes das drogas se calaram
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h44
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Jornal nº 6 – março/2003 – só chamadas - cont.
A ÉTICA NO JORNALISMO E NA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
Diferentemente das demais profissões, não há para os jornalistas Ordem ou Conselho e os documentos éticos não possuem o devido poder punitivo.
A ÉTICA DO JORNALISMO
E é exatamente no terreno da ética que a relatividade da oposição provoca os efeitos mais surpreendente e devastadores.
DOUTORES DA ALEGRIA NA BOLSA DE MERCADORIAS & FUTUROS
Documentário é gravado na BMF, em SãoPaulo MULHERES CIENTISTAS - PRÊMIO L'OREAL-UNESCO Ano 2004 - Área: "Ciências da Vida"
MEDICAMENTOS - AMEAÇA OU APOIO A SAUDE Que papel os remédios ocupam na vida das pessoas na atualidade?
NASCE UMA NOVA REVISTA: 'TRABALHO, EDUCAÇÃO E SAÚDE'
A revista semestral 'Trabalho, Educação e Saúde' se apresenta como o primeiro periódico brasileiro especializado na área.
MUITOS TEXTOS CIENTÍFICOS SÃO ESCRITOS NUMA LINGUAGEM DIFÍCIL
Se podemos complicar, por que simplificar?
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h41
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Jornal nº 6 – março/2003 – só chamadas
Jornal nº 6 – março/2003 – só chamadas
REUNIÃO DEFINE TEMAS DA PRÓXIMA COMSAÚDE
Comitê organizador aguada definição de local
INTEGRANTE DA REDE COMSAÚDE DEFENDE MESTRADO EM COMUNICAÇÃO E SAÚDE MENTAL
Eliana Marcolino reúne em banca comunicadores e psiquiatra
NUMA FRIA : BEBIDA ICE PODEM MOTIVAR ALCOOLISMO ENTRE OS JOVENS
A lei que trata da publicidade de produtos nocivos à saúde, a 9.294/ 96, é um pequeno escândalo
"FOME OCULTA" AFETA 25% DAS PESSOAS
Carência de vitaminas e minerais reduz a resistência, prejudica o metabolismo, causa cansaço e fraqueza FAÇA O QUE EU DIGO, MAS...
Um em cada cinco médicos fuma
PESQUISA É PUBLICADA DEZ ANOS DEPOIS PARA EVITAR REPRESÁLIAS
Durante a realização do estudo, alguns empresários, temendo ações trabalhistas, passaram a ameaçar funcionários que participaram da pesquisa
A FALTA OU EXCESSO DE SONHOS PODE FAVORECER DOENÇAS CORONÁRIAS
Mulheres que dormem muito pouco ou em excesso são mais propensas a doenças coronárias
COMER SOZINHO, OS PAIS E AS REVISTAS JUVENIS AUMENTAM O RISCO DE ANOREXIA E BULIMIA
Estudo conclui que são três os aspectos que influenciam estas enfermidades
OMS PEDE QUE SE RESTRINJA A PUBLICIDADE DO TABACO NOS PAÍSES POBRES
O número de mortes por tabagismo nos países em vias de desenvolvimento não pára de aumentar
ESTUDO SUGERE QUE MIGRAÇÃO POSSA CAUSAR ESQUIZOFRENIA Para o estudo foi feito um cruzamento de dois bancos de dados da população dinamarquesa
1.7 BILHÃO DE PESSOAS ESTÃO ACIMA DO PESO NO MUNDO
Especialistas propuseram um novo critério para definir a obesidade entre os asiáticos, o que pode elevar a 1,7 bilhão o número de pessoas em todo o mundo que estão acima de peso considerado ideal. VINHO: UM LONGO CAPÍTULO NA HISTÓRIA DA MEDICINA As propriedades terapêuticas da bebida já eram conhecidas por diversas civilizações antigas, há milhares de anos INFECÇÃO NA GENGIVA LEVA A PARTO PREMATURO
"Nenhum sangramento na gengiva é normal. A grávida precisa ser tratada, sim, para manter a doença periodontal controlada" DUAS LATAS DE CERVEJA PODEM CAUSAR ACIDENTE DE TRÂNSITO
Médicos do Instituto Nacional sobre Abuso do Álcool e Alcoolismo dos EUA observaram que reduzidas quantidades de álcool no sangue circulante podem afetar a capacidade de uma pessoa conduzir um veículo.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h39
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EDUCAÇÃO MÉDICA É TEMA DE DISSERTAÇÃO

EDUCAÇÃO MÉDICA É TEMA DE DISSERTAÇÃO
Marcia Tamousauskas, da FMABC, discute a formação do professor de medicina através da articilação dos saberes com a atividade docente
Foi defendida dia 11 de fevereiro na UMESP (Universidade Metodista de São Paulo), no programa de mestrado da Faculdade de Educação a dissertação: De médico especialista a professor de medicina: a construçaõ dos saberes docentes. A pesquisa realizada pela médica Marcia Tamousauskas, da Faculdade de Medicina do ABC, discute a formação do professor de medicina através da articilação dos saberes com a atividade docente, tomando como sujeitos da pesquisa o médico especialista que inicia sua carreira docente no curso de graduação em medicina. Qual a percepção desses professores sobre a existência desses seberes específicos da docência? É através da discussão dessa percepção (pela análise do conteúdo das entrevistas) e as tipologias dos saberes docentes formuladas por Tardif, Shulman e Saviani que o trabalho é desenvolvido. O trabalho está disponível na biblioteca da UMESP. Contato com a autora pelo e-mail: mrgt@uol.com.br.
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h33
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O mercado em primeiro lugar - cont.
A demanda dos serviços é para onde deve confluir um ponto de equilíbrio entre a oferta de especialistas e as necessidades da população. O dr. Shiguero Harada, coordenador do Ambulatório de Especialidades da Faculdade de Medicina do ABC, explica que ali o atendimento é em nível secundário. O atendimento primário é realizado na rede pública de saúde, que envolve as Unidades Básicas de Saúde (UBS). O atendimento ali é realizado por clínico-geral, ginecologista e pediatra. Se há necessidade do atendimento de outras especialidades, é feito então o encaminhamento para centros ambulatoriais como o dessa faculdade, que recebe pacientes vindos dos sete municípios que compõem o Grande ABC. Durante a consulta, se necessário, é realizada uma avaliação cirúrgica e, dependendo do porte, a cirurgia é providenciada ali mesmo. O leque de especialidades é amplo. Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) têm atenção desde hematologia, infectologia e patologia clínica até acupuntura, ebiatria e reprodução humana, além de subespecialidades em diferentes campos. O planejamento de funcionamento dos ambulatórios costuma ser feito em função da demanda, mas um limitador importante é o valor de repasse feito pelo SUS. “Nós teríamos capacidade para atender talvez até três vezes o volume de consultas feitas hoje, mas faltam recursos”, reclama o dr. Harada. Coincidentemente com o interesse de formação de grande parte dos médicos, há uma procura significativa por atendimento em dermatologia e oftalmologia. Contribui para a grande procura de dermatologistas o crescimento do setor de cosmiatria. Para a oftalmologia, um dado relevante é o crescimento da população de mais idade e o conseqüente aumento de casos de doenças como o glaucoma e a catarata. “Mas se fôssemos levar em conta a procura da população, teríamos que ampliar o serviço de cirurgia plástica”, comenta o dr. Harada. Existe no hospital universitário o serviço de cirurgia plástica reparadora, mas o que tem crescido bastante na população, em todas as classes sociais, é o interesse pela cirurgia plástica estética. Em hospitais e clínicas universitárias existem critérios a serem seguidos para o aumento de vagas nos cursos de residência. Um deles é um número mínimo de leitos para atenção de cada residente, em média cinco leitos para cada estudante. Na cirurgia também há a necessidade de um número mínimo de cirurgias de pequeno, médio e grande porte por ano. Além disso, deve ser observada a quantidade de ambulatórios, de equipamentos e de preceptores e, claro, existir verba suficiente para gerir tudo isso. A dra. Maria do Patrocínio Nunes, professora de Clínica-Geral da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), fornece alguns dados relevantes do concurso para a Residência I (R1) dessa instituição, o mais procurado em todo o país. Para o processo seletivo de 2003, apresentaram-se cerca de 2.400 candidatos, disputando as 235 vagas oferecidas. A média de candidato por vaga, considerando globalmente o processo, ficou em 10 para 1, mas algumas especialidades tiveram maior concentração. Foi o caso de Dermatologia, com 15 candidatos por vaga; ou de Neurocirurgia, com 14 candidatos por vaga; seguidos por Radiologia e Otorrinolaringologia, com 13 candidatos por vaga. Entre as especialidades menos procuradas, numa proporção equivalente à verificada na Faculdade de Medicina do ABC, ficaram os cursos de Medicina Preventiva e Social, para a qual concorreram apenas 15 candidatos para as 13 vagas oferecidas – pouco mais de um candidato por vaga, e Pediatria, com 6 para 1. Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o curso de Neurocirurgia concentrou uma procura de 22 médicos para cada vaga; Otorrinolaringologia, 20 para 1, e Dermatologia, 19 para 1. Neurocirurgia também foi o curso mais concorrido no campus da USP em Ribeirão Preto, com 18 candidatos por vaga. Já a especialização em Medicina da Família chamou a atenção de apenas dois candidatos por vaga. “Nos últimos três anos, a procura por Oftalmologia e Ortopedia e Traumatologia, que estavam em alta, apresentou uma queda”, observa a dra. Nunes. O lugar de destaque vem sendo ocupado por Dermatologia, Cirurgia Plástica e, em faculdades que oferecem esses serviços, Radiologia, Neurocirurgia e Otorrinolaringologia. Apesar de haver uma melhora na qualidade do ensino (embora as únicas três escolas de Medicina do país que mantiveram nota A no chamado Provão sejam as públicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Unicamp e da USP) e uma ampliação na oferta de cursos, o problema da concentração de candidatos em “áreas mais rentáveis” é um fato que começa a preocupar. Tanto que a Associação Médica Brasileira tem a intenção de promover uma melhor adequação entre mercado e demanda social, independentemente do tipo de gerenciamento (público ou privado) das faculdades de Medicina brasileiras. De fato, há questões pertinentes a condicionamentos do mercado que geram angústia no profissional e devem ser observadas por toda escola de Medicina que pretenda se tornar ou se manter atraente para os alunos. “Uma consulta paga pelo SUS gera para o profissional um retorno de R$ 7,00 atualmente, enquanto um atendimento realizado por meio de convênios médicos gera uma receita média de R$ 20,00 a R$ 30,00”, comenta a dra. Maria do Patrocínio Nunes. Sabe-se que os procedimentos cirúrgicos geram um retorno dos seguros de saúde de algo em torno de R$ 120,00 a R$ 160,00, ou seja, numa proporção de três a quatro vezes mais do que é pago por uma consulta. A médica compreende que haja uma distorção, se for levada em consideração a importância de uma consulta clínica, a partir da qual são diagnosticadas as doenças e orientados os procedimentos mais adequados. Ou seja, a qualidade tanto do diagnóstico quanto do tratamento podem ficar prejudicados se a consulta clínica não for bem realizada. E o número de atendimentos realizados tanto pelo sistema público quanto pelo privado pode ser exageradamente elevado e comprometer essa qualidade desejada, justamente para compensar as baixas remunerações. É preciso lembrar que, entre os 8 mil médicos que o país tem formado anualmente, uma parcela crescente começa a se preocupar também com sua própria qualidade de vida. Essa é outra explicação para o fato de algumas das especialidades apontadas como mais procuradas estarem ganhando prestígio. Os dermatologistas, por exemplo, além de terem pela frente um campo de atividade cada vez mais expandido pela cosmetologia, estão mais protegidos de plantões estressantes e de chamadas de emergência. Há um outro dado relevante. O número de mulheres ingressando em Medicina já se equiparou ao de homens, e grande parte das médicas recém-formadas opta por especialização em áreas em que não serão diuturnamente exigidas em emergências e em que consigam conciliar adequadamente a carreira profissional com a futura dedicação à família. Maria do Patrocínio Nunes lembra que o papel das faculdades e de um órgão representativo como a Associação Médica Brasileira é cultivar uma macrovisão e buscar soluções que também contemplem a demanda social do país. “Se isso não for feito, é possível que, no futuro, tenhamos problema com um número enorme de médicos formados que não vai utilizar plenamente seu treinamento.” Esse é o grande argumento para planejar. (Fonte: Revista Ensino Superior)
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h32
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O mercado em primeiro lugar

