A Comunicação para a Saúde como campo de estudos e pesquisas
Editor do Blog da Rede Comsaúde concede entrevista na Revista Comunicação & Saúde, abordando aspectos de sua tese de doutorado
Nosso entrevistado é o professor e pesquisador Arquimedes Pessoni, jornalista formado em 1987 na Faculdade de Comunicação Social do Instituto Metodista de Ensino Superior (atual UMESP), fez mestrado e doutorado pela mesma instituição tendo sempre como objeto de estudo a Comunicação para a Saúde. Desde 1991 ocupa por concurso público o cargo de repórter-redator na Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Santo André, atualmente respondendo pela Secretaria de Saúde daquele município. Atua há 8 anos como assessor de comunicação da Fundação do ABC, mantenedora da Faculdade de Medicina do ABC, onde também ministrou algumas disciplinas ligadas ao Marketing aplicado à Saúde no curso de pós-graduação. É membro do Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina do ABC e faz parte do Conselho Editorial do jornal Diário do Grande ABC. É professor também dos cursos de Jornalismo e Relações Públicas do UniFIAMFAAM (SP).

Arquimedes acaba de defender o seu doutorado na UMESP, onde analisou as contribuições da ComSaúde na construção do conhecimento em Comunicação para a Saúde. Aqui, ele apresenta informações relevantes sobre o campo de estudos e pesquisas conhecido como Comunicação para a Saúde, fala da ComSaúde e da cobertura de saúde pela mídia brasileira.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 17h37
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Entrevista - Parte 2
Revista: Como se poderia definir o campo da Comunicação para a Saúde?
Arquimedes Pessoni: Vários autores tentaram definir o foco e a abrangência deste campo e podemos citar alguns deles. Em geral, essas definições associam a comunicação para a saúde à mudança de comportamento. Holtgrave Mailbach, por exemplo, define comunicação em saúde pública como "o uso das técnicas de comunicação e tecnologias para (positivamente) influenciar indivíduos, populações e organizações no propósito de promover condições planejadas para a saúde humana e ambiental". Já Gloria Coe afirma que "a comunicação para a Saúde se define como a modificação do comportamento humano e os fatores ambientais relacionados com esse comportamento que direta ou indiretamente promovam a saúde, previnam doenças ou protejam os indivíduos de danos" ou como "um processo de oferecer e avaliar informação educativa persuasiva, interessante e atrativa que dê como resultado comportamentos individuais e socialmente saudáveis. " Os elementos chave, segundo ela, para um programa de comunicação para a saúde são o uso da teoria da persuasão, a investigação e a segmentação da audiência e um processo sistemático de desenvolvimento de programas. Para Luis Ramiro Beltran, "a comunicação para a saúde consiste na aplicação planejada e sistemática de meios de comunicação para mudança de comportamentos ativos da comunidade, compatíveis com as aspirações expressadas em políticas, estratégias e planos de saúde pública. Vista como processo social, é um mecanismo de intervenção para gerar, em escala múltipla, influência social que proporcione conhecimentos, forje atitudes e provoque práticas favoráveis ao cuidado com a saúde pública. Como exercício profissional, a comunicação para a saúde é o emprego sistemático dos meios de comunicação individuais, de grupo, de massa e mistos, assim como tradicionais e modernos como ferramentas de apoio à mudança de comportamentos coletivos funcionais ao cumprimento de objetivos de programas de saúde pública.!" Podemos ainda mencionar a definição citada por Virgínia Silva Pintos e que consta do Journal of Health Communication:" um campo de especialização dos estudos comunicacionais inclusive os processos de agenda setting para assuntos de saúde: o envolvimento dos meios massivos com a saúde; a comunicação científica entre profissionais da biomedicina; a comunicação médico/paciente; e, particularmente, o desenho e a evolução de campanhas de comunicação para a prevenção da saúde".
Revista: É possível identificar, cronologicamente, o início da construção deste campo?
Arquimedes Pessoni: Nem sempre é fácil resgatar , com absoluta precisão, as primeiras manifestações desta área de estudo, mas Beltrán admite que os médicos William Alison, escocês, e Louis René Villermé, francês, ao estabelecerem as relações entre pobreza e enfermidade, no início do século XIX, ressaltaram a importância, hoje assumida amplamente, da promoção da saúde e contemplaram nela a comunicação. Pesquisadores citam também Florence Nightingale, considerada pioneira nas atividades de enfermagem e que deu muita importância à comunicação e destacam, já no início do século XX, o surgimento da Oficina Sanitária PanAmericana, que depois se transformaria na Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS). Há uma corrente significativa que associa a comunicação para a saúde ao processo de difusão de inovações na área agrícola, que teve profundo impacto na saúde pública e em particular no planejamento familiar.
Revista: Na sua tese, você resgata o Caso Molinas, que foi emblemático neste sentido. Poderia falar um pouco a respeito dele e da sua importância.
Arquimedes Pessoni: Simplificadamente, trata-se de uma história de fracasso da agência de saúde pública do governo peruano para fazer com que a população do vilarejo de 200 famílias de uma região costeira do Peru, denominada Los Molinas, adotasse novas normas de comportamento saudáveis. A proposta da campanha era que os habitantes do local adotassem o consumo da água fervida visando reduzir o risco de propagar o tifo, doença presente no local, por diversos motivos, entre eles o uso da água da irrigação para beber. Quando terminou a campanha, apenas 5% das famílias haviam adotado o consumo de água fervida, o que, efetivamente, representou um fracasso. Descobriu-se que problemas culturais contribuíram para o insucesso da campanha. A tradição local ligava comidas quentes com doença. A água fervida torna a água "menos fria" e, portanto, própria apenas para pessoas doentes. Mas se o indivíduo não estivesse doente, pelas normas locais da tribo indígena à qual pertenciam as famílias, ele estaria proibido de consumir água fervida. O caso Molinas se tornou mesmo uma referência porque explicitou a importância da cultura, muitas vezes relegada a um segundo plano em processos de comunicação para o desenvolvimento.
Revista: Dê um panorama geral sobre as pesquisas em Comunicação para a Saúde, em particular no Brasil.
Arquimedes Pessoni: Em primeiro lugar, é preciso afirmar que a comunicação para a saúde se constitui numa área limítrofe entre ciências distintas: a Comunicação e a Saúde e que será possível encontrar sempre duas situações: pesquisas de profissionais de Comunicação que elegem a saúde como objeto de estudo e pesquisadores com formação em Saúde que se preocupam com a Comunicação como ferramenta de trabalho em sua área de atuação. No caso dos Estados Unidos, reconhecidamente líder em estudos e pesquisas nessa área, as linhas de investigação mais recorrentes atualmente, conforme indica o Handbook of Health Communication, são: teorização em Comunicação para a Saúde, Comunicação cliente-provedor (relacionada aos planos de saúde), interação médico-paciente, comunicação em saúde para a comunidade (organização, riscos à comunidade, serviço social, comunicação interpessoal do dia-a-dia e populações marginalizadas), campanhas de saúde, estratégias comunicacionais em saúde, mensagens na mídia eletrônica (narrowcasting), telemedicina, relações públicas em Comunicação para a Saúde, Comunicação para a Saúde na mídia e políticas de saúde. Trata-se de uma área que tem se desenvolvido bastante e que, inclusive, conta, nos EUA, com a contribuição de diversos programas educacionais em Comunicação para a Saúde, distribuídos pelo país. Pode-se citar o exemplo da Universidade de Minnesota, onde há uma parceria entre a escola de Jornalismo e Comunicação de Massa e a escola de Saúde Pública.
No Brasil, segundo levantamento que fizemos e que consta da tese, no Diretório de Grupos de Pesquisa do Brasil do CNPq, identificamos 80 linhas de pesquisa em 48 grupos de pesquisa que estudam Comunicação em Saúde. Trata-se de uma área também em expansão por aqui: somente em 2004, 17,5% do total das linhas de pesquisas criadas se devem a este campo.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 17h36
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Entrevista - Parte 3
Revista: Quantitativamente, como está a produção desta área nos Programas de Pós-Graduação brasileiros?
Arquimedes Pessoni: Levando em conta os programas reconhecidos pela CAPES até 2003 podemos identificar 78 dissertações e 26 teses na área de Comunicação para a Saúde, incluída aí a produção da UMESP, com dados atualizados até 2004. A USP, a UFRJ e a UMESP são os programas que mais têm contribuído para esta produção total.
Revista: Qual a contribuição da ComSaúde para o campo? Dê uma idéia geral do perfil dos trabalhos e autores.
Arquimedes Pessoni: A ComSaúde - Conferência Nacional de Comunicação e Saúde é um evento nacional, que teve início em 1998 e que já realizou 8 edições. Na tese, fizemos um levantamento geral e comparativo entre as 7 primeiras edições e chegamos à conclusão de que foram efetivamente apresentados 215 trabalhos, com participação inclusive de pesquisadores e entidades internacionais. Como era de esperar, os pesquisadores de São Paulo e Rio de Janeiro, sobretudo os que atuam em universidades paulistas, predominaram, respondendo por cerca de 60% dos trabalhos apresentados. A área de Comunicação prevaleceu sobre a de Saúde e as mulheres foram mais presentes do que os homens, enquanto autoras, respondendo por 63,23% do total de trabalhos apresentados contra 36,77% encaminhados pelos homens. A temática Comunicação para Saúde na mídia predominou com 37% do total de trabalhos, vindo a seguir Comunicação em Saúde para a comunidade, com 16% do total. Outros temas importantes foram Teorização da Comunicação para a Saúde , Estratégias Comunicacionais, em particular as do Poder Público, e Interação médico-paciente.
Revista: Como você avalia a cobertura de saúde pela mídia brasileira? Quais os principais problemas ou desafios a superar?
Arquimedes Pessoni: Como pude comprovar no meu mestrado, a cobertura mostra falhas e os temas geralmente são descolados da realidade da saúde no país. Não há conhecimento - e tampouco preocupação - dos editores em pautar matérias que tenham impacto social, que traduzam para o leitor ações educativas que possam contribuir para a promoção da saúde e prevenção de doenças. A espetacularização da saúde que a mídia promove está calcada mais em descobertas de remédios e tratamentos normalmente inacessíveis para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Revista: A seu ver, como deveria ser, em resumo, os conteúdos básicos em um curso para formação de jornalistas/comunicadores para a saúde?
Arquimedes Pessoni: Acho que o curso deveria contemplar algumas informações básicas em epidemiologia, uso de termos médicos (que beiram o jargão), muita prática de divulgação científica para que os alunos possam aprender a transformar comunicação primária em secundária e terciárias sem que essa perca qualidade. É claro que as linhas de pesquisa mais presentes em Health Communication também devem estar previstas no curso para que os alunos possam ter um panorama geral de atuação, entre elas comunicação interpessoal (médico-paciente), comunicação de riscos, narrowcasting, merchandising social aplicado à saúde, campanhas de saúde, entre outros.
Revista: Como neutralizar a ação agressiva dos grandes interesses na divulgação de saúde pela mídia?
Arquimedes Pessoni: Neutralizar é utopia em sociedade capitalista. Temos nessa área uma rara junção da fome com a vontade de comer: as redações mais enxutas, profissionais nem sempre habituados à cobertura da saúde (sobretudo matérias que contemplem os novos medicamentos), o jabaculê comendo solto e o departamento comercial dando as cartas com o excesso da chamada "publireportagem". Nesse ambiente promíscuo fica difícil separar o joio do trigo. Ao tentar fugir do canto da sereia, o repórter fica à mercê do departamento comercial que está mais interessado nos grandes anunciantes (entre os quais as grandes empresas farmacêuticas e planos de saúde privados) e acaba forçando a cobertura mais chapa-branca das notícias. Num ambiente assim os idealistas são mais desprezados e a ética nem sempre é respeitada, por ambas as partes. Talvez beber em uma maior quantidade de fontes com credibilidade possa ser a solução...
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 17h35
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CÉREBRO ENTENDE MAIS VOZ FEMININA
Órgão "ouve" homens e mulheres de modo distinto, afirma estudo
O cérebro humano usa áreas bastante distintas para processar as vozes de homens e de mulheres, indica um estudo feito por pesquisadores britânicos. O achado pode ajudar a explicar, por exemplo, por que as pessoas que sofrem de alucinações nas quais "ouvem vozes" quase sempre têm a impressão de escutar homens.
Num trabalho publicado on-line pelo periódico científico "NeuroImage", Michael Hunter e seus colegas da Universidade de Sheffield examinaram o cérebro de 12 homens, os quais escutavam gravações de vozes masculinas e femininas, com máquinas de ressonância magnética.
A equipe verificou que a voz feminina ativa principalmente a chamada região auditória do cérebro, enquanto a masculina estimula uma área conhecida como "olho da mente", na parte traseira do órgão.
"A voz feminina, na verdade, é mais complexa do que a masculina, por causa de diferenças na forma e tamanho da laringe e das cordas vocais e também por possuir uma quantidade maior de melodia natural. Quando um homem ouve uma mulher, a região auditória processa esses sons para "ler" a voz.
Quando ouve outro homem, ele compara a voz dele com a sua própria", diz Hunter. "Isso explicaria por que as vozes femininas são consideradas mais claras -por serem processadas na região auditória, elas seriam decodificadas mais facilmente."
Numa alucinação, explica ele, o cérebro acaba criando vozes masculinas porque seria muito mais complicado replicar as de mulher.
Fonte: Folha de SP
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 17h27
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Livro publicado na Itália diz que fofoca faz bem para a saúde
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Valquiria Rey de Roma
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As autoras também dão dicas sobre como fofocar melhor |
Preocupar-se com a vida alheia e falar cotidianamente das alegrias e tristezas dos outros não é considerado apenas sinal de inveja ou maldade na Itália – é também uma excelente terapia.
De acordo com um livro lançado recentemente no país, fazer fofoca faz bem à saúde. É relaxante, não engorda, rejuvenesce e melhora o humor.
Em Gossipterapia, que poderia ser traduzido como terapia da fofoca, Elena Mora e Luisa Ciuni liberam da culpa e da vergonha aqueles que gostam de conhecer detalhes sobre o dia-a-dia dos ricos e famosos, dos vizinhos, amigos e colegas de trabalho.
"A fofoca é um antídoto contra a monotonia e a solidão", afirma Luisa. "É um importante instrumento de integração social. Consolida a participação num determinado grupo, alivia as tensões, o estresse acumulado e permite descarregar a agressividade. É um jogo entre realidade e ficção, que ajuda a conhecer a si mesmo."
Botox
Elena diz que falar da vida alheia também faz bem à pele. De acordo com ela, no momento em que se ri de uma fofoca sobre algo alegre ou triste que aconteceu com alguém, os músculos do rosto relaxam.
"É muito melhor do que botox", disse Elena. "Uma fofoca leve, que rende um sorriso, deixa o rosto muito mais lindo e o resultado é o mesmo da toxina que paralisa os músculos da pele, mas sem o incômodo das injeções e o efeito embalsamado que rende a alguns."
A psicóloga e psicoterapêuta Enrica Beringheli concorda com as escritoras sobre os efeitos benéficos. No entanto, faz distinção entre fofocas boas e ruins.
Conforme Enrica, são positivas aquelas feitas de ironias, auto-ironias e senso de humor, que mantém o respeito do outro e de si, com o reconhecimento de valores e defeitos.
Ela classifica como más quando desrespeitam os outros, são excessivas, insistentes e têm a tendência a denegrir e a desacreditar.
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 Muitas vezes não acontece nada interessante nas nossas vidas e fofocar tem um efeito tão consolador como comer chocolate. A vantagem é que não engorda 
Luisa Ciuni |
"Fofocas assim não fazem bem para ninguém", diz a psicóloga. "São feitas por pessoas com distúrbios de personalidade, como o narcisismo, que valorizam a si mesmas para prejudicar alguém, ou evitar falar sobre seus próprios problemas."
Luisa e Elena afirmam que a fofoca como terapia e diversão é típica do universo feminino.
De acordo com as escritoras, os homens não possuem o mesmo tipo de confiança que as mulheres têm umas nas outras, da qual nasce a fofoca leve e alegre.
"Quando eles fofocam, são malvados, vulgares", diz Luisa. "Fazem apenas para obter informações importantes que servem para atrapalhar a carreira de alguém, ou melhorar suas vidas profissionais. Também inventam mentiras, falam de fantasias, geralmente sobre sexo e mulheres."
As mulheres, segundo Luisa, tratam a fofoca como arte. Comentam uma desgraça ou algo bom que aconteceu com um amigo, alguém famoso ou um conhecido para dar emoção às suas vidas.
Dicas
"Muitas vezes não acontece nada interessante nas nossas vidas e fofocar tem um efeito tão consolador como comer chocolate", afirma Luisa. "A vantagem é que não engorda."
No final do ano passado, um estudo feito na Itália apontou que as mulheres gastam em média cinco das 24 horas do dia fofocando.
Elena acredita que possam ser muito mais: "Se for levado em consideração o tempo que passamos em ônibus, metrôs e filas, a média seria muito superior".
"São nestes lugares que as pessoas fazem comentários inocentes sobre o tempo e, em seguida, já estão falando sobre a vida de ricos e poderosos, da sexualidade de um ator de novela ou do casamento entre um jogador de futebol qualquer e uma modelo famosa", afirma.
No livro, as autoras dão dicas sobre como fofocar melhor e apontam os bons lugares para dar ótimas gargalhadas sobre a vida dos outros.
O salão do cabeleireiro, a academia de ginástica, festas de aniversários, casamentos e corredores de hospitais são alguns dos locais preferidos por mulheres de todas as idades para fofocar.
As duas autoras do manual da terapia da fofoca afirmam que meia dúzia de divertidas fofoquinhas podem ser melhores do que anos passados no divã de um analista.
Para quem persegue o sucesso, as italianas recomendam convidar o chefe para um cafezinho, regado a fofocas leves do bem e com muitas risadas. De acordo com elas, a ascensão profissional seria apenas uma questão de espera.
Fonte: BBC |
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 17h18
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TER AMIGOS POBRES TRAZ FELICIDADE, DIZ PESQUISA
Estudo mostra que saúde física é principal fator para a felicidade
O velho ditado diz que dinheiro não compra felicidade, mas um estudo apresentado na reunião anual da Associação Sociológica Americana, na Filadélfia, mostrou que aqueles mais ricos que seus amigos, ou seus vizinhos, se sentem mais felizes.
Segundo a pesquisa liderada pelo sociólogo Glenn Firebaugh, da Universidade do Estado da Pensilvânia, a riqueza relativa é considerada mais importante do que a riqueza absoluta.
Os pesquisadores compararam idade, renda familiar total e sensação
geral de felicidade de um grupo de americanos entre 20 e 64 anos de idade.
Os resultados mostraram que, quanto mais ricas em relação aos seus
parentes e amigos da mesma idade, maior a tendência das pessoas a ser feliz.
Felicidade
"Nós concluímos com e sem controles de idade, saúde física, educação e outros sinais relacionados à felicidade que, quanto maior a renda dos outros, num mesmo grupo de idade, menor a felicidade", disse Firebaugh.
Segundo ele, de acordo com o resultado, é possível concluir que o atual crescimento econômico dos países ricos, como os Estados Unidos, é irrelevante para a felicidade geral.
"Em vez de promover a felicidade geral, o crescimento da renda pode promover uma corrida consumista em que os indivíduos consomem mais e mais só para manter um nível constante de felicidade", disse o sociólogo.
Apesar de a renda ser considerada um fator importante, a saúde física foi apontada como o principal fator de felicidade, segundo a pesquisa.
(Fonte não informada)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 17h16
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Comer com os olhos
 22/08/2005
Por Thiago Romero
Agência FAPESP - Os números preocupam as autoridades, os médicos e a comunidade científica. O governo brasileiro gasta todos os anos, em média, R$ 15 milhões no tratamento de doenças associadas à obesidade, como diabetes, infarto e hipertensão. Além disso, uma estimativa recente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontou que 10% dos adolescentes brasileiros entre 10 e 15 anos são obesos.
Essas informações levam os gestores públicos brasileiros a concluir que é muito mais barato, rápido e eficiente prevenir a ocorrência de novos casos de obesidade. Isso deve ser feito principalmente nos primeiros anos de vida do indivíduo, o que seria melhor do que gastar fortunas no combate a essas doenças relacionadas ao ganho excessivo de peso.
Esses foram assuntos discutidos na sexta-feira (19/8), durante a jornada “Propaganda de alimentos e obesidade na infância e adolescência”, em São Paulo, que colocou frente a frente profissionais da saúde e publicitários. O objetivo do encontro era refletir sobre o papel da propaganda na promoção de alimentos pouco saudáveis.
“A criança não consegue distinguir a fantasia de uma propaganda com o mundo real dos alimentos nocivos à saúde humana”, acredita Rosely Sichieri, professora do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). “Por isso, ou as propagandas devem passar a mostrar como prevenir o consumo excessivo desses alimentos, ou esse número tenderá a crescer a um ritmo cada vez mais acelerado. Atualmente, só o tabagismo excede a obesidade nos custos associados ao tratamento dessas doenças”, alerta.
Na jornada foi divulgada uma pesquisa da Unifesp que mostra a qualidade dos anúncios veiculados nos intervalos de programas infantis na televisão brasileira. Pesquisadores do Departamento de Pediatria analisaram durante um mês o conteúdo das campanhas publicitárias de produtos alimentícios voltadas para as crianças.
Os resultados revelam que, a cada 10 minutos de exibição, 1 minuto tem como objetivo estimular o consumo de produtos alimentícios com alto teor de gordura saturada e açúcar refinado. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 30 segundos de propaganda são suficientes para exercer forte influência sobre os jovens. “Isso mostra o inquestionável poder de persuasão das propagandas, espaço que deveria ser explorado de modo a prevenir a obesidade”, disse Rosely à Agência FAPESP.
De quem é a culpa?
O sócio diretor e vice-presidente de criação da agência de propaganda QG, Sérgio Lopes, reconhece que as campanhas publicitárias conseguem transformar hábitos alimentares e, em alguns casos, realmente levam o público ao consumo exagerado de determinados produtos. “O principal objetivo da publicidade é convencer o público a consumir o produto anunciado, de preferência várias vezes ao dia. Mas a intenção é divulgar um produto desconhecido e mostrar suas vantagens, e não fazer o consumidor engordar”, afirmou.
Para ele, a culpa do consumo desenfreado não é só da propaganda e sim de toda a cadeia de interesses por trás de um anúncio. E isso inclui, por exemplo, os fornecedores de ingredientes, a indústria de alimentos, os fabricantes de embalagem que muitas vezes não descrevem os valores nutricionais e calóricos dos alimentos no rótulo e, principalmente, a legislação do setor que, segundo o publicitário, não consegue acompanhar a evolução dos conceitos alimentares.
“Por isso, é preciso que a consciência social se movimente como um todo. O combate à obesidade infantil não se restringe a apenas proibir a propaganda. O ideal seria a criação de campanhas de esclarecimento por meio de documentários e filmes de utilidade pública, além de uma revisão da legislação alimentar para proibir os alimentos nocivos”, aponta.
Uma informação divulgada no evento na Unifesp pode ser um bom começo rumo a essa conscientização e poderá servir de exemplo para incentivar a mobilização social em nosso país. A Coca-Cola e a Pepsi anunciaram recentemente que vão deixar de vender refrigerantes para as cantinas das escolas de ensino fundamental nos Estados Unidos. A medida responde à mobilização de setores da sociedade preocupados com o aumento da obesidade entre jovens. O problema atinge 30% das crianças norte-americanas entre 6 e 11 anos.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 17h01
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Busca por segunda opinião é grande Pesquisa mostra que cerca de 30% dos pacientes oftalmológicos procuram outro especialista, principalmente para confirmar o diagnóstico e a conduta ou por desconfiança.
O número de pacientes que procuram outro médico para uma segunda opinião aumentou de uns anos para cá. Os principais motivos que os levam a procurar outro especialista são desconfiança, desinteresse do médico e para confirmar o diagnóstico e a conduta. Isso é o que mostram pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo em um estudo realizado com 806 pacientes que procuraram o setor de oftalmologia de um hospital privado, na zona leste de São Paulo.
De acordo com artigo publicado na edição de maio/junho de 2005 dos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, pesquisar por meio da utilização de questionários, a freqüência de pacientes que ficam insatisfeitos com o primeiro médico oftalmologista consultado e procuram uma segunda opinião e verificar que motivos geram a insatisfação com a primeira consulta e os levam a procurar a segunda opinião.
No estudo, os pesquisadores observaram que 32% dos pacientes procuraram um outro especialista. O principal motivo para a busca de uma segunda opinião foi confirmar o diagnóstico e conduta, mas a desconfiança no médico e o desinteresse do profissional apareceram com índices de insatisfação elevados. “Fatores que podem influenciar tal panorama podem estar relacionados com a formação acadêmica do profissional, sobre o conhecimento de doenças, o que dificulta a orientação dos pacientes”, explicam no artigo.
A equipe constatou também que os hospitais, clínicas ou consultórios externos (estabelecimentos não pertencentes ao hospital pesquisado) foram responsáveis por 73% dos casos de segunda opinião, enquanto que, o hospital estudado originou apenas 27% dos casos de segunda opinião.
Dessa forma, os pesquisadores alertam para a necessidade de os profissionais orientarem melhor os pacientes. “Devido ao crescente nível de conscientização e conhecimentos dos pacientes quanto aos seus problemas de saúde, complexidade científica e técnica da medicina, problemas legais e econômicos associados à prática médica, as atividades de segunda opinião estão ficando cada vez mais importantes”.
Fonte: Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h57
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BULAS ONLINE
Se você perdeu a bula de um medicamento ou não está entendendo nada do que está escrito lá, visite esse site: http://www.e-bulas.bvs.br/cp.php.
Lá você encontrará bulas de todos os medicamentos disponíveis no mercado, sendo que há duas versões: para leigos, que vem tudo mastigadinho, numa linguagem de fácil entendimento, explicando o que são aquelas palavras indecifráveis que estão lá; para profissionais de saúde, com detalhamento das substâncias e com todos aqueles palavrões que só eles entendem.
Muito legal esse serviço prestado pela ANVISA.
Espero que seja útil.
Colaboração: Sérgio Barbosa
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h55
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Mídia, Saúde e Trabalho Ana Luisa Zaniboni Gomes
A Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos, em São Leopoldo - RS) sediou, de 5 a 7 de outubro, a VIII Conferência Brasileira de Comunicação e Saúde.
Sob os auspícios da Cátedra Unesco de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, o evento deste ano teve como tema central “Mídia, Saúde e Trabalho” e contou com o apoio e participação dos gestores e técnicos da Coordenação de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde (COSAT/MS).
A sessão plenária de encerramento aprovou, por unanimidade, encaminhar ao Ministério da Saúde proposta de que nas diretrizes da Política Nacional de Saúde do Trabalhador (Portaria Interministerial nº 800, de 03 de maio de 2005, ora em consulta pública) sejam incluídas a criação e implantação de um programa de comunicação e educação popular em segurança e saúde do trabalhador. Dentre as estratégias sugeridas no documento estão:
- Elaborar, aprovar e publicar um decreto criando um programa de comunicação em saúde do trabalhador.
- Criar um conselho gestor para elaboração do conteúdo programático, modelo, metodologia, logística e projeto editorial.
- Incluir a Radiobrás como agência de produção e difusão dos temas ligados à saúde do trabalhador .
- Incluir a rede de rádio e televisão pública e estimular os meios de comunicação privados a se tornarem parceiros do programa.
- Estruturar uma rede de colaboradores incluindo universidades, ongs, entidades e agências internacionais.
A COMSAÚDE deste ano antecedeu um marco histórico na luta pela melhoria da saúde e das condições de trabalho dos trabalhadores brasileiros: a realização da 3ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador, que será em Brasília, de 24 a 27 de novembro de 2005. Há exatos onze anos não era realizada nenhuma Conferência nesta área.
Até o final de outubro, todos as unidades da federação realizam suas conferências estaduais. Cerca de 700 municípios brasileiros também estão na reta final de suas conferências. Todas essas contribuições serão discutidas e analisadas na etapa nacional, que terá a grande tarefa de consolidar e definir as linhas gerais da nova política nacional para o setor.
Discutir a comunicação no contexto da saúde - especialmente na lógica das principais questões e prioridades do Sistema Único da Saúde (SUS) - e incentivar a produção acadêmica voltada para essas temáticas foi um dos objetivos da COMSAÚDE ao propor, em seu temário deste ano, assuntos ligados à mídia, saúde e trabalho.
Importante destacar que a recente implantação da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde dos Trabalhadores (RENAST) e do Observatório da Saúde do Trabalhador precisa contar, na prática, com o apoio de todos os setores da imprensa na ampliação da taxa de controle social das ações de saúde no SUS. Inclusive ( e principalmente) com o envolvimento da imprensa produzida pelos sindicatos de trabalhadores. Isso porque essa discussão envolve não só o poder público mas também a sociedade organizada na condução dos assuntos referentes aos acidentes e mortes no trabalho no Brasil.
Dados oficiais recentes apontam que, entre os anos de 1999 e 2003, foram registrados 1.875.190 acidentes de trabalho e 15.293 mortes pelo trabalho em nosso país, números que não têm despertado o interesse da imprensa, de um modo geral.
Para quem se interessar em conhecer mais a fundo a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e as propostas que estão sendo encaminhadas para discussão na Conferência Nacional, em novembro, basta acessar o site do Ministério da Saúde ou procurar a COSAT – Coordenação Nacional de Saúde do Trabalhador através do telefone 61. 3315.2610.
Destacamos também que o texto da Política Nacional de Saúde do Trabalhador, conduzida de forma conjunta pelos Ministérios da Saúde, do Trabalho e da Previdência através da Portaria Interministerial nº 800, de 3 de maio de 2005, estaria em consulta pública para contribuições de toda a sociedade no portal do Ministério da Saúde na internet - www.saude.gov.br - até o final de novembro.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h52
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EUA lideram reclamações de erro médico e atendimento caro
 Por Susan Heavey
 WASHINGTON (Reuters) - Os pacientes norte-americanos registram mais erros médicos e reclamam mais de visitas desorganizadas ao médico que os canadenses, britânicos, australianos, neozelandeses e alemães.
Segundo uma pesquisa do Commonwealth Fund, 34 por cento dos pacientes com doenças graves nos EUA, entre os entrevistados no estudo, afirmaram ter recebido medicação errada, tratamento inadequado ou incorreto ou sofrido atraso na realização de exames nos últimos dois anos.
Entre os canadenses, 30 por cento relataram erros médicos semelhantes, seguidos de 27 por cento dos australianos, 25 por cento dos neozelandeses, 23 por cento dos alemães e 22 por cento dos britânicos, afirmou a fundação.
"Devido aos erros em exames laboratoriais e ao alto preço dos remédios, o espaço entre os EUA e os países como as menores taxas de erro foi muito grande," disse Cathy Schoen, vice-presidente-sênior do Commonwealth Fund, num artigo para a revista Health Affairs, que publicou o estudo em sua página eletrônica.
O Commonwealth Fund tem como missão dar apoio a pesquisas independentes sobre o atendimento à saúde.
Os pesquisadores, que conduziram a pesquisa entre março e junho, entrevistaram adultos que haviam passado por algum problema de saúde grave, que tivesse exigido tratamento médico "intenso" ou que tivessem ficado internados, excluindo gestações de rotina.
"Em geral, as experiências dos pacientes mostram um panorama em que não há uma pessoa ou uma equipe responsável por garantir que o cuidado seja coordenado e contínuo, com foco nas necessidades do paciente," disse Schoen.
Os norte-americanos foram os que mais reclamaram da desorganização no atendimento dos consultórios médicos -- 33 por cento --, seguidos da Alemanha, com 26 por cento, do Canadá, com 24 por cento, e da Nova Zelândia, com 21 por cento. Grã-Bretanha e Austrália ficaram com 19 por cento.
Os pacientes dos EUA também foram os que mais se afastaram do atendimento devido aos custos médicos. Mais de metade dos entrevistados disse que não tomou o remédio ou foi ao médico devido ao preço.
Na Grã-Bretanha, onde a saúde é subsidiada pelo governo, 13 por cento dos pacientes disseram ter ficado sem atendimento.
No geral, "falhas ficaram especialmente evidentes quando as pessoas são liberadas do hospital e para pacientes que consultam vários médicos," disse Schoen.
A pesquisa entrevistou entre 700 e 750 adultos, por telefone, no Canadá, na Austrália e na Nova Zelândia, e cerca de 1.500 pessoas na Grã-Bretanha, na Alemanha e nos EUA. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para Austrália, Canadá e Nova Zelândia, 3 pontos percentuais para Alemanha e EUA e 2 pontos percentuais na Grã-Bretanha.
Fonte: Reuters - colaboração: Sérgio Barbosa
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h47
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Conselho de Medicina de Minas Gerais faz campanha para melhorar a relação médico-paciente
Condições materiais adversas e aumento excessivo do número de processos jurídicos contra médicos preocupa o órgão.
A relação entre médicos e pacientes estabelece uma interface de atuação bastante delicada. Além das expectativas de curas absolutas e milagrosas que pacientes de todas as camadas sociais experimentam com seus médicos, existem os problemas do exercício da profissão, por vezes executado em condições materiais adversas. Além disso, a relação entre duas pessoas sempre implica em inúmeras variáveis de emoções bilaterais, tarefas diversas e anseios extremados. Junte-se a isso a família de um paciente e teremos as alegrias ou as vicissitudes da relação.
Preocupado com estas questões e com o aumento excessivo de processos jurídicos que vem se estabelecendo com relação ao trabalho médico, o Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM – MG) lança campanha em prol da melhora da relação médico-paciente. Segundo informe publicado no site do Conselho, “na primeira etapa do esforço, que prevê realização de pesquisas e debates com o estado, o Conselho vai garantir aos médicos, o acesso ao livro ‘Teoria e Prática - Relação Médico Paciente’, publicação do médico mineiro, Alonso Augusto Moreira Filho”.
De acordo com Moreira Filho, as novidades técnicas que foram introduzidas na prática médica,embora alvissareiras, nem sempre trazem o relacionamento positivo para o par terapêutico, por vezes atrapalham. De acordo com o informe, o livro inicia com “uma abordagem sobre a enfermidade, que segundo o médico, é provocadora de uma ansiedade, na maioria das vezes, ameaçadora. As expectativas do médico e do paciente na relação também são muito debatidas no livro, como um relacionamento de encontros e desencontros”.
O livro está sendo distribuído gratuitamente para todos os médicos de Minas Gerais. Profissionais de outros estados que desejem adquirir a publicação podem, segundo informa a secretaria do CRM- MG, podem entrar em contato com a Editora Coppmed, no telefone 31- 327-1955.
A entidade também pede a opinião dos médicos através da seguinte pergunta: “Como o Conselho deve atuar na construção de uma relação médico-paciente mais saudável?”
As respostas devem ser encaminhadas para o e-mail: crmmg@crmmg.org.br ou por carta para a Avenida Afonso Pena 1.500 / 8º andar – Centro - Belo Horizonte – MG - CEP 30130-921
Fonte: Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h44
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Estudo: Propaganda eleva consumo de álcool entre jovens
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| Jovens começam a beber cada vez mais cedo, diz estudo |
Um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado na edição de janeiro da revista Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine afirma que jovens expostos a anúncios de bebidas alcoólicas acabam bebendo mais.
Cientistas da Universidade de Connecticut afirmaram que para cada anúncio novo assimilado por mês, o consumo de bebidas aumentava em 1%.
Foram entrevistadas 1872 pessoas, com idades entre 15 e 26 anos, em um período de dois anos.
O estudo americano diz que os jovens estão começando a beber mais cedo do que antes, pondo em risco seu desempenho na escola e se envolvendo em acidentes.
Os pesquisadores também analisaram a relação entre o consumo de álcool entre jovens e o dinheiro gasto em publicidade, baseados em dados divulgados pela indústria.
Segundo os estudiosos, o investimento em marketing também aumentou o consumo.
Fonte: BBC Brasil |
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h41
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Um novo recurso está disponível para jornalistas que cobre a epidemia global de HIV/Aids. A Fundação da Família Kaiser, que trabalha para a conscientização de importantes questões de saúde, publicou um novo manual para jornalistas.
O guia é acessível gratuitamente (em formato PDF) no site da fundação. Ele cobre uma variedade de tópicos, incluindo ciência, tratamento e prevenção de HIV e Aids. Dispõe de informação sobre aspectos políticos e sociais da epidemia. Também destaca a linguagem que pode inadvertidamente promover discriminação, juntamente com sugestões de alternativas.
O guia está atualmente disponível em inglês. A fundação diz que edições em outros idiomas estarão disponíveis em um futuro próximo.
O guia: http://www.kff.org/hivaids/7124-02.cfm.
Fonte: IJNet
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h37
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Bastidores da publicação científica
 06/01/2006
Por Thiago Romero
Agência FAPESP - Um livro dirigido tanto para pesquisadores que desejam preparar artigos científicos como para editores interessados em lançar uma revista científica. Trata-se de Preparação de Revistas Científicas: Teoria e Prática, organizado pelas professoras Sueli Mara Ferreira, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), e Maria das Graças Targino, da Universidade Federal do Piauí (UFPI).
“O conteúdo atende aos autores e editores científicos, que têm necessidade de conhecer os padrões de qualidade dos artigos e dos seus respectivos veículos de divulgação”, disse Sueli à Agência FAPESP. “Outro objetivo é trabalhar a melhoria da qualidade das revistas científicas existentes, com base em normas e padrões internacionais.”
Além de teorias de preparação de textos e de criação de novas publicações, o leitor poderá contar com uma ampla discussão sobre a trajetória das revistas científicas no Brasil e no mundo.
Ao todo são nove artigos, escritos por 14 especialistas. A obra é dividida em quatro partes: Revendo critérios referentes à autoria científica, Revendo critérios referentes à editoria científica, Revendo critérios referentes à revista eletrônica e Revendo critérios referentes ao conteúdo e à forma das revistas em comunicação.
Dentro da primeira parte, o capítulo Instrumental aos autores para preparação de trabalhos científicos tem como autores Rosaly Fávero Krzyzanowski, coordenadora do Centro de Documentação e Informação da FAPESP, a bibliotecária e consultora Maria Cecilia Gonzaga Ferreira, e Ridelci Medeiros, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
O livro apresenta assuntos diversos, como as etapas de preparo de um manuscrito para submissão a um periódico, os processos de autoria e co-autoria, os critérios de qualidade e avaliação de revistas científicas, arquivos e protocolos abertos e as revistas de comunicação no âmbito ibero-americano.
“Um dos pontos fundamentais abordados é a digitalização de publicações científicas. A criação de uma revista eletrônica não significa apenas transformar seu conteúdo impresso em linguagem HTML”, explica Sueli, que é também coordenadora da Rede de Informação em Ciências da Comunicação dos Países de Língua Portuguesa (Portcom).
“Pensando nessa questão, o livro propõe a utilização de softwares de gerenciamento do fluxo editorial que controlam os detalhes importantes de uma publicação. Isso inclui, por exemplo, a proteção dos direitos autorais e a garantia de acesso permanente aos conteúdos. Com o passar dos anos, as tecnologias digitais se modificam e os leitores precisam continuar tendo acesso aos documentos”, diz Sueli.
A autora explica que, além de se preocupar com a preservação digital dos conteúdos na internet, os softwares de gerenciamento fazem a indexação da revista com os mecanismos internacionais de divulgação científica, promovendo o reconhecimento dos artigos mundialmente.
Mais informações: www.ra.inf.br
Fonte: Ag:encia FAPESP
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h22
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Opas e Unicef pedem empenho de governos contra a Aids nos jovens
Vírus é importante tópico do informe “Estado Mundial da Infância 2006: Excluídos e invisíveis” do Unicef. Segundo site da Opas, cerca de seis mil pessoas entre 15 e 24 anos são infectadas a cada dia pelo vírus da Aids no mundo.
A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) desenvolve a partir deste ano vários projetos que visam a melhorar a condição de vida das crianças e adolescentes. Dentre as metas da instituição, estão a ênfase à prevenção da transmissão materno-infantil (vertical) de Aids e a melhoraria os serviços para as crianças com HIV, especialmente no tocante à integração destes serviços com a preparação mais adequada de suas famílias. A Aids é também um importante tópico da publicação intitulada “Estado Mundial da Infância 2006: Excluídos e invisíveis” do Unicef. No informe o Unicef aborda Aids, exclusão e outros problemas que afetam crianças e adolescentes.
Segundo o site da OPAS, a preocupação com a propagação do vírus da Aids em jovens pode parecer demasiada ao público leigo, em princípio, mas torna-se evidente a necessidade de atenção quando este é informado de que cerca de seis mil pessoas entre 15 e 24 anos são infectadas a cada dia pelo vírus da Aids no mundo. Estima-se também, segundo informa a Organização, que existam 740 mil jovens, entre 15 e 24 anos, portadores do vírus na América Latina. Para a Opas, os números atestam que a Aids se transformou em uma doença de adolescentes e jovens.
A Aids é apenas uma das mazelas que vitimizam a juventude. Há outras indicadas no informe da Opas como a violência, o abuso, a miséria e o abandono. O ano de 2006 traz, segundo a entidade, a necessidade de unir esforços para combater problemas de tamanha gravidade. A Opas e o Unicef ressaltam em suas publicações a urgência de um trabalho conjunto. Segundo elas, não apenas os organismos internacionais devem lutar para a melhora da qualidade de vida dos jovens; os governos, por exemplo, desempenham importantes papéis. De acordo com os órgãos mundiais os governos contribuem investigando, aprimorando a legislação e promovendo inclusão social através de políticas públicas. A médica Chessa Lutter da Opas diz no informe: “exige-se criar um entorno protetor para a infância” e amplia ainda mais o grupo dos envolvidos no combate a estes problemas, enfatizando que ``esta é uma responsabilidade de todos, dos governos, da sociedade civil e das instituições internacionais``.