O mercado em primeiro lugar Rose Campos
Na hora de escolher a especialidade da Medicina, os residentes têm optado por cursos com maior viabilidade de retorno financeiro em detrimento da demanda social
Vocação, missão e dom são algumas idéias que costumam se associar à escolha profissional pela Medicina. Na prática, até o estudante alcançar um título de especialista, será necessário investir muito tempo, dinheiro e competência intelectual. E o período de formação será no mínimo o dobro da média dos outros cursos e carreiras profissionais. É para compensar todo esse esforço e investimento que a maioria dos médicos e residentes tem escolhido áreas de especialização médica com uma expectativa de retorno financeiro mais promissor. Essa conclusão, compartilhada por vários professores universitários, é do dr. João Antônio Correia, presidente da Comissão de Residência Médica e supervisor do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital de Ensino da Faculdade de Medicina do ABC, localizada em Santo André. Essa instituição oferece 21 dos 35 programas de residência médica regulamentados pelo MEC. Algumas dessas especialidades são de acesso direto para o médico graduado, como Oftalmologia, Ortopedia e Traumatologia, Pediatria e Psiquiatria. Outras exigem como pré-requisito dois anos de residência anterior em Cirurgia-Geral ou em Clínica Médica, dependendo da especialidade escolhida. No fim do ano passado, inscreveram-se para o processo seletivo desses programas, com início agora em 2003, 1.133 médicos graduados e residentes, uma procura cerca de 80% superior à do ano anterior. Entre os cursos de especialização mais concorridos dessa faculdade estão os de Cirurgia-Geral, com 20,29 candidatos por vaga, Otorrinolaringologia, com 18,33 candidatos por vaga, e Oftalmologia, com 16,36 candidatos por vaga. Entre as especialidades menos concorridas estão Pediatria, com 6,67 candidatos disputando cada uma das 12 vagas oferecidas, e Medicina Preventiva, com apenas dois candidatos pleiteando a única vaga disponível. A partir desses dados, o dr. João Correia observa que a busca pela especialização se concentra em áreas que requeiram algum tipo de procedimento ou que representem menos estresse nos plantões. Levando em conta apenas as especialidades cirúrgicas, uma das mais procuradas atualmente é a Plástica, que só na Medicina ABC teve uma demanda de 20,77 candidatos por vaga, seguida de perto pela Urologia (15,33 por vaga). Entre as menos procuradas está a Cirurgia Pediátrica, com apenas quatro concorrentes para a única vaga oferecida – quase a mesma baixa procura de Nefrologia, Hematologia e Gastroenterologia. “A faculdade não oferece Dermatologia, mas, de modo geral, sabemos que tanto Dermatologia quanto Endocrinologia têm sido especialidades bastante procuradas atualmente porque estão ligadas à estética. A própria Cirurgia Vascular, cujo espectro de atuação é amplo, abrange também o âmbito da estética”, diz o médico João Correia. Essas especialidades estão em alta pois acenam para uma situação bastante favorável de mercado. Além de uma grande procura por parte do público, como envolvem procedimentos, o ganho do médico fica acima daquele gerado apenas pela consulta. Ou seja, o médico não precisa atender um número tão grande de pacientes apenas para suprir suas despesas básicas de consultório. E consegue ser, de fato, um profissional liberal. Entre as atividades em expansão, além da Dermatologia, está a Endocrinologia. Essas preferências, observadas na Medicina ABC, refletem o que vem ocorrendo, de modo geral, em quase todas as faculdades de Medicina do país. Mas é preciso lembrar que a liberdade de escolha do médico ainda está limitada à oferta de vagas. É lógico, também, que nem sempre as aparentes vantagens do mercado coincidem com a demanda social. Por isso, como observa o dr. João Correia, existe uma tendência atual das faculdades em propiciar ao médico uma formação mais generalista. O objetivo é que os médicos saiam da universidade em condições de exercer medicina básica da melhor qualidade possível. Existe, além disso, um grande incentivo para que os médicos optem pela Medicina de Família. Não é preciso fazer residência e o ganho oferecido para a atividade é comparativamente melhor em relação a outras formas de atuação do médico recém-formado. São Paulo concentra cerca de 70% das especialidades médicas oferecidas no país. Por isso, recém-formados de todas as regiões do Brasil vêm para o Estado em busca de complementar a formação. Em decorrência dessa forte concentração, após terminado o curso, muitos especialistas cirurgiões, por exemplo, acabam atuando em cirurgia-geral, por já possuírem essa formação e pela dificuldade em encontrar espaço no mercado. Muitos desses especialistas também acabam fixando residência e desenvolvendo suas atividades no Estado, deixando de praticar a clínica ou a cirurgia em locais mais retirados dos grandes centros ou em suas regiões de origem. Faltam especialistas em regiões mais afastadas do país e sobram nos grandes centros. Mas isso se dá não apenas por falta de vontade pessoal ou de uma visão mais social da prática médica, mas porque a maioria dos rincões mais carentes de atendimento médico não conta com centros de saúde com estrutura adequada para isso.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h30
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Colgate lança Biblioteca Virtual de Saúde Bucal

Colgate lança Biblioteca Virtual de Saúde Bucal -
A Colgate lança nesta semana a Biblioteca Virtual de Saúde Bucal em seu site Colgate Profissional, com 45 artigos ilustrados e distribuídos em três categorias: Higiene Bucal Básica, Estágios da Vida e Saúde e Tratamentos Dentais. Os artigos, que estão disponíveis em formato PDF e foram escritos por especialistas internacionais, podem ser personalizados com o nome, endereço e telefone do dentista e impressos para serem distribuídos aos pacientes.(Fonte: Mmonline)
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h28
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Obesidade domina pauta de evento em NY -

Obesidade domina pauta de evento em NY -
Apesar da atenção despertada pelas questões de autoregulação e desenvolvimento sustentável, o grande tema da agenda dos anunciantes reunidos na semana passada, em Nova York, para o evento anual da World Federation of Advertisers (WFA), foi a polêmica sobre a publicidade dirigida a crianças -- principalmente a relacionada a alimentos e a "produtos para lanches", como são tecnicamente chamados os tradicionais salgadinhos.
Os números alarmantes apresentados durante o Global Summit sobre o problema de excesso de peso, que afeta crianças e adultos do mundo todo, justificam o atual ataque cerrado de legisladores e associações de proteção aos consumidores contra os anunciantes do setor: os níveis globais da disfunção triplicaram nos últimos 15 anos, sendo que, nos EUA, no Reino Unido e na Alemanha, quase 40% da população adulta e 15% das crianças estão acima do peso ideal.
Contra-ataque
Segundo Advertising Age Global, o diretor da WFA, Stefan Loerke, rebateu as críticas dizendo: "A publicidade está sendo focalizada por ativistas devido à sua visibilidade e por ser uma conquista fácil. Rejeitamos totalmente esse modelo de causa e efeito". Seu receio, declarou, é que propostas como a do governo australiano, que defende um banimento radical da propaganda infantil de alimentos e salgadinhos, possa conquistar adeptos nos próximos 18 meses e influenciar as recomendações sobre assuntos de alimentação e atividades físicas que estão sendo preparadas pela Organização Mundial da Saúde.
Como forma de combater a crise, a WFA pretende expandir seu database pan-europeu sobre propaganda e crianças, chamado Advertising Education Forum, para cobrir outros países como EUA e Canadá. O database de três anos será divulgado globalmente em março de 2003.
(Fonte: Mmonline)
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h27
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REDE BRASILEIRA DE COMBATE AO CÂNCER UNE MÉDICOS DE TODO O BRASIL NA LUTA CONTRA A DOENÇA

REDE BRASILEIRA DE COMBATE AO CÂNCER UNE MÉDICOS DE TODO O BRASIL NA LUTA CONTRA A DOENÇA A partir de 11 de fevereiro, os médicos de todo o Brasil terão a oportunidade de se atualizar constatemente sobre as mais modernas técnicas e tratamentos de prevenção e combate ao câncer, estejam eles no Rio Grande do Sul, em Brasília, no Tocantins, no Maranhão ou no Interior de São Paulo, por exemplo. Com o lançamento da Rede Brasileira de Combate ao Câncer (RBCC), a Sociedade Brasileira de Cancerologia e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, esperam democratizar o conhecimento médico em todo o País. A idéia central da RBCC é propiciar a troca de experiências entre os centros de referência e os hospitais que atuam no combate ao câncer, disseminar a instrução de novas técnicas de prevenção e detecção do câncer e a coleta de dados epidemiológicos. Todas essas ações buscam garantir um atendimento de melhor qualidade à população. A programação da Rede Brasileira de Combate ao Câncer será transmitida pela TVWeb Conexão Médica e, numa primeira etapa, chegará a 123 pontos estratégicos para o combate ao câncer, entre hospitais, associações médicas e sociedades de especialidades. Posteriormente, a programação deve atingir todos os hospitais que trabalham no enfrentamento à doença. (Fonte: Mmonline)
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h25
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Saude Integral Para Idosos

LEITURA Abraço Afetuoso em Corpo Sofrido Saude Integral Para Idosos Vicini, Giulio Resultado de uma pesquisa realizada na cidade de São Paulo com pessoas idosas que se mantêm socialmente ativas, este livro de Giulio Vicini expressa uma concepção de saúde abrangente que diz respeito a todas as pessoas. Essa concepção, denominada na obra como 'visão holística' entende a saúde como o estado de equilíbrio físico, psíquico, mental, espiritual e ecológico do organismo. A manutenção desse equilíbrio e a sua recuperação, que quando obtidas liberam forças orgânicas internas, devem ser o objetivo da ação que busca a saúde integral e o envelhecimento saudável. O 'paradigma holístico' proposto neste livro pelo autor, que conduz à 'transdisciplinaridade', reúne efetividade e afetividade - uma forma de enfrentar e resolver os complexos problemas deste mundo. ISBN: 8573592885
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h24
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CAFÉ E ATAQUE CARDÍACO

CAFÉ E ATAQUE CARDÍACO
Como quase tudo o que dá prazer, a cafeína é um alcalóide que provoca dependência química. Por causa dela, ficamos nervosos. Muitos dizem que não conseguem raciocinar antes do café da manhã, queixam-se de intestino preso sem o cafezinho em determinadas horas, acham impossível fazer reunião de trabalho ou aturar visita em casa sem ele. Apesar do poder aditivo da cafeína, capaz de nos fazer mendigar por um gole, o cafezinho é liberado em qualquer ambiente. Seu usuário é respeitado, seja o padre da cidade, seja a mãe de família. É a última droga que nos deixaram para usar sem remorsos.
É lógico que uma droga consumida por tantos, dotada da propriedade de provocar dependência, acelerar o coração e excitar o sistema nervoso como a cafeína, seja considerada suspeita de fazer mal para o organismo até que se prove o contrário.
Muitos estudos foram realizados para esclarecer essa questão. Com exceção da azia, dores de estômago e da insônia que o café pode causar em pessoas sensíveis ou quando ingerido em doses mais altas, até hoje a Medicina não conseguiu demonstrar que essa bebida seja nociva à saúde.
A única dúvida que persiste em relação ao cafezinho está relacionada à doença coronariana, a grande responsável pelos ataques cardíacos. Diversos pesquisadores procuraram caracterizar uma possível associação entre consumo de café e prevalência de doença coronariana, mas os resultados obtidos têm sido conflitantes.
A suspeita de que o café possa aumentar o número de infartos do miocárdio foi recentemente reforçada pela demonstração de que tomar café não filtrado (como o café turco, por exemplo) faz aumentar o colesterol total e a fração LDL, conhecida como “mau colesterol”.
Recentemente, a revista Archives of Internal Medicine, uma das mais conceituadas da literatura médica, publicou um artigo de um grupo de pesquisadores finlandeses que é considerado um dos mais completos sobre o tema, pelas seguintes razões: 1) Na Finlândia, o consumo per capita de café está entre os mais altos do mundo; 2) O sistema finlandês de registro das enfermidades que incidem sobre a população é bem organizado e criterioso; 3) A mortalidade por doença cardíaca é muito alta no país, o que permite a obtenção de resultados significantes estatisticamente.
No estudo, foram selecionados ao acaso 20.179 homens e mulheres de 30 a 59 anos. Os dados de cada participante foram colhidos nos anos de 1972, 1977 e 1982. Os pesquisadores incluíram também, no trabalho, informações sobre as doenças do passado, quantidade de café ingerida diariamente e a presença dos fatores de risco para doença coronariana: cigarro, hipertensão, diabetes, níveis de colesterol, vida sedentária, história familiar, etc. O grupo foi seguido por 10 anos. A evolução de cada pessoa foi obtida por meio de consultas aos registros nacionais de altas hospitalares e de óbitos.
A média diária de xícaras de café na população estudada foi igual a cinco. Os resultados obtidos foram os seguintes:
1) Depois de ajustar os resultados de acordo com idade e fatores de risco, os autores verificaram que a incidência de infartos do miocárdio não fatais nos homens foi a mesma entre os que bebiam café e os abstêmios;
2) Por outro lado, ainda nos homens, os infartos fatais foram mais freqüentes entre os abstêmios;
3) Em ambos os sexos, os níveis de colesterol aumentaram com o número de xícaras bebidas por dia. Os autores explicam esse resultado, pela preferência de muitos finlandeses por café não filtrado;
4) Os homens que tomavam mais do que sete xícaras de café por dia, apresentaram índices de mortalidade coronariana ligeiramente superiores aos dos bebedores moderados. Essa tendência foi atribuída aos níveis mais altos de colesterol e maior número de cigarros consumidos por dia, encontrados entre os que tomavam mais café;
5) Nas mulheres, não só a mortalidade por infarto foi mais baixa, mas todas as formas de morte diminuíram com o aumento do consumo de café.
A conclusão é um lenitivo para aqueles cansados dos sacrifícios impostos pelos cuidados necessários para preservar a integridade das coronárias: cortar gordura animal, controlar a pressão, diminuir o estresse, comer pouco, não fumar, beber com moderação e abandonar a vida sedentária. Pelo menos até que outro estudo demonstre o contrário, podemos tomar até cinco cafezinhos por dia, sem culpa nenhuma. Não é pouco.
Dr. Drauzio Varella, médico cancerologista formado pela USP e apresentador de TV. Autor do livro "Estação Carandiru".
* Fonte : www.drauziovarella.com.br
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h23
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Cirurgia plástica ganha guia

Cirurgia plástica ganha guia
O Guia da Cirurgia Plástica é um trabalho inédito no mercado editorial brasileiro. Pela primeira vez uma jornalista especializada em comportamento, saúde e beleza fala tudo sobre cirurgia plástica, um assunto que tem mobilizado cada vez mais tanto mulheres como homens de diferentes camadas sociais.
A autora Inês de Castro, depois de entrevistar mais de 60 cirurgiões plásticos, desvenda o que há por trás do sonho da cirurgia plástica e ajuda o leitor a encontrar o melhor caminho e o melhor cirurgião profissional. Ela discute assuntos delicados como dinheiro, cicatriz, erro médico, dor e resultados, e orienta a respeito de questões que muitas vezes são deixadas para segundo plano. Informa a respeito de pré e pós-operatórios e oferece subsídios para que se faça a difícil escolha entre ser operado em uma clínica ou em um hospital. Além disso, descreve 40 tipos de cirurgias em detalhes, abordando tanto os procedimentos como inconvenientes e até o preço de cada intervenção.
Segundo o Prof. Ivo Pitanguy - que deu seu aval a este trabalho e é o autor do prefácio -, o livro representa o fruto da pesquisa de Inês de Castro no sentido de oferecer ao leitor leigo informações úteis que possam auxiliá-lo melhor nas possibilidades e limitações da cirurgia plástica. “Guiada pela orientação de vários colaboradores, a autora organizou um trabalho de leitura agradável e acessível às diferentes camadas da população”, afirmou.
Serviço Título: O Guia da Cirurgia Plástica Autora: Inês de Castro Editoras: O Nome da Rosa Editora e Editora Símbolo Páginas: 216 Preço: R$ 20,00 Onde comprar: principais livrarias ou telefone (11) 3817-5000
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h21
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LA OBESIDAD QUITA AÑOS DE VIDA

LA OBESIDAD QUITA AÑOS DE VIDA Un estudio ha evidenciado que si estamos obesos a los 40, viviremos 7 años menos. Los obesos y los sujetos con exceso de peso tienen más posibilidades que la población normal de sufrir problemas crónicos de salud como hipertensión, diabetes o artrosis. Es frecuente que en torno a los 40, a medida que nuestra vida se hace sedentaria, se produzca un aumento de peso. Tal y como ha demostrado este estudio, realizado entre casi 3500 sujetos que estaban obesos en la cuarentena, si además fumamos, nuestra esperanza de vida se acorta entre 13 y 14 años dependiendo de si somos mujeres o varones. Esta información se ha obtenido tras seguir entre 1948 y 1990 a este amplio grupo de población. Como al final de este período, la mayoría de los individuos habían fallecido, los investigadores compararon cuánto habían vivido los pacientes que estaban obesos o con sobrepeso a los 40, frente a los que tenían un peso normal a esta edad.
Este mismo estudio poblacional, realizado entre 195000 adultos, evidencia además un incremento considerable del riesgo de padecer otras enfermedades entre la población obesa, en concreto, diabetes, hipertensión, hipercolesterolemia, asma y artritis.
La conclusión está clara, la necesidad de luchar contra el exceso de peso en la edad adulta debe ser considerado un problema prioritario de salud pública en los países desarrollados. A estas edades, la obesidad se asocia a una disminución de unos 7 años en la esperanza de vida tanto en fumadores como en no fumadores, hombres o mujeres. Al igual que el tabaco, los efectos de la obesidad sobre la mortalidad se manifiestan décadas después de haberse presentado la primera.
Más información en: http://www.elmundo.es/elmundosalud/2003/01/07/salud_personal/1041937897.html
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h20
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EL PERFUME PERJUDICA SERIAMENTE EL ESPERMA

EL PERFUME PERJUDICA SERIAMENTE EL ESPERMA
Unas sustancias químicas que están presentes en productos como los plásticos, los perfumes o los cosméticos podrían dañar el ADN del esperma en hombres adultos, según los resultados de un estudio realizado por investigadores de la Universidad de Harvard.
Los ftalatos se emplean para plastificar y ablandar el PVC o para prolongar la vida de los perfumes. Por este motivo son ampliamente utilizados en productos de consumo como son los envoltorios de algunos alimentos o fármacos y en una numerosa gama de cosméticos.
Los científicos temen que el organismo humano esté acumulando grandes cantidades de estas sustancias que, a largo plazo, podrían provocar graves problemas. Las investigaciones sobre la influencia de los ftalatos en la salud humana no han concluido.
El estudio, publicado en Environmental Health Perspectives y realizado en una clínica de fertilidad de Massachuserrs, analizó la orina y muestras de semen de 168 hombres que tenían una exposición normal a ftalatos a través del uso de productos cosméticos y plásticos.
"Los resultados sugieren que la exposición a esta sustancia fue asociada con un incremento del daño del ADN en el esperma", comenta Russ Hause, principal autor de la investigación que añade que "no sabemos las consecuencias de este resultado, ni lo que puede llegar a afectar al feto, pero la correlación encontrada en este estudio es extremadamente problemática y merece un seguimiento urgente".
En 1999 la Unión Europea prohibió el uso de los ftalatos en algunos productos, como los juguetes de los niños. Sin embargo, en Estados Unidos el pasado mes un panel de expertos de ingredientes cosméticos votó para que se continuaran empleando tres tipos de estas sustancias químicas en perfumes y productos de belleza.
Más información en: http://elmundosalud.elmundo.es/elmundosalud/2002/12/11/biociencia/1039606323.html
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h18
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HOMENS: CUIDADO COM A BARBA!

HOMENS: CUIDADO COM A BARBA!
Os homens que não se barbeiam diariamente têm menos prazer sexual e são 70 por cento mais propensos a sofrer um derrame cerebral que aqueles que fazem a barba todos os dias, revelou um novo estudo.
Uma equipe da Universidade de Bristol que analisou a relação entre o ato de se barbear, as doenças coronárias e os derrames cerebrais em 2.438 homens do País de Gales, de idade média, e chegou à conclusão que aqueles que não se barbeavam diariamente eram mais propensos a sofrer um enfarte do miocárdio ou derrame.
Durante os 20 anos do estudo, 835 mortes foram registradas entre o grupo pesquisado, informaram os autores do trabalho, no American Journal of Epidemiology.
No total, 45 por cento dos homens que não se barbeavam diariamente morreram, comparado com os 31 por cento que faziam a barba todos dos dias.
A maioria das mortes também se deveu a altos índices de tabagismo e a estilos de vida mais pobres dos homens que não se barbeavam diariamente, mas os cientistas disseram que isso não explicava substancialmente o aumento dos derrames cerebrais.
Os descobrimentos mostram que os homens que não se barbeiam diariamente têm menos possibilidades de estar casados e, provavelmente, realizam trabalhos nos quais não se exige uma boa apresentação, como operários ou obreiros.
Além disso, os homens que não se barbeiam registram menos orgasmos e os que experimentam tendem a ser mais curtos e sofrem de angina.
"A associação entre o homem que não se barbeia todos os dias e a morte se deve provavelmente a fatores sociais e de tabagismo, mas também existe um pequeno efeito hormonal", disse o professor Shah Ebrahim, do Departamento de Medicina Social, através de um comunicado.
O pesquisador afirmou que a associação com o acidente vascular cerebral não diminuiu após serem descartados os fatores de estilo de vida e o vínculo continuou sem explicação.
Ebrahim afirmou que a relação entre os hormônios sexuais que circulam pelo corpo dos homens e o crescimento da barba foi estabelecido pela primeira vez quando um morador de uma remota ilha em Hébridas (um arquipélago ao oeste da Escócia) percebeu que sua barba crescia mais vigorosamente quando se encontrava com sua namorada, na Escócia territorial.
O pesquisador explicou que a baixa freqüência de orgasmo nos homens que não se barbeiam regularmente poderia ser explicada por baixas concentrações de testosterona ou simplesmente pelo fato de que não estavam casados e tinham menos oportunidades de manter relações sexuais.
Uma possível explicação para o maior risco de derrames seria que os níveis de circulação dos hormônios sexuais no corpo seriam uma influência das concentrações do ateroma, que é a placa de gordura que se deposita nas artérias.
fonte: CNN Brasil
(Fonte: http://www.maissaudebrasil.com/)
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h17
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ANÚNCIOS DE CIGARRO ESTÃO PROIBIDOS NA GRÃ-BRETANHA