Agência Notisa (jornalismo científico - science journalism)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 16h20
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INFLUÊNCIA PERIGOSA
A presença do cigarro no cinema está minando os esforços de saúde pública em evitar que adolescentes comecem a fumar.
Agência FAPESP - Que as estrelas de cinema influenciam o comportamento do público não é novidade. Quantos não copiaram os passos de dança de John Travolta em Os embalos de sábado à noite ou, mais recentemente, o inglês robótico de Arnold Schwarzenegger em O exterminador do futuro? O problema é que a influência dos astros do celulóide também ajuda na adoção de hábitos prejudiciais, como o fumo.
A afirmação é de um estudo feito por cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego (USCD), nos Estados Unidos. A tendência foi particularmente verificada entre adolescentes do sexo feminino, que estariam muito mais propensas a começar a fumar do que outras que teriam como ídolos atores a atrizes que não aparecem fumando na tela.
O estudo de três anos está sendo publicado na edição de julho do American Journal of Public Health. Os autores são categóricos em afirmar que a presença do cigarro no cinema está minando os esforços de saúde pública em evitar que adolescentes comecem a fumar.
“Há tempos que ouvíamos que filmes estariam influenciando adolescentes a fumar e queríamos ver se era verdade”, disse John Pierce, diretor do Programa de Prevenção e Controle do Câncer do Centro de Câncer Rebecca e John Moores, da UCSD. “Os resultados obtidos na pesquisa permitem afirmar que, se as estrelas do cinema fumam, especialmente em filmes românticos, estão encorajando os jovens a aderir ao cigarro.”
Os pesquisadores entrevistaram 3 mil adolescentes de 12 a 15 anos, que nunca haviam experimentado o cigarro, para dizer quais eram seus astros favoritos. Um terço mencionou atores e atrizes que fumaram em seus filmes de maior sucesso.
De acordo com o estudo, meninas cujas estrelas favoritas apareciam fumando se mostraram 80% mais propensas a começar a fumar na época das entrevistas do que aquelas com ídolos que não fumavam no cinema. O resultado levou em conta outros fatores, como colegas de escola que fumam, propagandas de cigarro e a desaprovação do hábito por parte dos pais.
Entre os meninos, não se verificou uma influência do cinema na adoção do cigarro. “Acreditamos que isso se deve às preferências pelo tipo de filme. Meninas tendem a gostar mais de romances, nos quais o cigarro é mais comum, enquanto os meninos preferem filmes de ação, que contêm menos astros fumando”, disse Pierce.
Os astros mais citados pelas adolescentes que fumam em filmes foram Sandra Bullock, Brad Pitt, Demi Moore, Drew Barrymore e Leonardo DiCaprio.
publicado na edição de julho/2005
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h22
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Harry Potter - cont.
Mas o paradoxo continua no fato de que essas páginas, que em princípio pretendem opor ao nosso mundo humano - demasiadamente humano - um mundo de bruxos, demônios, elfos e dragões, estejam impregnadas de uma grande humanidade. Talvez resida aí a verdadeira anomalia. Foi injustificadamente que os detratores de “Harry Potter e a pedra filosofal” viram na feitiçaria o principal atrativo do livro. Ao contrário, a explicação do fascínio que os livros de Joanne K. Rowling exercem está na extrema humanidade que deles emana. Porque Harry Potter - e as crianças não se enganaram a esse respeito -, ao descrever um mundo de que os trouxas (são designadas por essa categoria as pessoas comuns, que não possuem dons mágicos e sequer têm conhecimento da existência dos bruxos) estão excluídos, está na verdade falando de nós. Nada é mais significativo dessa constatação do que a extraordinária sensibilidade que emana da personagem de Alvo Dumbledore, o sábio de longos cabelos brancos e idade indefinida. Dumbledore personifica todo um repertório de valores morais dentro da grande tradição humanista: homem erudito (só me dão livros, confessa para Harry) que ensina menos teoria do que valores, ele reúne em sua personagem justiça e clemência, inteligência e sensibilidade, o cuidado com a retidão e o aprendizado da liberdade.
Em resumo, Harry Potter não é uma obra que faz a apologia do mistério ou do irracional, mas também não é um livro que se apóia, para expor sua moral, somente na racionalidade. Harry Potter é um conto de fadas, mesmo que a autora tenha preferido trocar o disfarce da fada pela capa do mágico. E, como em um conto de fadas, o ensinamento que transmite baseia sua matéria nos mistérios do inconsciente e do imaginário.
Isabelle Smadja é psicanalista e professora de filosofia Extraído de Harry Potter, as razões do sucesso. Contraponto, 2004
Fonte: Ciência Shop
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h20
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Resenha
As razões do sucesso de Harry Potter
Psicanalista analisa as estratégias discursivas e simbólicas empregadas nas narrativas para explicar o sucesso de Harry Potter junto aos adolescentes.
A idéia de escrever um estudo sobre Harry Potter traz quase naturalmente à cabeça uma pergunta: como explicar tamanho sucesso? Aliás, não é bem isso. Talvez o que importa não seja indagar as razões da febre Harry Potter, mas descobrir os motivos pelos quais, uma vez aberto, o livro atrai irresistivelmente aqueles que começam a ler. Nem tanto assim as causas do sucesso - até porque há sucessos imerecidos -, mas o porquê do encanto, do enfeitiçamento.
É preciso dizer de saída que as aventuras de Harry Potter constituem-se na forma de um paradoxo. Em primeiro lugar, paradoxo de um livro que, embora povoado de seres fantásticos que se valem de sortilégios, de magia e de vassouras voadoras, é de uma racionalidade e de uma lógica que, pelo menos por enquanto, não parecem falhar. Joanne K. Rowling chega a lançar um olhar bastante crítico sobre o mundo da magia e da clarividência por meio da personagem ridicularizada da professora Trelawney, uma vidente que ensina Adivinhação aos jovens bruxos alunos do colégio de Hogwarts e cujas predições, de hábito, se revelam falsas, impregnadas de charlatanismo e equívoco. E, para acabar de vez com qualquer ambigüidade, em “O prisioneiro de Azkaban”, Alvo Dumbledore, o diretor do colégio - que, ao longo de toda a obra, personifica a razão e a sabedoria -, responde nos seguintes termos a Harry Potter quando este se inquieta com as predições de Sibila Trelawney: "As conseqüências de nossas ações são sempre tão complexas, tão diversificadas, que prever o futuro torna-se uma empreitada bastante difícil... A professora Trelawney é a prova viva disso."
Do mesmo modo, também no terceiro livro da série, um diálogo que opõe Hermione, a jovem e brilhante aluna de Hogwarts, a seu amigo Rony não deixa pairar qualquer dúvida a respeito da visão extremamente crítica que a autora tem das superstições. A disputa não se dá em torno do habitual gato preto das pessoas supersticiosas, mas a propósito de um grande cão negro de olhos cintilantes que Harry vira alguns dias antes e que, segundo Rony, seria um presságio da morte:
- Na certa é um cachorro sem dono - disse Hermione, muito calma.
[...]
- Hermione, se Harry viu um Sinistro, este é... é um péssimo sinal - disse ele. - Um dia, meu... meu tio viu um deles e morreu vinte e quatro horas depois!
- Mera coincidência - retrucou Hermione.
- Você fala o que passa na sua cabeça - indignou-se Rony.
- A maior parte dos bruxos tem pavor do Sinistro!
- Aí está a explicação - disse Hermione, com um ar sabido. - Quando eles vêem o Sinistro, morrem de medo. O Sinistro não é um presságio, é a própria causa da morte! E se Harry ainda está aqui conosco, é porque não é burro a ponto de dizer a si mesmo: "Já que eu vi um deles, só me resta ser enterrado sete palmos abaixo da terra!"
A continuação da história, por sinal, dará razão a Hermione, quando se revelar que o pretenso Sinistro não era outro senão Sirius Black, o padrinho de Harry, transformado em cachorro preto para observar o afilhado sem revelar quem era.
O mesmo vale, ainda, para o tratamento reservado por Dumbledore ao medo supersticioso que impede a maior parte dos bruxos de pronunciar o nome de Voldemort, aquele feiticeiro poderoso e maléfico, que, antes que o jovem Harry Potter o privasse misteriosamente dos poderes mágicos, fazia reinar o terror no mundo dos bruxos. Quando, em “A pedra filosofal”, Harry hesita em pronunciar seu nome, substituindo-o pelo qualificativo eufemístico "Você-Sabe-Quem", Dumbledore observa: "Você pode chamá-lo de Voldemort, Harry. Chame sempre as coisas pelo nome que elas têm. O medo de um nome só faz aumentar o próprio medo da coisa.”
É, pois, paradoxal este livro em que os bruxos entregam-se a uma crítica sistemática das interpretações que não se baseiam apenas em uma estrita racionalidade.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h20
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CAMPEÕES NA FARMÁCIA: IDOSOS, MULHERES E HOMENS BRANCOS
Pesquisa gaúcha revela que mais de 65% das pessoas consomem algum tipo de medicamento, sendo a renda um dos fatores que influenciam nesse consumo: ricos, mesmo tendo saúde melhor, usam mais remédio do que pobres.
Em 2001, a indústria de medicamentos no Brasil movimentou US$ 5,7 bilhões, colocando o país entre os 10 maiores faturadores do mundo, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma). Um estudo da Universidade Federal de Pelotas, publicado na Revista de Saúde Pública (Vol.38 n.2), investigou quem usa mais remédios, quais as drogas mais utilizadas e o que motiva as pessoas a consumir medicamentos.
O estudo, que pesquisou mais de três mil pessoas no município de Pelotas (RS), abordou indivíduos com mais de 20 anos, a quem perguntaram sobre o medicamento que tomaram, em caso de terem tomado algum, nos últimos 15 dias. Os pesquisadores solicitaram aos entrevistados que mostrassem a embalagem e a receita dos remédios utilizados, visando a anotar nomes e laboratórios fabricantes para posterior classificação em grupos farmacológicos. Os pesquisadores também perguntaram sobre formas de uso dos medicamentos (uso regular ou eventual). Variáveis como sexo, idade, escolaridade, nível econômico e atividade física também foram considerados no estudo.
Da amostra pesquisada, mais de 65% das pessoas haviam usado algum medicamento nos últimos 15 dias, sendo que 47,7% utilizaram um ou dois e 18,2% utilizaram três ou mais remédios. Houve relato de pessoas que tomaram até 15 tipos de remédios nos dias anteriores à pesquisa. “A insatisfação com a saúde também é motivadora de fatores culturais e comportamentais que resultam em um aumento desse uso de medicamentos”, afirmam os pesquisadores.
O estudo também destaca a criação de uma necessidade coletiva de utilizar remédios que considera, em geral, motivada pela propaganda de medicamentos promovida pela indústria farmacêutica. “Utilizar o medicamentos é um processo social controlado por numerosas forças; o desejo de um melhor cuidado com a saúde é apenas uma delas. O aspecto econômico do uso de medicamentos é relevante, pois eles se transformam em importante mercadoria, movimentando altas cifras anualmente”, afirma o estudo.
Dos 4.609 medicamentos utilizados, 45,2% foram para tratamento de problemas agudos e 54,8% para problemas crônicos, sendo que em apenas 5,2% foi constatada prescrição médica desses medicamentos.
Quanto ao uso de medicamentos em relação ao sexo, as mulheres apresentaram prevalência de utilização sempre superior à dos homens, até mesmo quando se eliminam os casos de uso exclusivo de contraceptivos. Apenas 10,6% dos homens utilizaram mais de três medicamentos, enquanto entre as mulheres esse percentual foi de 24,0%. “As mulheres possuem maior preocupação com a saúde e procuram mais os serviços de saúde do que os homens. Além disso, vários programas de saúde (pré-natal, prevenção de câncer do colo uterino e da mama) são voltados para as mulheres; em função disso, elas ficam mais sujeitas à medicalização”, explica o estudo.
Entre os homens, os brancos utilizam quase 30% a mais de remédios do que os homens não-brancos, diferença esta que não foi identificada entre o sexo feminino. Da mesma forma, pessoas com mais idade também utilizam mais medicamentos do que os jovens. Enquanto pessoas de até 29 anos utilizam 0,9 remédio, pacientes com mais de 70 anos chegam a utilizar, em média, até três vezes mais drogas do que os jovens.
A pesquisa também identificou que quanto maior o nível econômico, maior o uso de medicamentos. “O uso de medicamentos depende do fator socioeconômico, que pode prevalecer sobre a real necessidade. Sabe-se que a saúde dos indivíduos de nível socioeconômico mais baixo, em geral, é pior, e isso poderia acarretar uma maior utilização de medicamentos nesse grupo, dado que não foi encontrado. Esse achado está de acordo com a lei dos cuidados inversos em saúde, segundo a qual as pessoas com menores necessidades têm mais e melhores cuidados”, destacam os pesquisadores.
Os analgésicos e antiinflamatórios foram os remédios mais usados (26,6%), seguidos pelos medicamentos que atuam no sistema cardiovascular (24,6%), como anti-hipertensivos (11,0%) e os diuréticos (6,5%). Os medicamentos que atuam no sistema endócrino e reprodutor corresponderam a 12,1% dos medicamentos utilizados. A prevalência de uso de contraceptivos nas mulheres em idade reprodutiva (20 a 49 anos) foi de 26,3%.
Para o estudo, avaliar ainda mais os tipos de medicamentos que estão sendo utilizados, assim como a prática da automedicação, é fundamental para embasar projetos públicos que visem a racionalizar o consumo de remédios. “A avaliação de determinantes individuais de uso de medicamentos indica os grupos mais sujeitos ao seu uso excessivo”, conclui a pesquisa.
Agência Notisa (jornalismo científico - scientific journalism)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h09
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CELULARES PODEM REDUZIR FERTILIDADE MASCULINA, DIZ ESTUDO
Não é só a linha que pode cair durante as ligações
Andar com um telefone celular pode afetar significativamente a fertilidade masculina, segundo cientistas húngaros. Pesquisadores da Universidade de Szeged dizem que a radiação dos telefones podem reduzir em um terço o número de espermatozóides. A pesquisa, apresentada em reunião da Sociedade Européia para a Reprodução Humana e Embriologia, na capital da Alemanha, Berlim, incluiu mais de 200 homens, mas alguns especialistas criticaram a pesquisa, dizendo que ela não levou em conta outros aspectos da vida dos participantes.
O estudo húngaro é o primeiro a analisar como a radiação eletromagnética de celulares pode afetar os espermatozóides.
Os homens que mantiveram o telefone ligados "em standby" o dia todo tinham cerca de um terço menos espermatozóides do que os que não mantiveram.
E foi constatado que os espermatozóides restantes se movimentavam de maneira anormal, reduzindo as chances de fertilização.
Os pesquisadores dizem que sua descoberta sugere que os celulares têm "um efeito negativo" sobre os espermatozóides e a fertilidade.
Críticos
Hans Evers, ex-presidente da sociedade, disse que a pesquisa "levanta mais perguntas do que respostas".
Isso pode incluir questões como se os homens afetados vieram de uma classe social diferente ou estão em uma faixa etária diversa daquela dos homens não afetados.
Também não está claro se os homens afetados carregam seus celulares em bolsos da calça, perto do corpo, ou em maletas, longe do organismo.
"Esses fatores teriam um efeito considerável sobre o resultado da pesquisa", disse Evers.
Para ele, "telefones celulares estão relacionados a certos estilos de vida e podem estar ligados a estresse, a um homem de negócios muito ocupado correndo de um escritório a outro, com muitas preocupações de todo o tipo".
"E sabe-se que isso contribui para a redução do número de espermatozóides e, se comparado a agricultores vivendo ao ar livre, no campo, e não carregam nenhum telefone celular, você pode explicar a diferença de forma completamente diferente", concluiu Evers.
O especialista europeu disse que a única forma de se obter um quadro mais claro seria realizar um estudo mais específico que verificasse apenas o impacto dos telefones celulares sobre espermatozóides.
Fonte: BBC Brasil Online http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2004/06/040628_mobilesg.shtml
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h08
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ESTUDO DIZ QUE HUMANOS APRENDEM DORMINDO
Durante as fases de sono profundo, o cérebro assimila e consolida o aprendido, segundo revela um estudo que será publicado amanhã, quarta-feira, na revista Nature. O estudo, feito pelo pesquisador suíço Reto Huber, da Universidade de Wisconsin (EUA) e financiado pelo Fundo Nacional Suíço para Pesquisas Científicas, revela o importante papel da atividade cerebral durante o sono profundo. Nessa fase, conhecida pelas siglas inglesas de NREM (sono sem movimento rápido dos olhos), os neurônios produzem periodicamente ondas elétricas lentas que, segundo as pesquisas de Huber, contribuem de modo decisivo para o processo de aprendizagem nos humanos.
O pesquisador suíço submeteu uma dúzia de pessoas a um teste durante o qual deveriam aprender a realizar um movimento específico com um rato de computador em uma tela para modificar a trajetória do cursor e depois mediu sua atividade cerebral durante o sono.
Com ajuda de um electroencefalograma, Huber descobriu assim ondas lentas de maior amplitude somente na parte do cérebro afetada pelo teste em questão: o córtex parietal da metade direita do cérebro.
Além disso comprovou que os indivíduos que tiveram um processo de aprendizagem mais difícil eram precisamente aqueles em que as ondas lentas de maior amplitude mexeram durante a noite.
Fonte: Portal UOL Corpo e Saúde http://noticias.uol.com.br/saude/ultnot/efe/2004/06/29/ult2067u231.jhtm
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h06
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PESQUISA MOSTRA DESINFORMAÇÃO SOBRE IMPORTÂNCIA DO EXERCÍCIO FÍSICO
Vários são os fatores que levam à inatividade, dentre eles a falta de informação sobre a importância do exercício físico.
A quantidade de pessoas que não praticam nenhuma modalidade de atividade física é muito grande, fazendo com que o sedentarismo seja visto hoje como um problema mundial de saúde pública. Vários são os fatores que levam à inatividade, dentre eles a falta de informação sobre a importância do exercício físico. É o que mostram pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em um estudo que buscou avaliar o conhecimento e a percepção sobre exercício físico da população adulta de Pelotas (RS).
De acordo com artigo, publicado este ano nos Cadernos de Saúde Pública, foi aplicado um questionário a 3.182 pessoas, buscando identificar seu conhecimento sobre os benefícios do exercício físico, os prejuízos do sedentarismo, as limitações e finalidades do exercício físico e, ainda, avaliar a percepção delas sobre o assunto.
Os pesquisadores observaram que a grande maioria da população reconhece a importância do exercício físico, porém menos de 20% considera-o como sendo indispensável nos processos de crescimento e envelhecimento saudáveis. Eles constataram também que homens e mulheres apresentam percepções diferentes sobre o assunto.
Além disso, a equipe verificou que mais da metade da população reconheceu que realizar exercício físico por 30 minutos, três vezes por semana, é o mínimo necessário para que os benefícios sobre a saúde possam ser percebidos e que a caminhada é um excelente exercício para o emagrecimento. No entanto, são poucos os que se exercitam.
Em relação aos benefícios da atividade física, os entrevistados citaram a resolução de problemas mais ligados a aspectos emocionais, como estresse, depressão, ansiedade e insônia. Os problemas circulatórios também foram citados, mas com menor freqüência. "Talvez essa noção deva-se ao fato que independente de diagnósticos médicos e exames laboratoriais, mesmo pessoas desinformadas conseguem perceber alterações positivas no seu bem-estar advindas do exercício físico", explicam os pesquisadores.
Os meios de obtenção de informações sobre o assunto mais citados foram os meios de comunicação, o médico e os parentes ou amigos. Entretanto, mais de um quinto dos entrevistados afirmou nunca ter recebido este tipo de informação. Além disso, muitos ainda vinculam a possibilidade de realizar exercício físico a características como pouca idade e saúde perfeita: "mais de um terço da população ainda considera que fatores como osteoporose, problemas cardíacos e ser idoso são barreiras que impedem a prática de exercícios físicos".
Nesse sentido, a equipe ressalta que "a criação de locais públicos destinados ao exercício físico, juntamente com programas locais de divulgação sobre atividade física, pode ser uma ferramenta efetiva no combate ao sedentarismo, principalmente se focalizar esforços no aconselhamento médico a toda população e em ações no âmbito escolar para o incentivo e esclarecimento sobre este tema".
Fonte: Agência Brasil Online http://www.panoramabrasil.com.br/por/noticia_completa.asp?s=Home&p=conteudo/txt/2004/06/28/21078750.htm
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h05
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ASSOCIAÇÃO MÉDICA DOS EUA FECHA CERCO CONTRA OBESIDADE
Segundo a nova política da AMA, crianças devem ser incentivadas a brincar em locais abertos e propícios à prática desportiva, adultos devem praticar atividades físicas regulares e restaurantes foram aconselhados a expor informações nutricionais acerca dos alimentos que servem
Durante o encontro anual da Associação Médica Norte-Americana (AMA), que ocorreu no último mês em Chicago, nos EUA, foram feitas várias recomendações para o combate à epidemia de obesidade que atinge o país. Segundo a nova política da AMA, crianças devem ser incentivadas a brincar em locais abertos e propícios à prática desportiva, adultos devem praticar atividades físicas regulares e restaurantes foram aconselhados a expor informações nutricionais acerca dos alimentos que servem. Segundo a revista eletrônica da associação, American Medical News, a AMA reconhece a obesidade como um importante problema de saúde pública desde 1998, mas agora está determina a adotar medidas mais rigorosas contra a epidemia.
Fonte: American Medical News July 5, 2004. http://www.ama-assn.org/amednews/2004/07/05/hlsb0705.htm
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h04
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MORADORES DE RUA DESNUTRIDOS E ALCOÓLATRAS CRÔNICOS SÃO AS PRINCIPAIS VÍTIMAS DE HIPOTERMIA Pesquisa realizada em São Paulo mostra que mais de um terço dos casos resulta em morte e que ocorrência dos sintomas em países tropicais deve ser mais bem estudada.
A hipotermia acidental (incapacidade do organismo humano se aquecer) é fato inegável nos serviços de emergência de países tropicais, como o Brasil, apesar do clima ameno. Segundo pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Médicas de São Paulo, a ocorrência é maior do que se imagina e, em sua maioria, os hipotérmicos que chegam às unidades de saúde são alcoólatras crônicos e moradores de rua desnutridos cuja mortalidade ultrapassa um terço dos casos. “Infelizmente, não é habitual a aferição da temperatura central nestes pacientes porque a maioria dos serviços de emergência não possui termômetro eletrônico”, lamentam os pesquisadores.
A hipotermia ocorre no homem quando a temperatura central do organismo (do coração, pulmão, cérebro e vísceras) cai abaixo de 35ºC, de modo não intencional. Ela é classificada em leve (entre 35ºC e 32ºC), moderada (entre 31,3ºC e 28ºC) e grave (abaixo de 28ºC). O normal é a temperatura central variar de 36,4 a 37,5ºC. Segundo a pesquisa, as causas mais freqüentes são a exposição ao frio, ao vento, imersão em ambientes gelados, umidade excessiva, entre outros.
O estudo, realizado no Serviço de Emergência de Clínica Médica da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, envolveu 212 pacientes entre 1987 e 2001 e buscou avaliar a presença, a forma de apresentação e as conseqüências da hipotermia em nosso meio. “O principal fator observado foi que os moradores de rua (maioria entre os analisados) eram alcoólatras graves (ingestão maior que 500 ml de aguardente por dia) e desnutridos. Muitos deles se apresentavam com as vestes umedecidas pela água da chuva, orvalho ou mesmo urina e haviam dormido ao relento em contato com o solo”, destacam os pesquisadores.
A mortalidade geral entre os pacientes estudados foi de 38,2%, predominando nos casos de hipotermia moderada (43,3%) e grave (35,9%). “Este dado é importante, pois não temos invernos prolongados e rigorosos”, ressalta a pesquisa. Chama a atenção o fato de que houve associação com quadros infecciosos, de maior ou menor gravidade, em 76,8% (163/212) dos pacientes estudados, entre os quais a taxa de óbito foi de 42,3% (69/163).
“É possível que muitos pacientes hipotérmicos não sejam diagnosticados em vida se o médico não estiver atento”, alertam os pesquisadores. Para eles, a suspeita clínica deve ser feita sempre que a temperatura do paciente atingir 35ºC, ou ficar muito próxima deste valor. “Os motivos variam desde a falta de reconhecimento dos dados clínicos, falta de percepção da gravidade desta doença e ausência de termômetros, na maioria dos serviços de emergência, que façam aferição de temperaturas menores que 35ºC”, sugerem.
Agência Notisa (jornalismo científico - scientific journalism)
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h03
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PESQUISADORES CRIAM BEBIDA QUE PODE AJUDAR ESQUIZOFRÊNICOS
Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, que desenvolveram a bebida, disseram que o produto ajuda na redução de efeitos colaterais dos outros medicamentos usados por portadores de esquizofrenia. Organizações ligadas ao tratamento de doentes mentais qualificaram a nova bebida como um "importante avanço". Centenas de milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de esquizofrenia e controlam os sintomas usando medicamentos antipsicóticos.
Os medicamentos costumam causar efeitos colaterais severos, incluindo sintomas similares ao Mal de Parkinson, como o movimento constante da boca e da língua, aumento de peso, além de problemas sexuais.
Dopamina
Os aminoácidos existentes no Tyrodep reduzem os níveis de dopamina, químico cerebral que, em excesso, pode causar síntomas psicóticos.
Para muitos pacientes e seus familiares é muito frustrante que os medicamentos de controle da esquizofrenia existentes acabem causando efeitos que debilitam a vida do paciente em outros aspectos.
“Antipsicóticos convencionais podem ser usados efetivamente no controle de enfermidades mentais como a esquizofrenia. No entanto, os efeitos colaterais podem fazer, compreensivelmente, com que alguns pacientes vejam com maior precaução o uso desses medicamentos”, disse o professor Guy Goodwin, que encabeçou a pesquisa. E o professor completou:
“A bebida que desenvolvemos, quando tomada junto com tratamento regular, tem demonstrado ser um verdadeiro passo adiante”.
O professor acredita que a bebida, por si só, pode auxiliar pessoas a controlar certas enfermidades. Mas Goodwin diz que ainda é necessário um tempo maior de pesquisa antes de se recomendar este tipo de mudança no tratamento.
Fonte: BBC Brasil http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2004/06/040620_esquizofrenia.shtml
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h01
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CÃO RECONHECE CERCA DE 200 PALAVRAS
Os cães podem ser capazes de compreender muito mais palavras que um dono geralmente ensina ao animal.
Os cães podem ser capazes de compreender muito mais palavras que um dono geralmente ensina ao animal. Cientistas descobriram que um cachorro de 9 anos conhece mais de 200 palavras para objetos diferentes e é capaz de aprender uma nova palavra após ser exposto a um item desconhecido apenas uma vez. A aptidão canina revela que as habilidades avançadas de reconhecimento de palavras estão presentes em outros animais além dos humanos, e provavelmente evoluíram independentemente da linguagem e da fala.
O cão Rico, da raça border collie, foi ensinado a pegar e entregar diferentes objetos a seus donos, que distribuíram diversos brinquedos e bolas em seu apartamento e pediram que o animal apanhasse itens específicos. Gradualmente, Rico aumentou seu vocabulário para cerca de 200 palavras que ele conseguia associar a objetos.
Para garantir que os donos de Rico não estavam dando a ele pistas subconscientes que o ajudavam a encontrar o item correto, Julia Fischer e sua equipe ao Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, em Leipzig, Alemanha, testaram o conhecimento de Rico em laboratório, onde ele pegou 37 de 40 itens corretamente.
"O 'tamanho do vocabulário' de Rico é comparável àquele de macacos, golfinhos, leões marinhos e papagaios treinados", escreveram os autores do estudo publicado na semana passada na revista Science.
A equipe testou a capacidade de Rico de empregar o mapeamento rápido, um processo neurológico que crianças pequenas usam para adivinhar rapidamente o significado de novas palavras. Os cientistas colocaram um objeto desconhecido em uma sala com outras coisas que o animal conhecia e, sem ensinar a Rico o nome do novo item, pedirem que ele o pegasse. Em dez tentativas, ele pegou o objeto correto sete vezes.
Quatro semanas depois, os pesquisadores avaliaram a capacidade de Rico de lembrar o que havia aprendido. Os objetos que ele havia visto apenas uma vez durante o experimento anterior foram colocados entre oito itens - alguns familiares e outros completamente novos. Nesse teste, Rico pegou o item correto em três de seis tentativas, uma façanha de aprendizagem nunca vista antes em um cachorro. A performance de Rico foi comparável à de uma criança de 3 anos, observaram os cientistas.
Fischer e sua equipe destacaram que não têm certeza ainda se Rico é excepcionalmente esperto ou excepcionalmente bem treinado. Mas esperam poder usar esse experimento para investigar como o cérebro aprende a entender palavras. As habilidades de compreensão de Rico mostram que os processos que o cérebro utiliza para discernir palavras não são os mesmos empregados para produzir a fala, segundo os pesquisadores. "Você não precisa saber falar para entender muito", diz Fischer.
Fonte: Revista Scientific American Brasil Online http://www2.uol.com.br/sciam/conteudo/noticia/noticia_68.html
puiblicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h01
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HÁBITO SUBDESENVOLVIDO
O tabaco não é mais um problema apenas dos países ricos
Agência FAPESP - Treze mil por dia. Cinco milhões por ano. Esses são os números de pessoas que morrem anualmente em todo o mundo em decorrência de doenças relacionadas ao tabagismo. Os dados alarmantes são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e foram apresentados no fórum “Globalização da Epidemia do Tabaco”, realizado na 11ª Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) nesta quinta-feira (17/6), em São Paulo.
A reunião teve como pano de fundo o fato de que o tabaco não é mais um problema apenas dos países ricos, uma vez que, hoje, as doenças provenientes do seu uso ocorrem com mais freqüência nos países em desenvolvimento, que tiveram grande aumento no consumo nos últimos anos.
Segundo Katharine Esson, pesquisadora do Centro para o Desenvolvimento Global em Saúde da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, do 1,3 bilhão de fumantes em todo o mundo, quase 1 bilhão estão nos países em desenvolvimento.
Katharine revelou também que há uma forte relação entre o uso de tabaco e o baixo nível de renda. “Só em Bangladesh, estima-se que cerca de 10 milhões de homens pobres fumem. Se essa população passasse a gastar 70% do dinheiro usado para a compra de cigarros com comida, cerca de 10,5 milhões de crianças poderiam deixar de viver em estado de desnutrição no país”, afirmou.
Para Heather Selin, assessora de prevenção e controle ao uso do tabaco da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), o mundo conta com conhecimento suficiente para reduzir o problema. Segundo ela, as principais medidas de prevenção não estão disponíveis apenas para os países desenvolvidos, pois a maioria tem custos de implementação viáveis para qualquer região.
Heather citou algumas medidas que poderiam ser aplicadas nos países que sofrem com a epidemia tabagista. A principal seria o aumento de impostos e dos preços do cigarro, o que poderia reduzir a manutenção da dependência e a iniciação ao uso pelos jovens. Outras medidas são a impressão de advertência nas embalagens, impedimentos com relação a campanhas publicitárias e restrição ao consumo em ambientes públicos.
“O consumo mundial de tabaco triplicou desde 1970 e o número de óbitos irá crescer dos atuais cinco milhões para dez milhões até 2030, caso a maioria dos países não adote medidas eficazes para enfrentar a epidemia”, disse a assessora da Opas.
Heather ressaltou também que os riscos do tabagismo passivo são comprovados cientificamente e apresentou um novo estudo da Opas que mostra que o fumo passivo aumenta o risco de câncer de pulmão e de doenças do coração em até 30%. “Devemos lutar pela adoção de mais ambientes livres do cigarro, para que os não fumantes sejam protegidos. O fumo passivo provoca um série de doenças, muitos óbitos e efeitos graves, especialmente nas crianças”, disse.
Apesar de o Brasil possuir uma das legislações mais avançadas do mundo com relação ao controle do tabagismo, apenas no país morrem cerca de 200 mil pessoas anualmente, segundo dados apresentados pelo professor adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marco Antonio Vargas.
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h59
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EPILÉPTICOS CONSEGUEM CONTROLAR VIDEOGAME COM O PENSAMENTO
Engenheiros americanos criaram um sistema para controlar os movimentos de um videogame através de ordens do cérebro transmitidas por eletrodos, revelou a revista Journal of Neural Engineering.
Apenas ao pensar na palavra "jogue", quatro voluntários epilépticos puderam conduzir um videogame relativamente simples.
Os cientistas assinalaram que o sistema é importante, já que ajudaria a encontrar a forma de criar computadores ou máquinas controladas exclusivamente pelo cérebro.
Esses computadores beneficiariam pessoas paralisadas ou vítimas de acidentes e lhes ajudariam a trabalhar, ler, escrever e até se deslocar em distâncias curtas.
Com eletrodos conectados ao cérebro, os pacientes aprenderam a controlar com o pensamento o cursor do computador em poucos minutos, disseram no artigo Eric Leuthardt, neurocirurgião do Hospital Barnes-Jewish de San Luis (Missouri), e Daniel Moran, professor de engenharia médica da Universidade Washington dessa cidade.
As conexões com eletrodos, utilizadas para determinar a origem dos ataques epilépticos, ocorreram sobretudo na zona de Broca, que está vinculada à linguagem.
Depois de poucas sessões, os pacientes podiam jogar através de sinais provenientes da superfície de seu cérebro. Eles conseguiram uma precisão de 74 a 100 por cento. Um deles acertou 33 alvos de maneira consecutiva.
Fonte: Portal UOL Corpo & Saúde http://noticias.uol.com.br/saude/ultnot/efe/2004/06/14/ult2067u195.jhtm
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h59
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MCDONALD'S CONTRA-ATACA FILME SOBRE FAST FOOD
A rede de lanchonetes McDonalds' da Austrália começou uma ofensiva publicitária para se defender das críticas de um documentário que mostra a experiência de um homem que só come fast food por um mês
"Viu aquele filme?", pergunta o site da empresa na internet, como parte da campanha que se propõe a separar "os fatos da ficção".
O documentário "Super Size Me" ("Eu em supertamanho", em tradução livre) mostra a perda de saúde do próprio diretor Morgan Spurlock depois de um mês comendo apenas no McDonald's.
Em sua estréia na Austrália, o filme quebrou os recordes de bilheteria no país.
'Consternados'
O diretor Morgan Spurlock, transformou em filme sua experiência, que mostra, na medida em que o tempo passa, que ele começa a engordar, tem depressão, palpitações e desejos de comer açúcar.
O McDonald's tentou ignorar o filme, mas depois que ele quebrou recordes de bilheteria, resolveu "contra-atacar", segundo uma porta-voz da empresa na Austrália.
"Nossos clientes ficaram consternados e chocados por não termos respondido e entenderam isso como uma espécie de admissão de culpa", disse Christine Mullins à agência de notícias francesa France Presse.
Distorção
A empresa começou o contra-ataque com anúncios na TV, nos cinemas e no seu site.
Os anúncios mostram o executivo-chefe do McDonald's na Austrália, Guy Russo, que acusa o diretor de distorcer os fatos.
Segundo ele, Spurlock comeu em apenas um mês uma quantidade de comida que os nutricionistas dizem que deveria ser consumida em oito anos.
"Surpesa, surpresa... Ele descobre que foi um erro. Eu poderia ter dito isso a ele", diz Russo.
A porta-voz do McDonald's disse que esta foi a primeira vez que qualquer empresa do grupo atacou o filme.
Fonte: Jornal iG Último Segundo/BBC Brasil http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/bbc/1648001-1648500/1648441/1648441_1.xml
publicado na edição de julho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h58
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Edição de junho/2004 - parte 2
MULHERES NÃO SABEM INTERPRETAR RESULTADO DE EXAME PAPANICOLAOU
A maioria das mulheres submetidas a uma entrevista sobre o tema não foi capaz de fornecer adequadamente informações acerca das implicações dos resultados de seus próprios testes
VINHO FAZ BEM PARA A PELE
Boa razão para afogar as mágoas...
ESTUDO APROVA EFICÁCIA DE ISOFLAVONAS DE SOJA NO TRATAMENTO DA MENOPAUSA Ondas de calor, insônia, nervosismo, melancolia, dores de cabeça, palpitação e formigamento são os principais sintomas do climatério. Para contornar a situação é necessário repor o organismo com progesterona (hormônio feminino) sintética ou natural
REFRIGERANTES AUMENTAM RISCO DE CÂNCER, DIZ ESTUDO
Vários estudos apresentados em um encontro com especialistas em câncer e em doenças gastrointestinais mostraram que os alimentos e líquidos ingeridos pelas pessoas podem influir em sua predisposição a desenvolver vários tipos de câncer
CONSUMO DE SOJA REDUZ RISCO DE CÂNCER DE PRÓSTATA E CALVÍCIE Notícia para parar de arrancar os cabelos
TRABALHAR PELO DINHEIRO DÁ MAIS SATISFAÇÃO, DIZ ESTUDO
Quem ganha na loteria ou consegue dinheiro fácil alcança menos satisfação do que aqueles que trabalham duro para conquistar o que desejam
O PRAZER DA GORDURA
Cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, conseguiram responder à pergunta que há muito intriga os gulosos: por que tudo o que engorda é bom?
MANUAL PARA DIVULGAÇÃO DE PESQUISAS
Livro apresenta as normas que regem a padronização das publicações técnico-científicas
ANTIDEPRESSIVOS, IMPRUDÊNCIA, POUCA ÉTICA
Esclarecer, informar e ampliar os conhecimentos na área da saúde, especialmente medicina, são dois pilares fundamentais para uma sociedade civilizada, capaz de compreender o que acontece consigo mesma e com cada indivíduo, além de estarem entre os mais importantes papéis da imprensa e da medicina por si sós
CIÊNCIA X JORNALISMO, EMBATE ESTÚPIDO
Cientistas e jornalistas sempre tiveram dificuldade em dialogar. Com algum exagero, se poderia dizer, até, que jamais se entenderam. Eis aí um embate tão antigo quanto estúpido. Porque a ciência precisa tanto do jornalismo quanto o jornalismo precisa da ciência, pela simples razão de que conhecimento não socializado é conhecimento perdido. E ambos – jornalista e cientista - são responsáveis por esse prejuízo social
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h56
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Edição de junho - parte 1
Edição de junho/2004 - só chamadas
COMSAÚDE’2004: CHAMADA DE TRABALHOS
30 de junho é o último dia para enviar os artigos
QUE REMÉDIO É ESSE DOUTOR?
Pesquisa revela que médicos brasileiros sabem pouco sobre os medicamentos que receitam
OBESIDADE AFETA UMA EM CADA DEZ CRIANÇAS NO MUNDO
No Brasil, percentual triplicou em 20 anos. Especialistas pedem estratégia global para combater epidemia
ONGS ACUSAM INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA DE ESTRATÉGIA CONTRA OBESIDADE
Segundo cifras fornecidas pela Infact, a indústria alimentícia gasta no mundo cerca de 33 bilhões de dólares ao ano em publicidade e outras formas de promoção de seus produtos
INFLUÊNCIA DA TV SOBRE A OBESIDADE INFANTIL
O hábito de se assistir TV está fortemente associado à obesidade em crianças
COMERCIAIS DE TV DETERMINAM ALIMENTAÇÃO DAS CRIANÇAS
Quem não fica atiçado quando está diante de um inofensivo programa de TV e, de repente, é surpreendido pela propaganda de uma bela guloseima?
HUMOR NO CONSULTÓRIO: COMEDIMENTO NUNCA É DEMAIS
Embora muito útil, quando utilizado sem critério e de maneira excessiva, o humor pode prejudicar a boa relação entre médico e paciente, além de causar embaraços difíceis de serem contornados
AULA DE GESTÃO
Por que médicos, psicólogos e engenheiros precisam de aulas de administração em seu curso de graduação
PRÊMIO DE INCENTIVO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA PARA O SUS 2004
É aberto a pesquisadores, estudiosos e profissionais de saúde, premiando teses de doutorado, dissertações de mestrado, trabalhos publicados em revistas cientificas indexadas e monografias de residência/especialização
PRÊMIO DE INCLUSÃO SOCIAL - SAÚDE MENTAL - CATEGORIA MEIOS DE COMUNICAÇÃO
Estão abertas as inscrições para o Prêmio de Inclusão Social - Saúde Mental - Edição 2004, promovido pela indústria farmacêutica Eli Lilly e pela Associação Brasileira de Psiquiatria
MODELO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
Pesquisa homenageia José Reis, jornalista e educador
LEVE A TELEVISÃO PARA LONGE DOS QUARTOS, RECOMENDAM PSICÓLOGOS E a velha piada de que televisão é excelente método contraceptivo ainda é atual
ANIMAÇÃO GRÁFICA ORIENTA CIDADÃOS QUANTO AO CONSUMO IDEAL DE ALIMENTOS
A Anvisa lançou uma animação eletrônica - a primeira experiência da Agência nesse tipo de mídia - para ilustrar didaticamente os cuidados na aquisição de alimentos no cotidiano na vida de um casal
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h56
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Risco - parte 2
Perspectivas O estudo foi enviado à Anvisa, por um pedido dos próprios responsáveis pelo setor de monitoração de propagandas. O pesquisador da UERJ informa que as irregularidades já eram de conhecimento do órgão, que em 2003 havia 14 equipes sediadas em várias universidades para realizar esse tipo de controle. "Mesmo que a Anvisa multiplicasse várias vezes a sua atuação, a regulação da propaganda permaneceria apresentando sérias fragilidades". Isso porque, segundo aponta Nascimento, as publicidades só são reprimidas após sua veiculação, mesmo assim, as multas continuam são irrisórias e seus custos são repassados ao preço dos medicamentos. Assim, a advertência colocada a cada final de propaganda permaneceria estimulando o uso incorreto de medicamentos, sem a devida prescrição.
Para saber que modelo regulatório conseguirá superar as fragilidades do atual, o pesquisador compara algumas legislações internacionais que tratam do tema, analisando como os Critérios Éticos para a Propaganda de Medicamentos, preconizados pela Organização Mundial de Saúde, são respeitados em outros países. "Quero discutir também a possibilidade de se propor, ao Congresso Nacional, a proibição da propaganda de medicamentos hoje feita pela indústria, substituindo-a, por exemplo, por um sistema público de informações, voltado para os prescritores, onde se assegure a isenção destes dados frente aos interesses comerciais envolvidos", sugere.
Frankin Rubinstein, diretor da Anvisa, reconhece as infrações dos anúncios apontadas por Nascimento e afirma que, a partir deste ano, 20 faculdades de Farmácia do país - e provavelmente algumas de Medicina - ajudarão a monitorar as publicidades de medicamentos. O projeto quer que esses estudantes tenham uma posição mais crítica em relação às publicidades. ''A partir de fevereiro, criamos uma gerência exclusiva para cuidar desse assunto. Com isso, já aumentamos o número de autuações e de multas. A mudança qualitativa nesse cenário de propagandas ainda é insuficiente, mas sabemos que é um processo que será feito a longo prazo'', diz.
''Queremos também aumentar a consciência crítica de quem prescreve e de quem usa os medicamentos, para que essas pessoas saibam se defender contra propagandas enganosas'', enfatiza Rubinstein. Outra alternativa prevista pela Anvisa é uma parceria com o Procon, que poderá autuar e pressionar as indústrias e agências de publicidade em defesa do consumidor.
Regulação 102 da Anvisa
Publicada no ano de 2000, esta resolução se originou da CPI dos medicamentos, realizada no mesmo ano. Ela foi o resultado de um pacto entre a indústria farmacêutica, sociedades de vigilância de medicamentos, médicos e publicitários e instituiu grupos de monitoramento de propagandas em 14 universidades de todo o país. Estes grupos devem enviar relatórios para a Anvisa, que é a responsável pela punição dos laboratórios. (Colaboração: Sérgio Barbosa)
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h53
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Risco - parte 1