ANÚNCIOS DE CIGARRO ESTÃO PROIBIDOS NA GRÃ-BRETANHA
A propaganda de cigarro vai ser proibida em toda a Grã-Bretanha a partir desta sexta-feira (14/02/03). A lei governamental para propaganda de tabaco declara ilegais anúncios em revistas, jornais, internet e outdoors - na televisão, a publicidade já estava proibida.
O patrocínio de corridas de Fórmula 1 e de outros "eventos esportivos globais" continuará até 2006, pelo menos.
Médicos apoiaram a proibição, mas disseram que ela não vai tão longe quanto seria desejado. A Associação Médica Britânica (AMB) pedem também que o fumo em lugares públicos seja proibido.
Fumo passivo
"A AMB está satisfeita com o fato de o governo estar finalmente honrando sua promessa, feita em 1997, de proibir a propaganda de cigarro, mas não queremos que ele pare agora", disse Vivienne Nathason, presidente do comitê de ética e ciência da associação.
"O próximo passo tem que ser a proibição completa de se fumar em lugares públicos, porque o fumo passivo mata pelo menos mil não fumantes por ano", acrescentou.
Clive Bates, diretor do grupo antifumo ASH, defende que a nova lei precisa ser mais rígida.
"As empresas de tabaco vão responder transferindo marcas de cigarro para produtos não associados ao fumo, como roupas e acessórios, e as medidas para lidar com isso são fracas e estão atrasadas dois anos", afirmou.
Helena Shovelton, presidente da Fundação Britânica do Pulmão, disse que a nova lei poderia salvar muitas vidas. "Eu espero que essa proibição ajude a evitar a morte de 120 mil pessoas por ano por causa de doenças relacionadas ao fumo", afirmou ela.
Mais rigor
Alexander Macara, presidente do Fórum Nacional do Coração, parabenizou o governo por "esse grande passo em direção à saúde pública". Ele acrescentou que uma legislação mais rigorosa deveria ser encorajada "para evitar brechas em relação a anúncios em pontos de venda e patrocínios esportivos".
Mas Simon Clark, diretor de grupo de pressão de fumantes Forest, descreveu a medida como "um gesto político sem propósito, que terá um efeito muito reduzido". "A idéia de que as pessoas começam a fumar por causa de anúncios, ou de que não têm conhecimento dos riscos para a saúde, não faz sentido", afirmou.
fonte: BBC
(Fonte: http://www.maissaudebrasil.com/)
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h16
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"RESPEITE O PACIENTE" - fim
Veja – O senhor duvidou, em algum momento, da eficácia da medicina? Kurland – Não, nem mesmo quando minhas febres pareciam deixar os médicos confusos e frustrados. Eu não via outro caminho para solucionar minha doença que não fosse a medicina tradicional. Afinal, era ela que eu utilizava para cuidar dos meus próprios pacientes.
Veja – O senhor chegou a procurar algum tratamento alternativo? Kurland – Recorri a massagens para aliviar as dores musculares, mas não usei essa terapia como tratamento médico, e sim como complemento. Alguns de meus pacientes ou seus pais me perguntam se a medicina alternativa é uma boa forma de tratar doenças pulmonares em crianças. Digo a eles que a eficácia da maior parte desses tratamentos não está comprovada cientificamente. Estudos recentes também sugerem que determinados métodos interferem na atuação dos medicamentos que prescrevemos a nossos pacientes. (Fonte: Veja, 12/02/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h13
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"RESPEITE O PACIENTE" - cont.
Veja – O senhor chegou a pensar que poderia morrer? Kurland – Sim, durante as sessões de quimioterapia, em 1988, a fase mais difícil da doença. Eu tinha febre, transpiração constante e tremedeiras e vivia hospitalizado, passando por dezenas de exames e procedimentos cirúrgicos. A maioria dos meus testes dava negativo, mas as febres noturnas continuavam. Eu percebia a frustração dos meus médicos e ficava cada dia mais deprimido. Sentia-me fraco, e nesse período perdi muito peso. Não queria receber visitas, pensava em me esconder até me recuperar totalmente ou até a morte chegar. Dizia para mim mesmo que essa devia ser uma forma de morrer lentamente. Eu também sentia pena dos meus médicos, que trabalhavam arduamente para desvendar o que havia de errado comigo. Mais tarde, descobriram que se tratava de tuberculose. A doença apareceu porque minha imunidade foi afetada pela leucemia e pela quimioterapia.
Veja – Pode-se dizer que hoje o senhor está curado da leucemia? Kurland – O tumor começou a regredir em 1989, e minha recuperação não parou desde então. Segundo os médicos, se em cinco anos a doença não se manifestar é sinal de que você está curado. No entanto, tenho lido artigos recentes na literatura médica afirmando que alguns pacientes voltaram a ter tricoleucemia depois de dez anos. Apesar de estar bem hoje, não há como deixar de me preocupar com esse tipo de notícia.
Veja – O senhor tem medo de que a doença volte? Kurland – Eu realmente penso sempre sobre a leucemia, mas não é algo que fica atormentando minha mente. Nunca pude me livrar das recordações deixadas pela doença e, no fundo, nem quis isso. Toda vez que pego gripe, tenho tosse ou febre, pergunto a mim mesmo se é a leucemia voltando. Então, paro e penso: "Bom, estou saudável. Portanto, minha tosse certamente é temporária".
Veja – O que as pessoas podem aprender com a sua experiência? Kurland – Meu objetivo, ao escrever o livro, não foi criar um guia de como sobreviver à leucemia, e sim expor minha experiência pessoal e a luta contra uma doença devastadora. Apesar de falar sobre câncer, o livro também traz lições de vida para pessoas que não tiveram a doença. Cada um de nós pode escolher como viver a vida, independentemente dos obstáculos e imprevistos que surjam no caminho. Se as pessoas conseguirem perceber essa idéia por meio de minha experiência e tirarem proveito disso, com certeza terei feito um bom trabalho.
Veja – A experiência de ter sido vítima de uma doença terminal e de ter se recuperado mudou o relacionamento com sua família? Kurland – Meus pais foram as pessoas que mais estiveram comigo durante a doença. A relação com eles, especialmente com minha mãe, tornou-se muito mais próxima depois dessa experiência. Mas minha vida afetiva, ao contrário, ficou bastante complicada. Acabei me separando da mulher com quem vivia. Ela continuou na Califórnia depois que me mudei para Pittsburgh, na Pensilvânia, a mais de 4.000 quilômetros de distância. Lá, eu me submeti ao tratamento de quimioterapia e, na maior parte do tempo, fiquei sozinho. Conheci minha atual mulher quando a doença já estava regredindo. Ela me incentivou muito a escrever o livro.
Veja – Como o senhor descobriu a leucemia? Kurland – Por meio de um raio X realizado em março de 1987. Eu já apresentava vários sintomas fazia pelo menos um ano, mas nunca havia parado para pensar no assunto. Deixava minha saúde em segundo plano, só me preocupava com a saúde dos outros. Tudo era mais importante: meus pacientes na clínica, o hospital, minhas conferências e palestras, os residentes. Eu vivia resfriado e estava com uma tosse terrível havia vários meses. Passei a tomar aspirina atrás de aspirina, mas não adiantava nada. Quando eu fazia a barba, sangrava excessivamente, mas tinha certeza de que aquilo era efeito colateral do analgésico. Só tirei o raio X porque comecei a sentir uma dor aguda no lado esquerdo do tórax.
Veja – Antes do câncer, o senhor era corredor e treinava para participar de maratonas nos Estados Unidos. A doença mudou seus planos? Kurland – Quando descobri que tinha leucemia eu era médico e corredor, e decidi continuar sendo essa pessoa. Ou seja, não parei de trabalhar nem de correr, apesar de a doença ter limitado minhas atividades esportivas em determinado momento. Ainda trabalho muito, mais de dez horas por dia, de segunda a sexta. Atendo pacientes aos sábados e domingos no consultório. Em junho de 1990, exatamente um ano depois que minha leucemia começou a regredir, corri em uma maratona de 160 quilômetros. Hoje, participo de provas de longa distância e, durante a semana, corro de casa para o trabalho e vice-versa. Ao todo, percorro cerca de 12 quilômetros por dia.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h12
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"RESPEITE O PACIENTE" - cont.
Veja – Qual é o segredo para lidar com uma doença terminal? Kurland – É preciso estar com a cabeça em ordem. Se não controlamos o lado emocional, a parte física desaba. Não existe uma única lição para conseguir isso. O importante é que a estabilidade emocional deve ser sempre colocada como prioridade em qualquer situação. Durante todo o tempo eu tive a idéia fixa de que iria melhorar, fazia de tudo para manter pensamentos positivos. Ficava tentando encontrar maneiras de recuperar minha saúde, lia um livro atrás do outro. Procurava fazer aquilo de que mais gostava dentro de minhas possibilidades. Ouvia muita música e tocava violão.
Veja – Nesse período, o senhor se arrependeu de algo que fez ou deixou de fazer no passado? Kurland – Eu não pensava muito a respeito do meu passado, até evitava refletir sobre o que havia conseguido realizar ou deveria ter realizado, mesmo quando estava muito doente. Eu tentava continuar com a cabeça no presente e elaborar planos para o futuro, pensando no que poderia fazer amanhã, depois de amanhã. Alguém pode dizer que isso foi uma espécie de fuga, uma forma de falar comigo mesmo: "Não, você não vai morrer". Pode ser verdade. Para mim, foi um jeito eficiente de manter a situação sob controle.
Veja – Qual foi a sensação de saber que o tumor estava regredindo? Kurland – Lembro-me perfeitamente do dia em que fui informado disso. Estava sentado no chão da casa de um amigo na Califórnia e recebi a notícia dos médicos como um presente. Passei a considerar cada dia de recuperação como uma dádiva, e minha única preocupação era como aproveitar esses dias, como viver minha vida. Eu não sabia por quanto tempo o tumor continuaria regredindo. Por isso, cada minuto era precioso. Naquele momento, tive a certeza de que, por mais difícil que fosse, estava valendo a pena lutar contra a doença.
Veja – Por que o senhor foi voluntário numa experiência com uma droga de resultados incertos? Kurland – Quando descobri a doença, em 1987, as chances que eu tinha de sobreviver eram de 40%. Já me submetia a sessões de quimioterapia, mas no meio do tratamento aceitei participar de um projeto médico com uma droga chamada Pentostatina, que ainda era inédita naquela época. Ou seja, acabei fazendo parte de uma experiência científica que iria testar se o novo medicamento funcionava. Diante das circunstâncias e das possibilidades de obter a cura da doença, decidi que não teria nada a perder.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h11
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"RESPEITE O PACIENTE" - cont.
Veja – Quais são as principais falhas na relação entre médico e paciente? Kurland – Muitos médicos, sem se preocupar se serão entendidos ou não, usam palavras inadequadas, ou seja, fazem discursos técnicos lotados de informações incompreensíveis para uma pessoa que não é de sua área. Eles tendem a economizar tempo com os pacientes e não têm paciência para explicar a doença de outra maneira. É uma forma totalmente errada de lidar com o paciente e seus familiares. Se você quer explicar o que é determinada doença, quais são as chances de cura, os tratamentos e os medicamentos adequados, é preciso gastar tempo, e muitos profissionais não estão dispostos a isso. É preciso respeitar o paciente.
Veja – Os médicos costumam ignorar os sentimentos dos pacientes? Kurland – Sim, muitos médicos não reconhecem o que o paciente está sentindo, seja porque não são capazes de entender os sentimentos, seja porque simplesmente não têm tempo para isso.
Veja – Antes de ficar doente, o senhor não ouvia seus pacientes com a atenção devida? Kurland – Eu não ignorava os sentimentos de meus pacientes, mas também não conseguia entendê-los bem. Algumas vezes, eu realmente estava muito atarefado para ouvir o que eles tinham a dizer.
Veja – Como corrigir essas falhas? Kurland – Ao atender determinado paciente, faço a seguinte pergunta a mim mesmo: "Que palavras devo usar para que ele e sua família entendam o que estou tentando dizer?". Quando começo a explicar, paro e indago: "Vocês entenderam?". Se dizem que sim, pergunto novamente: "Então, expliquem-me o que acabei de falar". É aí que consigo descobrir quanto eles captaram do assunto. Se percebo que não entenderam, tento mudar o discurso e explico tudo de novo, com outras palavras. Aprendi com minha própria experiência que, se o rosto do paciente ou o de seus familiares não muda enquanto você fala, é porque eles não estão compreendendo nada. Isso consome bastante tempo, é algo muito difícil de fazer, mas é o correto.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h10
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"RESPEITE O PACIENTE"

"RESPEITE O PACIENTE"
Médico americano que sobreviveu ao câncer diz por que agora vê os pacientes com outros olhos
Rosana Zakabi
Aos 40 anos, o médico americano Geoffrey Kurland, diretor da divisão de pneumologia pediátrica do Hospital de Pittsburgh, nos Estados Unidos, descobriu que tinha tricoleucemia, um tipo raro de leucemia. Na época, suas chances de sobreviver eram de 40%. Kurland, que sempre tratou crianças com doenças terminais, viu seu mundo desabar. Pela primeira vez trocava de lugar com elas. Quando teve de se submeter aos mesmos procedimentos médicos que recomendava a seus pacientes, Kurland reavaliou o relacionamento que mantinha com eles. "Vi que estive errado durante todos esses anos", diz. No auge da doença, concordou em participar de um projeto experimental que testaria uma nova droga. "Não tinha nada a perder", afirma ele. O tumor começou a regredir, e aos poucos Kurland retomou as atividades normais, entre elas a participação em maratonas. Está curado há doze anos. Sua experiência com o câncer resultou no livro My Own Medicine (Meu Próprio Remédio, em inglês), lançado recentemente nos Estados Unidos. Casado e sem filhos, Kurland, hoje com 55 anos, vive em Pittsburgh. De lá, concedeu a seguinte entrevista a VEJA:
Veja – Em seu livro, o senhor diz que, depois da leucemia, reavaliou a relação com os pacientes. O que isso significa? Kurland – Nós, médicos, tentamos curar a todo custo e aliviar a dor causada pelas diversas terapias, mas às vezes não conseguimos. Sempre procurei ser o melhor médico para meus pacientes, mesmo antes da leucemia, mas tenho de admitir que, depois dessa dura experiência, comecei a prestar mais atenção ao que eles têm a dizer sobre seus medos e suas ansiedades, algo que antes não fazia. Hoje posso dizer a meus pacientes que já passei por muitos dos tratamentos aos quais eles precisam ser submetidos. Isso os conforta e lhes dá mais segurança.
Veja – O senhor tem agora uma visão diferente dos pacientes? Kurland – Acho que hoje posso entendê-los melhor. Veja bem, eu não sei exatamente como eles se sentem, assim como meus médicos também não podiam saber exatamente como eu me sentia após minhas cirurgias e sessões de quimioterapia. Mas posso compreender suas preocupações quando eles têm de se submeter a procedimentos médicos, quando descobrem que terão de ser hospitalizados, quando precisam esperar pelo médico no leito do hospital.
Veja – O senhor tornou-se um médico melhor depois da doença? Kurland – Acredito que já era um bom profissional antes de desenvolver a leucemia, mas muita coisa mudou. Hoje tento ajustar minha agenda a fim de diminuir o tempo que meus pacientes passam na sala de espera aguardando para ser atendidos. Senti na pele o que é ficar esperando pelos médicos, por exames e resultados. Antes eu não me importava tanto com isso. Não tinha noção de quanto essa espera era incômoda.
Veja – O senhor acha que os médicos tratam os pacientes com excessiva superioridade? Kurland – Não existe profissional perfeito, que saiba tudo e não tenha mais nada a aprender. Por isso, o médico deve sempre reavaliar seu trabalho para melhorar cada vez mais. Muitos profissionais agem como se fossem super-heróis, quando na verdade são apenas humanos. Durante minha doença, percebi que não tinha todas as respostas, e no início foi muito frustrante. Com o passar do tempo, vi que não tinha por que me frustrar, já que ninguém é perfeito, nem eu.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h08
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O QUE ESTAMOS FORMANDO?

O QUE ESTAMOS FORMANDO? (Renzo Sansoni)
Vigaristas? Charlatães? Desajustados? Robôs? Picaretas? Marionetes? A verdade é que, repetindo o lugar-comum, não se faz mais formaturas como antigamente. O grotesco e o ridículo fazem a dupla que arrebata os formandos e seus amigos. 6 anos na Faculdade não fazem por merecer o brilho, a gala e o glamour. Senso estético? Nem pensar. Triste constatação; mas foi o que se viu, recentemente, em formatura de médicos de uma grande e promissora Universidade Federal. Isso mesmo. Formatura de médicos. Ou de charlatães? Ou de inimigos da sociedade?
Sem nenhum falso puritanismo, nem carolice e, menos ainda, saudosismo piegas, a multidão de parentes esperava uma pompa e um momento ímpar na vida daqueles jovens que estavam recebendo o diploma. Foram anos e anos em que os pais, avôs e bisavôs deram muito de si na torcida legítima para o jovem, que adentrou, inocente e imberbe, nos caminhos difíceis e sóbrios de uma faculdade de medicina. E sonharam coroar a angústia da espera com o júbilo e a satisfação no sorriso, sinalizadores de um triunfo muito bem conquistado.
Como estamos no Brasil, a fuzarca já começou pelo horário inscrito no convite e o horário real de inicio dos trabalhos, deixando muitos idosos com as costas e nadegas doloridas pelo reumatismo, na longa espera. A entrada dos formandos parecia com as fanfarronadas dos programas de calouros da televisão: cornetas, estouro de balões, gritos e uivos da galera e assovios selvagens, de quem entra num show de rock pesado.
O momento carimbador da pouca vergonha, e da baixaria fenomenal, foi quando, ao anunciar o nome de um dos formandos, seus amigos levantaram uma enorme faixa para ser vista por todos os presentes. Na faixa o desenho, em tamanho gigante, do orgão sexual masculino. Um pênis tremulando e assombrando. Foi a maneira que estes pobres coitados, na falta de inteligência, imaginação e de respeito, encontraram para homenagear o futuro doutor. E esta faixa foi mantida em frenesi orgiástico durante toda a cerimonia, para entretenimento/constrangimento forçado dos pais, esposas, namoradas, noivas e crianças; sem direito à rubor e nem furor. Uma cena e uma perversão dignas das melhores revistas pornográficas. O pênis gigante fez a festa e o embalo para esta garotada que entra, doravante, em cena para servir a sociedade brasileira, como os seguidores de Hipócrates. E não houve, da parte organizadora da cerimonia e nem dos formandos, quem tivesse o topete de esconder a faixa da mediocridade, para minorar a vergonha e o desencanto dos que queriam ver uma solenidade bonita e inesquecível.
A cerimônia deveria ser suspensa naquele momento. O que deveria ser uma excelente ocasião para se reafirmar os melhores valores da alma e do espírito, submergiu na lama de uma formatura sem luz, rasa e sem extase. A televisão fez falta para mostrar, ao vivo, como a insanidade da moçada corrompeu, aniquilou, mais uma formatura em medicina no Brasil !
RENZO SANSONI é médico em Uberlândia/MG. Seu email é renzo@triang.com.br (Fonte: Direto da Redação)
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h06
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Mendicância chique

Mendicância chique
O pobre que imita o rico pode ser cômico ou trágico. O rico que imita o pobre é puro humor negro
Nada mais familiar aos brasileiros do que as esquinas cheias de gente pedindo esmola. Entre os pedintes há os que se apresentam em cadeiras de rodas ou muletas. Há os velhos, os barbudos, os bêbados e as mulheres com bebês no colo. Há as crianças, sobretudo, muitas crianças. De uns tempos para cá elas se especializaram em fazer malabarismo na frente dos carros. Algumas são realmente competentes na arte de manter no ar três, quatro ou cinco bolinhas. Demonstram que tiveram sagacidade e persistência para aprender, o que pode ser sinal de talento também para outras coisas na vida. Outras vão mal, constrangedoramente mal. Fazem papel de pequenos palhaços involuntários no show das esquinas. Todos têm em comum os andrajos com que se vestem e a fuligem da pobreza que lhes cola à pele, sinais do desvio social em que estão metidos.
Todos? Não. Há uma exceção: uma tribo de mendigos chiques que sazonalmente invade as ruas. Vestem roupa de butique. Não raro, terminado o expediente nas esquinas, dirigem-se ao carro que estacionaram nos arredores – carro bom, de modelo recente. O compromisso seguinte será uma compra no shopping center ou, se estiver na época, uma sessão da Fashion Week. A noite terá o restaurante da moda e a balada. São os novos alunos das faculdades. Nesta época, de divulgação dos resultados dos vestibulares, eles se postam nos cruzamentos, monitorados pelos "veteranos", para pedir dinheiro. Não dizem que estão pedindo esmolas. Dizem que é para arrecadar fundos para a festa dos calouros, para a cervejada, algo nessa linha. O.k., assim é mais elegante para com a clientela, ainda que cruelmente deselegante com quem pede para comer mesmo.
Tanto melhor, dirão alguns, que o trote dos calouros se limite a pedir dinheiro. Há versões piores, que vão da violência física a situações de humilhação moral muito mais perversas do que esmolar. Quatro anos atrás, em São Paulo, um calouro de medicina morreu na piscina onde, sem saber nadar, fora forçado a mergulhar. Há algo de deprimente, no entanto, nessa gente bem-posta, bem-vestida e, em regra, claro, branca – a cor de pele da esmagadora maioria dos que entram nas faculdades – reunida nas esquinas para mendigar. Para começar, os calouros pecam contra os princípios da sadia concorrência. Drenam os trocados que, de outra forma, poderiam destinar-se ao andrajoso de pele escura da esquina seguinte. Mas esse é um aspecto secundário da questão. Importante é o significado que o exercício da mendicância chique assume no plano mais simbólico.
Outrora, uma das cenas favoritas, nos desenhos ou nas gravuras que exploravam a estética do grotesco, era o festim dos mendigos. Em torno de uma mesa farta, reuniam-se os maltrapilhos, os sujos, os desdentados. Considerava-se muito divertida a inversão dos papéis. Na mesa dos ricos, por vezes até provida de finas toalhas e cristais, os pobres se esbaldavam. No caso da mendicância dos calouros, observa-se a mesma inversão de papéis, mas em sentido contrário: são os ricos que imitam os pobres. É a velha história do príncipe e do mendigo, na faceta não do mendigo reinando no palácio, mas do príncipe esmolando pela rua.
Quando o pobre imita o rico, o resultado pode ser cômico ou trágico, dependendo do talento de quem imita e do espírito de quem observa. Quando o rico imita o pobre, o resultado é humor negro, o mais puro e desabrido humor negro, ainda mais no Brasil. A caricata versão do mendigo de camiseta de grife é o Brasil achincalhando a si mesmo. É a encenação, na avenida, para usar da linguagem carnavalesca, do enredo da imitação da miséria, campeão indiscutível, num país já suficientemente aquinhoado de miséria, no quesito escárnio. A figura do pedinte que acaba de ingressar no círculo do privilégio que é a universidade é um monumento ao contra-senso.
Ainda não chegamos, porém, ao pior efeito da mendicância chique. O pior, porque melancolicamente ilustrativo de uma sociedade fragmentada, é a inter-relação que se estabelece entre pedintes e doadores, esmoleiros e esmoleres. Há uma relação de cumplicidade. Com o mendigo de verdade, a reação é de medo, de asco ou, mesmo quando há simpatia, de distância e instintivo alerta. Os sentidos põem-se em guarda. Todo cuidado é pouco. Com o falso mendigo representado pelo calouro, relax, ele é um dos nossos. São os nossos meninos. As nossas meninas. Ah, essas nossas crianças e suas travessuras! Não são como aquelas outras, assustadores seres de um mundo que não conhecemos senão por raros vislumbres através da janela do automóvel. Pode-se até não dar esmola alguma, mas sai-se com a alma leve. Foi como encontrar um amigo, como rever-se na juventude. No caso do mendigo de verdade, pode-se até dar a esmola, mas a alma sai pesada de temores. O contraste entre as duas situações magnifica, nas esquinas, o sulco que, além de dividir no plano objetivo a sociedade brasileira, se prolonga insidiosamente para dentro de cada um de nós. (Fonte: Veja 12/03/2003)
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h04
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GREVISTA BOM DE SEXO

GREVISTA BOM DE SEXO
Viagra foi o medicamento mais vendido na Venezuela durante a greve geral
A greve geral na Venezuela não foi tão geral assim. Pelo menos dentro de casa, os venezuelanos "trabalharam" muito. Os homens da terra de Chávez consumiram intensamente o Viagra durante os 63 dias da greve geral convocada pela oposição. A revelação foi feita hoje pelo jornal Tal Cual, citando dados da auditoria nacional de vendas de produtos farmacêuticos, com um comentário irônico: 'Os homens com problemas de ereção preencheram muito bem o tempo de ócio'. A Venezuela é o 3º maior consumidor de viagra do mundo. (Fonte: UOL Tablóide)
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h03
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MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETÁRIA EXECUTIVA COORDENAÇÃO NACIONAL DE DST E AIDS