MESMO SOB RISCO DE MULTAS, PROPAGANDAS DE MEDICAMENTOS FEREM NORMAS DA ANVISA
A legislação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que tenta regular os abusos cometidos pelas indústrias farmacêuticas, agências de publicidade e meios de comunicação, ainda não tem conseguido evitar que propagandas publicitárias sobre medicamentos inseridas nas principais redes de TV, rádio e jornais cometam várias falhas.
A legislação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que tenta regular os abusos cometidos pelas indústrias farmacêuticas, agências de publicidade e meios de comunicação, ainda não tem conseguido evitar que propagandas publicitárias sobre medicamentos inseridas nas principais redes de TV, rádio e jornais cometam várias falhas. Essa é a constatação de Álvaro Nascimento, pesquisador do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Para ele, o atual modelo regulatório da Anvisa para publicidade de medicamentos no Brasil é ineficaz e tem fortalecido a cultura de automedicação. "No meu ponto de vista, ao estampar a frase 'Ao persistirem os sintomas o médico deverá ser consultado' ao final de cada propaganda, a pretendida regulamentação implementada pela Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 102 da Anvisa, formulada em 2000, estimula o consumo incorreto e abusivo de medicamentos, quando caberia ao Estado cumprir justamente a tarefa oposta", explica.
Para chegar a essa conclusão, o pesquisador analisou 100 peças publicitárias veiculadas em 2003. Todas elas feriam a legislação em pelo menos um artigo. Nascimento, que também é jornalista e tecnologista da Fiocruz, explica que a forma e o conteúdo dos anúncios de medicamentos, além de prometerem resultados impossíveis, acabam estimulando o uso irracional de um produto que, além de caro, é perigoso para a saúde, dependendo de quem o tome e em que circunstâncias. O pesquisador informa que o problema é ainda mais grave quando consideramos o fato dos medicamentos terem sido o principal agente de intoxicação humana no Brasil - superando os agrotóxicos e os animais peçonhentos - entre os anos de 1995 a 2001, segundo os últimos dados fornecidos pelo Sistema Nacional de Informações Toxicológicas da Fiocruz. Entre os artigos mais desrespeitados, estão o não cumprimento à obrigação de informar a principal contra-indicação do medicamento na propaganda e a sugestão de diagnóstico. O estudo mostra que as contra-indicações, quando aparecem, são exibidas em letras minúsculas e surgem muito rapidamente, frisando apenas que aquele medicamento é contra-indicado para as pessoas com hipersensibilidade aos componentes da fórmula. "Isso poderia ser revertido com o simples cumprimento da legislação, que obriga a citação de contra-indicação, que não foi feita em 94 das 100 publicidades que analisei", argumenta.
Depois dessas constatações, Nascimento acha importante que a proibição da propaganda de medicamentos seja debatida. O debate sobre esta questão encontra respaldo na Constituição Brasileira, que afirma no Artigo 220 que "compete à Lei Federal estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão (...) bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente".
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h52
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BULAS DOS MEDICAMENTOS SERÃO MODIFICADAS
Mudanças atendem a resolução da Anvisa e devem entrar em vigor em 2005. Novos textos terão letras maiores e informação mais acessível
Tanto a população quanto os profissionais de saúde sempre fizeram críticas ao formato das bulas dos medicamentos no Brasil. Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) editou uma resolução para atender às reivindicações de mudanças. As alterações devem chegar ao mercado no ano que vem (2005).
Para os leigos, a linguagem das bulas é excessivamente técnica e de difícil compreensão. Os profissionais de saúde reclamam justamente do contrário e afirmam que os textos são superficiais e pouco informativos. Conciliação difícil, mas em um ponto ambos concordam: o tamanho da letra é pequeno demais.
As queixas chegavam à Anvisa por diferentes canais e alertaram para a necessidade de mudanças na legislação. No final de 2001, a agência criou um grupo de trabalho para tratar do assunto. “A intenção era rever a Portaria SVS nº. 110/97, que dispõe sobre as bulas, e, se fosse o caso, criar uma nova legislação”, lembra Gilvania de Melo, consultora técnica da Anvisa.
O grupo de trabalho comparou as críticas recebidas em outros canais com as reclamações que chegavam à Anvisa por meio de sua ouvidoria. Os técnicos confirmaram que o tamanho das letras e o conteúdo das bulas eram o que mais incomodava consumidores e profissionais de saúde.
O primeiro resultado dos estudos veio à tona em maio de 2003, com a edição da Resolução (RDC) 140. A medida segue um cronograma de implementação. Esta semana, terminou o prazo para que os fabricantes de cerca de 600 produtos enviassem à Anvisa as bulas em novo formato. Esses remédios integram a lista de medicamentos de referência da agência.
A Anvisa pretende concluir a análise das bulas até o segundo semestre deste ano e disponibilizar os textos em formato digital e escrito. Concluída a tarefa, todos os fabricantes irão dispor de até 180 dias para se adaptarem às novas regras.
As bulas analisadas servirão de base para a produção dos textos para genéricos e similares. “A padronização irá sanar problemas que o consumidor enfrenta”, diz Gilvania. “É comum pegarmos dois medicamentos com a mesma fórmula e encontrarmos discrepâncias de informações. Uma bula fala que o medicamento apresenta quatro efeitos colaterais e a outra diz que o mesmo remédio só possui dois”, exemplifica.
Distorções - A consultora técnica avisa que a padronização não significa que os remédios terão bulas idênticas. “Um fabricante pode adicionar ao produto um corante, para deixar um comprimido amarelo. Digamos que esse corante cause um efeito colateral, como uma alergia”, especula. “Ele precisará citar isso na bula. Quem não utilizar o corante, não terá que fazer o mesmo”, afirma Gilvania.
O tamanho das letras nas bulas era objeto de enorme distorção por parte da indústria farmacêutica. ”A lei estabelecia em um milímetro o tamanho mínimo para as letras. Porém, os fabricantes utilizavam apenas essa medida, como se fosse um padrão”, conta Gilvania.
Com a resolução da Anvisa, o tamanho mínimo das letras em bula passa a ser de 1,5 milímetro, 50% a mais do que a atual medida. A RDC também determina que haverá uma bula específica para o consumidor, nos medicamentos disponíveis em farmácias, e outra para os profissionais de saúde, nos remédios que chegam diretamente aos hospitais.
Hoje, as bulas são obrigadas a trazer os seguintes dados: identificação do medicamento, informações ao paciente, informações aos profissionais de saúde e os dizeres legais. Com a nova lei, sobrará espaço tanto na bula para o consumidor quanto na do profissional de saúde, já que as informações serão específicas. “Muita gente reclamou que o aumento no tamanho da letra era pequeno, de apenas meio milímetro. Porém, com o espaço vago, o fabricante poderá aumentar mais. Fica a critério dele oferecer esse benefício ao cliente”, explica.
Bulas estarão disponíveis em sistema digitalizado
No segundo semestre, será criado o Bulário Eletrônico da Anvisa, um banco de dados com as bulas de medicamentos atualizadas. O arquivo ficará disponível no site da agência (www.anvisa.gov.br). O bulário será editado também em formato impresso, com o título de Compêndio de Bulas de Medicamentos (CBM). O Compêndio será distribuído a profissionais de saúde.
O Bulário resulta de parceria entre a Anvisa e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme), da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
A consultora técnica da Anvisa Gilvania de Melo acredita que o Bulário Eletrônico vai proporcionar benefícios imediatos. Ela cita o acesso maior à informação e mais agilidade em processos administrativos.
Gilvania adianta que o banco de dados facilitará a apuração de denúncias sobre irregularidades em propagandas de medicamentos. Quando for apurar a irregularidade, o técnico acessa o banco e verifica a bula imediatamente. “Ele não precisa ficar vários dias esperando a chegada da documentação em papel”, afirma.
Segundo a consultora técnica, o Bulário Eletrônico da Anvisa também trará segurança para o consumidor na hora de pesquisar sobre os medicamentos. “Há uma proliferação de sites que oferecem informações sobre bulas. Nem sempre esses textos são confiáveis. Queremos oferecer a melhor informação”, assinala.
Gilvania aproveita para fazer um alerta à população. “Não é porque o consumidor terá acesso às bulas que poderá receitar para si o remédio que achar melhor”, ressalta. “A auto-medicação tem que ser evitada e ninguém deve tomar medicamentos sem a receita de um profissional de saúde”.
Em caso de dúvidas, entre em contato com a Anvisa e o Ministério da Saúde: Disque Medicamentos - 0800 644 0644 Disque Saúde - 0800 61 1997 Telefone Geral da Anvisa - (61) 448-1000 (Fonte: Brasil Medicina)
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h48
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FUMO PASSIVO PODE SER MAIS PREJUDICIAL QUE O QUE SE ADMITE
Almoçar em um restaurante onde haja fumantes poderia aumentar os riscos de um infarto agudo do miocárdio?
Almoçar em um restaurante onde haja fumantes poderia aumentar os riscos de um infarto agudo do miocárdio? A despeito do quão improvável a afirmativa possa parecer, diversos pesquisadores estão se tornando adeptos dessa corrente de pensamento. Artigo publicado no British Medical Journal mostra que novos estudos têm sugerido que o fumo passivo oferece maiores riscos que os que lhes são habitualmente atribuídos. Dados recentes mostram que a exposição passiva à fumaça de cigarros, mesmo em pequena intensidade, aumenta desproporcionalmente os riscos de ocorrência de doenças cardiovasculares agudas.
Texto completo (em inglês): http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/full/328/7446/980
Fonte: British Medical Journal
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h47
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PROIBIÇÃO DO FUMO EM LOCAIS PÚBLICOS E DE TRABALHO REDUZ INCIDÊNCIA DE IAM
Estudo publicado no último número do periódico British Medical Journal buscou determinar se a proibição do fumo em locais públicos e de trabalho teve impacto sobre o número de admissões de pacientes infartados em hospitais dos Estados Unidos.
Estudo publicado no último número do periódico British Medical Journal buscou determinar se a proibição do fumo em locais públicos e de trabalho teve impacto sobre o número de admissões de pacientes infartados em hospitais dos Estados Unidos. Os autores, do St Peter's Community Hospita l e da Universidade da Califórnia, observaram a incidência de infarto agudo do miocárdio - IAM - em Helena, uma comunidade isolada de Montana com aproximadamente 70 mil habitantes, durante os anos de 1997 e 2003. Segundo os resultados obtidos por análise estatística, leis que proíbem o fumo em locais públicos e de trabalho resultam em significativa redução no número de hospitalizações devidas ao IAM.
Texto completo (em inglês) : http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/full/328/7446/977
Fonte: British Medical Journal
publicado da edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h46
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METADE DOS AMERICANOS ADULTOS TÊM DIFICULDADE DE COMPREENDER ORIENTAÇÕES MÉDICAS
Dados do Institute of Medicine dos Estados Unidos mostram que aproximadamente metade dos americanos adultos (cerca de 90 milhões de pessoas) têm dificuldade de compreender ou por em prática as instruções obtidas de médicos em consultórios ou hospitais.
Dados do Institute of Medicine dos Estados Unidos mostram que aproximadamente metade dos americanos adultos (cerca de 90 milhões de pessoas) têm dificuldade de compreender ou por em prática as instruções obtidas de médicos em consultórios ou hospitais. Segundo artigo publicado na revista eletrônica da Associação Médica Americana, American Medical News, a pouca habilidade de leitura de material médico é um obstáculo à saúde de dezenas de milhões de pacientes. O problema impede, por exemplo, que muitos pacientes tenham sucesso em administrar-se a dose recomendada de um medicamento prescrito.
Texto completo (em inglês) : http://www.ama-assn.org/amednews/2004/04/26/hlsa0426.htm
Fonte: American Medical News
PUBLICADO NA EDIÇÃO DE MAIO/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h44
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CHOCOLATE E PIZZA CAUSAM DEPENDÊNCIA
As pessoas que se dizem viciadas em chocolate ou pizza talvez não estejam exagerando, disseram cientistas dos Estados Unidos.
As pessoas que se dizem viciadas em chocolate ou pizza talvez não estejam exagerando, disseram cientistas dos Estados Unidos. Exames realizados entre pessoas normais - e famintas - mostraram que seus cérebros se "acendem" quando eles vêem ou sentem o cheiro de seus pratos prediletos, o mesmo que acontece com viciados em cocaína quando pensam na próxima aspirada. "A apresentação da comida aumenta significativamente o metabolismo em todo o cérebro (em 24%), e essas mudanças são maiores em áreas do cérebro envolvidas no mecanismo do vício", escreveram os cientistas.
Essas são as áreas envolvidas no mecanismo do vício. Por exemplo, o córtex órbito-frontal é ativado em usuários de cocaína quando eles pensam na droga.
O estudo, publicado na edição de abril da revista NeuroImage, pode fortalecer o argumento de que os anúncios de alimentos ajudam a provocar a epidemia de obesidade nos EUA.
"Esses resultados podem explicar os efeitos deletérios da exposição constante a estímulos alimentares, tais quais anúncios, máquinas que vendem balas, canais especializados em comida e vitrines com alimentos nas lojas", disse Gene-Jack Wang, do Laboratório Nacional de Brookhaven em Upton, Estado de Nova York, que comandou o estudo.
"A alta sensibilidade desta região do cérebro a estímulos alimentares, junto com o grande número e variedades desses estímulos no ambiente, deve contribuir para a epidemia de obesidade neste país [os EUA]", afirmou, em nota à imprensa. Cerca de 30 por cento dos norte-americanos são considerados obesos
Wang e seus colegas estudaram 12 homens e mulheres com idade média de 28 anos. Os voluntários fizeram um jejum de pouco menos de um dia e em seguida foram submetidos a uma tomografia especial (PET) que mede o metabolismo cerebral.
Os pacientes foram orientados a indicarem seus pratos favoritos e a explicar como gostam de comê-los, ao mesmo tempo em que eram apresentados a algumas dessas comidas.
"Um chumaço de algodão impregnado com a comida foi colocado na língua deles para que pudessem sentir o gosto", escreveram os pesquisadores. "Os itens alimentares mais frequentemente selecionados pelos indivíduos foram o sanduíche chesse-bacon-egg, o bolo de canela, a pizza, o hambúrguer com queijo, o frango frito, a lasanha, costelinhas assadas, sorvete, 'brownie' e bolo de chocolate."
Vários importantes especialistas em vícios trabalharam no estudo, inclusive Nora Volkow, do Instituto Nacional do Abuso de Drogas dos EUA.
Reuters
Fonte: Terra Notícias http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,6752,OI296801-EI238,00.html
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h44
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OBESIDADE É CADA VEZ MAIS DISSEMINADA ENTRE CRIANÇAS AMERICANAS
Muitos pais acabam por se convencer de que ter um filho "gordinho" não é mais que um sinal de saúde da criança, ignorando os riscos inerentes à obesidade infantil.
Muitos pais acabam por se convencer de que ter um filho "gordinho" não é mais que um sinal de saúde da criança, ignorando os riscos inerentes à obesidade infantil. Artigo publicado na revista eletrônica da Associação Medica Americana, American Medical News, afirma que a obesidade em crianças é um problema epidemiológico maior que o somatório de diversas doenças graves, como é o caso das dependências químicas e da AIDS. Estimativas recentes mostram que cerca de 26% das crianças americanas entre 2 e 12 anos possuem algum sobrepeso, mas o problema pode ser ainda pior em cidades do interior do país, onde alguns serviços chegam a relatar índices próximos a 50%.
Texto completo (em inglês) : http://www.ama-assn.org/amednews/2004/05/10/hlsa0510.htm
Fonte: American Medical News
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h42
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ALIMENTOS GORDUROSOS SÃO OS MAIS ANUNCIADOS PELA TV
Além de notícias e entretenimento, a TV também traz a publicidade, importante ferramenta de vendas da indústria varejista. Entre os produtos anunciados, muitos podem comprometer a saúde, se consumidos em excesso. Além de notícias e entretenimento, a TV também traz a publicidade, importante ferramenta de vendas da indústria varejista. Entre os produtos anunciados, muitos podem comprometer a saúde, se consumidos em excesso. Uma pesquisa da USP e da Universidade do Sagrado Coração, publicada na revista da Associação Brasileira de Nutrologia, revela a quantidade e a qualidade dos produtos alimentícios anunciados pelas emissoras de TV aberta: mais de 57% desses alimentos são do tipo gorduroso. Além de notícias e entretenimento, a TV também traz a publicidade, importante ferramenta de vendas da indústria varejista. Entre os produtos anunciados, muitos podem comprometer a saúde, se consumidos em excesso. Uma pesquisa da USP e da Universidade do Sagrado Coração, publicada na revista da Associação Brasileira de Nutrologia, revela a quantidade e a qualidade dos produtos alimentícios anunciados pelas emissoras de TV aberta: mais de 57% desses alimentos são do tipo gorduroso.
O levantamento foi feito tendo como base a grade das três principais TVs de sinal aberto do país. A programação das emissoras foi gravada pela manhã, à tarde e à noite. As 432 horas de gravação revelam que, durante a semana, os produtos são anunciados com freqüências diferentes durante o dia - à noite, mais anúncios de alimentos são veiculados. E mais: considerando todas as propagandas veiculadas pela TV, mais de 27% delas representam anúncios de algum alimento.
O estudo também revela que os alimentos são mais mostrados durante os dias de semana do que nos sábados, exceto para a publicidade de bebidas alcoólicas, que aumenta significativamente nos períodos da tarde e noite dos sábados.
Quanto à análise da qualidade dos alimentos apresentados, o estudo identificou que, dos 1.395 anúncios de produtos alimentícios veiculados, 57,8% estão no grupo das gorduras, óleos, açúcares e doces. O segundo maior grupo é representado por pães, cereais, arroz e massas (21,2%), seguido pelo grupo de leites, queijos e iogurtes (11,7%) e o grupo de carnes, ovos e leguminosas (9,3%).
"Há completa ausência de frutas e vegetais. A pirâmide construída a partir da freqüência de veiculação de alimentos na TV difere significativamente da pirâmide considerada ideal. Há, na realidade, uma completa inversão, com quase 60% dos produtos representados pelo grupo de gorduras", dizem os pesquisadores no trabalho.
Eles também mostram que o tempo dedicado a se assistir à televisão interfere nos efeitos da publicidade. "No Brasil, adolescentes passam cerca de cinco horas por dia diante da TV. Sabe-se que uma exposição de apenas 30 segundos a comerciais de alimentos é capaz de influenciar a escolha de crianças a determinado produto, o que mostra que o papel da TV, no estabelecimento de hábitos alimentares, deve ser investigado".
O levantamento lembra que hábitos alimentares incorretos podem levar à obesidade, que tem crescido nas últimas décadas, como resultado do aumento de consumo de alimentos altamente calóricos, acompanhados da redução de atividade física. "A obesidade torna-se um problema de saúde pública agravado pelo fato de a TV exercer grande influência sobre os hábitos alimentares e promover o sedentarismo", alertam os cientistas.
"Conhecer como os meios de comunicação influenciam o estilo de vida e, principalmente, o comportamento alimentar é essencial na tarefa de educar, informar e aconselhar os pais a respeito da influência da TV nas escolhas alimentares de seus filhos", afirmam os pesquisadores. Para o estudo, pesquisas como essa podem auxiliar na elaboração de estratégias que possam minimizar os impactos desses resultados sobre a sociedade. (Agência Notisa)
Fonte: Agência Brasil http://www.radiobras.gov.br/ct/materia.phtml?tipo=MA&q=1&materia=184343
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h41
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ORIENTAÇÕES PODEM DIMINUIR O TABAGISMO ENTRE PACIENTES
Editorial publicado no Journal of the National Cancer Institute discute artigo da mesma edição do periódico no qual Katz e colaboradores observaram que orientações fornecidas ao paciente durante as consultas médicas poderiam diminuir significativamente o uso de tabaco por fumantes. Editorial publicado no Journal of the National Cancer Institute discute artigo da mesma edição do periódico no qual Katz e colaboradores observaram que orientações fornecidas ao paciente durante as consultas médicas poderiam diminuir significativamente o uso de tabaco por fumantes. Segundo o estudo, a implementação de um protocolo de orientação e abordagem do paciente pode de fato aumentar a adesão de tabagistas a práticas salutares que diminuem o consumo de cigarros pelos mesmos.
Texto completo (em inglês): http://jncicancerspectrum.oupjournals.org/cgi/content/full/jnci;96/8/573
Fonte: Journal of the National Cancer Institute
publicação na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h40
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MACHISMO PODE AUMENTAR INCIDÊNCIA DE DSTS E VIOLÊNCIA SEXUAL Um estudo realizado pela ONG Promundo (programa do governo dos Estados Unidos voltado para a área de gênero e Aids) revela que atitudes machistas estão intimamente ligadas ao aumento de casos de violência sexual e doméstica, de gravidez indesejada e de disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, como HIV. Durante um ano, 780 jovens do sexo masculino, com idade entre 15 e 24 anos, foram ouvidos pelo instituto. O objetivo das entrevistas era descobrir como comportamentos machistas poderiam afetar a saúde de homens e mulheres.
As atitudes machistas foram testadas por meio da aplicação de um questionário com perguntas como: quem precisa mais de sexo; o trabalho mais importante da mulher é cuidar da casa; trocar fralda e cuidar do filho é coisa de mãe; mulher que usa camisinha é piranha; o homem está sempre disposto a transar.
Os resultados mostram que os jovens brasileiros têm atitudes machistas. Na comunidade de Bangu, por exemplo, boa parte dos entrevistados acredita que na hora de tomar decisões o homem é quem deve ter a última palavra.
Já na comunidade de Maré, um índice revela que a maioria dos jovens entrevistados acredita que o homem sempre está disposto a transar.
Outro dado importante mostra que, para a maioria dos entrevistados, o jovem tem de defender a honra, mesmo que seja preciso usar a força.
O trabalho completo será apresentado na próxima segunda-feira (26), no auditório da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), às 15h, em Brasília.
Fonte: Jornal iG último Segundo http://ultimosegundo.ig.com.br/useg/saude/artigo/0,,1586952,00.html
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h39
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INFLAÇÃO NA INTERNET: O FUTURO DAS PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS ONLINE
Publicações médicas e científicas estão cada vez mais se voltando para suas versões online, mas os preços cobrados pelo acesso tendem a ser mais altos que a expectativa dos assinantes.
Publicações médicas e científicas estão cada vez mais se voltando para suas versões online, mas os preços cobrados pelo acesso tendem a ser mais altos que a expectativa dos assinantes. Em artigo publicado na revista eletrônica da Associação Médica Americana, American Medical News, o modelo de acesso via assinatura é discutido pela jornalista especializada Victoria Stagg Elliott. Segundo a entidade editorial Association. of Research Libraries, o preço das assinaturas subiu, em média, cerca de 215% entre 1986 e 2001. No mesmo período, o poder de compra dos consumidores aumentou apenas 62%. Texto completo (em inglês): http://www.ama-assn.org/amednews/2004/04/19/hlsa0419.htm
Fonte: American Medical News
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h36
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SOJA PREVINE O CÂNCER DE PRÓSTATA E A CALVÍCIE
Cientistas dos Estados Unidos anunciaram que comer soja pode ajudar os homens a prevenirem a calvície e também o câncer de próstata.
Cientistas dos Estados Unidos anunciaram que comer soja pode ajudar os homens a prevenirem a calvície e também o câncer de próstata. Segundo pesquisa da Faculdade de Medicina Veterinária do Colorado, uma molécula que surge no intestino quando a soja é digerida impede a ação de um hormônio responsável pelo crescimento da glândula masculina e pela queda excessiva de cabelos. Isso explicaria porque homens no Japão, onde se costuma comer mais soja, raramente desenvolvem câncer de próstata.
Já um estudo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos sugere que a vitamina E pode prevenir o câncer de próstata. Pesquisadores observaram cem homens com câncer de próstata e 200 sem a doença e compararam a quantidade de vitamina E na corrente sangüínea deles, antes e depois de tomarem suplementos.
O experimento revelou que os homens com altos níveis de alfa tocoferol (forma natural da vitamina E) tinham 53% menos chances de desenvolver câncer de próstata.
Fonte: O Dia Online http://odia.ig.com.br/odia/ciencia/ci150403.htm
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h33
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MAIOR PARTE DA PROPAGANDA INFANTIL NA TV É SOBRE ALIMENTOS CALÓRICOS Estudo mostra que crianças são bombardeadas com guloseima e salgadinho. Anunciantes de produtos como bolachas recheadas, iogurtes e salgadinhos disputam a atenção das crianças usando armas nem sempre corretas. Em uma delas, por exemplo, o menino deixa no prato uma sopa de espinafre para se deliciar escondido dos pais com um belo pacote de biscoitos de chocolate. Mais informações: http://www.diariosp.com.br/saude/default.asp?Editoria=45&id=301968 Fonte: Diário de São Paulo
(publicado na edição de maio/2004)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h32
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SAÚDE PÚBLICA DOS EUA É TEMA DE ANÁLISE
Especialistas constantemente alertam para as futuras conseqüências da epidemia de obesidade que atinge os EUA. Especialistas constantemente alertam para as futuras conseqüências da epidemia de obesidade que atinge os EUA. Problemas igualmente preocupantes, como infecções exóticas e outras questões ainda desconhecidas também preocupam as autoridades de saúde pública do país. Artigo publicado no periódico eletrônico American Medical News, da American Medical Association, discute algumas das mais importantes preocupações em Saúde Pública nos dias atuais. Pra se ter uma idéia da gravidade da situação, hoje cerca de 64% dos americanos se encontram acima do peso ideal, e doenças infecciosas são a terceira causa de mortalidade no país. Texto completo (em inglês): http://www.ama-assn.org/amednews/2004/05/17/hlsa0517.htm Fonte: American Medical News
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h31
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Tia - parte 2
Comida e exercícios no currículo
O Centro Educacional Novo Horizonte, de São Paulo, escolheu a alimentação como tema do projeto de leitura depois que um aluno do Jardim 2 (4 anos) foi diagnosticado como diabético. Em conjunto, os professores decidiram os conteúdos a ser estudados em cada faixa etária. Baseadas em pesquisas com os pais, na internet e em livros e revistas, cada turma produziu um livro: os alunos da pré-escola, por exemplo, estudaram as vitaminas presentes nas frutas e criaram uma história em que elas eram os personagens. Os de 4ª série elaboraram um manual com dicas para evitar a obesidade infantil. No final do projeto, durante uma tarde de autógrafos, os pais comentavam as mudanças nos hábitos alimentares dos filhos. A prática de atividades físicas também é fundamental para evitar o problema.
No Colégio Adventista, de Itapecerica da Serra (SP), o professor de Educação Física José David Cavalcante de Aguiar pesa e mede seus alunos uma vez por ano. Detectado o sobrepeso (cerca de 12%), os pais são comunicados e aconselhados a consultar um endocrinologista. Mas a escola procura fazer um trabalho preventivo, ao colocar no currículo aulas de Educação Física três vezes por semana. As atividades prioritárias são as que envolvem todos os alunos — pega-pega, queimada, barra-manteiga e pular corda — e não somente os que têm facilidade para a prática esportiva.
Por uma cantina saudável
As crianças que comem a merenda escolar têm uma alimentação mais balanceada. "Isso porque a maioria das secretarias de educação têm a orientação de nutricionistas", afirma Mauro Fisberg. Algumas ainda complementam a merenda com verduras e legumes cultivados na própria horta, como a Escola Classe 49, de Taguatinga Norte, também no Distrito Federal.
Lá os pais ajudam no cultivo de hortaliças, respondem sobrea alimentação da família no diário de classe e recebem textos sobre o valor nutritivo dos alimentos.
De vezem quando as próprias crianças participam da elaboração da merenda, como a salada de frutas.
As cantinas e lanchonetes terceirizadas que não recebem orientação da equipe pedagógica contribuem muito para o aumento da obesidade em crianças. O motivo é a oferta de bobagens em suas vitrines. Alguns estados, como Rio de Janeiro e Santa Catarina, proibiram a venda de biscoitos recheados, salgados fritos e outros alimentos pouco nutritivos nas dependências das escolas. "A medida é emergencial.
Mas o aconselhável é ensinar a criança a fazer suas escolhas e saber o quanto comer", alerta Nataniel Viuniski.
O Colégio Dante Alighieri, em São Paulo, tem uma cantina considerada exemplar pelos especialistas. Desde 1999 a nutricionista Martha Fonseca Paschoa vem fazendo a substituição dos produtos ali vendidos: salgados fritos foram trocados por assados; os recheios ganharam ingredientes menos calóricos, como queijo branco, peito de peru e vegetais; chocolates e doces, em tamanhos pequenos, vêm perdendo espaço para frutas lavadas e cortadas. Salgadinhos de pacote não há. Sucos naturais e água-de-coco são colocados sobre o balcão, enquanto os refrigerantes ficam escondidos. Além dessas medidas, Martha Fonseca sugere outras que podem ajudar a cantina a se tornar um espaço saudável: inserir saladas no cardápio; colocar nas paredes cartazes com fotos de atletas e de alimentos naturais; reduzir o preço dos produtos saudáveis; fazer sanduíches pequenos, sem maionese ou outro condimento gorduroso; e oferecer iogurtes e bebidas lácteas. O lanche que a escola providencia para os alunos menores é balanceado e tem a aprovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Levando a educação alimentar aos alunos e familiares e tendo atenção aos produtos servidos em suas dependências, a escola estará contribuindo para a diminuição da obesidade infantil e fazendo com que os estudantes fiquem mais dispostos para a aprendizagem.(Fonte: Escola Online)
publicado na edição de junho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h30
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Tia - parte 1

TIA, ME DÁ UMA MAÇÃ? Alunos que têm alimentação e hábitos de vida saudáveis aprendem melhor e evitam a obesidade infantil, doença que tem preocupado médicos e educadores de todo o mundo
Paola Gentile
Batata frita, salgadinho, hambúrguer e refrigerante. Quer apostar que se você perguntar aos alunos quais os alimentos que eles preferem essas serão as respostas mais comuns? A alimentação inadequada e a pouca atividade física estão fazendo com que a obesidade torne-se uma das doenças mais preocupantes em todo o mundo (leia quadro na pág. 58). O problema traz sérios comprometimentos à saúde e tem reflexos na aprendizagem. Alunos que estão acima do peso recebem apelidos pejorativos, o que afeta seu auto-conceito, prejudica a integração com o grupo e a produção escolar.
O projeto Peso Saudável — parceria entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Força-Tarefa de Controle de Peso e Atividade Física do International Life Science Institute — aponta que 33% dos alunos entre 7 e 10 anos e 30% dos adolescentes até 15 anos apresentam muitos quilos a mais do que o ideal. Indica ainda que a obesidade incide mais em estudantes de escolas privadas (uso da cantina) e em jovens entre 10 e 12 anos (autonomia para decidir o que comer). "Os casos de obesidade infantil aumentam quando a criança entra na escola, onde tem mais acesso a produtos industrializados", explica o nutrólogo Mauro Fisberg, organizador do projeto.
Por outro lado, é na escola que esse quadro pode se reverter. "Lá as crianças se alimentam, fazem exercícios, adquirem conhecimentos e hábitos saudáveis", ressalta Nataniel Viuniski, coordenador do Departamento de Obesidade Infantil da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso). A educação alimentar é conteúdo previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais e é trabalhada como tema transversal ou nas aulas de Ciências. A escola pode ainda reformular suas cantinas e orientar as famílias sobre a melhor maneira de preparar o lanche dos filhos.
Educação alimentar em casa
O trânsito de informações entre a escola e a família é importante para que o processo de reeducação alimentar seja completo. As crianças aprendem e levam as informações para casa.
"Lá, as refeições também mudam", aposta Thaís Cristina Mantovani Santana, nutricionista da rede de ensino do Distrito Federal. Os professores da Escola Classe 1 de Brazlândia, cidade satélite do Distrito Federal, foram a várias palestras de nutrólogos ligados ao projeto A Escola Promovendo Hábitos Alimentares Saudáveis, da Universidade de Brasília, há dois anos. De lá trouxeram idéias e materiais para trabalhar com os alunos: jogos pedagógicos, um CD-ROM com sugestões de atividades, planos de aulas e textos de apoio. A equipe achou fundamental também passar aos pais conceitos de uma alimentação saudável. Convidaram Shirlene Barreira, especialista em nutrição, para alguns encontros que terminam em degustação de pães, chás e outros alimentos feitos com grãos e verduras. "Mesmo famílias de baixa renda podem ter uma alimentação saudável, desde que optem corretamente na hora da compra dos produtos", alerta Shirlene.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h30
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NEM BANDIDO, NEM MOCINHO, MUITO PELO CONTRÁRIO...
“Se medico pensa que é Deus, jornalista tem certeza”.
Dizem pelas esquinas de um corredor de uma faculdade que o jornalista está sempre entre dois lados, ou melhor, entre fogos cruzados, ainda mais neste novo tempo, quando a violência virou sinônimo de qualidade de vida em muitas cidades grandes do País do faz de conta.
Neste cenário tupiniquim, pode-se pensar em muitas saídas de emergência para um mesmo problema, alias, o de sempre em terras provincianas, afinal de contas, os mesmos não desistem de ficar na contra-mão de uma mesmo poder sacramentalizado pela injustiça da justiça que é, dizem, “cega, surda e muda”.
Numa única mentira, muitas verdades sobre o senso comum da mesmice de sempre, além do mais, o contexto continua o mesmo de sempre para o formador de opinião tupiniquim em tempo de globalização.
A mensagem continua sem emissor para um receptor desligado da tomada de uma parede branca e sem sentido neste universo sem estrelas para brilhar, afinal de contas, pudera, o código continua sem decodificador para um olhar mais à frente desta ou daquela comunicação sem social.
A mídia é a mesma de sempre para aquele receptor além da crítica sobre o bem e o mal numa sociedade viciada pelos mandantes de um crime quase perfeito, de acordo com aquela manchete sensacionalista naquele jornaleco ultrapassado pelas correntes alheias numa prisão censurada pela vontade do poder central.
Quando aconteceu? Boa pergunta disse o outro lado da questão, pelo jeito a dialética será eterna enquanto durar o processo midiático neste caso, entretanto, onde está a vítima deste processo kafcaniano e incoerente segundo as testemunhas oculares de um repórter perdido nas suas contradições jornalísticas.
A fonte, sempre aparece sem aparecer na sua totalidade infeliz para demonstrar que o jornalista tupiniquim faz a diferença neste jogo sem vencedor, apenas um placar sem números para justificar a pressão da torcida sem bandeiras.
Como aconteceu? Só sei que nada sei afirmou o pensador do outro tempo, assim mesmo, ficou a margem do procedimento interno, deixando de lado, as propostas externas e desqualificadas do editor sem registro profissional perante o ministério público de um tribunal sem justiça.
Onde aconteceu? Não se sabe a origem desta denúncia indevida para o editor sem chefe daquele jornal, porém, o editor sem assistente entendeu a mensagem, todavia, não compreendeu a mesma no seu aporte redatorial e sem revisão gramatical.
Para quê? Também, com tantas perguntas deste repórter tudo pode acontecer para os entrevistados de um mesmo momento secular, assim, dizem os profetas da mídia viciada pelas drogas do presente sem futuro.
Quem? Isso não era um fator determinante para os filhos sem pauta, haja vista que os focas ficaram a ver navios numa redação sem editor e muito menos um redator-assistente para dar a bronca de sempre, neste caso, o jornalista preferiu ficar com o joio e deixar o trigo para os medíocres da pauta. (Sérgio Barbosa - Coordenador do Depto. De Comunicação Social da FAI.)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h27
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DISCURSO DE JORNAIS SOBRE DROGAS E DISTANTE DOS JOVENS Segundo pesquisadora que ouviu adolescentes entre 17 e 19 anos, o discurso padronizado do jornalismo afasta os jovens, pois não contempla suas diferenças. Assim perde espaço para discutir questões como a das drogas.
Os textos jornalísticos sobre drogas, apesar do valor informativo, não conseguem abordar a questão de modo que a discussão contemple todas as diferenças entre os jovens. A constatação é feita pelos próprios adolescentes, ouvidos pela jornalista Marli dos Santos, na tese de doutorado Cenas e sentidos na tribo raver: a ordem da fusão. Estudo de recepção dos discursos jornalísticos sobre drogas pelos jovens ravers, apresentada na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.
A pesquisadora organizou dois grupos de adolescentes da Grande São Paulo que freqüentam raves (festa de longa duração com música eletrônica), com idades entre 17 e 19 anos, para discutir matérias sobre drogas publicadas na mídia. Além dos debates, Marli dos Santos também foi a festas acompanhada por jovens para identificar melhor os ravers.
Segundo Marli, os freqüentadores de raves têm em comum o gosto pela música eletrônica, pela festa, que proporciona um transe associado às batidas (chamado de "neotribal") e pela convivência com o grupo.
"Os novos significados dados aos espaços, às colagens de estilos musicais e os próprios códigos seriam uma forma de resistência à ordem estabelecida e de sobrevivência nas metrópoles", explica. "A tribo raver propicia a seus participantes a socialidade, o afeto social, a aproximação e a identidade negada em tempos de globalização."
De acordo com a pesquisadora, apesar de os grupos de discussão terem características sociais distintas, um de classe média alta e outro com moradores da periferia, as críticas sobre a mídia são as mesmas. Ela aponta que os jovens dizem que não são ouvidos pela imprensa, o que levaria a uma cobertura superficial da questão das drogas, e apontam generalizações como a relação entre uso de drogas e violência.
"Eles disseram que a droga apenas potencializa a violência em pessoas que já tenham tendências agressivas", relata. "Muitos adolescentes se informam sobre drogas na internet, e isto faz com que questionem o preparo dos jornalistas para abordar o assunto".
Omissões
Os adolescentes também apontaram a omissão dos veículos de comunicação em questões como o envolvimento de policiais no tráfico, observa a pesquisadora. "Eles também questionam o fato de a imprensa ser contrária à liberação do consumo de drogas como cocaína e maconha, e ao mesmo tempo aceitar publicidade de bebidas alcóolicas e de cigarros", diz. "Para os jovens, os repórteres deveriam mergulhar na realidade das raves, percebendo as diferenças que existem dentro do grupo."
No segundo semestre de 2003, Marli coordenou um grupo de estudantes da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), que ouviu editores de publicações voltadas para o público jovem para saber como eles abordam a questão das drogas. "A maioria disse que dedica pouco espaço ao tema, pois afirmam não ter encontrado o modo ideal para abordar um assunto que consideram polêmico", conta. "Um dos editores disse estar preso a uma 'fórmula envenenada', mesclando entretenimento e informação para atender uma necessidade do leitor e não ficar em desvantagem em relação aos concorrentes."
A pesquisadora observa que apesar de as matérias jornalísticas sobre drogas terem valor informativo, elas precisariam mudar para atrair os adolescentes. "Ao invés de as empresas de comunicação verem o jovem como um consumidor, deveriam encará-lo como um cidadão, não apenas informando, mas também ajudando na educação", afirma. "O discurso padronizado do jornalismo afasta os jovens, e se a mídia não está em sintonia, perde a oportunidade de discutir questões como a das drogas". (Fonte: Júlio Bernardes - Agência USP de Notícias)
publicado na edição de junho/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h25
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ALIMENTOS CALÓRICOS
MAIOR PARTE DA PROPAGANDA INFANTIL NA TV É SOBRE ALIMENTOS CALÓRICOS