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETÁRIA EXECUTIVA COORDENAÇÃO NACIONAL DE DST E AIDS NOTA OFICIAL
Escolha de Kelly Key para campanha de carnaval foi baseada em critérios técnicos
Em 2003, o Ministério da Saúde vai utilizar-se da popularidade da cantora Kelly Key em sua tradicional campanha de carnaval. O objetivo é promover o uso do preservativo entre a população feminina jovem, em especial, a de baixa de renda. A cantora foi escolhida tanto pela sua identificação com o público como pela sua imagem de pessoa segura e decidida, que sabe fazer valer sua vontade. A utilização de ídolos da juventude em campanhas públicas abrevia o esforço do Ministério da Saúde de ampliar a mensagem de prevenção. O tema da campanha, Sexo sem camisinha? Só olha e baba baby, retrata uma jovem que não abre mão do seu poder de negociação em prol do uso do preservativo.
A imagem de segurança da cantora pode fortalecer o público feminino que se identifica com ela. A preocupação do Ministério da Saúde em fazer com que as mulheres tenham mais poder de decisão sobre o uso do preservativo masculino é baseado nos últimos dados epidemiológicos da Aids, que revela uma inversão do número de novos casos entre adolescentes de 13 a 19 anos.
Em 2000, foram 191 casos em meninas de 13 a 19 anos contra 151 casos em rapazes da mesma idade. Em 2001, foram notificados 152 casos de aids em adolescentes do sexo feminino, contra 91 casos notificados em adolescentes homens. Entre os jovens de até 24 anos, esta relação homem-mulher já está igual, tendendo para as mulheres superarem os homens também.
Dessa forma, os novos números da aids confirmam uma maior 'feminilização' da epidemia ano a ano, apontando as mulheres como a população onde a Aids mais cresce no País. Enquanto que no período de 1980-1990, havia uma média de 6,5 casos de aids em homens para cada caso observado em mulheres, no período entre 1991-2001 a relação média é de 2,4 casos em homens para cada caso na população feminina.
Apesar dessas evidências, ONGs/Aids posicionam-se contrárias à realização da campanha. As ONGs consideram que "a artista que está sendo protagonista dessa nova campanha de carnaval traz em sua imagem contradições para nossa luta. São valores que não constróem, nem respeitam uma visão política do mundo e suas relações de gênero. É perversa com os/as jovens quando vende um modelo de sucesso e modo de vida baseada no consumo e na futilidade. A imagem de Kelly Key propõe uma pseudo liberdade sexual, onde o homem é o oprimido e a mulher é a opressora."
Ao Ministério da Saúde, interessa explorar a identificação do público com a cantora, ampliando ao máximo as possíveis representações do adolescente brasileiro. Kelly Key tem 20 anos. Foi casada por seis anos com um homem dez anos mais velho. É mãe de uma menina de dois. Em suas letras, assume-se como mulher vaidosa, dominadora e que sabe o que quer. O sucesso de Kelly Key está no fato de que o seu discurso está muito próximo dos anseios da população adolescente feminina brasileira. A escolha de Kelly Key foi embasada em critérios técnicos: a vulnerabilidade da mulher à epidemia da aids está no fato de ela ser subjugada às decisões do homem. Ao mesmo tempo, a adolescente inicia suas relações sexuais com homens mais velhos (em média três anos mais velho) e sem condições de negociação com seu parceiro. O discurso de Kelly Key é a antítese desse comportamento.
Além do mais, o Ministério da Saúde sabe da necessidade de reconhecer as diversidades da população brasileira. Tanto é assim, que a face oposta dessa identidade também é alvo das campanhas de Aids. Uma campanha apoiada pelo Ministério da Saúde está, neste momento, sendo amplamente divulgada principalmente por emissoras de canais fechados de TV, mas também em canais abertos e procura, também, responder à preocupação com a tendência de aumento da epidemia entre mulheres na faixa etária de 15 a 24 anos. Os protagonistas, contudo, são os cantores Sandy e Júnior. Imagem de bons moços, Sandy e Júnior também são fenômeno de público, mas um público muito diferente do de Kelly Key.
Justamente por respeitar o direito à diversidade, o Ministério da Saúde se empenha em desconstruir representações que revelam situações de injustiça social, caso das campanhas: homossexuais, profissionais do sexo, redução de danos e travestis. É por isso que não pode simplesmente ignorar que há, em nossa sociedade, pessoas que se reconhecem em Sandy e Júnior, e outras em Kelly Key. Deixar de aceitar a participação de personalidades como estas é perder oportunidades importantes para quem tem o compromisso imediato de deter o avanço da epidemia entre os adolescentes brasileiros.(Colaboração: Sérgio Barbosa)
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 21h01
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Use, baby, use

Use, baby, use
O vírus da Aids infecta mais moças do que rapazes. Kelly Key vem para alertá-las dos riscos do sexo inseguro
Paula Neiva Depois de muita polêmica, a nova campanha de prevenção contra a Aids entrará no ar neste domingo, dia 16. Estrelada pela cantora carioca Kelly Key, de 19 anos, a propaganda é destinada primordialmente aos adolescentes. A notícia de que a protagonista das peças publicitárias seria a jovem que entoa versos como "Baba, olha o que perdeu / Baba, criança cresceu / Bem feito pra você" ou "Vem aqui / Que agora eu tô mandando / Vem, meu cachorrinho, a sua dona tá chamando" atiçou as feministas e representantes de algumas ONGs de combate à doença. Para eles, a imagem de Kelly Key não respeita "uma visão política do mundo e suas relações de gênero" e defende "uma pseudoliberdade sexual, em que o homem é o oprimido e a mulher é a opressora". Tudo bobagem. Para funcionar, uma campanha tem de se valer de instrumentos com os quais o público-alvo se identifique. Não se trata aqui de discutir a qualidade das músicas de Kelly Key. Elas não são ruins, são péssimas – mas é inegável o sucesso que a cantora faz com a garotada. Ela já vendeu mais de meio milhão de discos. Kelly Key chama a atenção de meninos e meninas de todo o Brasil, e é isso que importa. Neste Carnaval, no jingle inspirado na música Baba, ela decreta: "Sem camisinha não vai dar".
A escolha de Kelly Key pelo Ministério da Saúde justifica-se pela preocupação com o crescente número de adolescentes infectados pelo HIV, especialmente as meninas. Ao longo dos 22 anos de história da Aids, o perfil da epidemia mudou. Em 1985, para cada 25 homens contaminados havia uma mulher na mesma situação. Hoje, as relações heterossexuais são a principal forma de transmissão do vírus, e a proporção de infectados é de dois homens para uma mulher. A única faixa etária em que o sexo feminino ultrapassou o masculino em número de soropositivos é dos 13 aos 19 anos. Para cada menino portador do HIV, duas meninas estão com o vírus. Em 1991, por exemplo, a relação de contaminados era de quatro garotos para uma garota. O fenômeno se explica pelo fato de a idade da primeira relação sexual das brasileiras ser cada vez mais baixa. Elas perdem a virgindade, em média, aos 14 anos – na década de 60, era aos 17 –, com rapazes mais velhos e com uma vida sexual ativa há muito mais tempo. "Com pouca ou nenhuma experiência, elas não se sentem à vontade para impor o uso do preservativo", diz Paulo Teixeira, coordenador nacional do Programa DST/Aids, do Ministério da Saúde. Apenas 44% dos jovens brasileiros usam camisinha no primeiro encontro sexual. Além disso, os cuidados preventivos tendem a arrefecer conforme a relação do casal se estabiliza – como se compromisso protegesse contra a Aids.
A campanha com Kelly Key revela uma evolução na linguagem das propagandas anti-Aids feitas no Brasil. As peças publicitárias estão cada vez mais objetivas e direcionadas a um público específico. Só para lembrar: a primeira campanha do governo sobre o tema é de 1987. Nela, um grupo de jovens gritava, como numa passeata: "Camisinha! Camisinha!" Mais vago impossível. Kelly Key é bem mais direta: sexo sem camisinha? Só olhe e babe, baby.
JINGLE DA CAMPANHA
Você não acreditou, achou que ia rolar Achou que eu ia relaxar e esquecer Mas, agora decidi, sem camisinha não vai dar
Não vou acreditar nesse blá, blá, blá E pra não dizer que eu sou ruim vou ajudar você a usar Vai usar, tem que usar, baby, usa camisinha, baby, usa camisinha... (Fonte: Veja – 17/2/2003)
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 20h59
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A LINGUAGEM DA SAÚDE

A LINGUAGEM DA SAÚDE
Dentro do contexto de que a missão de curar cada vez mais é substituída pela de prevenir, os autores escreveram este guia de saúde que apresenta maneiras de se prolongar a vida, com qualidade. Especialista em doenças vasculares, Haroldo Jacques, investigador dos meandros da circulação sangüínea, se uniu ao psicanalista Luiz Alberto Py para se complementarem nesta obra que abrange tanto as terapias tradicionais quanto as alternativas.
O livro, que ainda traz um apêndice com dicas de cozinha e receitas, aborda:
· o colesterol, as gorduras e a alimentação correta
· exercício e sedentarismo
· obesidade
· sexo e inadequações sexuais
· estresse, tensão e relaxamento
· o sono, a insônia e os sonhos
· envelhecimento e medicina ortomolecular
· câncer
· religião e crescimento espiritual
(Fonte: Editora Campus)
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 20h58
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UM ALERTA PARA OS ADEPTOS DO CULTO AO CORPO. LIPOASPIRAÇÃO NÃO EMAGRECE

UM ALERTA PARA OS ADEPTOS DO CULTO AO CORPO. LIPOASPIRAÇÃO NÃO EMAGRECE
"Lipoaspiração é um procedimento cirúrgico, que exige profissional habilitado, avaliação pré-operatória adequada e instrumental específico", segundo explica a especialista em cirurgia geral e plástica da Unifesp - Universidade Federal de São Paulo, Ivone Duarte. Ela diz que "os resultados definitivos são percebidos após 4 a 6 meses".Temperaturas elevadas, praia e muito calor dão o clima ideal para que as pessoas se exponham ao sol. Em busca do corpo perfeito, cresce o número de cirurgias e em especial a lipoaspiração. Ivone ressalta que "a cirurgia tem a sua melhor indicação para a pessoa que está próxima do seu peso ideal. Mas, quem está acima do peso também pode ser submetido à operação, desde que esteja ciente de que essa cirurgia não visa o emagrecimento. Ela melhora, apenas, o contorno corporal. A cirurgia não pode ser feita aleatoriamente, retirando-se grandes quantidades de gordura sem critério. O risco do procedimento é proporcional ao aumento da quantidade de gordura retirada", conclui Ivone Duarte.
Fonte: Megapauta (http://www.pautamegabrasil.com.br/pautamegabrasil/pauta_assessorias_interna.cfm?codigo=1259&Parabolica=1)
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 20h57
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CRISE NOS HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS - cont.
Segundo Paulo Eduardo Rodrigues da Silva, que foi superintendente do Hospital de Clínicas da Unicamp de 1991 a 1994 e de 1997 a 2002, os hospitais das universidades estaduais paulistas são uma exceção, pois apesar de enfrentarem problemas, sua situação é melhor do que a dos hospitais ligados às universidades federais. "Os hospitais da Unicamp, USP e Unesp não reduziram sua produção, mas os hospitais das universidades federais foram obrigados a fazê-lo para garantir as condições mínimas necessárias ao ensino, pesquisa e atendimento da população. Mantidas as atuais formas de financiamento, através de tabelas defasadas do SUS, ao invés de contratos de gestão que garantam o custeio dos hospitais de referência, a tendência dos hospitais das universidades estaduais paulistas, será o mesmo das instituições federais", diz ele.
Entre os problemas dos hospitais ligados às universidades estaduais está o grande aumento da demanda pelos serviços desses hospitais não ter sido acompanhado por uma reelaboração de seu modelo de financiamento. Silva explica que a Área de Saúde da Unicamp consome 19% do orçamento total da universidade, tendo atingido o seu maior índice de participação (22%) em 1992.
A Área de Saúde possui vários centros, entre eles, o Hospital de Clínicas, sua maior unidade, além do Centro de Atenção Integral a Saúde da Mulher (Caism), o Hemocentro, o Gastrocentro e o Centro de Pesquisas em Pediatria (Ciped), e seu custo é em torno de R$ 200 milhões anuais, sendo de 40% (R$ 80 milhões) a parte do SUS. "Apesar da nossa situação não ser tão crítica, os problemas de financiamento são os mesmos dos hospitais que prestam serviços para o SUS", afirma Silva.
Ainda de acordo com ele, o melhor modelo de financiamento dos hospitais das universidades estaduais seria que uma parte do orçamento voltado para a assistência à população, fosse bancada pela secretaria de saúde ficando a universidade responsável pela parte referente ao ensino e à produção acadêmica. "A universidade não pode pagar a crescente demanda por assistência de forma ilimitada, por isso parte de seu financiamento deve ser incorporada por quem deve promover essa assistência", argumenta ele.
Dos 154 hospitais universitários ainda existem aproximadamente 50 que são filantrópicos, as Santas Casas de Misericórdia que têm convênios com as universidades. Estes hospitais, de acordo com Amâncio Paulino de Carvalho, têm problemas não menos graves, mas diversos dos outros, porque não têm pessoal, nem orçamento do setor público, e precisam se financiar integralmente.
Tentativas de solucionar a crise Nos últimos anos, os ministérios da educação e da saúde têm destinado verbas complementares, que amenizam os problemas em curto prazo, mas não modificam de forma decisiva o atual quadro. Como legalmente a terceirização de pessoal dos hospitais das universidades federais foi considerada irregular pelo Tribunal de Contas da União e os hospitais foram intimados a demitir todos os contratados por esse processo, o MEC realizou em 2002 concursos públicos para o preenchimento de 3300 vagas. Até meados de 2003 estão previstos concursos públicos para o provimento de mais 7700 vagas, o que totaliza metade do pessoal terceirizado.
Para Amâncio Paulino de Carvalho, além dessa solução que vai diminuir gastos com pessoal e liberar recursos para o custeio dos hospitais das universidades federais, outra solução importante seria o aumento dos recursos complementares. "Existe hoje o Programa Interministerial de Apoio aos Hospitais Universitários federais que tem provido recursos orçamentários para complementar o custeio. Estamos recebendo por ano 60 milhões de reais e para 2003 estão previstos 100 milhões. Estes recursos podem aumentar este ano, essa seria uma boa solução. O Congresso Nacional aprovou mais 50 milhões, e o orçamento poderá subir para 150 milhões de reais. Essa verba poderá estabilizar o funcionamento desses hospitais. Mas no longo prazo, a Abrahue considera que a melhor solução é mudar o padrão atual de pagamento pelo SUS, porque a tabela de remuneração por procedimento do hospital está muito defasada", afirma ele.
No final de 2002, a Abrahue elaborou um documento relatando as dificuldades enfrentadas por todos os hospitais universitários e propondo várias soluções. O documento foi entregue à equipe de transição do governo de Luís Inácio Lula da Silva, que criou um subgrupo para fazer um relatório acerca da atual situação. Esse relatório já foi encaminhado ao ministro da saúde.(Marta Kanashiro)
(Fonte: http://www.comciencia.br/reportagens/universidades/06.htm)
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 20h55
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CRISE NOS HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS

CRISE NOS HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS
O Sistema Único de Saúde (SUS), organização que reordenou os serviços e ações de saúde dos órgãos e instituições federais, estaduais e municipais após a constituição de 1988, integra 6 mil hospitais, dos quais 154 são reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Ministério da Saúde como entidades de ensino. São os denominados hospitais escola ou universitários, que têm como função a formação de todos os estudantes da área de saúde de nível superior e abrigam a maior parte dos cursos de pós-graduação do país, a realização de pesquisas, além do atendimento à população. Por suas funções, instalações e recursos humanos e materiais, esses hospitais também oferecem estrutura e concentram o atendimento e tratamento de casos de alta complexidade, inserindo-se no sistema de saúde no denominado nível relativo ao oferecimento de serviços mais complexos e diversos. Os serviços oferecidos e as atividades exercidas por esses hospitais lhes conferem as três principais funções das universidades: ensino, pesquisa e extensão.
De acordo com a Associação Brasileira de Hospitais Universitários e de Ensino (Abrahue), entidade fundada em 1989, que congrega atualmente 113 hospitais universitários, esses hospitais foram responsáveis em 2001 por 9% dos leitos, 12% das internações e 24% dos recursos do SUS. No mesmo período, realizaram 50% das cirurgias cardíacas, 70% dos transplantes, 50% das neurocirurgias e 48,12% do total nacional de internações de alta complexidade. A visível importância desses hospitais choca-se nos últimos anos com a crise financeira que vêm enfrentando.
Os hospitais universitários recebem verba do SUS e um valor adicional, o Fideps (Fundo de Incentivo ao Desenvolvimento do Ensino e Pesquisa). De acordo com o DataSUS, banco de dados do Sistema Único de Saúde, o Ministério da Saúde gastou em 2001 quase 500 milhões de reais pagando esse adicional. Para Amâncio Paulino de Carvalho, presidente da Abrahue e diretor do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a crise atual associa-se a uma forma de financiamento problemática do SUS, que remunera de acordo com valores subestimados dos procedimentos realizados pelos hospitais. Segundo Carvalho, isso vem sendo reavaliado sistematicamente pelo Ministério da Saúde.
Na opinião do presidente da Abrahue, dos 154 hospitais universitários, os 45 hospitais ligados às universidades federais sofrem uma crise mais aguda, porque, durante a década de 1990, a política do governo Fernando Henrique Cardoso era de não permitir a ampliação do quadro de pessoal do governo federal, que praticamente não realizou concursos públicos para contratação de novos funcionários. Carvalho explica que isso levou a um déficit cumulativo que foi sendo compensado pela contratação de pessoal terceirizado por meio das fundações de apoio às universidades. A quantidade de funcionários terceirizados nesses 45 hospitais chegou a um nível em que foi necessário utilizar os recursos do SUS, que deveriam ser destinados apenas para o custeio dos hospitais, para o pagamento de pessoal. Em 2001 já havia 20 mil funcionários terceirizados, representando uma despesa de 190 milhões de reais. "As despesas com pessoal acabaram impossibilitando a manutenção dos custos dos hospitais. A instabilidade econômica de 2002, o aumento da inflação e a variação do dólar agravaram a crise e afetaram particularmente a compra dos produtos importados utilizados pelos hospitais, que passaram a acumular dívidas", diz Amâncio Paulino de Carvalho.
De acordo com levantamento da Abrahue, 18 dos 45 hospitais de universidades federais tinham uma dívida, no final do ano de 2002, de 135 milhões de reais. "Pior do que a dívida é o déficit mensal que demonstra a tendência de crescimento dessa dívida e, portanto, a impossibilidade de negociá-la. A conseqüência mais grave é o problema de abastecimento dos hospitais que começou a prejudicar insumos fundamentais como medicamentos e até alimentos", alerta o presidente da entidade.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 20h54
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MATERIAL ESCOLAR PODE TER MENSAGENS SOBRE AIDS

MATERIAL ESCOLAR PODE TER MENSAGENS SOBRE AIDS
Projeto obrigaria editoras, gráficas e outras empresas dedicadas à impressão de material didático a incluir textos em contracapas de livros e cadernos escolares Fabricantes de livros e cadernos escolares podem ter de incluir nos produtos mensagens educativas sobre a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e Aids se o Projeto de Lei deputado Paulo José Gouvêa, do PL do Rio Grande do Sul, for aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Redação.
O projeto obrigaria as editoras, gráficas e outras empresas dedicadas à impressão de material didático a incluir as mensagens nas contracapas de livros e cadernos escolares. Além de informações sobre Aids e doenças sexualmente transmissíveis, também deverão ser estampadas orientações sobre o problema das drogas.
Segundo a Agência Câmara, o objetivo da proposta seria diminuir o crescimento da doença entre os jovens, que, de acordo com documento divulgado pelo Ministério da Educação, aumenta na faixa etária entre 20 e 25 anos. .(Fonte: Mmonline)
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 20h51
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PFIZER CANCELA CAMPANHA EUROPÉIA DO VIAGRA

PFIZER CANCELA CAMPANHA EUROPÉIA DO VIAGRA
Ação teria como objetivo alavancar o produto no mercado, para enfrentar o novo medicamento rival criado pela Eli Lilly, o Cialis A Pfizer decidiu cancelar seus planos de lançar uma grande campanha de marketing européia para alavancar as vendas de Viagra contra seu novo rival recém-lançado pela Eli Lilly & Cos, o Cialis. Segundo o AdAge, as agências esperavam um comunicado da Pfizer ainda nesta semana, mas foram avisados de que uma possível campanha havia sido cancelada.
Duas agências de Nova York eram finalistas, DiMassimo Brand Advertising e Bartle Bogle Hegarty, e brifadas em Londres desde o começo de fevereiro. Um executivo familiar com a concorrrência informou que diminuição dos gastos seria o motivo para a mudança de planos. A Pfizer não comentou a decisão.(Fonte: Mmonline)
(publicada em fevereiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 20h49
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O custo (alto) da consulta on line

O custo (alto) da consulta on line
Mônica Macedo
A polêmica criada em torno da resposta de um médico a um leitor de uma revista eletrônica levanta a discussão sobre as regras de divulgação de temas ligados à saúde nos novos meios de comunicação, como a Internet. Trata-se da pergunta de um adolescente, que queria saber se é saudável praticar musculação em sua idade, à seção Pergunte ao Dr., da revista Saúde e Vida On Line (ver abaixo).
O médico da revista desaconselhou a musculação, indicando ser mais apropriado caminhar ou andar de bicicleta. Decepcionado com a resposta, que provavelmente contrariou suas expectativas, o leitor enviou uma solicitação indignada a outra revista eletrônica, Saúde Total (ver abaixo), para que enviasse uma carta à Saúde e Vida On Line devido ao absurdo que haviam publicado sobre a musculação.
O médico da Saúde Total, em contraposição às informações de seu colega da Saúde e Vida On Line, respondeu que nenhum trabalho científico documentou qualquer efeito nocivo para a saúde ou para o desempenho físico e que se ao leitor lhe agrada a musculação, ele deve praticá-la, pois seu próprio filho, de 11 anos, já treina. O médico tomou ainda o caso exemplar de Arnold Schwarzenegger, que começou a praticar musculação na mesma idade do leitor e, portanto, ele já estaria perdendo tempo.
E complementou sua resposta com a indicação de um artigo de sua própria autoria, onde apresenta mais detalhadamente uma revisão da literatura científica sobre exercícios resistidos e implicações para a saúde da criança. Nesse artigo, no entanto, o médico é mais prudente do que na primeira resposta, fazendo a ressalva de que a prática da musculação não traz riscos desde que bem orientada.
Ora, quando um médico responde à pergunta de um indivíduo que só conhece por e-mail, não sabendo, portanto, quais as suas motivações e, sequer, se dispõe das condições adequadas para a prática da musculação sem risco, espera-se que tenha o cuidado de dar informações genéricas e não uma indicação específica, baseado no modelo de seu próprio filho, ou ainda, de Schwarzenegger.
Esse tipo de fórum de discussão criado pela Internet possibilita ao leitor interagir com médicos colaboradores das publicações e tirar dúvidas sobre problemas pessoais de saúde, o que existe de uma forma apenas raquítica nos outros meios de comunicação.
Por outro lado, expõe os bastidores da conversa entre o leitor e o editor da revista de uma maneira que não interessa aos outros leitores, transformando um caso particular em polêmica que coloca em jogo a competência de um profissional, com base em uma única resposta, que por sua vez consistia numa orientação geral sobre saúde, e não num diagnóstico bem estabelecido - o que seria impossível sem uma consulta pessoal do leitor ao médico.
O médico de Saúde e Vida On Line agiu de forma correta ao limitar sua resposta a informações que não implicassem riscos para o leitor. O editor, supostamente seguindo orientação do médico consultor da revista, acrescentou que "nenhum trabalho científico documentou qualquer efeito nocivo da musculação para a saúde ou para o desempenho físico, incluindo o crescimento estatural, a agilidade e a flexibilidade".
Mas o editor omitiu o texto do artigo do mesmo médico, na própria revista, sobre treinamento bem orientado. Em geral são dadas informações genéricas, já que o médico não pode ter respostas específicas para um indivíduo que nunca viu na vida, do qual não sabe se é alto ou baixo, gordo ou magro, saudável ou doente, e assim por diante.
Este é um exemplo de como um editor pode comprometer a qualidade de uma publicação.
O efeito de um artigo certamente é diferente do de uma resposta médica a um problema pessoal de um leitor. Os leitores do artigo sabem que o autor está se dirigindo a um público amplo. Mas quem envia uma pergunta ao médico espera justamente o contrário. Quer resposta personalizada para seu problema.
(Fonte: Observatório da Imprensa)
(publicado em janeiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 20h47
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Guia online de sites médicos