Estudo mostra que crianças são bombardeadas com guloseima e salgadinho. Anunciantes de produtos como bolachas recheadas, iogurtes e salgadinhos disputam a atenção das crianças usando armas nem sempre corretas. Em uma delas, por exemplo, o menino deixa no prato uma sopa de espinafre para se deliciar escondido dos pais com um belo pacote de biscoitos de chocolate.
Mais informações: http://www.diariosp.com.br/saude/default.asp?Editoria=45&id=301968 Fonte: Diário de São Paulo
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h32
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ARTIGOS NÃO ENCONTRADOS
ARTIGOS NÃO ENCONTRADOS
Estudo mostra que grande parte dos artigos publicados na internet acabam em um limbo digital Dos milhares de artigos publicados anualmente em revistas científicas de todo o mundo grande parte ganha, além da versão em papel, um espaço na internet. Com a popularização da rede mundial de computadores, muitos são inclusive publicados apenas na versão eletrônica. Até aí, nenhuma novidade. O problema é que essa inclusão digital não significa permanência – e muito menos perenidade.
Um estudo feito pelo norte-americano Jonathan Wren, do Centro Avançado de Tecnologia Genômica da Universidade de Oklahoma, mostrou que grande parte dos artigos publicados na internet acabam em um limbo digital e os endereços onde deveriam estar retornam apenas as infames mensagens de “página não encontrada” no programa de navegação.
Após longa análise, Wren descobriu que, por exemplo, quase um quinto de todos os endereços mencionados na última década em resumos da Medline, um serviço do governo norte-americano extremamente popular entre a comunidade científica, simplesmente desapareceu. Segundo a revista Nature, Wren decidiu investigar o problema depois que encontrou um endereço não existente mencionado na Medline para um dos artigos que escreveu.
Outro cientista preocupado com o problema é Robert Dellavalle, da Faculdade de Dermatologia da Universidade do Colorado que, em outra pesquisa, verificou que cerca de 12% dos endereços de internet mencionados nos importantes periódicos The New England Journal of Medicine, The Journal of the American Medical Association e Science sumiram apenas dois anos após a publicação.
Dellavalle sugere o desenvolvimento de sistemas aprimorados de catalogação eletrônica, pois considera “inadequada” a resposta das editoras ao problema. “Os periódicos não estão fazendo coisa alguma para amenizar a situação. É impressionante o que tem desaparecido. Até mesmo um artigo que escrevi sobre preservação digital não se encontra mais onde deveria estar”, disse à Nature.
O pesquisador da Universidade do Colorado acredita que, se os responsáveis pelas publicações solicitassem aos autores o envio das referências do artigo ao Internet Archive (www.archive.org), um projeto da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, além de manter cópias escritas do trabalho, o problema poderia diminuir. Pelo menos um periódico, o PLoS Biology está pedindo aos autores para usarem o Internet Archive.
Enquanto isso, outros editores estão trabalhando em uma iniciativa chamada CrossRef, que pretende fornecer códigos numéricos permanentes para documentos eletrônicos, de modo que eles não se percam, mesmo com a mudança dos endereços de internet. (Fonte: Agência FAPESP)
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h30
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CAFEÍNA PARA AFASTAR O SONO
ESTUDO RECOMENDA DOSES PEQUENAS DE CAFEÍNA PARA AFASTAR O SONO

Se você precisa ficar acordado, é mais eficaz tomar vários cafezinhos durante o dia do que apelar a três xícaras grandes de uma vez só quando bate o sono, mostrou um estudo norte-americano. Segundo a pesquisa, doses regulares de cafeína agem contra o desejo natural do corpo de dormir. A ação dessas pequenas quantias vai aumentando conforme a pessoa se mantém acordada, disse a pesquisa.
CHICAGO (Reuters) - Se você precisa ficar acordado, é mais eficaz tomar vários cafezinhos durante o dia do que apelar a três xícaras grandes de uma vez só quando bate o sono, mostrou um estudo norte-americano na terça-feira.
Segundo a pesquisa, doses regulares de cafeína agem contra o desejo natural do corpo de dormir. A ação dessas pequenas quantias vai aumentando conforme a pessoa se mantém acordada, disse a pesquisa.
De acordo com o chefe do estudo, James Wyatt, grandes doses de cafeína se "gastam" rápido quando o corpo começa a precisar dormir.
"A maioria da população está usando a cafeína de modo errado, bebendo várias xícaras de café ou chá de manhã ou três copos grandes a caminho do trabalho", disse Wyatt, diretor do laboratório do Centro de Transtornos do Sono do Centro Médico Universitário Rush, em Chicago.
"Isso significa que os níveis de cafeína no cérebro vão diminuir conforme o dia avança", afirmou. "Infelizmente, o processo fisiológico que precisam combater não tem grande força até a última metade do dia".
Esse processo é o sistema que gera a necessidade de sono. Acredita-se que a cafeína bloqueie o receptor para adenosina, uma substância química essencial que atua como mensageira e que está envolvida no impulso de dormir.
Pesquisadores do Rush, junto com cientistas do Brigham and Womans Hospital, de Boston, e de Harvard, analisaram homens mantidos por 29 dias em quartos fechados, que não lhes permitiam saber que horas eram.
Os homens tinham que permanecer acordados por quase 29 horas seguidas, simulando as necessidades de médicos, militares e funcionários de serviços de emergência.
Aqueles que receberam uma pílula de cafeína por hora, com uma dose equivalente à de 120 ml de café (mais que uma xícara pequena) tiveram melhores resultados nos testes que os que receberam um placebo, disse o estudo. Os homens que tomaram a pílula de cafeína também se sentiram mais sonolentos que os outros na hora de dormir.
A pesquisa foi publicada na edição de maio da revista SLEEP, das Sociedades Profissionais do Sono Associadas.
"Apesar de não haver um substituto perfeito para o sono, nossos resultados apontam para um método muito melhor de usar a cafeína para manter a vigilância e a atenção, principalmente quando alguém precisa ficar acordado por mais de 16 horas", disse Wyatt.
Fonte: UOL Corpo & Saúde http://noticias.uol.com.br/saude/ultnot/reuters/2004/05/11/ult615u178.jhtm
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h29
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SAÚDE PÚBLICA DOS EUA É TEMA DE ANÁLISE
SAÚDE PÚBLICA DOS EUA É TEMA DE ANÁLISE
Especialistas constantemente alertam para as futuras conseqüências da epidemia de obesidade que atinge os EUA. Especialistas constantemente alertam para as futuras conseqüências da epidemia de obesidade que atinge os EUA. Problemas igualmente preocupantes, como infecções exóticas e outras questões ainda desconhecidas também preocupam as autoridades de saúde pública do país. Artigo publicado no periódico eletrônico American Medical News, da American Medical Association, discute algumas das mais importantes preocupações em Saúde Pública nos dias atuais. Pra se ter uma idéia da gravidade da situação, hoje cerca de 64% dos americanos se encontram acima do peso ideal, e doenças infecciosas são a terceira causa de mortalidade no país. Texto completo (em inglês): http://www.ama-assn.org/amednews/2004/05/17/hlsa0517.htm Fonte: American Medical News
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h28
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TIA, ME DÁ UMA MAÇÃ? - parte 2
Educação alimentar em casa
O trânsito de informações entre a escola e a família é importante para que o processo de reeducação alimentar seja completo. As crianças aprendem e levam as informações para casa.
"Lá, as refeições também mudam", aposta Thaís Cristina Mantovani Santana, nutricionista da rede de ensino do Distrito Federal. Os professores da Escola Classe 1 de Brazlândia, cidade satélite do Distrito Federal, foram a várias palestras de nutrólogos ligados ao projeto A Escola Promovendo Hábitos Alimentares Saudáveis, da Universidade de Brasília, há dois anos. De lá trouxeram idéias e materiais para trabalhar com os alunos: jogos pedagógicos, um CD-ROM com sugestões de atividades, planos de aulas e textos de apoio. A equipe achou fundamental também passar aos pais conceitos de uma alimentação saudável. Convidaram Shirlene Barreira, especialista em nutrição, para alguns encontros que terminam em degustação de pães, chás e outros alimentos feitos com grãos e verduras. "Mesmo famílias de baixa renda podem ter uma alimentação saudável, desde que optem corretamente na hora da compra dos produtos", alerta Shirlene.
Comida e exercícios no currículo
O Centro Educacional Novo Horizonte, de São Paulo, escolheu a alimentação como tema do projeto de leitura depois que um aluno do Jardim 2 (4 anos) foi diagnosticado como diabético. Em conjunto, os professores decidiram os conteúdos a ser estudados em cada faixa etária. Baseadas em pesquisas com os pais, na internet e em livros e revistas, cada turma produziu um livro: os alunos da pré-escola, por exemplo, estudaram as vitaminas presentes nas frutas e criaram uma história em que elas eram os personagens. Os de 4ª série elaboraram um manual com dicas para evitar a obesidade infantil. No final do projeto, durante uma tarde de autógrafos, os pais comentavam as mudanças nos hábitos alimentares dos filhos. A prática de atividades físicas também é fundamental para evitar o problema.
No Colégio Adventista, de Itapecerica da Serra (SP), o professor de Educação Física José David Cavalcante de Aguiar pesa e mede seus alunos uma vez por ano. Detectado o sobrepeso (cerca de 12%), os pais são comunicados e aconselhados a consultar um endocrinologista. Mas a escola procura fazer um trabalho preventivo, ao colocar no currículo aulas de Educação Física três vezes por semana. As atividades prioritárias são as que envolvem todos os alunos — pega-pega, queimada, barra-manteiga e pular corda — e não somente os que têm facilidade para a prática esportiva.
Por uma cantina saudável
As crianças que comem a merenda escolar têm uma alimentação mais balanceada. "Isso porque a maioria das secretarias de educação têm a orientação de nutricionistas", afirma Mauro Fisberg. Algumas ainda complementam a merenda com verduras e legumes cultivados na própria horta, como a Escola Classe 49, de Taguatinga Norte, também no Distrito Federal.
Lá os pais ajudam no cultivo de hortaliças, respondem sobrea alimentação da família no diário de classe e recebem textos sobre o valor nutritivo dos alimentos.
De vezem quando as próprias crianças participam da elaboração da merenda, como a salada de frutas.
As cantinas e lanchonetes terceirizadas que não recebem orientação da equipe pedagógica contribuem muito para o aumento da obesidade em crianças. O motivo é a oferta de bobagens em suas vitrines. Alguns estados, como Rio de Janeiro e Santa Catarina, proibiram a venda de biscoitos recheados, salgados fritos e outros alimentos pouco nutritivos nas dependências das escolas. "A medida é emergencial.
Mas o aconselhável é ensinar a criança a fazer suas escolhas e saber o quanto comer", alerta Nataniel Viuniski.
O Colégio Dante Alighieri, em São Paulo, tem uma cantina considerada exemplar pelos especialistas. Desde 1999 a nutricionista Martha Fonseca Paschoa vem fazendo a substituição dos produtos ali vendidos: salgados fritos foram trocados por assados; os recheios ganharam ingredientes menos calóricos, como queijo branco, peito de peru e vegetais; chocolates e doces, em tamanhos pequenos, vêm perdendo espaço para frutas lavadas e cortadas. Salgadinhos de pacote não há. Sucos naturais e água-de-coco são colocados sobre o balcão, enquanto os refrigerantes ficam escondidos. Além dessas medidas, Martha Fonseca sugere outras que podem ajudar a cantina a se tornar um espaço saudável: inserir saladas no cardápio; colocar nas paredes cartazes com fotos de atletas e de alimentos naturais; reduzir o preço dos produtos saudáveis; fazer sanduíches pequenos, sem maionese ou outro condimento gorduroso; e oferecer iogurtes e bebidas lácteas. O lanche que a escola providencia para os alunos menores é balanceado e tem a aprovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Levando a educação alimentar aos alunos e familiares e tendo atenção aos produtos servidos em suas dependências, a escola estará contribuindo para a diminuição da obesidade infantil e fazendo com que os estudantes fiquem mais dispostos para a aprendizagem.(Fonte: Escola Online)
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h26
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TIA, ME DÁ UMA MAÇÃ? - parte 1
TIA, ME DÁ UMA MAÇÃ?

Alunos que têm alimentação e hábitos de vida saudáveis aprendem melhor e evitam a obesidade infantil, doença que tem preocupado médicos e educadores de todo o mundo
Paola Gentile
Batata frita, salgadinho, hambúrguer e refrigerante. Quer apostar que se você perguntar aos alunos quais os alimentos que eles preferem essas serão as respostas mais comuns? A alimentação inadequada e a pouca atividade física estão fazendo com que a obesidade torne-se uma das doenças mais preocupantes em todo o mundo (leia quadro na pág. 58). O problema traz sérios comprometimentos à saúde e tem reflexos na aprendizagem. Alunos que estão acima do peso recebem apelidos pejorativos, o que afeta seu auto-conceito, prejudica a integração com o grupo e a produção escolar.
O projeto Peso Saudável — parceria entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Força-Tarefa de Controle de Peso e Atividade Física do International Life Science Institute — aponta que 33% dos alunos entre 7 e 10 anos e 30% dos adolescentes até 15 anos apresentam muitos quilos a mais do que o ideal. Indica ainda que a obesidade incide mais em estudantes de escolas privadas (uso da cantina) e em jovens entre 10 e 12 anos (autonomia para decidir o que comer). "Os casos de obesidade infantil aumentam quando a criança entra na escola, onde tem mais acesso a produtos industrializados", explica o nutrólogo Mauro Fisberg, organizador do projeto.
Por outro lado, é na escola que esse quadro pode se reverter. "Lá as crianças se alimentam, fazem exercícios, adquirem conhecimentos e hábitos saudáveis", ressalta Nataniel Viuniski, coordenador do Departamento de Obesidade Infantil da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso). A educação alimentar é conteúdo previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais e é trabalhada como tema transversal ou nas aulas de Ciências. A escola pode ainda reformular suas cantinas e orientar as famílias sobre a melhor maneira de preparar o lanche dos filhos.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h25
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NEM BANDIDO, NEM MOCINHO
NEM BANDIDO, NEM MOCINHO, MUITO PELO CONTRÁRIO...

“Se medico pensa que é Deus, jornalista tem certeza”.
Dizem pelas esquinas de um corredor de uma faculdade que o jornalista está sempre entre dois lados, ou melhor, entre fogos cruzados, ainda mais neste novo tempo, quando a violência virou sinônimo de qualidade de vida em muitas cidades grandes do País do faz de conta.
Neste cenário tupiniquim, pode-se pensar em muitas saídas de emergência para um mesmo problema, alias, o de sempre em terras provincianas, afinal de contas, os mesmos não desistem de ficar na contra-mão de uma mesmo poder sacramentalizado pela injustiça da justiça que é, dizem, “cega, surda e muda”.
Numa única mentira, muitas verdades sobre o senso comum da mesmice de sempre, além do mais, o contexto continua o mesmo de sempre para o formador de opinião tupiniquim em tempo de globalização.
A mensagem continua sem emissor para um receptor desligado da tomada de uma parede branca e sem sentido neste universo sem estrelas para brilhar, afinal de contas, pudera, o código continua sem decodificador para um olhar mais à frente desta ou daquela comunicação sem social.
A mídia é a mesma de sempre para aquele receptor além da crítica sobre o bem e o mal numa sociedade viciada pelos mandantes de um crime quase perfeito, de acordo com aquela manchete sensacionalista naquele jornaleco ultrapassado pelas correntes alheias numa prisão censurada pela vontade do poder central.
Quando aconteceu? Boa pergunta disse o outro lado da questão, pelo jeito a dialética será eterna enquanto durar o processo midiático neste caso, entretanto, onde está a vítima deste processo kafcaniano e incoerente segundo as testemunhas oculares de um repórter perdido nas suas contradições jornalísticas.
A fonte, sempre aparece sem aparecer na sua totalidade infeliz para demonstrar que o jornalista tupiniquim faz a diferença neste jogo sem vencedor, apenas um placar sem números para justificar a pressão da torcida sem bandeiras.
Como aconteceu? Só sei que nada sei afirmou o pensador do outro tempo, assim mesmo, ficou a margem do procedimento interno, deixando de lado, as propostas externas e desqualificadas do editor sem registro profissional perante o ministério público de um tribunal sem justiça.
Onde aconteceu? Não se sabe a origem desta denúncia indevida para o editor sem chefe daquele jornal, porém, o editor sem assistente entendeu a mensagem, todavia, não compreendeu a mesma no seu aporte redatorial e sem revisão gramatical.
Para quê? Também, com tantas perguntas deste repórter tudo pode acontecer para os entrevistados de um mesmo momento secular, assim, dizem os profetas da mídia viciada pelas drogas do presente sem futuro.
Quem? Isso não era um fator determinante para os filhos sem pauta, haja vista que os focas ficaram a ver navios numa redação sem editor e muito menos um redator-assistente para dar a bronca de sempre, neste caso, o jornalista preferiu ficar com o joio e deixar o trigo para os medíocres da pauta. (Sérgio Barbosa - Coordenador do Depto. De Comunicação Social da FAI.)
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h23
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DISCURSO DE JORNAIS SOBRE DROGAS E DISTANTE DOS JOVENS
DISCURSO DE JORNAIS SOBRE DROGAS E DISTANTE DOS JOVENS

Segundo pesquisadora que ouviu adolescentes entre 17 e 19 anos, o discurso padronizado do jornalismo afasta os jovens, pois não contempla suas diferenças. Assim perde espaço para discutir questões como a das drogas.
Os textos jornalísticos sobre drogas, apesar do valor informativo, não conseguem abordar a questão de modo que a discussão contemple todas as diferenças entre os jovens. A constatação é feita pelos próprios adolescentes, ouvidos pela jornalista Marli dos Santos, na tese de doutorado Cenas e sentidos na tribo raver: a ordem da fusão. Estudo de recepção dos discursos jornalísticos sobre drogas pelos jovens ravers, apresentada na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.
A pesquisadora organizou dois grupos de adolescentes da Grande São Paulo que freqüentam raves (festa de longa duração com música eletrônica), com idades entre 17 e 19 anos, para discutir matérias sobre drogas publicadas na mídia. Além dos debates, Marli dos Santos também foi a festas acompanhada por jovens para identificar melhor os ravers.
Segundo Marli, os freqüentadores de raves têm em comum o gosto pela música eletrônica, pela festa, que proporciona um transe associado às batidas (chamado de "neotribal") e pela convivência com o grupo.
"Os novos significados dados aos espaços, às colagens de estilos musicais e os próprios códigos seriam uma forma de resistência à ordem estabelecida e de sobrevivência nas metrópoles", explica. "A tribo raver propicia a seus participantes a socialidade, o afeto social, a aproximação e a identidade negada em tempos de globalização."
De acordo com a pesquisadora, apesar de os grupos de discussão terem características sociais distintas, um de classe média alta e outro com moradores da periferia, as críticas sobre a mídia são as mesmas. Ela aponta que os jovens dizem que não são ouvidos pela imprensa, o que levaria a uma cobertura superficial da questão das drogas, e apontam generalizações como a relação entre uso de drogas e violência.
"Eles disseram que a droga apenas potencializa a violência em pessoas que já tenham tendências agressivas", relata. "Muitos adolescentes se informam sobre drogas na internet, e isto faz com que questionem o preparo dos jornalistas para abordar o assunto".
Omissões
Os adolescentes também apontaram a omissão dos veículos de comunicação em questões como o envolvimento de policiais no tráfico, observa a pesquisadora. "Eles também questionam o fato de a imprensa ser contrária à liberação do consumo de drogas como cocaína e maconha, e ao mesmo tempo aceitar publicidade de bebidas alcóolicas e de cigarros", diz. "Para os jovens, os repórteres deveriam mergulhar na realidade das raves, percebendo as diferenças que existem dentro do grupo."
No segundo semestre de 2003, Marli coordenou um grupo de estudantes da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), que ouviu editores de publicações voltadas para o público jovem para saber como eles abordam a questão das drogas. "A maioria disse que dedica pouco espaço ao tema, pois afirmam não ter encontrado o modo ideal para abordar um assunto que consideram polêmico", conta. "Um dos editores disse estar preso a uma 'fórmula envenenada', mesclando entretenimento e informação para atender uma necessidade do leitor e não ficar em desvantagem em relação aos concorrentes."
A pesquisadora observa que apesar de as matérias jornalísticas sobre drogas terem valor informativo, elas precisariam mudar para atrair os adolescentes. "Ao invés de as empresas de comunicação verem o jovem como um consumidor, deveriam encará-lo como um cidadão, não apenas informando, mas também ajudando na educação", afirma. "O discurso padronizado do jornalismo afasta os jovens, e se a mídia não está em sintonia, perde a oportunidade de discutir questões como a das drogas". (Fonte: Júlio Bernardes Agência USP de Notícias)
:: Leia mais em http://www.ciencia-shop.com.br/shop/especial/mat085.asp ::
publicado na edição de maio/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h21
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Edição de maio/2004 - só chamadas - fim
SOJA PREVINE O CÂNCER DE PRÓSTATA E A CALVÍCIE
Cientistas dos Estados Unidos anunciaram que comer soja pode ajudar os homens a prevenirem a calvície e também o câncer de próstata.
MACHISMO PODE AUMENTAR INCIDÊNCIA DE DSTS E VIOLÊNCIA SEXUAL Um estudo realizado pela ONG Promundo (programa do governo dos Estados Unidos voltado para a área de gênero e Aids) revela que atitudes machistas estão intimamente ligadas ao aumento de casos de violência sexual e doméstica, de gravidez indesejada e de disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, como HIV.
CHOCOLATE E PIZZA CAUSAM DEPENDÊNCIA
As pessoas que se dizem viciadas em chocolate ou pizza talvez não estejam exagerando, disseram cientistas dos Estados Unidos.
PROIBIÇÃO DO FUMO EM LOCAIS PÚBLICOS E DE TRABALHO REDUZ INCIDÊNCIA DE INFARTOS
Estudo publicado no último número do periódico British Medical Journal buscou determinar se a proibição do fumo em locais públicos e de trabalho teve impacto sobre o número de admissões de pacientes infartados em hospitais dos Estados Unidos.
FUMO PASSIVO PODE SER MAIS PREJUDICIAL QUE O QUE SE ADMITE
Almoçar em um restaurante onde haja fumantes poderia aumentar os riscos de um infarto agudo do miocárdio?
BULAS DOS MEDICAMENTOS SERÃO MODIFICADAS
Mudanças atendem a resolução da Anvisa e devem entrar em vigor em 2005. Novos textos terão letras maiores e informação mais acessível
MESMO SOB RISCO DE MULTAS, PROPAGANDAS DE MEDICAMENTOS FEREM NORMAS DA ANVISA
A legislação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que tenta regular os abusos cometidos pelas indústrias farmacêuticas, agências de publicidade e meios de comunicação, ainda não tem conseguido evitar que propagandas publicitárias sobre medicamentos inseridas nas principais redes de TV, rádio e jornais cometam várias falhas.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h16
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Edição de maio/2004 - só chamadas - cont.
TIA, ME DÁ UMA MAÇÃ? Alunos que têm alimentação e hábitos de vida saudáveis aprendem melhor e evitam a obesidade infantil, doença que tem preocupado médicos e educadores de todo o mundo
ALIMENTOS GORDUROSOS SÃO OS MAIS ANUNCIADOS PELA TV
Além de notícias e entretenimento, a TV também traz a publicidade, importante ferramenta de vendas da indústria varejista. Entre os produtos anunciados, muitos podem comprometer a saúde, se consumidos em excesso.
OBESIDADE É CADA VEZ MAIS DISSEMINADA ENTRE CRIANÇAS AMERICANAS
Muitos pais acabam por se convencer de que ter um filho "gordinho" não é mais que um sinal de saúde da criança, ignorando os riscos inerentes à obesidade infantil.
INFLAÇÃO NA INTERNET: O FUTURO DAS PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS ONLINE
Publicações médicas e científicas estão cada vez mais se voltando para suas versões online, mas os preços cobrados pelo acesso tendem a ser mais altos que a expectativa dos assinantes.
ARTIGOS NÃO ENCONTRADOS
Estudo mostra que grande parte dos artigos publicados na internet acabam em um limbo digital
MAIOR PARTE DA PROPAGANDA INFANTIL NA TV É SOBRE ALIMENTOS CALÓRICOS Estudo mostra que crianças são bombardeadas com guloseima e salgadinho.
SAÚDE PÚBLICA DOS EUA É TEMA DE ANÁLISE
Especialistas constantemente alertam para as futuras conseqüências da epidemia de obesidade que atinge os EUA.
ESTUDO RECOMENDA DOSES PEQUENAS DE CAFEÍNA PARA AFASTAR O SONO Se você precisa ficar acordado, é mais eficaz tomar vários cafezinhos durante o dia do que apelar a três xícaras grandes de uma vez só quando bate o sono, mostrou um estudo norte-americano. Segundo a pesquisa, doses regulares de cafeína agem contra o desejo natural do corpo de dormir. A ação dessas pequenas quantias vai aumentando conforme a pessoa se mantém acordada, disse a pesquisa.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h15
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Edição de maio/2004 - só chamadas
RESUMOS DE TRABALHOS PARA O COMSAÚDE 2004 SERÃO RECEBIDOS ATÉ DIA 17
Não deixe de enviar na data certa
CÁTEDRA UNESCO/UMESP RECEBE INSCRIÇÕES PARA SEDIAR COMSAÚDE 2005
Data sugerida para o próximo evento é de 6 a 8 de outubro de 2005
DISCURSO DE JORNAIS SOBRE DROGAS E DISTANTE DOS JOVENS Segundo pesquisadora que ouviu adolescentes entre 17 e 19 anos, o discurso padronizado do jornalismo afasta os jovens, pois não contempla suas diferenças. Assim perde espaço para discutir questões como a das drogas.
NEM BANDIDO, NEM MOCINHO, MUITO PELO CONTRÁRIO...
“Se medico pensa que é Deus, jornalista tem certeza”.
METADE DOS AMERICANOS ADULTOS TÊM DIFICULDADE DE COMPREENDER ORIENTAÇÕES MÉDICAS
Dados do Institute of Medicine dos Estados Unidos mostram que aproximadamente metade dos americanos adultos (cerca de 90 milhões de pessoas) têm dificuldade de compreender ou por em prática as instruções obtidas de médicos em consultórios ou hospitais.
ORIENTAÇÕES PODEM DIMINUIR O TABAGISMO ENTRE PACIENTES
Editorial publicado no Journal of the National Cancer Institute discute artigo da mesma edição do periódico no qual Katz e colaboradores observaram que orientações fornecidas ao paciente durante as consultas médicas poderiam diminuir significativamente o uso de tabaco por fumantes
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h13
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MÁ ALIMENTAÇÃO REDUZ QI E PIB, DIZ ONU
MÁ ALIMENTAÇÃO REDUZ QI E PIB, DIZ ONU

Estudo em países em desenvolvimento mostra que falta de vitaminas afeta capacidade intelectual e produção de riquezas
Da Reuters
A alimentação deficiente em vitaminas e sais minerais é responsável pela morte de mais de 1 milhão de crianças por ano no mundo, está causando a redução da média do QI e provoca perdas de produtividade que chegam a 2% do PIB (Produto Interno Bruto, total de riquezas produzidas por um país) nos piores casos. Essas são algumas das conclusões apresentadas em "Deficiência de Vitaminas e Minerais - Relatório do Progresso Global", documento produzido pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) com dados de 80 países em desenvolvimento. "A deficiência de vitaminas e minerais é tão disseminada que debilita em grau significativo as energias, o intelecto e as perspectivas econômicas das nações", afirma o documento. "A deficiência de vitaminas é uma doença e, quando as pessoas
têm essa doença, elas não atingem seu potencial mental ideal", afirma Ronald Waldman, professor de clínica médica da Universidade Columbia (Nova York). Embora algumas deficiências, como a de vitamina A, possam ser corrigidas, outras causam danos permanentes. "Se você passou pela fase de crescimento com falta de iodo, as perdas no seu QI [quociente de inteligência] não serão reversíveis", diz Waldman. Segundo o relatório, insuficiência de iodo e ferro pode provocar uma redução de até 20 pontos no QI. Anualmente, nascem em todo o mundo 18 milhões de crianças com problemas mentais resultantes da falta de iodo. O estudo, que abrange a população de 80% do mundo, aponta ainda que a deficiência de ácido fólico -um nutriente necessário para o crescimento de tecidos, especialmente em
mulheres grávidas- causa o nascimento de aproximadamente 200 mil bebês com defeitos congênitos. Nos cálculos do Unicef, 40% da população do mundo têm pouco ferro, 15% apresentam insuficiência de iodo e 40%, de vitamina A. Como solução, o Unicef propõe como medida principal que os países passem a enriquecer alguns produtos usados na alimentação: shoyu misturado com zinco, sal e farinha com ferro, e óleo de cozinha, leite e margarina com vitamina A, por exemplo. O relatório cita o Brasil apenas nos quadros com as estatísticas localizadas por países. A falta de ferro causa anemia em 45% das crianças brasileiras com menos de cinco anos. A cada ano, a insuficiência de iodo é responsável pelo nascimento de 50 mil bebês com problemas mentais, e a de vitamina A mata 4.000 crianças.(Fonte: Folha de São Paulo, 26/03/2004 - São Paulo SP)
publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h07
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MÍDIA, MEDICINA E MERCADIZAÇÃO - parte 2
Mastectomia radical
O que sobra para as mulheres brasileiras, vítimas ou não de câncer, pobres ou ricas, com baixa ou alta escolaridade, é mais uma obrigação muito mal-disfarçada de direito. A mercadização da medicina embreta as mulheres numa linha de montagem de exames mecanicistas, ignorando as singularidades das condições femininas no universo profissional e social contemporâneo. Não se leva em conta o transtorno emocional da mãe que deixa seu bebê numa creche antes de ter tempo suficiente para desmamá-lo gradualmente. O mercado médico ignora a tristeza da mãe por ter que comprar um leite pior com o pouco dinheiro que consegue, enquanto carrega o melhor dos leites para o trabalho; e nem falamos aqui de pílulas, silicones e hormônios, porque não é preciso, já que as causas do câncer de mama não são conhecidas, não são pesquisadas, são um mistério para a medicina, muito mais interessada em sanar o mal com o pior ainda.
E também porque seria uma bobagem falar sobre causas do câncer numa campanha do câncer de mama que não é a favor da saúde da mulher e não tem consideração pelas necessidades básicas do corpo da mulher. É uma campanha para alimentar um círculo vicioso, no qual o mais importante é o faturamento econômico.
Só para terminar, uns dados pessoais e nada científicos:
Nos últimos cinco anos seis pessoas próximas a mim tiveram câncer de mama. Quatro delas tinham 40 anos ou um pouco mais, e essas quatro haviam feito mamografia entre seis e 12 meses antes de detectarem, por auto-exame, um nódulo que não apareceu nas mamografias, mas alguns meses após a mamografia. Duas delas fizeram mastectomia parcial, e as outras duas, radical.
Das seis, duas eram jovens, e não haviam feito mamografia. Ambas desenvolveram um tipo de câncer de evolução muito rápida, o que as obrigou, logo depois do auto-exame e da biópsia, à mastectomia radical, pois o nódulo aumentou visivelmente de tamanho em uma semana.(Fonte: Observatório da Imprensa)
(*) Jornalista
publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h05
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MÍDIA, MEDICINA E MERCADIZAÇÃO
TRIO CALAFRIO

MÍDIA, MEDICINA E MERCADIZAÇÃO
Cláudia Rodrigues (*)
Observem capas e matérias sobre a nova campanha do câncer de mama, com a novidade do momento: o auto-exame já era. A Folha de S. Paulo saiu na frente na sexta-feira, destacando a frase do Dr. José Luis Bevilacqua, do Hospital Sírio-Libanês: "Não podemos mais dar informações distorcidas ou incompletas à sociedade sobre métodos ineficazes de prevenção de câncer, como o auto-exame". Segundo o jornal, a campanha lançada na sexta-feira pelo governo federal no Rio de Janeiro vai relativizar a importância do auto-exame e priorizar o exame clínico e a mamografia.
A nova campanha, joint-venture entre a sociedade médica e o Ministério da Saúde, defendida com unhas e dentes pela Folha, afirma com veemência que o auto-exame causa biópsias desnecessárias – como se as mulheres usassem o bisturi em si mesmas e em suas amigas; não evita mortes causadas pelo câncer de mama e causa ansiedade e depressão, como se a marcação de exame e a passagem pelo mamógrafo não acarretassem ansiedade e depressão ainda mais intensas ou tanto quanto.
Esse carnaval todo em cima da ineficácia do auto-exame é um lobby nada disfarçado para a importação de mamógrafos – a US$ 150 mil cada, segundo a própria Folha, que não se deu ao trabalho de converter o preço para reais. Para justificar a campanha, as autoridades médicas brasileiras baseiam-se em pesquisa feita pela ONU na China e na Rússia. Pesquisa extensa, abrangendo pouco mais do que 300 mil mulheres. Conclusão: nesses países, o auto-exame não chega a evitar 30% das mortes, causa ansiedade e depressão.
Deslocamento em massa
Chega a ser uma afronta à inteligência, mas estamos diante de uma campanha supostamente em prol da saúde da mulher brasileira, que se baseia numa pesquisa feita do lado de cima do Equador, do outro lado do globo terrestre. Precisa comentar ou será que podemos imaginar que a realidade das mulheres chinesas e russas é bem diferente da realidade das mulheres brasileiras? A notícia não quer saber e bate forte quando afirma: "Existe um entendimento internacional de que a mamografia é o único exame que consegue prevenir mortes por câncer de mama". Nem cita a ultrassonografia, exame largamente usado em alguns países europeus e considerado mais seguro porque não utiliza o tipo de radiação dos mamógrafos, já sabidamente cancerígeno.
Mais um parágrafo e fica subentendido que a pouca quantidade de mamógrafos no país é uma espécie de causa do aumento do número de mortes por câncer de mama. Afinal, dados do Inca de 2003 afirmam que 9.335 mulheres morreram de câncer no país, e houve o surgimento de 41.610 novos casos. Tudo isso num país onde o câncer de mama é o campeão das mortes de mulheres. Daí a necessidade da importação da grande estrela, a máquina superfaturada que custa quase R$ 500 mil a unidade.
Agora, se a campanha vai ou não orientar a mulher brasileira sobre a existência de produtos cancerígenos nas tintas de cabelo, nos subprodutos da indústria utilizados nos medicamentos, nas comidas industrializadas, nos produtos de limpeza e nos cosméticos, isto sequer é mencionado. Se a campanha vai falar sobre os riscos de um mamógrafo estar desregulado ou mal-regulado a fim de apresentar uma nitidez maior, o que foi verificado na Europa como um possível desencadeador de câncer de mama, isso não se lê. Também não se sabe ou se tenta saber se a licença-maternidade de quatro meses, aliada à necessidade do bebê de mamar exclusivamente no peito da mãe até os 6 meses, que obriga desmames abruptos e malfeitos, tem alguma incidência no índice de câncer das brasileiras.
A campanha contra o câncer de mama, que deverá a partir dos próximos dias ser veiculada pela imprensa, é uma campanha a favor da compra de mamógrafos, a favor do deslocamento em massa de mulheres em busca de mamografias, o que, segundo a notícia da Folha, nos leva a entender que diminuiremos a incidência de biópsias desnecessárias e de eventuais ansiedades e depressões acarretadas pelo auto-exame. Credo, é para rir ou para chorar?
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 09h04
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ACESSO LIVRE À INFORMAÇÃO CIENTÍFICA
ACESSO LIVRE À INFORMAÇÃO CIENTÍFICA

A biblioteca eletrônica SciELO ultrapassa 120 publicações científicas em seu domínio brasileiro na internet. Todas com acesso integral e gratuito
Eduardo Geraque escreve para a "Agência Fapesp":
'O SciELO é o evento mais importante que ocorreu no Brasil em termos de comunicação científica', disse o norte-americano Lewis Greene, um dos editores da Brazilian Journal of Medical and Biological Research que publica a partir de 6/4 o mapa genético da Leptospira interrogans sorovar Copenhageni, bactéria causadora da leptospirose
Greene, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de SP (USP), foi um dos cientistas presentes no evento realizado na terça-feira (6/4), em homenagem à Scientific Electronic Library Online (SciELO), que ultrapassou a marca de 120 revistas científicas em seu banco de dados, todas disponíveis gratuitamente, tanto para pesquisadores como para o público geral.
O SciELO é um programa mantido pela Fapesp desde 1997, em convênio com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme).
'A importância do livre acesso nos dias de hoje é muito grande. Nos EUA, por exemplo, as revistas que dão esse tipo de serviço fazem isso, normalmente, seis meses após a publicação e não de forma imediata, como ocorre aqui', disse Eduardo Moacyr Krieger, presidente da Academia Brasileira de Ciência.
Segundo Roberto Meneghini, um dos idealizadores do SciELO, o limite qualitativo da biblioteca deve ficar entre 130 e 160 revistas. 'Temos um comitê científico bastante criterioso para a aprovação das revistas', disse.
A expectativa de Meneghini é que a biblioteca virtual criada no Brasil - e que hoje está presente com versões localizadas em Cuba, na Espanha e no Chile - possa ser oferecida em outros países. Fonte: JC e-mail 2500, de 07 de Abril de 2004. Agência Fapesp, 7/4)
publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h55
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CNPQ INAUGURA BIBLIOTECA ESPECIALIZADA EM C&T
CNPQ INAUGURA BIBLIOTECA ESPECIALIZADA EM C&T

'Trata-se da mais importante biblioteca de política científica no Brasil e é mais um serviço que o CNPq presta a comunidade científica e tecnológica brasileira'
Será inaugurada dia 13/4 a biblioteca especializada em políticas de ciência e tecnologia do CNPq. Com um acervo de mais de 30 mil volumes na área, o espaço fica no edifício sede e o evento faz parte das comemorações dos 53 anos do CNPq
A montagem da biblioteca está inserida no projeto de recuperação da história da agência, trabalho iniciado com a criação do Serviço de Documentação e Acervo, em 2001.
Hoje denominado Centro de Memória, o Depto. organizou toda a documentação disponível sobre a história do CNPq e do processo de desenvolvimento da política de ciência e tecnologia no Brasil nas últimas décadas. Entre os documentos estão anais da instituição desde a sua fundação, atas de reuniões, fotos, microfilmes e slides.
'Trata-se da mais importante biblioteca de política científica no Brasil e é mais um serviço que o CNPq presta a comunidade científica e tecnológica brasileira', ressalta o vice-presidente do CNPq, Manuel Domingos Netto.
O material estará disponível aos pesquisadores e ao público em geral dentro de pouco tempo, tanto no edifício sede como no portal da agência. 'A biblioteca precisava de uma modernização, pois durante o tempo em que ficou fora do CNPq não passou por atualizações nem foi informatizada', diz o chefe do Centro de Memória, Roberto Muniz.
História - Ainda que alguns documentos antigos citem registros de materiais já catalogados na década de 50, o acervo atual é oriundo de biblioteca criada nos anos 80.
Composta por obras raras, trabalhos acadêmicos e publicações de pesquisadores e servidores, ela foi retirada arbitrariamente do CNPq no início da década de 90. Doada ao Ibict (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia) pelo então presidente da agência, suas obras passaram, ainda, pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e pelo MCT.
A volta ao local de origem era reivindicada pelos servidores e considerada uma ação estratégica pela Presidência do CNPq. 'Mais do que compor o Centro de Memória do CNPq, a biblioteca é importante para garantir condições mínimas de planejamento da política científica e tecnológica do país', afirma o vice-presidente.
'O fato de a biblioteca ter sido retirada do CNPq e ter permanecido longos anos sob custódias variadas reflete o descuido com as atividades de planejamento e de preservação da memória. Sem a biblioteca também ficava difícil o preparo adequado dos servidores da agência', finaliza.
Missão - O Centro de Memória Institucional do CNPq é responsável pela proposição de medidas e a elaboração de uma política de gestão de documentos da instituição, além de estruturar os seguintes conjuntos de informações:
Acervo em suporte tradicional: atas de reunião dos órgãos colegiados e da direção, planos de ação, textos de convênios bilaterais, relatórios de atividades do Conselho, expedições científicas;
Acervo de material impresso: um exemplar de cada publicação de autoria do CNPq ou por ele financiada;
Acervo iconográfico: fotografias, negativos fotográficos, slides, fitas de vídeo, cartazes, folhetos, etc;
Acervo audiovisual: vídeos, filmes, fitas cassete, fitas magnéticas, etc;
Acervo de depoimentos orais;
Obras de referência de acervos de instituições científicas ou cientistas brasileiros;
Base de dados contendo relatórios técnicos digitalizados;
Microfilmes dos processos de fomento.
Mais informações pelo fone: centrodememória@cnpq.br (Fonte: Assessoria de Comunicação do CNPq/ JC e-mail 2501, de 08 de Abril de 2004.)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h53
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Agência de Notícias da Aids
AGÊNCIA ESPECIALIZADA EM AIDS É FONTE DE INFORMAÇÕES PARA COMUNICADORES