Guia online de sites médicos
Gostaria de comunicar aos jornalistas científicos e médicos que já se encontra online, gratuito, o mais completo guia de sites médicos e de educação médica em língua portuguesa.
Endereço do site: MEDWEBGUIA <www.medwebguia.com.br>
(Fonte: Observatório da Imprensa)
(publicado em janeiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 20h45
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Médicos e Jornalistas: no coração do vulcão - cont.
O jornalista passará a ser - para além de autor de conteúdos - o guia e o animador dos utilizadores da net, o que organiza e conduz o utilizador "on-line" para o espaço onde este encontrará a informação que quer, para o espaço onde este poderá debater interactivamente os temas que lhe interessam. Neste ciberespaço, porventura, todos seremos jornalistas; ou posto de outro modo: as funções de utilizador e/fornecedor diluem-se na medida em que o utilizador "provoca" o conteúdo, ou quiçá contrapõe a um conteúdo um outro. Ou nas "chats" fará as perguntas que o utilizador quer e não as que ele escolheria, como frisou na conferência citada o Dr. Pinto Balsemão. A um dia já não sucederá outro. Será sempre dia.
A mudança será ao segundo em catadupa. É a noção virtual de "tempo real" à escala global.
Os media vêem-se cobiçados e adquiridos por grupos financeiros, exteriores ao meio editorial. Médicos e jornalistas estão no coração do vulcão. E estão também no núcleo dos dois maiores negócios do século que se avizinha: a Comunicação e as Biotecnologias. Os analistas questionam-se sobre qual destas "novas economias" emergentes irá ter maior impacto. Depois das descobertas na área do Genoma Humano restam-lhes poucas dúvidas que o campo das Ciências da Vida levará a palma.
Para médicos e jornalistas este tempo de mudanças vertiginosas - que temos dificuldade em assimilar - implicará profundas e sérias reflexões sobre deontologia e a ética.
Volto ao "aquista" Hermann Hesse, que escreveu também, nos idos de 50:
"Exijo das posições de maior cultura um certo idealismo, uma apetência para a compreensão e a explicação, totalmente independente das vantagens materiais. Em resumo: um pedaço de humanismo; embora saiba que este humanismo na realidade já não existe e que os seus gestos só irão, em breve, aparecer nos museus das figuras de cera".Não perfilho o niilismo de Hesse. Aliás temos entre nós bons exemplos vivos: os médicos da AMI e os jornalistas que ficaram até ao fim em Timor. Bem sei que são exemplos-limite, mas, no entanto, reveladores da alma das duas profissões.
O humanismo continuará, certamente, a ser o pilar do exercício da Medicina e a ética não abandonará os novos media. Cativos da vertigem da mudança - que alterará o mundo e a forma de nele viver de uma forma profunda - nunca deveremos perder de vista os princípios. Essa será aliás, também, uma atitude de sobrevivência. De outra forma médicos e jornalistas serão engolidos pelo vulcão._
* Editor do jornal NOTÍCIAS MÉDICAS
http://www.aind.pt/meios2001/revmarco/rafael_reis.html
(publicado em janeiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 20h43
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Médicos e Jornalistas: no coração do vulcão Rafael Reis*
Participei no ano passado num painel sobre "Comunicação social e Medicina" incluído no X Congresso Nacional da Ordem dos Médicos. O conferencista foi o Dr. Francisco Pinto Balsemão. Com a sua habitual e coloquial clareza de exposição gostei de o ouvir dizer, como exemplo do império da comunicação que se avizinha, que um dia quando não tivermos cervejas no frigorífico, o próprio electrodoméstico dará ordens ao supermercado para as repor.
Não gostarei no entanto que, na era da descodificação do genoma humano que uma companhia de seguros, depois do exame prévio do meu ADN me diga que aos 60 anos desenvolverei uma doença incurável.
Vamos entrar no século da comunicação e das ciências da vida e vale a pena alertar para a importância da ética de duas profissões-chave deste mundo novo: jornalistas e médicos.
E começo por transcrever a reflexão de Hermann Hesse sobre a profissão médica quando foi a águas a Baden devido a forte achaque de gota:
"Receava um pouco esta consulta. Não porque tivesse medo de um diagnóstico aterrador, mas porque os médicos, na minha opinião, pertencem a uma hierarquia especial; porque concedo aos médicos uma alta patente e porque aceito mal desiludir-me com eles."
Partilho esta opinião acerca dos médicos com o escritor alemão e torno-a extensiva aos jornalistas.
Médicos e jornalistas estão hoje integrados numa imensa onda de mudança que levará, obrigatoriamente, a um reposicionamento, à prática de novas funções e à presença de novas preocupações.
O médico é chamado, cada vez mais, a agir de acordo com juízos de valor, mais assentes na relação custo-eficácia, definida do exterior, do que nas qualidades técnica e humana que sempre caracterizaram a profissão de Hipócrates. É um caminho dificilmente evitável. É uma revolução de fundo imposta pelas leis da economia e do mercado. (E a Saúde é um mercado apetecível).
Conceitos como o "managed care", "medicina baseada na evidência" e "guide lines" (uniformizadores) ganham terreno e costituem já o "modus operandi" do outro lado do Atlântico. O médico verá o seu exercício balizado por diktats, com objectivos económicos, de companhias prestadoras de cuidados ou governos. A livre escolha do médico pelo doente será cada vez mais limitada. A relação médico-doente será esvaziada, já que o médico ficará espartilhado por normas de acção pré-definidas.
Atrevo-me a dizer que a atávica lentidão do País, neste caso pode ser positiva permitindo a reflexão e a preparação. Sem delongas...
Também o jornalista vive num tempo de profunda mudança. Há pouco mais de 10 anos a maioria dos jornais era feito no chumbo. Hoje projectam-se no ciberespaço. A "rede" vai obrigar editores e jornalistas a reinventar novas regras de acção. Um jornal on-line não é uma cópia no ecrã do que existe em suporte papel. É outro produto.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 20h42
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Journal of the American Medical Association e o suicídio

Journal of the American Medical Association e o suicídio
O ilustre Journal of the American Medical Association (Jama) disse que foi enganado por um estudante de Medicina, que escreveu matéria mentirosa sobre um americano do Alasca que, em seus 97 anos, caminhou em direção ao Oceano Ártico para congelar até morrer.
O estudante Sethal Shah apresentou sua história como fato. Mas o ex-supervisor de Shah afirmou não haver tal vítima de suicídio, dizendo que a notícia publicada perpetua o mito sobre uma tradição que não existe. Segundo Lindsey Tanner [The Associated Press, 21/8/01], em carta publicada no periódico em 15 de agosto, o estudante se defendeu, dizendo ter se baseado em histórias que ouviu de moradores no período em que esteve no Alasca. Afirmou ter criado a história para chamar atenção para "questões sobre o fim da vida."
Michael Swenson, médico que supervisionara Shah, disse que o relato apresenta um estereótipo nocivo sobre a atual sociedade iupik, onde o desespero entre idosos é bem menos comum do que o visto em culturas urbanas. Catherine DeAngelis, editora do Jama, ficou furiosa. Disse que os editores abordam autores de ensaios quando estes parecem suspeitos, mas o processo é falho. "O que poderíamos fazer? Submeter os ensaístas a detectores de mentira?"
Dr. George Lundberg, editor-chefe do Medscape.com, sítio de informações médicas, disse que editores de periódicos como o Jama se preocupam muito ao publicar pesquisas que suspeitam ser fraude ou invenção, mas não têm dinheiro para checar cada ensaio. Lundberg já foi editor do Jama e, na ocasião, passou por saia justa semelhante à de Catherine.
(fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/ofjor/ofc290820011.htm )
(publicado em janeiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 20h40
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Anvisa proíbe alimentos em forma de cigarro -
Anvisa proíbe alimentos em forma de cigarro -
A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, proibiu a fabricação, a importação, a propaganda e a comercialização de alimentos em forma de cigarro como parte das ações que restringem a propaganda e buscam o desestímulo ao consumo de derivados do fumo. A medida é válida especialmente para chocolates e doces, com forma semelhante a cigarro, charuto, cigarrilha ou qualquer produto derivado do fumo. A decisão vale a partir do dia 8 de maio de 2003. Até lá, as empresas terão que adequar seus produtos de acordo com as normas. Os estoques produzidos nesse intervalo poderão ser vendidos até que expire o prazo de validade. Os comerciantes e fabricantes que não cumprirem a norma poderão sofrer punições que vão de notificação a multas entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão.
Segundo a Anvisa, o objetivo da medida, que tem caráter educativo e preventivo, é retirar do mercado esse tipo de alimento, que estimula jovens e crianças a iniciarem o consumo do fumo precocemente. A Agência cita estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) que comprovam que crianças que consomem doces com formato de cigarros, charutos ou cigarrilhas têm quatro vezes mais chances de experimentar produtos derivados do tabaco do que aquelas que nunca os consumiram.
A medida também vale para embalagens de alimentos que simulem ou imitem maços de cigarro e para o uso em alimentos de marcas que pertençam a produtos, feitos de tabaco ou não, que possam fazer associação a cigarros ou outros derivados do fumo.
(Fonte: Mmonline)
(publicado em janeiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 20h38
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Cyberambulatório para prevenir câncer da pele
Cyberambulatório para prevenir câncer da pele A Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) criou um serviço para auxiliar a população na detecção do câncer da pele. Por meio do site www.saudetotal.com/prevencao - desenvolvido pela Disciplina de Telemedicina, os usuários recebem informações sobre a doença, como preveni-la e, principalmente, como identificar as lesões potencialmente malignas. Mas a novidade está na avaliação dermatológica virtual. O interessado envia alguns dados e fotos das lesões e tem de volta a avaliação feita por um grupo de dermatologistas da FMUSP. Quando a doença é diagnosticada na fase precoce, as chances de cura são altíssimas. O câncer da pele é altamente letal quando está em estado adiantado. O portador de melanoma, na sua fase mais agressiva, tem geralmente uma sobrevida de seis a oito meses. O coordenador geral da Disciplina de Telemedicina, prof. Chao Lung Wen, ressalta que o trabalho de prevenção é muito importante. “A saúde pública economiza 40 mil dólares por paciente, se o tratamento é feito logo no início”, revela Wen. O serviço de tele-educação e triagem à distância pela Internet foi lançado junto com a Campanha Nacional de Prevenção do Câncer da Pele, no ano passado, como uma forma de dar continuidade ao trabalho de conscientização, já que a campanha promove exames gratuitos uma vez por ano. O Prof. Wen disse que a idéia não é ensinar ninguém a fazer diagnóstico, mas suspeitar de lesões potencialmente malignas e sugerir ao portador que procure o auxílio de um dermatologista. Os profissionais que lidam com estética são o principal alvo desse treinamento, por trabalharem diretamente com a pele. “Vamos procurar as clínicas de bronzeamento artificial, clínicas de estética, salões de beleza, academias de ginástica e massagistas. Eles são os primeiros a enxergar qualquer problema na pele e serão o nosso maior aliado no combate à doença”, concluiu o coordenador de Telemedicina da FMUSP.
Para enviar as fotos para avaliação, a pessoa tem de se cadastrar no próprio site e realizar um teste de conhecimento. Fonte: http://www.hospitalar.com/not_int.php3?n=872
(publicado em janeiro/2003)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 20h37
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Pesquisa comprova: ar-condicionado faz mal à saúde
Pesquisa comprova: ar-condicionado faz mal à saúde
Para quem é alérgico, dizer que ar-condicionado faz mal à saúde não chega a ser uma novidade. Mas um estudo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) comprova que o aparelho - tão importante em terras tropicais – traz malefícios a todos.
Os principais sintomas são: nariz coçando, garganta seca, olho irritado, desconforto geral.
De acordo com o estudo, realizado em quatro prédios de escritórios no centro de São Paulo, um terço das pessoas que trabalha em ambiente com ar condicionado apresenta queixas relacionadas ao sistema. Sem manutenção periódica dos aparelhos e dutos, o ar dentro do edifício pode conter mais fungos e ácaros que o de fora, com risco até dez vezes maior de doenças respiratórias. E mesmo com manutenção, o ar condicionado causa uma série de desconfortos que reduzem o rendimento no trabalho.
"As queixas com ar condicionado são sempre maiores", diz o médico alergista Gustavo Silveira Graudenz, autor do estudo. À medida que o sistema envelhece, entretanto, os sintomas se tornam mais freqüentes. Segundo ele, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aceita que até 20% das pessoas apresentem queixas com relação ao ambiente de trabalho. Nos escritórios em que os dutos de ventilação tinham mais de 20 anos, os pesquisadores registraram índices de 50%.
O trabalho envolveu 1.500 pessoas e contou com uma combinação privilegiada de ambientes, proporcionados pela reforma do sistema de ventilação de um dos edifícios: ar condicionado e dutos novos, ou ambos velhos, e ar condicionado velho com dutos novos. "Mesmo em locais como o Brasil, de clima tropical, as pessoas apresentam índices de queixas semelhantes aos de Estados Unidos e Canadá, que possuem clima muito mais rigoroso", observa Graudenz.
O problema mais comum é a contaminação dos dutos de ventilação por ácaros e fungos - o chamado mofo. Seus esporos são carregados pelo ar e podem causar irritações nos olhos e trato respiratório. O resultado pode ser muito pior do que um simples incômodo. "Quando você vai para casa com o nariz entupido, sua estrutura de sono será perturbada", diz o pesquisador Paulo Saldiva, do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP.
Quem mais sofre são os indivíduos com alergias respiratórias, mesmo nos casos em que não foram encontrados níveis altos de contaminação por fungos ou ácaros, afirma Graudenz. Agora, o próximo passo da pesquisa é dividir os grupos em alérgico | |