A criadora da Agência de Notícias da Aids, jornalista Roseli Tardelli, enfatiza a importância de um site especializado na informação correta sobre o vírus HIV e a doença Aids. E público-alvo são os comunicadores, que poderão utilizá-lo como um guia para o uso de termos adequados ao falar sobre a doença.
Tardelli lembra que alguns termos usados com freqüência pela imprensa como “aidético” estigmatiza o doente. Por ser comunicadora, Roseli reconhece a importância da informação correta na luta contra a doença. “Hoje a pauta Aids desapareceu do cotidiano dos noticiários e inúmeras vezes ela é tratada de forma incorreta e preconceituosa pelos jornalistas”.
Há ONGs (Organizações Não Governamentais) que combatem termos pejorativos e discriminatórios que estigmatizam a doença e o portador do vírus. A palavra “aidético” pode ser substituída por “soropositivo”, exemplifica.
A informação errada e os termos pejorativos usados na mídia dificultam o controle da Aids, informa a jornalista. Para ela desde quando se descobriu o vírus, há duas décadas, as informações foram transmitidas de forma errada à sociedade. Na época a Síndrome da imunodeficiência Adquirida (Aids, sigla em Inglês) ficou conhecida como “Câncer Gay,”.
Depois de algum tempo a comunidade científica e os comunicadores passaram a informar que a Aids atingia apenas usuários de drogas injetáveis e pessoas promíscuas, “novamente informaram errado”, enfatiza.
Experiência Concreta
A jornalista acredita que essas informações deturpadas contribuíram para o alastramento da doença. A motivação principal que levou a jornalista a construir um site específico ocorreu depois que o irmão Sérgio Tardelli contraiu o vírus. Acompanhando de perto o preconceito sofrido, entre eles do próprio convênio médico que na época não queria subsidiar o caso, resolveu ir à luta.
Sérgio Tardelli morreu em 1994 e desde então a jornalista se motivou a criar a entidade que foi fundada em maio do ano passado. A entidade envia três sugestões de pautas ao dia sobre o tema Aids para aproximadamente 900 jornalistas cadastrados na agência. Além das pautas, os comunicadores e qualquer outro interessado, poderão encontrar no site, uma agenda de eventos e artigos específicos sobre o tema. Também há um glossário para auxiliar a decodificação dos termos técnicos.
Resistências da Fé
Roseli Tardelli acredita que a visão de alguns líderes religiosos que condenam o uso de preservativos acirra preconceitos e ajuda a espalhar o vírus HIV pelo mundo. “ É um absurdo, um desrespeito à espécie humana”, argumenta Tardelli .
A jornalista ressalta que muitas pessoas serão infectadas, e perderão a vida, caso esse pensamento continue. “Pecado é não usar preservativos e contaminar milhares de pessoas”, completa.
A Aids tornou-se uma das realidades mais cruéis nos dias de hoje. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), são mais de 42 milhões de pessoas com HIV e -somente no ano de 2002- outros cinco milhões foram infectados com o vírus em todo o mundo.
Para saber mais sobre a fonte desta matéria: www.agenciaaids.com.br (Fonte: ScienceNet) - publucado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h52
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FILHOS MAIS ATIVOS E FELIZES
MULHERES QUE COMEM CHOCOLATE NA GRAVIDEZ TÊM FILHOS MAIS ATIVOS E FELIZES

RIO - As mulheres que comem chocolate durante a gravidez têm bebês mais ativos, felizes e sorridentes, segundo um estudo publicado nesta terça-feira na revista científica britânica "New Scientist". O estudo, feito pela Universidade de Helsinki, na Finlândia, constatou também que o consumo de chocolate diminuiu os efeitos negativos da tensão e da fadiga durante a gestação. (Fonte: O Globo)
publicado em abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h50
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TV E CAFÉ PREJUDICAM SONO DE CRIANÇAS
TV E CAFÉ PREJUDICAM SONO DE CRIANÇAS DOS EUA

A televisão e a cafeína estão fazendo com que muitas crianças norte-americanas fiquem acordadas durante a noite e não durmam o suficiente. A informação foi divulgada hoje pela Fundação Nacional do Sono.
Uma pesquisa com 1,4 mil pais mostrou que muitos não sabem quanto tempo seus filhos precisam dormir nem que a televisão e a cafeína afetam o sono da criança. "Os pais estão pagando um preço pelos maus hábitos das crianças", disse Jodi Mindell, uma diretor da fundação e diretora-associada do Centro de Transtornos do Sono no Hospital da Filadélfia, em uma entrevista. "A maioria dos pais é acordada pelo menos uma noite na semana por suas crianças."
A fundação disse que a pesquisa mostrou que 30% de todas as crianças de 1 a 10 anos acordam pelo menos uma noite na semana precisando de atenção. A pesquisa mostrou que 26% das crianças de 3 anos ou mais tomam pelo menos uma bebida com cafeína por dia, incluindo refrigerantes e chá gelado. Essas crianças dormem meia hora menos cada noite em comparação com as crianças que não consomem cafeína.
A pesquisa também mostrou que muitas delas têm televisão no quarto. Segundo os pais, 43% das crianças em idade escolar têm suas próprias TVs, assim como um terço das crianças entre 3 e 5 anos e 20% das menores.
De acordo com a pesquisa, as crianças com televisão no quarto vão dormir 20 minutos mais tarde que as crianças que não possuem o aparelho. O primeiro grupo dorme cerca de 9,2 horas por noite, comparado com o segundo que dorme 9,6 horas ¿ "uma perda de mais de duas horas de sono por semana", informou a fundação. O resultado pode ser crianças mais mal-humoradas e que não aprendem bem como deveriam, disse o grupo.
"Os pais precisam fazer do sono uma prioridade familiar", disse Mindell. Uma rotina de "hora de ir para a cama" é importante, deve excluir a televisão e incluir estórias, disse ela.
A pesquisa descobriu que crianças de 3 a 11 meses dormem somente 12,7 horas por dia em média, embora elas precisem de 14 a 15. As crianças de 1 a 3 anos dormem cerca de 11,7 horas e precisam de 12 a 14.
O grupo de até 5 anos precisa de 11 a 13 horas e dorme 10,4 horas em média. As crianças com até 10 anos dormem 9,5 horas embora precisem de 10 a 11 horas por noite.
Reuters/Portal Terra
publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h47
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PESQUISA ASSOCIA TELEVISÃO AO DÉFICIT DE ATENÇÃO EM CRIANÇAS
PESQUISA ASSOCIA TELEVISÃO AO DÉFICIT DE ATENÇÃO EM CRIANÇAS

da Agência Lusa
Crianças que começam a ver televisão muito cedo têm uma propensão maior ao déficit de atenção na idade escolar, indica um novo estudo.
Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores do Hospital Pediátrico de Seattle, nos Estados Unidos, estudaram os hábitos de 1.345 crianças. O resultado foi que, a cada hora diária em frente à televisão, as crianças correm um risco 10% maior de enfrentarem problemas de atenção a partir dos sete anos de idade.
"Há numerosas razões para as crianças não verem televisão. Existem estudos que até associam esse passatempo à obesidade e à agressividade", afirmou Dimitri Christakis, um dos autores do artigo publicado na última edição da revista "Pediatrics".
Os pesquisadores entrevistaram os pais e perguntaram quanto tempo seus filhos passavam em frente à televisão. Depois pediram que classificassem o comportamento das crianças após os sete anos de idade.
Apesar de não haver dados sobre o diagnóstico para o déficit de atenção nestas crianças, os pais apontaram problemas de atenção em cerca de 10% delas --índice semelhante à prevalência da síndrome entre a população.
De acordo com os depoimentos dos pais, as crianças apresentavam dificuldade de concentração, comportamento impulsivo e ficavam confusas facilmente.
Segundo o artigo, 37% das crianças passavam uma a duas horas por dia em frente à televisão e 14%, três a quatro horas por dia.
De acordo com Christakis, o conteúdo dos programas é pouco relevante. O perigo vem das imagens excessivamente aceleradas, que podem alterar o desenvolvimento normal do cérebro.
"O cérebro das crianças se desenvolve muito rapidamente durante os primeiros três anos de vida", explicou Christakis. Segundo ele, a estimulação acelerada durante esta fase pode criar hábitos mentais prejudiciais. (Fonte: Folha de S.Paulo)
publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h46
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PAPEL DA MÍDIA SOBRE A OBESIDADE INFANTIL
DISCUTIDO PAPEL DA MÍDIA SOBRE A OBESIDADE INFANTIL

Crianças que passam longo tempo diante da TV ou de computadores não estão apenas optando por um hábito sedentário em lugar de uma atividade física mais vigorosa: estão também se expondo a um grande montante de alimento extra. O número de crianças obesas nos EUA cresce a cada dia e preocupa as autoridades, que estimam que cerca de 10% das crianças entre 2 e 5 anos e 15% daquelas entre 6 e 10 estejam acima do peso ideal. Reportagem publicada na revista eletrônica da American Medical Association, American Medical News, mostra como a mídia pode influenciar os índices de obesidade infantil no país e dá exemplos de como o quadro começa a ser revertido.
Fonte: American Medical News/Clipping Banco Real http://www.ama-assn.org/amednews/2004/03/22/hlsa0322.htm
publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h44
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MONSANTO PATROCINA SITE DE SAÚDE DO YAHOO!

Com patrocínio da Monsanto o Yahoo! Brasil lança o site Bem-estar, que traz informações sobre saúde, boa-forma, estética e nutrição.
Com patrocínio da Monsanto o Yahoo! Brasil lança o site Bem-estar, que traz informações sobre saúde, boa-forma, estética e nutrição. Um dos serviços que o internauta pode acessar é a Tabela de Calorias, onde é possível encontrar as calorias de grande parte dos alimentos, inclusive os industrializados, pratos caseiros, sanduíches de redes de fast-food, sorvetes, doces e chocolates.
Em outra seção é possível fazer uma consulta simples sobre condicionamento físico, e saber quais os tipos de exercícios mais indicados. O site disponibiliza ainda uma "Calculadora" para o Índice de Massa Corporal e notícias atualizadas sobre saúde e beleza, entre outras.(Fonte: Mmonline) - publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h40
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FILMES DOS EUA INDUZEM CRIANÇAS E ADOLESCENTES AO FUMO

FILMES DOS EUA INDUZEM CRIANÇAS E ADOLESCENTES AO FUMO
Um estudo feito pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, mostra que 80% dos filmes americanos mostram várias pessoas fumando, muitas delas no papel principal, induzindo crianças e adolescentes ao fumo.
da France Presse, em Los Angeles (EUA)
Um estudo feito pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, mostra que 80% dos filmes americanos mostram várias pessoas fumando, muitas delas no papel principal, induzindo crianças e adolescentes ao fumo.
Nada menos que 56% dos filmes produzidos pelos estúdios Disney, Time Warner e Sony direcionados a crianças e adolescentes transmitem uma imagem positiva do cigarro, adverte o estudo, que analisou 775 filmes norte-americanos lançados nos últimos cinco anos.
"Nos últimos anos, as autoridades tentaram educar a indústria do entretenimento sobre as conseqüências de os heróis do cinema aparecerem na tela fumando", diz o relatório elaborado por Stanton Glantz, da Universidade da Califórnia.
"Embora centenas de crianças comecem a fumar por causa do que vêem nas telas, este estudo mostra que não houve nenhum avanço na indústria do cinema no sentido de combater este mal", acrescenta Glantz. "O público disse: 'chega'. É preciso ter medidas políticas que eliminem o cigarro das telas do cinema."
De acordo com o estudo, os filmes dirigidos aos adolescentes --fase da vida em que a maioria das pessoas começa a fumar-- são os que mais exibem fumantes, sempre charmosos e atraentes.
O tabagismo é a primeira causa de morte nos Estados Unidos. Este ano, cerca de 440 mil norte-americanos devem morrer por causa das doenças relacionadas ao cigarro. (Fonte: Folha On line) - publicado na edição de abril/2004.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h38
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POLÍTICA EDITORIAL NACIONAL

POLÍTICA EDITORIAL NACIONAL
Pesquisadores decidem apoiar e incentivar a publicação de revistas científicas nacionais em mídia eletrônica
Agência FAPESP - A necessidade de uma ação coordenada e conjunta de política editorial foi discutida nesta quarta-feira (17/3), em Brasília, por dirigentes de três das principais agências de fomento do país.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) esteve representado pelo seu presidente, Erney Plessmann de Camargo, e pelo vice-presidente, Manuel Domingos Neto. Também estiveram presentes Carlos Vogt, presidente da FAPESP, e Pedricto Rocha Filho, presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).
Os participantes decidiram apoiar e incentivar a publicação de revistas científicas nacionais em mídia eletrônica, a exemplo do que vem fazendo o programa Scientific Electronic Library Online (SciELO), uma biblioteca eletrônica virtual de revistas científicas brasileiras mantida pela FAPESP, em convênio com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme) e com apoio do CNPq.
De acordo com comunicado do CNPq, os dirigentes das instituições decidiram também convidar as demais fundações de amparo à pesquisa (FAPs) para que, em seu fórum, efetuem uma análise conjunta de uma política editorial nacional, tanto no meio impresso como no eletrônico. (Fonte: Agência FAPESP) - publicado na edição de abril/2004.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h37
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DISCURSO FALACIOSO DA MÍDIA SOBRE DNA

AUTOR ACUSA DISCURSO FALACIOSO DA MÍDIA SOBRE DNA
Livro aponta 'febre biologista' da imprensa que apresenta genes como Santo Graal
Algumas notícias sobre genética parecem retiradas de livros de ficção científica. Pelo que sugere a grande imprensa, a decifração do genoma humano trará um futuro perfeito, no qual doenças, tempo e velhice não poderão nos atingir: estaria nos genes a resposta definitiva para todas as questões biológicas. Esse mito, que caracteriza a chamada 'febre biologista', é o que o jornalista Claudio Tognolli tenta desmontar em seu livro A falácia genética: a ideologia do DNA na imprensa.
A obra analisa e questiona a forma como a mídia apresenta temas científicos para o grande público. O autor mostra como grande parte dos jornalistas não está preparada para escrever sobre ciências: eles pintam uma imagem heróica dos cientistas e transformam em verdades absolutas as verdades historicamente transitórias da prática científica.
O livro é resultado da tese de doutorado defendida por Claudio na Escola de Comunicações da Universidade de São Paulo (USP) em 2002, e traz uma série de entrevistas que alimentaram a pesquisa, com especialistas em genética, bioética e jornalismo.
A obra nasceu da idéia de tentar demarcar nos jornais e revistas a febre biologista que caracteriza a forma como a ciência é retratada na época atual. "Cria-se a idéia, sobretudo na mídia, de que mudando as peças dos genes teremos seres sãos e longevos. Segue-se a moda dos técnicos de computação: troca-se o chip, o computador fica bom", observa.
Baseado sobretudo no pensamento do biólogo norte-americano Richard Lewontin, Claudio argumenta que somos sistemas abertos, como a meteorologia, influenciados pelo meio, ou seja, pelo contexto sócio-econômico. Segundo ele, a imprensa parece muito distante de notar isso, ao apontar os genes como o Santo Graal da existência humana -- eis a 'falácia genética'.
Na era da biotecnologia reducionista em um mundo globalizado, na qual 'transparência' e 'objetividade' surgem na ciência como conceitos dominantes, o autor tenta desmascarar "a ideologia da imprensa", que coloca o gene como limite para todas as respostas. Escritos em função de critérios obscuros de 'novidade', na maioria das vezes os artigos não dão conta de explicar o fenômeno biotecnológico em toda sua extensão. Claudio denuncia que a febre biologista, aparentemente auto-suficiente e imparcial, atenderia sobretudo a interesses dos laboratórios fornecedores de suprimentos para empresas biotecnológicas.
O estudo da bioética na imprensa, trazida à tona pelo avanço da biotecnologia, seria segundo o autor um aspecto original de seu trabalho. Num momento em que algumas seitas alimentam a esperança de reencarnação do Cristo pela clonagem de supostos fragmentos de DNA encontrados no Santo Sudário, a bioética surge como mediadora entre os discursos da ciência e da religião.
Por ser derivado de uma tese, o livro é escrito em linguagem acadêmica, com citações do universo do jornalismo, da biologia, da sociologia e da filosofia (de Platão a Michel Foucault). Embora isso torne a leitura pesada, o esforço é recompensado pelas reflexões levantadas na obra.
A falácia genética - a ideologia do DNA na imprensa Claudio Tognolli São Paulo, 2003, Escrituras 336 páginas - R$ 14,50
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h35
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A história das pestes

A história das pestes Varíola, lepra, tuberculose, peste, malária, cólera e Aids. Essas são sete epidemias que causaram grande repercussão na história e que são abordadas na obra "A Assustadora História das Pestes e Epidemias" (de Jeanette Farrel, ed. Ediouro, 284 págs., R$ 29). O livro é ilustrado com reproduções de fotografias e de arquivos, cartuns de jornais e cartazes de campanhas de saúde pública de cada época.(Fonte: FOVEST – colaboração: Sérgio Barbosa) - publicado na edição de abril/2004.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h31
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A TECNOLOGIA A SERVIÇO DO SEXO

A TECNOLOGIA A SERVIÇO DO SEXO
Alguns flagrantes da vida real revelam como o homem sabe aproveitar-se das novidades e dirige a tecnologia para o prazer e para o sexo.
Aqui, nos Estados Unidos, por exemplo, podemos registrar cenas que revelam o uso, digamos, pouco ortodoxos dos avanços tecnológicos. Numa manhã de março, em Chicago, uma dona de casa levava sua filhinha de quatro anos para o jardim da infância quando a garotinha fixou sua atenção num filme que estava sendo exibido na van ao lado.
Para quem não sabe, a van – perua fechada que serve para as famílias, com bom espaço interno - têm sido um sucesso de vendas por aqui. Uma montadora, inclusive, fez uma promoção onde o comprador levava de graça um aparelho de DVD já instalado, juntamente com uma fita do Rei Leão. A intenção é exatamente atrair a atenção das crianças, que, envolvidas com os filmes infantis, comportam-se melhor, não brigando entre si e nem dando trabalho à mãe/motorista.
Mas, voltando à Chicago, o filme que chamou a atenção da garotinha não era Finding Nemo nem Lion King. Na verdade, a fita exibia um pornô hard core daqueles. A mãe sentiu-se indignada e deu queixa à polícia. Ela não queria, com razão, que sua filha pudesse ver cenas que não condizem com sua faixa etária. Em sua queixa, admitiu que cada um faz o que quer na privacidade do seu lar, mas não tem direito de expor outras pessoas – sobretudo crianças – a cenas constrangedoras. A polícia ainda está sem saber em que item criminal enquadrará os infratores.
A tecnologia também provocou reações de meninas da high school (equivalente ao curso colegial, no Brasil) e das universidades, que estão sendo fotografadas, sem saber, pelos colegas e até professores de educação física que infiltram-se nos vestiários com celulares dotados de máquinas fotográficas. Sem que percebam, elas são fotografadas nuas ou em trajes íntimos no momento em que estão no chuveiro ou trocando de roupa. Daí, o “material” é enviado para os amigos e as imagens ficam sem controle. Algumas engenhocas até permitem filmes de cinco minutos. Imagine só o sucesso destes filmetes junto à moçada...
Aliás, os tais telefones celulares estão sendo proibidos também dentro de instalações industriais, porque todos temem que segredos das empresas sejam roubados por espiões industriais.
Por fim, temos a Internet. Sem dúvida, o maior espaço democrático do mundo, a Internet, no entanto, tem servido para divulgar sites de sexo, por sinal, os de maior hit. Através destes sites é possível exercer a prostituição sem precisar rodar bolsinha nas ruas e sem gigolôs. Tudo é agendado eletronicamente.
Pior ainda, a Internet abriu um caminho perigoso para a disseminação da pedofilia. Grupos de pedófilos usam o espaço virtual para trocar imagens e mensagens envolvendo crianças inocentes. Nos Estados Unidos, porém, já há agentes especializados em comunicar-se com pedófilos, marcar encontros e prendê-los em flagrante. Os detidos são, à primeira vista, cidadãos acima de qualquer suspeita: policiais, empresários, médicos, etc.
Até mesmo um padre brasileiro foi capturado neste esquema. Após ter celebrado a missa vespertina para a comunidade brasileira do sul da Flórida, o religioso foi encontrar-se com o suposto adolescente com o qual havia marcado um encontro. Para sua surpresa, porém, em vez do menino de 16 anos ele foi cercado por agentes da lei que lhe deram voz de prisão. Agora, o padre está preso por atentado ao pudor e pedofilia. Após o término da pena, será deportado para o Brasil.
Como se vê, nem sempre o uso da tecnologia tem os fins desejados. O criador do prêmio Nobel – o químico sueco Alfred Nobel - demonstrou sua frustração com o uso indevido de sua descoberta científica: a dinamite. Em vez de utilizada para exploração de minas e em construções, tornou-se também uma arma poderosa para eliminar inimigos. Antes de morrer, ele doou dinheiro para a criação do Instituto Nobel, para premiar pessoas que trabalham em prol da humanidade. Os cientistas, na maioria das vezes, empenham-se no aperfeiçoamento da tecnologia, criada para facilitar a vida das pessoas. Mas os mais entusiastas sempre encontram utilizações diferentes para elas. A imaginação das pessoas não tem limite... (Fonte: Direto da Redação)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h30
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COMPUTADORES SÃO MAIS SUJOS QUE BANHEIROS

COMPUTADORES SÃO MAIS SUJOS QUE BANHEIROS, DIZ PESQUISA
Uma mesa simples de escritório, com um computador e um telefone, pode ter mais germes que um assento de vaso sanitário
Por Redação com agências internacionais - do Arizona
Uma mesa simples de escritório, com um computador e um telefone, pode ter mais germes que um assento de vaso sanitário, segundo um estudo da Universidade do Arizona (EUA). De acordo com uma pesquisa feita pelo microbiologista Charles Gerba, o ponto mais sujo do local de trabalho é o telefone onde há cerca de 25.127 micróbios por polegada quadrada.
A área em volta do computador é a segunda região mais contaminada por microorganismos: tem 20.961 bactérias e outros bichos vivendo por polegada quadrada, diz a pesquisa, que foi divulgada pelo site www.eletricnews.net.
Os teclados não são tão freqüentados pelos germes - 3.300 minúsculos seres vivos por polegada quadrada habitam as teclas e vãos do equipamento. Os mouses têm mais ou menos a metade de bactérias e micróbios no mesmo espaço (1.676, segundo a pesquisa).
O estudo de Gerba afirma que, em comparação, há 49 germes por polegada quadrada em um assento sanitário comum dos Estados Unidos. Segundo o pesquisador, as mesas e computadores ficam mais contaminadas porque as pessoas costumam comer lanches e biscoitos em cima dos equipamentos. Isso, combinado com o fato de que as mesas não são limpas com a mesma freqüência das privadas, diz Gerba, faz com que os locais de trabalho ofereçam um verdadeiro banquete para os micróbios e bactérias. (publicado na edição de abril/2004)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h28
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A AULA DO DOUTOR MANIGLIA
A AULA DO DOUTOR MANIGLIA
Elio Gaspari aborda a educação como investimento
Uma história que dá gosto contar. Nos anos 50, Antonio Maniglia tinha um sonho: estudar medicina. Vivia em Franca, no interior de São Paulo, onde seu pai ganhava a vida como pedreiro. No Brasil do ensino público gratuito o garoto passou no vestibular e foi estudar na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. Viveu numa república da rua Quintino Bocayuva e se virava dando aulas à noite num colégio da cidade. Formou-se em 1962, entre os três primeiros da turma. Foi para os Estados Unidos, e lá ficou. Tornou-se um grande cirurgião de cabeça e pescoço, lecionando e trabalhando em grandes hospitais de Cleveland, Nova York e Miami. A repórter Renata Cafardo descobriu que Antonio Maniglia voltou a Ribeirão Preto. Tem 65 anos. Examinou os projetos de sua faculdade e resolveu doar US$ 85 mil para a construção do prédio de uma Unidade de Virologia. Sua doação vai se juntar a recursos da universidade e da Fapesp. É a maior doação em dinheiro já recebida pela USP, uma das maiores já feitas a uma faculdade pública. Isso acontece ao mesmo tempo em que um ex-presidente brasileiro associa-se a um centro de estudos de uma universidade estrangeira. Fernando Henrique Cardoso vai para o Watson Institute, da universidade Brown. O instituto foi criado à custa de Thomas Watson Jr. (turma de 1937), o empresário que transformou a IBM na maior empresa de computadores do mundo. Ele doou em torno de US$ 50 milhões à Brown. Pode-se estimar que, da matrícula ao canudo, um aluno de curso superior custe à Viúva algo como R$ 50 mil. A USP deve ter cerca de 150 mil ex-alunos. Há dois anos sua reitoria botou uma página (precária) na Internet, aceitando doações. Arrecadou nada. Graças a uns poucos doadores ela recebe, no máximo, R$ 100 mil por ano. (O banqueiro Olavo Setúbal dá 10 salários mínimos por mês, para ajudar estudantes de engenharia). Todas as outras universidades públicas brasileiras devem ter pelo menos um milhão de ex-alunos. Sabe-se de uma doação anônima de uns US$ 100 mil, mas o resto é silêncio. A legislação nacional não diferencia uma doação de R$ 10 para uma universidade ou para um flanelinha. O incentivo tributário é zero. A aversão do andar de cima a doar dinheiro para estimular o ensino superior é tão funda que há poucos anos a PUC de São Paulo achou que podia arrecadar uns cobres mandando cartas aos seus ex-alunos. O retorno não cobriu as despesas com a postagem dos pedidos. Maniglia deu uma aula de generosidade e reconhecimento às universidades públicas e aos seus ex-alunos. Em 2002 o primeiro colocado na turma da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto foi o estudante Gustavo Maciel, filho de um caminhoneiro. O diretor da escola, professor Ayrton Moreira, tem a sua fotografia em cima da mesa de trabalho. Moreira, por sua vez, é filho de um escriturário de centro de saúde com uma costureira. Sem as universidades públicas gratuitas, Maniglia, Maciel e Moreira dificilmente teriam se tornado médicos. Felizmente, o filho do pedreiro de Franca voltou a Ribeirão e devolveu, com juros de Henrique Meirelles (ex-aluno da Politécnica da USP), tudo o que recebeu da Viúva. É comum ouvir-se que a filantropia não faz parte da cultura brasileira. Lorota. Buscar doações (e submeter-se ao escrutínio dos filantropos) é que não faz parte da administração nacional. O Museu de Arte de São Paulo é um monumento à capacidade de Assis Chateaubriand de obrigar a plutocracia nacional a doar algo do que é seu. A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz nasceu de uma doação. A Fundação Estudar, mantida por empresários, doou US$ 3,7 milhões em doze anos, bancando 249 bolsas para estudantes qualificados em escolas brasileiras e estrangeiras. Cada bolsista tem seu desempenho monitorado. No mundo das soluções criativas que podem fazer a beleza de um governo, professores, alunos e ex-alunos poderiam se juntar, criando pelo menos alguns casos exemplares de melhoria dos orçamentos das universidades por intermédio das doações. Não é o caso de se esperar que apareça um Thomas Watson para doar US$ 50 milhões, mas deve-se sempre lembrar que um taberneiro chamado John Harvard deixou seus livros para que a partir deles se fizesse uma universidade. Pode-se mostrar que além de palmeiras e sabiás, Pindorama tem muitos Antonio Maniglia. É só procurá-los. (Fonte: Folha Brasil – colaboração: Sérgio Barbosa)- publicado na edição de abril/2004.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h26
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PESQUISA TRAÇA PERFIL DO MÉDICO BRASILEIRO - parte 2
Residência médica
Na pesquisa prévia, 74,1% dos médicos indicou ter feito uma residência médica (Machado, 1996), número superior ao observado na presente pesquisa (61,6%). Entre aqueles que indicaram ter feito residência na pesquisa atual, a maioria o fez em IES públicas (78,2%), no Brasil (98,9%), principalmente na região Sudeste (65,2%). O tempo médio de residência ficou predominantemente no intervalo de 19 a 24 meses (63%), sendo que a maioria dos médicos a fez em Cirurgia Geral (15%), Medicina Interna ou Clínica Médica (13,6%) e Pediatria (11,3%).
A realização deste tipo de pós-graduação foi mais predominante no Rio Grande do Sul (74,6%), Maranhão (70,4%) e Santa Canta Catarina (68,2%), e menos no Amapá (37,5%), Acre (44,2%) e Rio Grande do Norte (44,8%).
É importante considerar que estes números se referem à residência médica principal, isto é, a que o médico indicou primeiramente. No questionário também havia a possibilidade de indicar mais duas residências. Deste modo, a indicação destes dados complementares ajuda a compreender a sua formação e atuação profissional. Especificamente entre os médicos que disseram ter feito residência médica, a maioria fez uma única (64,4%), porém foram muitos os que relataram ter duas (31,3%) e bem menos três (4,3%) residências.
Cursos de especialização
Os cursos de especialização com duração mínima de 360 horas foram considerados na atual pesquisa. Considerando os médicos que disseram tê-los feito, 37,3% informaram que concluíram a especialização – uma porcentagem ligeiramente inferior à observada previamente (40,7%) (Machado, 1996).
Este tipo de curso foi realizado principalmente em IES privadas (50,4%), no Brasil (93,2%) e, majoritariamente, na região Sudeste (71%). O tempo médio para sua conclusão se situou predominantemente na faixa de 7 a 12 meses (40,6%) e a7s três áreas principais de escolha foram: Medicina do Trabalho (15,9%), Cardiologia (8,7%) e Administração Hospitalar (6%).
Os cursos de especialização foram mais realizados por médicos que exercem sua profissão no Rio de Janeiro (53%) e em Alagoas (46,7%); menos predominantes em Roraima (25%) e Ceará (28,8%).
Mestrado
Do total, 14% dos médicos disseram ter feito o curso de mestrado; enquanto na pesquisa anterior, apenas 7,7% (Machado, 1996). Em linhas gerais, a maioria informou ter cursado o mestrado em IES públicas (89,6%), no Brasil (96,6%), especificamente na região Sudeste (71,9%).
O tempo médio para sua conclusão se situou predominantemente na faixa de 19 a 24 meses (38,5%), este último compreendendo o tempo atualmente recomendado pelas instituições de fomento à pesquisa (CNPq) e formação (CAPES) brasileiras.
As áreas em que mais obtiveram este título foram Medicina Interna ou Clínica Médica (8,4%), Pediatria (7,2%) e Cardiologia (7,0%). A realização do mestrado foi mais freqüente entre os médicos do Rio de Janeiro (21,4%) e Rio Grande do Sul (21,2%).
Doutorado
6,8% dos médicos que participaram da pesquisa indicaram possuir este título, fato que ocorreu com 3,7% dos médicos na pesquisa passada (Machado, 1996). A grande maioria concluiu seu curso em IES públicas (94,9%), no Brasil (94%) e em estados do Sudeste (88,1%).
O tempo médio de conclusão ficou na faixa de 37 a 48 meses (37,7%), período que vem sendo estimulado pelo CNPq e CAPES. As principais áreas temáticas em que os médicos se doutoraram foram Cardiologia (12%), Medicina Interna ou Clínica Médica (5,8%) e Cirurgia Geral (5,6%).
Quando se consideram os médicos que realizaram este curso em função dos estados, destacam-se São Paulo (12,3%) e Rio Grande do Sul (8%); em quatro estados não foram encontrados médicos com o título de doutor: Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins, todos da região Norte.
Pós-doutorado
Na pesquisa anterior, 0,9% dos médicos disseram ter realizado ao menos um estágio pós-doutoral (Machado, 1996). Na que ora se apresenta, houve um pequeno aumento (1,3%). Diferentemente dos cursos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, majoritariamente realizados no Brasil, estes estágios costumam ser realizados principalmente em outros países (61,7%). Geralmente, predominam as instituições públicas (72,7%), mas em menor medida do que ocorre com os cursos de mestrado e doutorado. Provavelmente, isto é reflexo do predomínio da realização deste estágio no exterior.
Dos médicos que o realizam no país, a grande maioria o faz na região Sudeste (89,5%). A maioria dos médicos disse realizar o estágio com duração de até 12 meses (34%), embora muitos indicaram tê-lo feito no intervalo de 19 a 24 meses (30%).
As principais áreas de escolha foram a Cardiologia e a Urologia, ambas com o mesmo percentual (9,2%). Nenhum médico da região Norte indicou ter realizado estágio pós-doutoral, o que também foi observado em outros cinco estados: Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Santa Catarina e Sergipe. Os estados com maior porcentagem de médicos com esta experiência foram São Paulo (2,7%) e Rio Grande do Sul (1,5%).
Título de especialista
Dos cerca de dois terços dos médicos que disseram possuir este título (66,5%), a maioria informou que o mesmo foi concedido por uma sociedade de especialidade (70,2%), tendo sido registrado no CRM / CFM (87,5%).
O tempo médio de exercício da especialidade foi indicado como sendo predominantemente de até 5 anos (31,4); até 15 anos perfaz um total de 66,4% da amostra, o que reforça que a profissão médica tem sido exercida principalmente por jovens. As três especialidades que mais forneceram títulos de especialistas foram Pediatria (10,4%), Cardiologia (10%) e Ginecologia e Obstetrícia (9%).
Como ocorreu com a residência médica, também foi dada a oportunidade para que os entrevistados indicassem até três títulos de especialista; portanto, os que disseram ter um único foram 59,9%, enquanto os que relataram possuir dois e três foram, respectivamente, 31% e 9,1%.(Fonte: UOL) - publicado na edição de abril/2004.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h25
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PESQUISA TRAÇA PERFIL DO MÉDICO BRASILEIRO

PESQUISA TRAÇA PERFIL DO MÉDICO BRASILEIRO
A Pesquisa sobre Qualificação, Trabalho e Qualidade de Vida do Médico, realizada pelo Conselho Federal de Medicina, CFM, traça o primeiro perfil detalhado da formação do médico brasileiro nos dias de hoje.
Em resumo, o estudo aponta que apesar de a Medicina ser uma ciência essencialmente aplicada, resultado da busca pelo aperfeiçoamento, os médicos seguem se qualificando para assegurar maior inserção no mercado de trabalho. E o fazem principalmente em Instituições de Ensino Superior públicas, sobretudo a residência e os cursos de mestrado e doutorado, onde a excelência dos professores e recursos materiais disponíveis seguem atraindo a atenção dos médicos.
As informações sobre a formação do médico brasileiro estão reunidas no livro O Médico e seu Trabalho, lançado na semana passada pelo CFM, no Rio de Janeiro.
Todos os dados da pesquisa foram coletados pela internet. Durante todo o ano de 2002, o CFM, a Associação Médica Brasileira, AMB, os Conselhos Regionais de Medicina e as Sociedades de Especialidades disponibilizaram o questionário da pesquisa em suas homepages.
Ao todo, 14.405 médicos, de todas as regiões do Brasil, abrangendo todas as especialidades médicas responderam as questões que envolvem características demográficas, formação profissional, participação científica, mercado de trabalho, orientação/participação sociopolítica e atitudes frente à vida e valores humanos.
Veja os principais resultados:
A maioria dos médicos que respondeu à pesquisa disse ter se graduado no Brasil (99,1%), principalmente em instituições de ensino superior (IES) de natureza pública (70,6%). Predominantemente estes médicos têm até 15 anos de formados (48,2%) e grande parte realizou algum curso de pós-graduação (78,1%).
Dentre os que realizaram cursos de pós-graduação lato sensu (residência médica e especialização), a maioria obteve o título de especialista (66,5%).
Em termos das universidades que mais formam no Brasil, são listadas as doze primeiras, entre as quais seis são do Sudeste (Universidade Federal de Minas, Universidade de São Paulo – SP, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal de São Paulo, Universidade de Juiz de Fora e Universidade Severino Sombra), cinco do Nordeste (Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal da Paraíba – JP, Universidade Federal da Bahia, Universidade de Pernambuco e Universidade Federal de Pernambuco) e uma do Sul (Universidade Federal do Paraná). O conjunto destas IES formou aproximadamente um terço dos médicos (31,8%) que participaram do presente estudo.
Concretamente, embora em cerca de 20% dos estados a totalidade dos médicos tenha se formado em IES brasileiras (Alagoas, Amapá, Maranhão, Pará, Piauí e Sergipe), em alguns este montante foi algo inferior, a exemplo do Acre (88,1%) e Roraima (93,2%). Portanto, estes estados têm, proporcionalmente, o maior contingente de médicos “estrangeiros” ou que decidiram realizar seus cursos no exterior.
As IES formadoras são de natureza predominantemente pública em alguns estados, como Pernambuco (98,7%), Rio Grande do Norte (98,5%) e Paraíba (98,3%), porém têm sido menos freqüentes no Espírito Santo (52,7%), Bahia (58,6%) e São Paulo (58,7%).
Com relação ao tempo de formado, os médicos com 15 ou mais anos são maioria no Ceará (63%) e Goiás (59,3%), e minoria no Amapá (33,8%), Alagoas (37,4%) e Roraima (37,6%).
Quanto à questão de se realizaram algum curso de pós-graduação, os médicos que disseram sim foram maioria no Rio de Janeiro (87,7%) e Rio Grande do Sul (87,4%), e minoria no Amapá (58,6%) e Rio Grande do Norte (61,1%). Finalmente, as maiores porcentagens de médicos com título de especialista foram observadas em Santa Catarina (78,2%) e Rio Grande do Sul (75,3%), representando aproximadamente o dobro do observado no Amapá (35,7%) e Rio Grande do Norte (41,2%).
Quanto aos tipos de cursos de pós-graduação realizados, observam-se algumas variações em relação à pesquisa anterior (Machado, 1996). A realização de pós-graduação lato sensu (residência médica e especialização) diminuiu um pouco, enquanto que a stricto sensu (mestrado e doutorado) teve evidente aumento. O estágio de pós-doutorado praticamente permaneceu inalterado.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h24
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FUMO PASSIVO

PAIS QUE SÓ FUMAM FORA DE CASA NÃO POUPAM FILHOS DO FUMO PASSIVO ESTOCOLMO (Reuters) - Mesmo que os pais só acendam o cigarro fora de casa, com a porta fechada, os filhos desses fumantes têm o dobro de risco de desenvolver doenças ligadas ao fumo passivo se comparados aos filhos de não-fumantes, mostrou um estudo sueco na segunda-feira.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a exposição à fumaça de cigarro uma ameaça à saúde que afeta quase metade de todas as crianças do mundo.
"Os resultados desse estudo indicam que o comportamento de fumo em casa é significativo para a exposição da criança à fumaça do cigarro", segundo uma tese de doutorado da Universidade de Linkoping, na Suécia, publicada na edição de abril da revista Pediatrics.
O estudo mostrou que a concentração de cotinina -- uma substância criada quando o corpo processa nicotina -- na urina das crianças variou muito dependendo de onde os pais fumavam na casa, e que fumar fora de casa com a porta fechada é o melhor meio de reduzir a exposição, embora ela ainda seja o dobro da apresentada por filhos de não-fumantes. "Pode-se especular que (a nicotina) provém da respiração do fumante, mas não estudamos isso e não podemos ter certeza", disse à Reuters por telefone AnnaKarin Johansson, uma das pesquisadoras da Faculdade de Ciências de Saúde da Linkoping.
As crianças cujos pais fumam fora de casa de porta aberta ou na janela apresentaram exposição ao tabaco 2,4 vezes maior que os filhos de não-fumantes. Já os filhos de fumantes cujos pais acendem o cigarro dentro de casa tiveram exposição à nicotina 15 vezes maior que o grupo de controle.
O estudo foi feito entre abril de 2001 e janeiro de 2003, e analisou amostras de urina de 366 crianças filhas de pai ou mãe fumantes, além das de 433 filhos de pais não-fumantes. Todas as crianças tinham entre 2,5 e 3 anos de idade.(Fonte: UOL Corpo & Saúde) - publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h22
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UM SALGADINHO PARA COMBATER ANEMIA

UM SALGADINHO PARA COMBATER ANEMIA
O produto foi desenvolvido por equipe da Faculdade de Saúde Pública da USP
Luciana Miranda escreve para o "Estado de SP":
Eles são os vilões da dieta saudável e seduzem a maior parte das crianças. Se é quase impossível banir os salgadinhos dos hábitos alimentares infantis, por que não criar um tipo nutritivo, capaz de combater a anemia por deficiência de ferro?
Foi com essa preocupação que uma equipe de cientistas da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) desenvolveu um salgadinho pobre em gordura e rico em ferro.
Foram dez anos de acertos e erros até a equipe chegar ao produto final. Um salgadinho com textura, sabor e odor semelhantes aos convencionais. Os 9 miligramas de ferro em cada 100 gramas de salgadinho são garantidos graças a uma matéria-prima descartada no abate de bovinos - o pulmão.
Depois de processado sob os mesmos padrões sanitários da carne que vai para os açougues, o pulmão bovino é submetido a etapas que eliminam sua gordura. Em seguida, é transformado numa espécie de farinha. O salgadinho fortificado contém 90% de milho e 10% de pulmão bovino.
"O pulmão tem três vezes mais ferro do que o fígado bovino", diz o professor titular José Alfredo Gomes Arêas, coordenador do Grupo de Propriedades Funcionais de Alimentos da FSP-USP. O projeto da equipe é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
O teor de gordura do produto desenvolvido pelo grupo também é menor do que o dos salgadinhos que existem no mercado. Arêas explica que foram desenvolvidas duas versões: uma com 10% de gordura e outra com zero. Salgadinhos comuns contêm 23% de gordura saturada.
Teste - O salgadinho que saiu do laboratório da faculdade foi testado com sucesso em Teresina (PI). A nutricionista Regilda dos Reis Araújo, professora da Universidade Federal do Piauí, mediu a incidência de anemia em 260 crianças de 2 anos e meio a 7, em duas creches.
Metade das crianças recebeu porções de 30 gramas do salgadinho, três vezes por semana, por dois meses. A outra metade não teve o produto incluído na merenda. Ao fim do período de uso do salgadinho, Regilda voltou a medir a incidência de anemia.
"Entre as crianças que comeram o salgadinho, a anemia caiu de 61,5% para 11,5%", afirma Regilda. Não houve alteração no grupo que não recebeu o salgadinho.
Com menos anemia, melhorou também o estado nutricional geral da criançada. "As mães notaram que seus filhos passaram a se alimentar melhor." O que faz sentido já que além de causar desânimo e cansaço, a anemia também tira o apetite.
Com aroma de bacon, o salgadinho foi bem aceito pelas crianças. Logo no primeiro mês, 95% delas comiam todo o pacote. No mês seguinte, a porcentagem aumentou para 99%.
Para Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, desenvolvimentos como esse são bem-vindos já que a anemia é a principal carência nutricional infantil.
Pelos cálculos da equipe da FSP-USP, o custo adicional na produção do salgadinho fortificado em comparação ao convencional é de apenas R$ 0,09 para cada pacote de 30 gramas.
O próximo passo é encontrar uma indústria interessada em fabricar o salgadinho em larga escala e colocá-lo no mercado. O professor Arêas já fez vários contatos com o setor, mas ainda não encontrou interessados. (O Estado de SP, 25/3) - publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h19
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RISCO DE CÂNCER DE PRÓSTATA

EJACULAÇÕES FREQÜENTES PODEM REDUZIR RISCO DE CÂNCER DE PRÓSTATA
Estudo nos EUA teve mais de 29 mil voluntários
Atividade sexual não causa câncer de próstata, e homens que ejaculam freqüentemente podem até estar se protegendo contra a doença, segundo um estudo conduzido por cientistas americanos.
A pesquisa contou com mais de 29 mil homens sadios e cobriu todo tipo de atividade sexual, incluindo masturbação e polução noturna. Os resultados confirmam um resultado obtido por um estudo menor, divulgado por cientistas na Austrália em 2003.
Havia uma desconfiança na comunidade médica de que a alta freqüência de atividade sexual pudesse aumentar o risco de câncer de próstata. A razão estaria numa produção exagerada do hormônio masculino testosterona, que poderia disparar o crescimento das células da próstata.
A nova pesquisa, feita por um grupo do Instituto Nacional do Câncer liderada por Michael Leitzmann, constatou que a freqüência da ejaculação não está relacionada a um risco aumentado. 'Não há efeitos adversos. E níveis mais elevados de ejaculação parecem proteger homens do desenvolvimento de câncer de próstata', disse o pesquisador.
O estudo sugeriu que ejaculações freqüentes podem reduzir a concentração de 'carcinógenos químicos [substâncias que provocam a formação de tumores malignos] que se acumulam facilmente no fluido prostático' e podem reduzir o desenvolvimento de pequenos cristais 'que foram associados ao câncer de próstata em alguns [casos]'.
O novo estudo foi publicado nesta semana na 'Jama' (jama. ama-assn.org), revista da Associação Médica Americana. Ele acompanhou homens de 40 a 75 anos na época em que a pesquisa foi iniciada, em 1986.
O estudo australiano teve um escopo bem menor, contando com a participação de 1.079 homens diagnosticados com câncer de próstata, comparados a outros 1.259 que não tinham a doença. Os resultados, entretanto, apontaram na mesma direção.
Leitzmann diz que agora as evidências são ainda mais fortes, porque seu estudo acompanhou os homens ao longo do tempo, em vez de pedir que se lembrassem da freqüência de ejaculação somente depois de terem sido diagnosticados com câncer.
Com agências internacionais) (Folha de SP, 7/4) - publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h18
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Remédios na TV

ANVISA CRIA SETOR PARA MONITORAR ANÚNCIOS NA TV SOBRE REMÉDIOS
As emissoras de TV estão na mira da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
O órgão acaba de criar um departamento voltado exclusivamente para o monitoramento de publicidade de medicamentos e produtos sujeitos a controle sanitário.
A intenção é dar atenção especial aos anúncios inseridos em programas de TV. O órgão já vinha fazendo o controle, mas não de forma sistemática.
'O novo departamento terá a ajuda de universitários', explica a gerente de Inspeção da Anvisa, Maria José Delgado Fagundes. Catorze instituições disponibilizam estudantes de direito, medicina e farmácia para o trabalho.
'Eles analisam a publicidade de impressos, rádio e TV e mandam relatórios mensais à Anvisa, que apura as infrações e abre processo administrativo contra os responsáveis.'
Em 2000, apenas 36 autos de infração foram registrados pela agência, ante 704 de 2003. 'Este ano, conseguiremos fazer uma análise mais detalhada', acredita Maria José.
Em 2001, a Anvisa aplicou R$ 240 mil em multas. Em 2003, o valor pulou para R$ 3,3 milhões. (Keila Jimenez) (O Estado de SP, 4/3) - publicado na edição de abril/2004
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h16
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Nome sugestivo para preservativo - parte 2
Nesse sentido, o Hora H terá uma postura diferenciada no mercado, sendo vendido estrategicamente em pontos onde há maior presença de jovens, como bares, festas, shows, skate shops, lojas de roupa e CDs, além de tradicionais pontos de venda de preservativos, como farmácias e supermercados.
Outro diferencial da estratégia foi a criação do próprio preservativo Hora H. Nome, logomarca, material promocional e até as instruções de uso foram desenvolvidos por integrantes do grupo De Jovem para Jovem, com a preocupação de adequar o produto à realidade social e cultural de sua comunidade. 16 adolescentes integrantes do grupo participaram do projeto, todos eles moradores de Bangu e Maré, periferia do Rio de Janeiro.
A estratégia Hora H foi desenvolvida pela JohnSnowBrasil, empresa de consultoria em marketing social, em aliança com o Instituto Promundo, ONG que atua no Rio de Janeiro. Representante da SSL International, líder no mercado de preservativos mundial, a JohnSnowBrasil buscou parcerias com grupos de jovens de vários estados brasileiros para a replicação da iniciativa.
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Maiores Informações: |
John Snow Brasil - Cecilia Studart (61-95519337/3281278)
Carolina Borges (61-9445999/328-1278)
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Grupo Atitude - Sérgio de Cássio (61-78111033/3718479)
Japão (78111030/3718479) |
(Colaboração: Cecilia Studart - publicado na edição de abril/2004)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h14
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Nome sugestivo para preservativo

HORA H E O MOVIMENTO HIP HOP: UMA LINGUAGEM COMUM PELA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
Nome sugestivo para preservativo
O Hora H encontrou no Hip Hop um espaço fértil para disseminar sua estratégia social para a conscientização de jovens sobre o uso de preservativos e questões de gênero. Essa estratégia foi desenhada a partir da necessidade de vincular o auto-cuidado da saúde dos jovens e o uso de preservativos a um estilo “bacana” de ser jovem e ao que eles gostam e curtem, seja por meio do Hip Hop ou por outras formas de expressão cultural.
O preservativo Hora H chega ao Brasil propondo aos jovens uma nova postura sobre o uso da camisinha e questões de gênero, com mais equilíbrio e equidade. Bangu, no Rio de Janeiro e Ceilândia, no DF foram os locais escolhidos para o lançamento da estratégia.
Em Ceilândia, o Grupo Atitude, ONG parceira na aplicação da campanha junto à comunidade, tem participação fundamental na estratégia Hora H. Criado há 5 anos, o grupo é formado por jovens que desenvolvem projetos em escolas públicas voltados para a prevenção de DST e Aids. Nas oficinas implementadas pela organização são discutidos temas como violência, sexo e drogas, com o objetivo de fazer do jovem um agente transformador de seu cotidiano, a partir de informações abordadas nas atividades.
O Grupo Atitude e o Hora H trabalham juntos para transformar o comportamento dos adolescentes sobre prevenção de DST e Aids e a eqüidade de gênero. A estratégia Hora H prevê um esforço de conscientização para a adoção de um novo estilo de vida, onde homens e mulheres têm os mesmos diretos e responsabilidades dentro de um relacionamento. Além disso, tem a missão de captar pontos de venda estratégicos para o preservativo e capacitar jovens para engajar-se na promoção dos conceitos. A venda dos preservativos não é o objetivo do Hora H; trata-se do meio que irá garantir a sustentabilidade social e financeira da estratégia.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h13
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O PERIGO DO USO INDISCRIMINADO DE ANTIBIÓTICO

O PERIGO DO USO INDISCRIMINADO DE ANTIBIÓTICO
Por Fabiana Franco
Considerados “remédios milagrosos” por sua capacidade de curar doenças infecciosas, os antibióticos são utilizados de forma ampla e muitas vezes indiscriminada.
Segundo a OMS, Organização Mundial de Saúde, um dos maiores desastres do Séc XX é o abuso do uso de antibióticos, algumas doenças que eram tratáveis com esta medicação atualmente são incuráveis e a causa principal é o uso inadequado e excessivo, que contribui para o aumento rápido da prevalência de microorganismos resistentes aos medicamentos. A conseqüência mais grave é o aparecimento de novas linhagens bacterianas resistentes a vários antibióticos ao mesmo tempo, podendo acarretar um aumento incontrolado de epidemias ainda sem tratamento.
O Brasil ocupa o sexto lugar entre países consumidores de medicamentos e enfrenta o problema dos altos índices de automedicação, que é o hábito de tomar medicamentos por conta própria. Segundo dados do SINITOX, Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológicas, em São Paulo no ano de 2001 ocorreram 6.885 casos de intoxicação por medicamento, o que representa 34,45% do total de ocorrências. Destes 322 foram ocasionados por automedicação.
Há uma preocupação constante do governo com esses índices, em 1998, segundo o CEATOX, Centro de Assistência toxicológica de São Paulo, 40% dos casos de intoxicação foram causadas por medicamento. Na mesma época o Ministério da Saúde lançou um Programa Nacional de Racionalização do Uso de Antibióticos e foram distribuídos em todo país cartazes e cartilhas informando sobre a importância do controle no uso de antibióticos.
A discussão da importância da racionalização do uso desta medicação ressurge em fevereiro deste ano com a divulgação de uma pesquisa que liga o câncer de mama ao uso de antibióticos. A pesquisa é da Universidade de Washington, em Seattle e foi realizada com 10.219 mulheres; os pesquisadores descobriram que as mulheres que tomaram antibióticos por aproximadamente 500 dias ou tiveram um número de receitas superior a 25 em um período de 17 anos apresentaram mais risco de desenvolver câncer de mama do que as que nunca foram expostas ao medicamento.
Um estudo anterior realizado na Finlândia com cerca de 10.000 mulheres confirma a pesquisa e destaca a importância da cautela no uso de antibióticos. Embora sejam necessários mais estudos para confirmar a teoria, é certo que a automedicação e o uso indiscriminado de antibióticos representam um perigo real e constante para a população exposta a propagandas veiculadas pela mídia sem avaliações prévias ou controles.
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h11
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Isaac Epstein analisa principais notícias de Comunicação & Saúde

ALONGAR É BOM PARA A COLUNA, MAS CAMINHAR MELHORA A CABEÇA
Isaac Epstein analisa principais notícias de Comunicação & Saúde
Pesquisas recentes (La Recherche, Abril, 2004, p.20/21) realizadas com cerca de 40 pessoas, cuja idade média era de 67 anos, mostraram que aqueles que praticavam a caminhada regularmente além de melhorar suas capacidades cardiorespiratórias (o que já se sabia), melhoravam também suas capacidades cognitivas.(o que não se sabia). As pessoas foram divididas em dois grupos aos quais foram fornecidas informações visuais que contradiziam uma tarefa que devia ser cumprida. O teste cognitivo consistia em superar esta incoerência para responder ao teste o que implicava uma certa concentração e a capacidade de responder a uma situação de conflito intelectual. Um dos grupos seguiu durante seis meses um treinamento com três sessões semanais de caminhada começando com 15 minutos de duração e terminando com 45. O segundo grupo seguiu um programa de alongamento com idêntica freqüência. Os dois grupos fizeram o teste cognitivo, uma semana antes do treinamento e uma semana após o mesmo.Como se esperava as capacidades cardiovasculares do grupo que tinha caminhado melhoravam em relação ao grupo dos alongados. Mas o surpreendente foi que os conflitos cognitivos propostos pelos testes também foram superados com mais facilidade pelos caminhantes
Obesidade
O Journal of the American Medical Association revela que 64% da população americana é clinicamente obesa ou tem sobrepeso. Nesse país, conforme nos relata a revista NewScientist de 20/03/04, p.5, a obesidade está próxima do tabaco como a principal causa de mortalidade. Em 2000 a obesidade matou 400.000 norte americanos, um terço a mais do que em 1990. e apenas 39.000 mortes a menos do que as causadas pelo tabaco. O que a revista não nos explica é como são contados os obesos fumantes. Morrem do excesso de peso ou do fumo? Ou se computam apenas os fumantes magros e os obesos não fumantes? Fizemos a pergunta ao NewScientist e estamos aguardando a resposta.
Os dez principais desafios dos países emergentes
A revista Nature, de 11/03/04, p. 110 nos conta que entre 24 e 28 de Maio próximo nove eminentes economistas (quatro detentores do prêmio Nobel) seu reunirão em Copenhagem para comparar soluções para os dez principais problemas dos países em desenvolvimento: 1. Água e condições sanitárias, 2. Conflitos, 3. Doenças comunicáveis, 4. Educação, 5. Fome e má nutrição, 6. Governabilidade e corrupção, 7. Instabilidade financeira, 8. Mudanças climáticas, 9.Migração das populações, 10. Subsídios e barreiras alfandegárias. (Não necessariamente nesta ordem). O painel de cientistas pretende usar análises de custo-benefício para avaliar entre 3 e cinco propostas rivais Como o painel é composto de figuras de proa nos Estados Unidos e Europa, vamos aguardar, aqui, abaixo de equador, a sua classificação Se não fosse impertinente, de nossa parte poderíamos lembrar a estes eminentes cientistas que uma questão não mencionada mas que, pelo menos no Brasil, se resolvida, poderia alavancar a solução de algumas das questões mencionadas, é a iniquidade da distribuição de renda. Tem alguns ganhando fortunas e muita gente desempregada ou ganhando quase nada. Não precisa ter ganhado o prêmio Nobel para saber que pelo menos as doenças comunicáveis, a educação, sem falar da fome e má nutrição ganhariam muito com uma distribuição de renda mais decente. (Colaboração: Prof. Dr. Isaac Epstein)(publicado bna edição de outubro/2004)
Escrito por Prof. Dr. Arquimedes Pessoni às 08h08
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